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24 de março de 2019

Legado do Deserto - Maisey Yates


Título Original: Heir to a Desert Legacy
Tradutora: Celina Romeu
Editora: Harlequin
Edição de: 2013
Páginas: 204 (eBook Kindle)
Série Herdeiros Secretos de Homens Poderosos - Livro 1
Onde comprar: Amazon


Sinopse: Chloe carregou em seu ventre o futuro sheik de Attar. Quando Sayid, tio da criança e atual regente do reino, descobre, decide fazer de tudo para proteger o sobrinho. Mas ela não abrirá mão do bebê, e o casamento parece ser a única solução.



Se olhássemos apenas para a capa deste livro não imaginaríamos quão quebrados estão os personagens da história. A sinopse também não nos diz muita coisa. Parece apenas mais um livrinho do gênero, uma leitura para passar o tempo e nada mais. Certo?! Errado. 

"Posso lhe dizer desde já que há coisas demais no mundo que não fazem sentido e jamais farão. A ganância, o desejo pelo poder levam homens a fazer coisas terríveis."

Chloe James estava tentando concluir seu doutorado em física e se tornar a cientista que tanto sonhava. Queria dar aulas em grandes universidades, testar teorias... ter uma vida inteira voltada aos estudos. Marido e filhos não estavam nos seus planos. Porque queria manter o controle de sua própria vida. Sem nenhuma emoção que a tornasse fraca. 

27 de julho de 2018

O que Dizem seus Olhos - Florencia Bonelli

(Título Original: Lo que Dicen tus Ojos
Tradutora: Sandra Martha Dolinsky
Editora: Planeta, selo Essência
Edição de: 2018)

Livro que antecede a Trilogia Cavalo de Fogo

Córdoba (Argentina) 1961. Apesar de suas origens humildes, Francesca De Gecco conseguiu ter uma sólida educação. Sua carreira começou no jornal dirigido por seu rico padrinho e mentor, mas seus planos de se tornar uma jornalista de sucesso foram interrompidos pela história de um amor impossível.

Após sofrer uma terrível desilusão que só o tempo e a distância poderiam curar, seu tio consegue um emprego para a jovem em uma embaixada distante, e Francesca se muda para Genebra. No entanto, essa cidade será apenas a primeira parada de uma viagem muito mais longa. Ao redor do mundo, nos palácios mais deslumbrantes dos desertos do Oriente Médio, Francesca terá uma segunda chance de ser feliz.



Palavras de uma leitora...


"Cada voz que canta o amor não diz
Tudo o que quer dizer,
Tudo o que cala fala
Mais alto ao coração.
Silenciosamente eu te falo com paixão...

Eu te amo calado,
Como quem ouve uma sinfonia
De silêncios e de luz.
Nós somos medo e desejo,
Somos feitos de silêncio e sons,
Tem certas coisas que eu não sei dizer..."
[Certas Coisas - Lulu Santos]

- Não poderia deixar de mencionar esta música tão linda. Ela se encaixa perfeitamente na história... Muitas vezes o Kamal, meu amado protagonista, me fazia recordar esta canção. Com sua reserva, seus silêncios que pareciam gritar sentimentos que ele não sabia colocar em palavras. Com seu amor que era muito mais atitudes que palavras, que frases feitas e que repetimos porque elas nos servem como formas de expressar o que levamos dentro e não sabemos como demonstrar ao outro. Dizemos "eu te amo", mas esta simples frase, tão cheia de significados e por vezes utilizada de forma banal, não é capaz de traduzir a essência do sentimento. 

Palavras... vejo magia nelas.Todavia, quando encontro nos livros declarações de amor como as do Kamal, ditas sem dizer... traduzidas em lágrimas, em renúncia, num olhar que parece conter toda a dor do mundo... penso que as palavras não são nem sequer um reflexo do que sentimos. 

"Sempre amarei este lugar, mesmo que se passem anos, mesmo que nunca mais torne a vê-lo."

Embora não fosse a primeira vez que passava as férias na fazenda Arroyo Seco, algo estava diferente. Francesca nunca tinha sido uma pessoa supersticiosa, mas sentia que alguma coisa estava para mudar... Sentia saudades do que ainda não tinha perdido. Sentia que, talvez, nunca mais retornasse. Que aquela seria a última vez. Era absurdo, claro. Sua mãe estava ali, sua melhor amiga Sofía e ainda tinha Rex, seu cavalo amado, que jamais deixaria para trás. Mas ainda assim a sensação não a abandonava. 

Ela tinha apenas seis anos de idade quando perdeu o pai. Sua mãe e ele tinham fugido da Sicília para a Argentina, na esperança de ter uma vida melhor. Longe dos parentes que não aceitavam seu amor, que queriam vê-los separados. Antonina estava grávida quando partiram e os primeiros anos, por mais difíceis que tenham sido, foram felizes. Mas então veio a perda... e com ela se foram os sorrisos. Sem estudos e tendo uma filha pequena para criar, conseguiu emprego como cozinheira dos Martínez Olazábal, uma das famílias mais influentes de Córdoba, com suas próprias tragédias e segredos. 

Francesca cresceu ali, sendo vista pelos patrões de sua mãe como nada além da filha da cozinheira, por mais que tenha recebido uma excelente educação, estudado nos mesmos colégios que a filha mais nova deles e fosse tão ou mais culta que eles. Afilhada de um homem importante, ela tinha um futuro cheio de possibilidades pela frente... o que poderia ser destruído pela chegada de Aldo, filho dos Martínez Olazábal, que durante dez anos esteve longe. 

Não era sua intenção olhá-lo. Desejar o que não poderia ter. Mas quando, naquela noite, ele se aproximou dela... algo em seu interior se alterou. Era a primeira vez que se apaixonava. Foi impossível não aguardar com ansiedade a próxima vez que ele lhe dirigiria a palavra, que trocaria confidências, que a beijaria como se ela fosse única... como se a amasse. 

Ela acreditou nele. Em sua palavra. Em seu amor. E de que valeu? No fim, Aldo optou pelo caminho mais fácil... casou-se com alguém de sua posição social. Fez o que sua família desejava. Porque Francesca não tinha o necessário para ser sua esposa. 

Destroçada pela traição do homem em quem confiou, ela tentou seguir com sua vida. Tinha apenas vinte e anos e superaria. Sobreviveria àquela decepção. Mas Aldo não a deixou em paz. Porque não bastava ter destruído seus sonhos, a magoado como ninguém... ele ainda precisava insistir. Querer fazer dela sua amante. Humilhá-la mais do que já tinha feito. 

Ainda amando-o mesmo sabendo que ele não a merecia, Francesca só desejava ir para bem longe... Esquecer toda aquela dor. E quando seu padrinho conseguiu uma oportunidade para ela na embaixada em Genebra, não hesitou. Agarrou sua chance com todas as suas forças. Sim, seria duro partir. Tudo o que ela tinha vivido... tudo o que contribuíra para torná-la o que era ficaria para trás. Mas, talvez, apenas talvez, seu futuro estivesse em outro lugar. 

"Conhecer-te foi um disparo ao coração
Me atacaste com um beijo a sangue frio
E eu sabia
Que era tão letal a ferida que causou
Que este louco aventureiro morria
E esse dia começou
Com teu amor com um disparo ao coração

Não entendi como aconteceu 
Com a destreza de um bom franco-atirador
Cada uma de tuas balas na alma me acertou"
[Tradução livre da música Disparo al Corazón, de Ricky Martin]

- Publicado originalmente em 2006, Lo que Dicen tus Ojos foi o primeiro livro escrito pela minha querida autora Florencia Bonelli, embora não tenha sido o primeiro a ser publicado. Ela lançou Bodas de Odio, Marlene e Indias Blancas antes de finalmente nos presentear com a história que a tornou escritora. Que a fez perceber que amava a escrita, que criar personagens e histórias complexas e arrebatadoras era o seu sonho. 

A inspiração para escrever este livro surgiu depois de ela ler El Árabe, romance de Edith Hull (que ainda não tive a oportunidade de conhecer) e um dos seus livros preferidos da vida (juntamente com O Cavaleiro de Bronze que já foi resenhado aqui). Ela seguia uma carreira totalmente diferente (em Economia) e quando descobriu seu dom para a escrita, sua verdadeira paixão, decidiu dedicar-se de corpo e alma e hoje é uma escritora de sucesso, cada vez mais conhecida dentro e fora da Argentina. 

- Lembro como se fosse hoje da primeira vez que li uma história dela. Minha amiga Carla (que chamo carinhosamente de Carlita) me falava maravilhas de O Quarto Arcano. Ela era tão apaixonada pela história que eu desejava com desespero conhecer os personagens que tanto a tinham encantado. Foi um dos mais lindos presentes receber a duologia dela. A FB nem sonhava em ser publicada aqui no Brasil e a Carlita, que é portuguesa, me enviou a versão lá de Portugal. Eu sorrio como boba sempre que recordo o momento em que abri a caixa e vi "meus filhos". Foram muitos gritos de felicidade!kkkkkk... E não demorei a largar tudo e mergulhar na história. Ali aconteceu: me tornei fã incondicional da FB. Do tipo que não consegue amar nenhuma autora como ela. Tenho sim autoras especiais, muito queridas. Mas me diga para mencionar apenas uma escritora amada e direi o nome dela. O Quarto Arcano é meu livro, meu número perfeito.rs Uma história incomparável, com personagens que se cravam dentro de nós de uma forma... As lágrimas vêm... porque não dá para recordar a quantidade de coisas que vivi com essa duologia sem chorar. Roger e Isaura. Meu casal querido. Que tanta coisa me ensinou.... Como sinto falta deles dois! 

A Carlita também me deu de presente outros livros da autora: Marlene, Cavalo de Fogo - Paris, Cavalo de Fogo - Congo (que ela e a Moniquita me deram). E a Moniquita me presenteou com Lo que Dicen tus Ojos, que é um dos livros favoritos dela. Todos eles possuem resenhas no blog. Sim, não é a primeira vez que falo de O que Dizem seus Olhos aqui.kkkkkk

- Ao longo destes mais de seis anos que conheço a Florencia Bonelli sonhei com o dia em que uma editora brasileira abriria os olhos, criaria juízo e traria seus livros para cá. Recebi tantas negativas ao entrar em contato com as editoras que com o passar dos anos acabei desanimando, acreditando que nunca apostariam nela, que muitos leitores brasileiros jamais teriam a chance de mergulhar em suas histórias, de entender por que a amo tanto. E, então, vocês podem imaginar como surtei aqui em casa quando vi a notícia de que a editora Planeta publicaria este livro. Foram gritos de assustar qualquer pessoa (risos), danças, pulos e mais gritos. Meu coração batia tão forte que eu chegava a ter medo de ele não suportar e parar.kkkkkkkkkkk...

Por isso, por amar tanto a FB, não poderia deixar de correr para a livraria e adquirir meu exemplar quando o livro foi lançado em maio deste ano. Eu tinha que ter o meu "bebê" na estante, pertinho da sua versão em espanhol, que foi a primeira que li e me apaixonou. Era minha chance de voltar ao livro. De reviver cada momento... mesmo aqueles que me machucaram, que partiram meu coração em vários pedaços. Porque se você ainda não conhece a FB vou te contar um segredo: existe muito amor em seus livros, mas também muito sofrimento. Tem que ler com o coração preparado. O que Dizem seus Olhos é mais leve que os outros, confesso. Você não chegará a ficar encolhido no chão, em prantos, como se cada golpe tivesse sido em seu corpo e coração. Todavia, ainda assim, vai te atingir. Ela é especialista em livros arrebatadores. Lindos... e dolorosos. A chamo carinhosamente de sádica. :D

"Feridas ainda abertas sangraram de novo. As velhas dores misturaram-se às novas e assolaram sua alma."

- Genebra é apenas um lugar de passagem na vida de Francesca. A verdadeira história da nossa protagonista, que tinha entregado seu coração apenas para vê-lo ser destruído pelo egoísmo de um homem que nunca a mereceu, começa na Arábia Saudita, um país do outro lado do mundo, tão belo e ameaçador. Após passar alguns meses trabalhando como secretária do embaixador em Genebra, ela foi repentinamente transferida para ser assistente de outro embaixador na Arábia Saudita. Sem entender o que motivara a solicitação de transferência, Francesca se viu novamente tendo que abandonar algo que conhecia por conta da vontade dos outros. Não queria ir. A ideia que tinha dos árabes era a pior possível e temia o que poderia se passar se colocasse os pés naquele lugar. 

"Arriscando-se, descobriu o rosto para observar mais claramente, entre a filigrana de uma janela, o brilho de uns olhos que a contemplavam com tristeza, cheios de lágrimas. [...] A tristeza daquele olhar impressionou Francesca. Sem dúvida, era o olhar de uma mulher, de uma mulher sofrida que queria gritar aos quatro ventos sua dor, mas que só podia desabafar olhando pela intrincada grade de uma janelinha."

Logo que chega ao seu novo destino, Francesca encara uma realidade muito diferente da sua. Uma cultura complexa, que limitava e oprimia as mulheres. Seu livro de Artes foi apreendido, por ser considerado proibido pelo Alcorão, e os olhares hostis dos homens locais pareciam perfurá-la, julgando-a por suas roupas, por seu comportamento, por sua religião... por ser uma mulher ocidental e cristã. O motorista designado para levá-la até a embaixada a enxergava como uma prostituta, uma mulherzinha qualquer indigna de pisar o solo sagrado de sua terra. Não foi um bom começo. 

Mas segura entre as paredes da embaixada, ela não demora a se adaptar ao novo trabalho. Seu chefe era uma pessoa incrível e os outros funcionários, com exceção do motorista que a olhava com ódio, eram gentis e atenciosos, dispostos a recebê-la como parte da equipe. E é lá que seu caminho se cruza com o de Kamal Al-Saud... pela primeira vez? 

"Nada é por acaso", dissera certa vez seu tio Fredo. "Cada um de nós é uma parte minúscula de um plano enorme e infinito, onde nossos fios se cruzam ou não, segundo a vontade do Arquiteto que o traçou."

- Ele fazia parte da família que governava o país, era um príncipe, muito mais inalcançável que o homem que a tinha feito conhecer o amor e a dor. E, de início, Francesca o rejeita. Tudo o que ele era e representava a repelia. Não suportava aquele país, o comportamento bárbaro, a violência... e um árabe era tudo o que ela não gostaria de ter em sua vida. Mas Kamal, pouco a pouco, começa a invadir seu espaço. Ele era um homem que ela não conseguia compreender. Distante, reservado, dado a silêncios que ninguém se atrevia a quebrar, mas que de repente se aproximava e a olhava com uma intensidade que a desconcertava e tornava impossível esquecê-lo. Quem ele era, afinal? O que se escondia por trás do homem fechado, o que existia em seu interior? 

- A história entre Francesca e Kamal é uma das mais belas que já li. Nada acontece rapidamente. O relacionamento se constrói aos poucos, mas quando finalmente se entregam aos sentimentos que já não conseguiam negar, é tudo muito intenso. Dá para notarmos, antes mesmo que coloquem em palavras, o que sentem. Sabemos que se amam. E que tal sentimento pode feri-los profundamente. Não porque não estejam dispostos a ficar juntos. Mas sim porque a Arábia Saudita estava vivendo uma crise séria e a família de Kamal se encontrava dividida. Tudo era arriscado... e podia ser letal. Além disso, Francesca era uma moça do Ocidente, tinha sido criada na religião católica e o povo árabe nunca a aceitaria. Não só isso. Tentaria tirá-la do caminho. Por bem... ou por mal

"Eu a protegerei e não permitirei que nada nem ninguém lhe faça mal."

- Enquanto relia o livro e me aproximava de determinadas cenas chorava com antecedência.kkkkkkkk... Eu sabia o que iria acontecer. Não importava o quanto desejasse modificar as páginas, mudar o rumo das coisas, ainda assim tudo iria ocorrer como da primeira vez que li. E, impotente, eu veria o meu casal amado ir ao inferno e voltar destroçado. Foram cenas que me marcaram quando li em 2013 e que tornaram a me ferir agora. Não posso dizer o que acontece, claro. Mas é forte. E acaba com a gente. 

"Existiria algo bonito e bom que durasse para sempre?"

Quando concluímos esta leitura podemos responder facilmente a pergunta acima. Com a certeza que sim, existe algo lindo e bom que dura para sempre. Que não se extingue nem com a morte. O amor. Não o que muitos consideram amor, mas é fugaz e superficial. Mas sim aquele amor de verdade. Que vai além do desejo, da paixão... o sentimento que resiste à passagem dos anos e à dor. O sentimento que é transferido para os filhos e que se prolonga nas gerações seguintes. Mas ainda que se limitasse ao próprio casal, ainda que não existisse descendência, seguiria sendo algo que sobreviveria à morte. Porque eu acredito que existem amores que nada, absolutamente nada, destrói.

Recomendo este livro? Nem precisam perguntar!kkkkkk... Deixarei logo abaixo o link de todos os livros da autora que já li e resenhei aqui. Foram dez até agora.rsrs Está nos meus planos ler Indias Blancas e depois o último livro da trilogia Cavalo de Fogo. E por falar nessa trilogia... 

- Esqueçam a ideia de prequel!!! Detesto quando utilizam esta palavra para se referir ao livro O que Dizem seus Olhos. Porque dá uma ideia de que a história não é principal. E, como eu disse, este livro foi o primeiro escrito pela autora. Muito, muito, MUITO antes de ela decidir escrever a trilogia Cavalo de Fogo

E o que é a trilogia? A segunda geração.rs Nesta trilogia temos como protagonistas Eliah Al-Saud, (filho de Francesca e Kamal) e Matilde Martínez (filha de Aldo, o primeiro amor de Francesca e sua grande decepção). Nos dois temos a continuação da história de seus pais. Diferente do livro do qual a trilogia derivou, a história de Eliah e Matilde ocorre ao longo de três volumes, divididos em: Paris, Congo e Gaza. E, acreditem, são livros que meu Deus do céu! É impossível ficar imune. Impossível não se envolver com a quantidade de história, de riqueza, de beleza e crueldade que existem nesses livros. Eles nos mudam. Nos tornam pessoas melhores. Nos fazem conhecer realidades muito distintas da nossa... principalmente Congo (digo isso porque Gaza eu ainda não li), que só pelo nome dá para ter uma ideia dos assuntos que serão abordados. É romance? Claro! Mas é muito mais que isso. Os livros da FB sempre vão além do simples romance. Eles têm História. 

É isso, queridos! Espero que deem uma chance ao livro! E que se apaixonem!

Resenhas publicadas no blog

O Anjo Negro (O Quarto Arcano 1)
O Porto das Tormentas (O Quarto Arcano 2)
Marlene
Lo que Dicen tus Ojos (primeira resenha)
Lo que Dicen tus Ojos (resenha da Carla)
Lo que Dicen tus Ojos (resenha da Mónica)
Cavalo de Fogo - Paris
Cavalo de Fogo - Congo
Me Llaman Artemio Furia
Bodas de Ódio
Nascida sob o Signo de Touro (Série Nascidas 1)
Nascida sob o Sol de Aquário (Série Nascidas 2)


Todos os livros da Florencia Bonelli 

Livros independentes
Bodas de Odio (Bodas de Ódio)
Marlene
Me llaman Artemio Furia (Me Chamam Artémio Fúria)

Duologia Indias Blancas
Indias Blancas (Índias Brancas)
Indias Blancas. La vuelta del Ranquel (Índias Brancas, a volta do Ranquel)

Duologia O Quarto Arcano
O Anjo Negro - O Quarto Arcano 1
O Porto das Tormentas - O Quarto Arcano 2

Trilogia Cavalo de Fogo
O que Dizem seus Olhos (antecede a trilogia)
Cavalo de Fogo - Paris
Cavalo de Fogo - Congo
Cavalo de Fogo - Gaza

Trilogia do Perdão
Jasy
Almanegra  
La Tierra sin Mal 

Série Nascidas
Nacida bajo el signo del Toro (Nascida sob o Signo de Touro)
Nacida bajo el sol de Acuario (Nascida sob o Sol de Aquário)
Nacida bajo el fuego de Aries (Nascida sob o Fogo de Áries)

Observação: em breve a autora irá publicar a história de la Diana, personagem importante na trilogia Cavalo de Fogo que ganhou nosso coração e nos fez desejar ler sua própria história. Ela merece, gente! 

9 de julho de 2018

Joia da Coroa - Lynne Graham



“Uma esposa virtuosa é mais valiosa do que os rubis…”

O sheik Raja al-Somari está ciente de que seu dever é sacrificar a própria liberdade pelo bem do país que governa. Porém, ele terá de utilizar táticas mais amenas para conquistar sua noiva… De um dia para o outro Ruby Sommerton deixou de ser uma garota comum, do tipo que fofocava todas as noites com sua companheira de apartamento, e se tornou uma princesa. Agora, ela aguarda ansiosamente pela chegada de seu príncipe dentro de um dos quartos do palácio no deserto. Ruby tem muito a aprender sobre etiqueta real. E ainda mais sobre as noites quentes na companhia de seu marido…



Palavras de uma leitora...



- A última vez que li um livro da minha autora querida foi em outubro do ano passado. O motivo? Já li tudo o que foi publicado dela aqui no Brasil.kkkkkkkk... Até mesmo livros que não foram eu já li.rs O único que eu achava que ainda não conhecia era Joia da Coroa e foi muito bom descobrir isso, pois era a escolha perfeita para começar minha Maratona Romances de Banca

Eu estava preparada para me estressar. Para desejar matar o mocinho... Coisas que geralmente se passam quando lemos algo da Lynne Graham. Muitos de seus mocinhos (não todos, claro) são esganáveis. Cretinos que se fazem de surdos para não ouvir nada do que as mocinhas digam e as acusam de mil coisas que eles imaginam que elas fizeram. Ou seja, é para passar muita raiva. Todavia, nesta história eu encontrei um personagem maravilhoso, que me fez pensar em contos de fadas... Me senti muitíssimo bem enquanto acompanhava o romance entre Ruby e Rafa e estava realmente necessitando demais de uns momentos tranquilos. Precisava de sossego. De uma história leve para passar o tempo e tirar as preocupações da mente. Tenho sentido como se o peso do mundo estivesse sobre os meus ombros e tudo o que eu queria era me sentir bem. Só isso. E o livro foi perfeito. Uma delícia! 

"Seria possível que o futuro de todo um país estivesse nas mãos dela?"

Aos 21 anos, Ruby já tinha enfrentado problemas suficientes na vida para desconfiar de todos os homens e tentar levar a vida de maneira independente e sensata. Não deixando espaço para emoções que a confundissem e a fizessem cometer os mesmos erros que destruíram a vida de sua mãe. Não estava satisfeita com a rotina entediante que levava como recepcionista e sempre estava sem dinheiro para o lazer, mas pelo menos conseguia pagar suas contas. Com o tempo, tudo melhoraria. 

E não foi sem choque que ela recebeu uma visita extremamente inesperada de um homem ligado ao seu passado... como filha de um rei de um país pequeno e distante, parte do mundo oriental. Durante a vida inteira sua família paterna tinha preferido ignorar a sua existência, já que ela era fruto do primeiro e malsucedido casamento de seu pai e tivera o "azar" de não nascer homem. Agora, como o país enfrentava uma séria crise após a morte de todos os herdeiros do trono fosse na guerra ou num acidente de avião, ela passara a ser considerada valiosa. Porque apenas o seu casamento com o herdeiro do país vizinho poderia encerrar um conflito antigo e sangrento e possibilitar a tão sonhada paz para o povo de ambos os países.

"Em sua mente pairava o sofrimento de pessoas simples, cujas vidas tinham sido arruinadas pelo conflito."

Determinada a não se sacrificar por pessoas que nem procuraram saber se ela estava viva ou morta durante todos aqueles anos, que lhe viraram as costas quando sua mãe tentara uma reaproximação, ela se nega terminantemente a aceitar um casamento por conveniência com uma pessoa que nunca sequer tinha visto na vida. Mas Rafa conhecia suas próprias responsabilidades e não desistiria antes de fazê-la entender que era a vida de milhares de pessoas que estava em jogo. 

"Nos últimos anos, vinha se queixando do marasmo que sua vida se tornara e, de repente, via-se confrontada pela verdade daquele velho ditado: Cuidado com o que deseja!"

- Como eu disse, este livro foi uma surpresa deliciosa. Eu amei os protagonistas desde o início. A mocinha com sua independência e jeito decidido, que sabia o que queria e não abaixava a cabeça para os outros só por eles serem mais "importantes". O mocinho com seu senso de dever, sua paciência e compreensão. Por mais que ele fosse um tanto reservado e o comportamento da mocinha o chocasse, pois era bem diferente das outras mulheres com as quais ele geralmente lidava, ele se importou com a mocinha desde o começo da relação deles. Ainda que as explosões dela o deixassem desnorteado, ele parava para pensar e entendia que realmente não estava fazendo as coisas da maneira correta, que ela precisava do apoio dele. E então procurava agir certo para não magoá-la. Eu o achei maravilhoso! O casamento poderia ser novo para a Ruby, mas era também para ele e acabam tendo que aprender juntos. 

"- Não me chame de 'esposa' de novo - resmungou Ruby, girando o anel no dedo, inquieta - Faz com que eu me sinta uma prisioneira."

- Embora tenha lutado bastante contra o casamento, pois era um absurdo, uma loucura, quando entende a situação do país no qual nasceu, quando percebe que muitas pessoas estavam sofrendo e que sem aquele casamento existia a possibilidade de estourar outro conflito entre aquele e o país do mocinho, ela acaba cedendo, não sem antes estabelecer algumas regras. Como, por exemplo, o fato de ser um casamento de fachada. Apenas no papel. Com prazo para acabar. Ela cumpriria sua obrigação e quando as coisas estivessem em paz, simplesmente entraria com o pedido de divórcio. Bem... ela foi ingênua, mas valeu a intenção.rsrs

- Mesmo tendo amado muito a Ruby, confesso que existiram momentos nos quais ela me estressou. Como quando se ofendeu por ele considerá-la sua esposa. O cara só faltava lhe oferecer a lua, a respeitava e queria vê-la feliz e a outra achava a palavra "esposa" algo ofensivo, inaceitável. É absurdo demais para minha cabeça.rsrs Afinal de contas, ela não foi obrigada. Tinha a opção de dizer não e permanecer firme. Ninguém a amarraria e levaria até o altar. Portanto, uma vez que era sua esposa seria infantilidade dar chiliques por coisas tão insignificantes. E, na verdade, o fato de ele a ver como esposa era o natural, certo? Porque ela era sua esposa, caramba!kkkkkkkk... Queria que ele a visse como o quê?! 

Isso não a torna uma protagonista desagradável. Apenas tinha seus defeitos e erros como qualquer pessoa. E uma coisa nela que a fez ganhar meu coração foi seu carinho por uma garotinha de 3 anos, que ela conheceu durante uma visita oficial ao orfanato. Por conta da guerra, muitas crianças perderam suas famílias e Leyla, que se mantinha distante de qualquer pessoa que visitasse o local, se apegou à Ruby. Ao ponto de ter uma crise de choro quando ela teve que ir embora. Isso fez com que a mocinha passasse a visitar o orfanato todos os dias e desejasse adotar a criança. Acabaram formando um laço. Eu amei a Leyla! Uma menininha carente de amor que escolheu aquela que seria sua mamãe. 

- É uma leitura que recomendo aos fãs da autora e quem gosta de histórias curtas e leves, com um toque de sensualidade (mas que não chega a ser erótico de modo algum) e a garantia de um final feliz. 



Com este livro eu abri a Maratona Romances de Banca, que consiste na leitura de pelo menos um livro de banca por mês, preenchendo os temas escolhidos. O tema de julho é Autora preferida. Em agosto trarei a resenha de um livro sobre Casamento em Crise. Aguarde! E se quiser participar basta escolher seu livro e lê-lo! :) 

Bjs!

3 de junho de 2016

Paixão Secreta - Lynne Graham

(Título Original: The Sheikh's Secret Babies
Tradutora: Angela Monteverde
Editora: Harlequin
Edição de: maio/2016)

Laços reais!

O dever real de Jaul era casar-se com uma noiva apropriada. Mas, para isso acontecer, precisa se divorciar da mulher que o traiu. Ao reencontrar Chrissie Whitaker, é surpreendido por uma inesperada revelação. Arrasada ao ser abandonada por seu príncipe encantado, os gêmeos eram o único consolo para o coração partido de Chrissie. Porém, agora que descobriu a verdade, Jaul está determinado a assumir os bebês como seus herdeiros legítimos. Será que Chrissie conseguirá esquecer o passado doloroso e aceitá-lo novamente como marido? 


Palavras de uma leitora...


- Sempre fico ansiosa para ler novas histórias da Lynne Graham. E após ler Poder & Persuasão eu fiquei louca para ler a história da irmã da Lizzie. O livro anterior não revelou muito sobre a Chrissie, mas o epílogo nos dá a entender que a vida dela não estava lá muito fácil. E realmente não estava...

- Claro que a LG não perderia a oportunidade de criar um mocinho que se faz de surdo, que acredita no mundo inteiro antes de acreditar na mocinha. Ou seja, o tipo de infeliz que mais me irrita. E, além disso, ele tinha também que fazer chantagens estúpidas e outras coisinhas para ferver meu sangue. Nenhuma novidade. 

“Ele dilacerara seu coração, deixara-a sozinha para lidar com sua dor e jamais a contatara para se explicar ou mesmo pedir desculpas.”

Apesar da infância difícil e dos segredos que carregava dessa época de sua vida, Chrissie era uma pessoa otimista, sonhadora e romântica, embora desconfiasse de todos os homens que apareciam em sua vida. Sabia que um passo em falso poderia lançá-la no mesmo poço no qual vira a mãe, ano após ano, se destruindo. No entanto, sabia que um dia encontraria o homem certo e então poderia entregar seu coração. Sem medo. Sem reservas. Por inteiro. E nem de longe ela consideraria Jaul o homem ideal... Para ela, estava mais para um projeto malfeito...

Quando se viram pela primeira vez a atração foi inegável, porém Jaul estava acompanhado de sua amiga, que para ele não passava de mais uma conquista que logo seria descartada com um presente de “agradecimento”. Decidindo manter-se o mais distante possível do homem que representava tudo que ela mais detestava numa pessoa, ela tenta ignorá-lo, mesmo quando ele a tratava com gentileza e ternura como se ela fosse especial. Como se significasse algo para ele. Mas todas as suas defesas se desfazem no dia em que ele a salva de algo terrível, mostrando que, bem lá no fundo, talvez, não fosse tudo aquilo que ela imaginava... 

E quando ele a pede em casamento... Chrissie acredita estar vivendo finalmente o conto de fadas com o qual sempre sonhou... até que a realidade chega para destruir seus sonhos. E logo ela entende que era hora de amadurecer... seguir em frente mesmo com o coração em pedaços. Mesmo sabendo que nunca mais iria vê-lo. Que não passara de um brinquedo, um objeto que ele abandonou como se não servisse mais. 

Destruída por dentro, ela refaz sua vida, criando sozinha os filhos... até que Jaul reaparece em seu caminho. Apenas para ameaçar tudo o que lhe era mais precioso...

O destino os separara... Existiria, mesmo após tantas mentiras e mágoas, uma chance para o amor que um dia sentiram um pelo outro? 

“Os olhos dele brilharam e sua boca se comprimiu. 
- Você jamais me perdoou por qualquer coisa.”

- Jaul é um aprendiz de outros mocinhos infelizes da autora. Embora não chegue a ser como certos canalhas que conheci ao longo do meu tempo como leitora da LG, tive ânsias de açoitá-lo em praça pública quando ele insistiu em ficar pensando o pior da mocinha, mesmo sabendo que seu pai (o pai dele... embora o dela também não valha muito) não prestava e que não escondia o ódio que sentia pela nora. Ainda assim, ele preferiu acreditar no pai e mesmo quando as circunstâncias o fazem reencontrar a mulher que ele abandonara dois anos antes, nada o faz mudar de opinião. Não que ele a tratasse mal por isso. Pelo contrário... Fica mais do que evidente que ele não a esqueceu e que o amor que ainda sentia por ela o impedia de desprezá-la. Ele a amava. Mas preferia acreditar no pior. Porque simplesmente era mais confortável. Cada vez que ele começava a pensar... eu sentia uma vontade enorme de sacudi-lo e gritar bem dentro do seu ouvido para ver se assim ele recuperava a audição.rs 

- Após dois anos separados por causa de um acidente e das mentiras do pai do mocinho, os dois são obrigados a se reencontrar. Isso porque o casamento que eles foram levados a acreditar que não era real, na verdade tinha sido válido e, portanto, continuavam legalmente casados. Determinado a fazer o que esperavam dele (até parece!), Jaul decide ir pessoalmente em busca da Chrissie para que, amigavelmente, eles pudessem desfazer o erro que havia sido esse casamento. Mas ao revê-la... todos os seus planos perdem importância. Já não interessava que ela tivesse aceitado dinheiro para deixá-lo... Que jamais tivesse lhe visitado no hospital... que não tivesse estado ao seu lado quando ele mais precisara... Tudo que importava é que ele ainda a queria. E usaria qualquer desculpa para tê-la de volta em sua vida. 

E claro que, levado pelo desejo de recuperar a esposa, ele faz uma besteira atrás da outra.

- Eu gostei muito do livro, apesar de todo o estresse. Os motivos que provocaram a separação do casal são convincentes e não há como negar que os dois se amavam no passado e seguiam se amando. Mas eram imaturos demais quando se casaram e era fácil para qualquer pessoa manipulá-los e destruir sua relação. 

Porém, não é porque eu gostei da história e sou fã da autora que ignoro os absurdos que existem nesta história e que já estou cansada de ficar desculpando, “deixando passar”, sabe. Há uma cena em que a própria mocinha, querendo arranjar desculpas para as atitudes do mocinho, diz que os fins justificam os meios (na verdade está escrito: os meios justificam os fins. Mas deu para entender.rs). Eu não penso como ela. Não acho que um simples “sinto muito” muda o fato de ele, mesmo acreditando estar apaixonado por ela, ter pedido para seus advogados prepararem um contrato pré-nupcial que a prenderia no país dele e poderia retirar seus filhos. Por mais que tal contrato não possuísse validade no país dela, ele usou isso para chantageá-la, para obrigá-la a fazer o que ele queria. Simplesmente porque era assim que ele queria. Não estava com vontade de suar, esta é a verdade. Não queria gastar energias e inteligência tentando reconquistar a mulher que perdeu por ser imbecil. Era mais fácil chantageá-la, tentar controlá-la. E eu já estou mais do que cansada de coisas assim. De mocinhos que fazem coisas absurdas, em pleno século XXI, e as próprias mocinhas veem como condutas desculpáveis. E estão sempre fazendo exatamente o que eles querem. Elas brigam um pouco, fingem que vão tomar uma atitude, mas, no fim das contas, passam a mão na cabeça dos mocinhos e já está. Tudo bem, tudo perdoado. Eu queria menos machismo e mais atitudes das mocinhas. Têm umas que são verdadeiras heroínas, que sabem colocar esses arrogantes em seus devidos lugares, mas elas são raridade nestas histórias. Em sua maioria, o que eu vejo são mocinhas como a Chrissie. 

Outra coisa da qual sinto falta é de mais profundidade. Por mais que eu tenha percebido que existia realmente amor entre o casal e tenha sim acreditado que eles seriam felizes juntos, não posso dizer que a relação era profunda, que tinha aquele envolvimento que eu tanto amo nos meus romances preferidos. Não. O que eu mais vi foram trechos sobre o desejo que estavam sentindo um pelo outro. Estavam sempre querendo ir pra cama. Não que uma relação de amor não tenha desejo, paixão. Claro que sim, faz parte e eu adoro casais apaixonados. Mas é realmente necessário, numa história de apenas 183 páginas, falar de sexo o tempo quase todo?! 

E como se não bastasse isso... não vi envolvimento do Jaul pela filha. O orgulho dele era o seu herdeiro... o menino, que ele fez questão de exibir para todos. Nas poucas cenas nas quais as crianças aparecem, o Jaul está sempre próximo ao menino e é o menino que ele pega nos braços. Isso me incomodou muito. Foi o que mais me incomodou na história e quase me fez dar 3 estrelas ao livro. Não vou ficar deixando este tipo de coisa passar. Paciência tem limite. E o Jaul testou demais a minha com uma atitude dessas. 

- Como eu disse, gostei muito do livro. Dei 4 estrelas e recomendo sim, sobretudo aos fãs da autora. Não é porque não deixei passar certas coisas na história que não gostei dela.rs Gostei bastante, mas isso não me impede de enxergar os absurdos.rsrs

10 de janeiro de 2016

Por Um Ano Apenas... - Lynne Graham

(Título Original: Zarif's  Convenient Queen
Tradutora: Maria Vianna
Editora: Harlequin
Edição de: 2014)


Heranças do Poder 3/3

Rainha por um ano.

Anos atrás, Ella Gilchrist cancelou seu casamento com o príncipe Zarif al-Rastani, mas agora precisava da ajuda dele. Ella terá que se submeter ao homem que passou anos tentando esquecer se quiser salvar sua família da falência. A fim de manter a paz em seu país, Zarif tinha a obrigação de se casar. Por isso, decide ajudá-la, mas com uma condição: Ella será sua esposa por um ano. E governará ao seu lado como a rainha perfeita, em público e na cama...


Palavras de uma leitora...


- Ela ainda não era capaz de entender como sua vida podia ter mudado tão bruscamente, a arrancando da segurança de sua rotina e a lançando novamente no mundo dele... Do homem que ela amava e a quem tinha dito "não" três anos antes, quando ele a pedira em casamento. Embora seu coração ainda doesse com aquela despedida tão amarga, Ella sabia que tinha tomado a decisão certa. Era preferível renunciar a ele do que condená-los a um casamento que acabaria por fazê-la odiá-lo. Mas agora se via novamente diante daquele passado... com as lembranças invadindo sua mente e um Zarif bem diferente retornando à sua vida... disposto a fazê-la pagar por suas dívidas. Com juros e correção monetária. 

"Zarif contraiu o queixo com um ar implacável.
 - Eu já vivi o bastante para saber que as pessoas mudam de maneira inesperada."

- Três anos antes, Ella acreditava que estava realizando o sonho da sua vida. Desde os 17 anos era apaixonada por Zarif, quando ele passou a frequentar sua casa graças à amizade com seu irmão. E por mais que desejasse que ele a notasse sabia que isso era impossível porque ela não passava de uma menina tola enquanto ele era um homem vivido, com uma cultura diferente da sua e acostumado a uma vida que jamais o faria prestar atenção a uma menina tão insignificante quanto ela. Mas ele a surpreendeu quando, em seu aniversário de 21 anos, finalmente pareceu enxergá-la e a chamou para sair, iniciando um relacionamento que terminou de forma extremamente dolorosa no dia em que ele a pediu em casamento. O que para muitas mulheres poderia ser a coisa mais maravilhosa do mundo, para Ella foi um pesadelo porque a assustava profundamente a ideia de casar-se e ir para um país onde as mulheres eram tratadas de maneira diferente, onde a cultura entrava em choque com a sua. Só que pior do que isso era largar seu país e ir embora com um homem que não a amava e que deixara mais do que claro naquele maldito dia que nunca a amaria... Que sua primeira esposa sempre ocuparia um lugar especial em seu coração e que não haveria espaço para Ella ali. Aquelas palavras foram como facadas, destruíram seus sonhos e provocaram uma separação que sempre a perseguiria. Que ela não conseguia esquecer. 

"Era uma ironia que, somente agora, quando não o amava mais, ela estivesse percebendo que havia um lado mais sombrio e mais complexo no seu caráter, que fazia com que ela temesse por seu próprio futuro."

- Ao vê-la depois de tantos anos, Zarif imaginou que a única coisa que sentiria seria ódio, um profundo desprezo pela mulher que ele um dia quisera tanto e que acabara com seu orgulho ao recusá-lo, sem nenhuma explicação. Todas aquelas bobagens que ela dissera não passavam de desculpas ofensivas, que agrediam ele e seu povo, o país que ele tanto amava e para o qual tinha entregado o seu sangue. Jamais tinha passado por sua cabeça que ela pudesse rejeitar o seu pedido de casamento e ele ainda não superara a fúria que o invadiu, que o fez riscá-la de sua vida, de sua mente... que o fez fingir que ela jamais havia feito parte dos seus dias. Mas quando ele finalmente põe em prática a sua vingança... percebe que o tempo não passara. Que seu amor por ela permanecia o mesmo, ainda que ele tivesse lutado para esquecê-la, ainda que ele jamais tivesse admitido que o que sentia era amor. 

"Ele não conseguia imaginar o mundo sem Ella."

Ao entender que estava destruindo tudo o que um dia eles partilharam, Zarif percebe que precisa rever seu comportamento e fazer todo o possível para salvar o que ainda resta daquela história, daquele amor. Porém, por mais que reconheça que magoara a única mulher que conseguira realmente possuir seu coração, nada é tão simples quando o orgulho luta contra a paixão, e a raiva tenta sufocar o amor. É preciso muito mais do que força de vontade para salvar um casamento fadado ao fracasso desde o princípio. É necessário abrir o coração para o perdão e para a verdade. 

"- Há três anos, eu a pedi em casamento e você disse não. Não espere ter os mesmos privilégios que eu teria lhe oferecido naquela ocasião. - advertiu ele secamente. - Aquele tempo acabou."

- Será que acabou mesmo?rs Dos três livros, este sem sombra de dúvidas é o mais complexo. A relação entre Ella e Zarif é muito complicada, embora a solução para tanta dor, tanta mágoa e arrependimentos fosse bastante simples: diálogo. Uma conversa sincera, na qual eles jogassem na mesa toda a verdade, sem omissões, sem ficar ocultando os sentimentos, teria resolvido tudo. Teria poupado anos de sofrimento, anos de saudade. Porque o medo do Zarif de expor o que realmente sentia levou a Ella a ficar ainda mais insegura do que ela se sentia na época em que ele a pediu em casamento. Ela já se sentia inferior a ele, estava com os nervos à flor da pele e tudo que necessitava era que ele a abraçasse e ao menos uma vez esclarecesse o que ela realmente representava para ele, o que ele de fato sentia, pois ela não tinha o poder da adivinhação. E o Zarif, por outro lado, quando ela disse "não, não vou me casar com você.", precisava que ela dissesse a verdade e não desse desculpas hesitantes para aquela recusa. Então, eles seguem por caminhos diferentes porque não se sentiam preparados para ser sinceros. Um ficou alimentando mágoas do outro, sem seguir em frente, fazendo cada uma de suas escolhas baseados naquela separação dolorosa. Fiquei chateada com a quantidade de tempo perdido e a forma como eles insistiam em se machucar, porque a verdade para eles significava algo extremamente ameaçador. Eles preferiam se agredir, dizer coisas que não sentiam, fazer o outro se sentir um lixo. Enfim... Relacionamentos nunca são fáceis, não é mesmo? 

- Eu fiquei com muita pena deste casal.kkkkkkkkkk... Na verdade, não sei de qual dos dois sinto mais dó. Eles passam a história quase toda vivendo uma mentira, tentando construir pontes para se reencontrarem, mas sempre fazendo uma nova besteira para se machucarem mais uma vez. O Zarif com sua suposta vingança, ao aproveitar-se da situação delicada que a mocinha estava vivendo para obrigá-la a se casar com ele, fez com que a Ella se sentisse uma prostituta, alguém que estava se vendendo, alguém que não merecia mais do que aquele tratamento desprezível. E em momentos assim eu tive imensa vontade da Belle estar presente para aconselhar a mocinha a pegar algum objeto "apropriado" para arremessar na cabeça dele. Mas assim como minha raiva pelo Zarif vinha, passava.rs Porque as emoções dele são mais do que evidentes a história inteira. Nós sabemos que ele adora a Ella e que fica apenas inventando desculpas para detestá-la, convencendo-se de que ela é uma falsa, de que ela nunca o amou e de que ele próprio jamais a amou. Ele tenta se convencer de que o que eles têm é apenas algo físico e que logo ele vai se cansar dela e se ver livre daquela doença.kkkkk E eu tenho que concordar com ele, não acham? Porque se ele quase teve um troço do coração quando ela sofreu um choque anafilático é porque ele não a ama. Se ele encheu o quarto dela de flores ao não saber como se desculpar é porque ele não a ama, se ele escreveu um bilhete pedindo perdão (quando não se sentia preparado para desculpar-se pessoalmente) é porque ele não a ama. E cada vez que ficava todo bobo quando ela mostrava algum interesse por seu país ou por ele, ou quando voltava atrás após discutir com ela, é evidente que não era por amá-la.rs 

- Eu adorei o livro, apesar de ter ficado com a cabeça dando voltas com a confusão que esses dois fizeram com a própria vida. Eu me via perdida, tentando entender como eles podiam estragar tudo daquela maneira, mas admirava as tentativas deles de se entenderem, ainda que eles fizessem besteira logo em seguida.rs Como eu disse, senti muita compaixão por eles.kkkkkkkkk... Se um dia eles conseguirem ser menos complicados e perdidos, eu mudo meu nome.rs

- Foi delicioso rever os casais dos livros anteriores e a minha querida Belle, sempre rebelde e espontânea. Ela não cansa de ser louquinha, louquinha, mas na verdade é a alma de toda a trilogia. Sempre que ela aparece, algo acontece.kkkkkkkkkk... 


Trilogia Heranças do Poder

Noiva Rebelde (Belle e Cristo Ravelli) 
Esposa Decidida (Betsy e Nik)
Por Um Ano Apenas... (Ella e Zarif)
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