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30 de dezembro de 2024

Leituras concluídas em 2024 - Parte 2




Olá, queridos!

Eu escrevi no post Leituras concluídas em 2024 - Parte 1, o motivo de ter precisado dividir em duas partes. Isto aconteceu porque o blog não permite que eu coloque o nome de todos os autores na parte de "marcadores", por ter um limite de caracteres. Era dividir ou não mencionar todos os autores, então fiquei com a primeira opção.rs

Mas vamos à continuação dos livros lidos em 2024!





Noite com o inimigo, de Abby Green, é um delicioso romance de banca que li para ter um alívio entre leituras pesadas. Para poder sonhar um pouco, sabe? Aqui temos um casal que se reencontra após quase dez anos separados pelas mentiras e o ódio existente entre suas famílias (bem ao estilo Romeu e Julieta). O mocinho  jura que tudo o que deseja é se vingar da mocinha. Ela, por outro lado, só quer salvar a vinícola da família. Mas a verdade é que o amor do passado está tão vivo quanto antes. Eu gostei muito de acompanhar o romance desses dois! Foi realmente um alívio entre tantas leituras densas. Link para a resenha aqui

A sala de espera da europa, de Aimée de Jongh, é um livro que nos dá um soco no estômago. Nos faz encarar a realidade de desespero de refugiados, que tentam acreditar numa vida melhor, mesmo que o cenário seja de angústia. Como eu disse logo após encerrar a leitura, nós reclamamos muito da vida. E esquecemos de agradecer por termos o básico, dando como certo que sempre o teremos. Não valorizamos o banho, poder usar um banheiro para as necessidades do corpo, poder beber água potável. Comer. Preparar comida em condições higiênicas. Ter um teto. Poder estudar e trabalhar. Não agradecemos por esses privilégios. Não paramos para pensar que muitas e muitas pessoas não têm nada disso. 

As relações perigosas, de Choderlos de Laclos, foi uma releitura maravilhosa! Este é um livro que me impactou muito alguns anos atrás, quando a minisserie da Globo, intitulada Ligações Perigosas, me fez desejar conhecer a história original. Um livro que se tornou extremamente relevante na minha vida, por todas as questões abordadas na obra, pela construção dos personagens, pela forma como o bem e o mal é tratado e por ter mexido tanto com minhas emoções. Quando soube que ele faria parte do projeto de leitura coletiva da Kelly, do Aventuras na Leitura, eu quase gritei de felicidade.kkkk Foi uma experiência incrível relê-lo e debatê-lo com os outros leitores do clube. Link para a minha resenha feita em 2017 aqui





A intrusa, da Júlia Lopes de Almeida, é mais um daqueles clássicos nacionais, escritos por mulheres, que ficaram por muito tempo esquecidos. Nele temos um viúvo que vive preso às lembranças de sua falecida esposa, com a filha do casal sendo criada pelos avós maternos enquanto ele se dedica ao trabalho e ao luto. Um dia, ele decide que precisa de uma governanta para sua casa, alguém que administre as coisas típicas de um lar, para que ele consiga se sentir confortável em sua própria casa e possa também conviver mais com a filha, que necessitaria de uma presença e orientação feminina. Acontece que a chegada da jovem não é bem aceita pelos pais da falecida mulher do protagonista, principalmente por sua mãe, que vê na nova governanta uma ameaça. É um livro curto e muito interessante. A história gira em torno desse drama, de um homem que acredita que tem que ser fiel eternamente a uma mulher que não está mais viva, a mãe da falecida tentando manter o fantasma da filha na casa em que ela viveu com o marido, responsabilizando-o e condenando-o por cada mudança, por qualquer coisa que fuja do que sua filha gostaria que fosse a morte em vida do marido, e uma criança no meio disso tudo, influenciada pela conduta da avó, ao mesmo tempo que começa a se deixar encantar pela jovem governanta que se torna uma referência materna para ela. Eu gostei muito do livro e tenho planos de ler todos os livros escritos pela autora. 

Jogos malignos, de Angela Marsons, é uma daquelas histórias que tinha tudo para ser incrível, de arrepiar, mas que se perdeu pelo caminho. Eu conheci a autora através do maravilhoso Gritos no silêncio, um livro impactante, que mexeu profundamente comigo e me fez desejar com desespero ler o restante da série protagonizada pela detetive Kim Stone. Jogos malignos é o segundo livro da série. Nele temos uma psiquiatra que utiliza a medicina não para ajudar seus pacientes, mas para arruiná-los, manipulando-os a destruírem outras pessoas e se destruírem. Porque tudo faz parte do seu projeto, no qual ela tenta provar que qualquer pessoa pode ser manipulada a fazer algo, pode ter sua mente controlada por outra pessoa e cometer atrocidades sem sentir remorso. Como eu disse, é uma história que poderia ter dado certo, poderia ser eletrizante, mas que se perdeu. O livro não se sustenta. Não sei como explicar, mas além de ter várias lacunas que precisavam ser preenchidas, falta consistência. Vale a leitura apenas para quem quer conhecer todos os livros da série. 

Tudo é rio, de Carla Madeira, é um livro nacional aclamado, sem qualquer defeito para a grande maioria dos leitores. Um livro que NÃO funcionou comigo. Este livro tem tantos problemas e já falei tanto sobre isso durante a reunião do clube de leitura, que nem tenho energia para seguir falando de um livro que me impactou de forma tão negativa e que me desanimou em relação aos outros livros da autora. Esta leitura foi para o clube de leitura da Kelly, do Aventuras na Leitura. Outro livro dela faz parte de um outro clube do qual participo, mas ainda não decidi se lerei. Tudo é rio é um livro irresponsável, com um final impossível de aceitar, sobretudo numa sociedade como a nossa, em que mulheres são tratadas como nada por homens que não aceitam "não" como resposta e cometem feminicídio como se não estivessem matando pessoas. Ler um livro como este, com o tema da violência doméstica tratado da forma como a autora tratou, me repugnou. Eu não consigo acreditar até agora no que a autora fez. Não cabe na minha cabeça alguém escrever um livro assim, com um final como aquele. 




Conversas com um jovem professor, de Leandro Karnal, foi um livro muito bom de ler, sobretudo porque agora estou cursando licenciaturas e amei a forma realista como o autor falou da educação e da difícil tarefa de ser professor. Nada são flores. Se você ama a educação, acredita que ela ainda pode mudar o mundo e sonha em ser professor, é bom fazê-lo com os dois pés no chão, ciente de que não é nada fácil e que professores não são valorizados. Ainda assim, é prazeroso. Porque quando você faz o que ama, por mais difícil que seja, você sente prazer em trabalhar com aquilo. Simplesmente porque é algo que dá sentido para sua vida. Eu gostei muito do livro, nele existem indicações de outros livros e até de filmes, que com certeza irei assistir. 

Las niñas perdidas, é mais um livro da Angela Marsons, o terceiro da série da detetive Kim Stone. Ele foi publicado no Brasil com o título Infâncias Roubadas, mas eu li em espanhol porque estava disponível gratuitamente para leitura na biblioteca virtual BiblioSP. Neste livro não temos a mesma emoção de Gritos no silêncio, mas com certeza é muito melhor que Jogos malignos. Nele, a detetitve Kim Stone tem que correr contra o tempo e ser mais esperta que uma mente assassina e perversa para poder salvar duas meninas que foram sequestradas. O assassino por trás do sequestro não está interessado apenas em dinheiro, mas em jogar com as duas famílias e seus sentimentos. Ele promete desde o início que apenas uma das garotas irá sobreviver, que terá a filha de volta a família que pagar mais. Não existe a opção de pagar pelas duas. Apenas uma sobreviverá. Entendem a perversidade do jogo desse doente? É um livro muito bom, que nos mantém angustiados até a reta final e torcemos muito para que a Kim consiga salvá-las. Sem sombra de dúvidas, a Kim já é uma das minhas personagens favoritas da literatura. 

Oliver Twist, do Charles Dickens, foi mais um livro lido para o clube do Aventuras na Leitura. Chorei muito com esta história. Ela mexeu com meus sentimentos de uma forma que não dá para colocar em palavras. A sensação de impotência, de não poder mudar as coisas, de não salvar todos os personagens que eu gostaria que tivessem sido salvos... Até mesmo falar do livro agora me provoca dor. Nele, tive que suportar a perda de mais de um personagem que amei demais. E ainda não consigo aceitar. É um dos meus livros favoritos do ano e da vida. 





Como agarrar uma herdeira, de Julia Quinn, é um livro que estava na minha lista há séculos e que nunca conseguia ler. Na reta final do ano, deixei de lado O Nome da Rosa, pois a leitura não estava funcionando por conta da ressaca provocada por Oliver Twist, e decidi que iria mergulhar neste romance de época para me desestressar.rs Estava desesperada por um livro leve, que me fizesse rir, que me fizesse sonhar e fugir um pouco da realidade. Deu certo!kkkkk Blake e Caroline me fizeram rir bastante e torcer para o seu final feliz. Ela é uma mocinha que perdeu os pais muito cedo e caiu nas mãos de tutores que quiseram se aproveitar dela e de sua herança, até que decide fugir e se esconder enquanto aguarda a maioridade, quando então estará livre para viver a própria vida. Ocorre que durante a fuga ela é sequestrada por Blake, que trabalha a serviço do país e acredita que ela é uma espiã. A história dos dois se desenvolve a partir deste engano e é muito divertido de acompanhar. Não sei se farei resenha do livro. Como pretendo resenhar a maior parte dos livros que vier a ler em 2025, e este é o primeiro de uma duologia, é provável que eu faça uma resenha dupla no ano que vem. 

Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres, da maravilhosa Clarice Lispector, é mais um livro da autora que me deixou em "carne viva". Não tenho como expressar de outra forma como este livro mexeu comigo, como se me lesse por dentro, como se a autora entrasse na minha alma, entende? Eu passei meses presa à história porque não era capaz de lê-la de uma vez, de tão sem fôlego que me deixava. Eu sentia o livro. Sentia de uma forma... Não dá para explicar, gente! Este livro desnudou minha alma por inteiro, me impactou, me fez encarar sentimentos que eu não queria enfrentar. Me deixou em pedaços e ao mesmo tempo inteira. Enfim... É Clarice. Quem já leu as obras da Clarice sabe do poder que ela tem de invadir nossas vidas e nosso interior com suas palavras. 


É isto, queridos! Divididos em dois posts, estão todos os 20 livros que li este ano. Espero que em 2025 eu consiga me dedicar à leitura como desejo e que leia livros maravilhosos! Desejo o mesmo para vocês! Boas leituras!


18 de junho de 2024

Noite com o Inimigo - Abby Green



Literatura Inglesa
Título Original: One night with the enemy
Tradutora: Maria Vianna
Editora: Harlequin
Edição de: 2013
Páginas: 183

Sinopse: Madalena Vasquez e Nicolás Cristobal, apesar de pertencerem a famílias inimigas, sentem uma forte e irresistível atração. Mas Maddie é obrigada a rejeitar Nicolás ao saber de um terrível segredo, deixando-o furioso e humilhado.

Ele jamais conseguiu perdoar o que ela havia feito. Nem se livrar do desejo de vingança…
Ao voltar para assumir os negócios do pai, Maddie se vê endividada e a única pessoa que pode ajudá-la é Nicolás. Mas tudo o ele quer é fazê-la pagar por tê-lo feito sofrer!




Queridos leitores, sei que estou sumida. Meu último post data de 16 de março. Sim, é muito tempo! Mas quem me acompanha pelo Instagram conhece alguns dos motivos para eu não estar tão presente no blog, bem como acompanha algumas das minhas leituras. 

Não parei de ler. Na verdade, estou lendo bastante, fazendo várias leituras ao mesmo tempo. Acontece que também tenho estudado muito. Iniciei minha segunda graduação como parte das decisões tomadas este ano pelo bem da minha saúde mental e satisfação pessoal. Meu sonho profissional sempre foi cursar letras. E agora é o que estou fazendo. Estou tão feliz! Tem sido delicioso estar mergulhada nesta nova jornada.

Também estou fazendo alguns cursos de extensão e pós-graduações voltadas para a área do direito (minha primeira graduação), da saúde e da educação. Juntem tudo isso às obrigações profissionais e entenderão por que não estou conseguindo aparecer como gostaria.rsrs

Mas, como eu disse, estou lendo. Livros importantes, reflexivos, que estão me acrescentando muito. Só que... dentre minhas leituras, vocês não encontram muitos romances. Logo eu, que sou uma apaixonada pelas histórias de amor, praticamente não tenho lido nenhum romance. Estou participando de três clubes de leitura, todos eles voltados para livros clássicos, filosóficos, romances de formação e outros gêneros semelhantes. Falarei mais sobre eles no post sobre as leituras concluídas neste primeiro semestre do ano. A questão aqui é: eu estava sentindo falta dos romances para "respirar". Para aliviar meus dias. Para me fazer sonhar. Os romances sempre, sempre, SEMPRE terão um espaço especial em meu coração e em minha vida. Eles são simplesmente essenciais. 

E lá fui eu, numa madrugada recente, caçar na minha biblioteca do Kindle um romance de banca para ler. Confesso que escolhi pelo título, por sempre ter gostado de romances sobre "suposta" vingança.rs Aquelas típicas histórias de "odeio a mocinha por algo que aconteceu no passado e vou me aproximar apenas para fazê-la pagar pelo que fez. Não sinto mais nada. Estou curado, mas meu orgulho precisa da vingança." Aquele blá blá blá conhecido de muitos leitores dos queridos romances de banca. 

Como sempre acontece nestes romances, o que o imbecil do mocinho achava que sabia sobre o passado não era real, ele quebra a cara e precisa se redimir, a gente passa raiva porque ele nunca paga caro o suficiente por sua arrogância, no fim vivem felizes para sempre e partimos para o próximo romance, para passar raiva de novo.kkkkk Eu sentia falta disso. :D

Só que... Em Noite com o Inimigo as coisas são diferentes. E eu amei! Foi uma escolha certa, que me deixou com um quentinho no coração e um sorriso no rosto. Sorriso que veio após eu ter chorado com algumas cenas que me emocionaram. Acho que estava muito sensível no dia.rs

Madalena e Nicolas, como Romeu e Julieta, pertencem à famílias inimigas, que se detestam há gerações e durante a infância e adolescência eram proibidos até mesmo de olharem um para outro. 

Vítimas de lares violentos, acabam por desenvolver interesse um pelo outro, tanto pelo "proibido" quanto por existir semelhanças em suas vidas, pois ambos sabiam o que era não receber carinho dos pais e crescer temendo o próximo golpe. Assim, mesmo com o medo das consequências se fossem descobertos, os dois jovens começam a se encontrar e não demora para que o interesse inicial dê lugar ao amor. Um amor que acaba por destruir seus corações e abalar por completo as duas famílias...

Oito anos mais tarde, agora uma mulher recém-formada na faculdade, apesar da rejeição dos pais que em nada contribuíram para que ela tivesse algum futuro, tendo virado as costas para ela anos antes, Maddie é chamada a regressar a sua cidade natal pelo pai que resolvera se arrepender no leito de morte e pedir que ela resgatasse a propriedade os negócios da família que estavam praticamente arruinados. 

Tomar a decisão de retornar é muito difícil para nossa mocinha, que não só teria que lutar para salvar um legado que só lhe trouxe dor, mas também reencontrar o seu amor do passado, dono de quase todas as terras daquela região. E que jamais a perdoara pela forma como a história deles terminou. 

Quando Maddie chega para aceitar a última vontade do pai, já não consegue vê-lo com vida, pois ele só se arrependeu e lembrou de sua existência realmente no último momento e não teve forças para esperar pela sua chegada. Maddie desembarca direto para o cemitério e depois tem que encarar sozinha a longa batalha que lhe espera, pois para lutar por uma propriedade e uma vinícola em ruínas, precisa conseguir investidores num local dominado pelo nome da família do homem que a odeia. 

Então, temos uma história que gira inicialmente em torno de um reencontro de duas pessoas que se amaram no passado, mas que hoje se detestam e que, imaturos, em vez de enterrar o que passou, decidem conduzir cada passo baseados no ressentimento. Mas o livro não demora nada para tomar um rumo diferente 

Como posso explicar? As coisas não aconteceram como eu esperava. Embora o Nicolas tenha o passado bem vivo em seu coração e queira sim se vingar, reencontrar a Maddie traz de volta um sentimento que ele jurava que tinha destruído. Ele vai jurar para si mesma que já não a ama, mas a maior parte das atitudes do nosso mocinho serão evidentemente guiadas pelo amor que ele diz não sentir. 

Ele vai provocar a Maddie, falar coisas desagradáveis, mas em cada momento o leitor é capaz de perceber a dúvida, a preocupação, o carinho, a proteção e a necessidade de estar próximo dela. O Nicolas podia pensar o que fosse da mocinha, mas ele não se deixava cegar por isso, sabe? Ele alimentava o rancor, mas ao mesmo tempo enxergava o presente e o que estava acontecendo e se perguntava se realmente tudo o que achava que sabia... era real.rs 

Eu amei acompanhar como as coisas se desenvolvem entre eles. Os dois não tinham mais ninguém de suas famílias, mas seguiam carregando aquele peso do ódio de gerações, um peso sufocante. Quando estavam juntos, mesmo se escondendo por trás de desculpas, eles ficavam bem. Como se o peso sumisse. E a escritora foi brilhante em nos transmitir essa sensação, de nos fazer sentir o que se passava internmente com os personagens. 

Em muitos momentos, o Nicolas, que supostamente pretendia terminar de enterrar o nome da família da Maddie, foi justamente quem a ajudou.kkkkkk Ele cuidava dela quando deveria era ficar feliz por suas dificuldades, inexperiência e falta de apoio e recursos para salvar a propriedade e a vinícola, mas em vez disso ele acabava tomando decisões que em nada contribuíam para fazê-la desistir de cumprir a última vontade do pai. E, sinceramente, a Maddie não tinha condições nenhuma de salvar nada daquilo. Ela era recém-formada, não tinha realmente experiência, não tinha investidores, recursos financeiros e a região era toda dominada pelos negócios do Nicolas. Dizer que o fato de ela ser uma guerreira seria suficiente para fazê-la ser bem sucedida seria utopia. Então, eu ficava sim muito feliz quando ele a ajudava, mesmo que ele mentisse para si mesmo e dissesse que a ajuda fazia parte da vingança.kkkkkkk Ele não sabia nem mentir para si mesmo!

O que realmente se passava nestes momentos era o passado... Sabe aquele passado que os marcou e afetou toda sua vida? É o mesmo passado no qual estão guardados muitos momentos bons que eles viveram. Nicolas sabia que a menina que a Maddie um dia foi amava demais aquele lugar e sempre quis que o pai reconhecesse seu amor e lhe desse uma chance, em vez de rejeitá-la por não ter nascido homem. No fundo, apesar de todo o rancor, ele queria ajudá-la a realizar o sonho da menina que ela tinha sido e que ele ainda amava. Então, ele inventava desculpas para ajudá-la e mentia, inventando desculpas para a contradição entre suas palavras e atitudes.rs 

Maddie e Nicolas me fizeram muto bem. Me devolveram o romance que eu sentia falta nos livros. Pude rir e chorar com a história deles. Sonhar e desejar que eles fossem muito felizes e enterrassem para sempre todo o ódio que as duas famílias nutriram. Que destruíssem todo aquele legado de dor com a união dos dois e os filhos que nasceriam desse amor. Eu simplesmente amei esta história!

Se recomendo? Claro que sim! Apenas leiam!

Até breve, queridos!

8 de maio de 2012

Negócios e Prazer - Abby Green




(Título Original: The Kouros Marriage Revenge
Tradutor: Marconi Leal
Editora: Harlequin)


Sua vingança era simples: ela seria sua noiva... 

Quando Alexandros Kouros se casou com Kallie Demarchis, as fotos da mídia mostravam um casal loucamente apaixonado. Mas por trás da fachada feliz havia uma história diferente... O amor não tinha nada a ver com aquilo: ela havia se casado para salvar o patrimônio da família. Ele teria prazer com sua vingança pelo erro que tanto lhe custara na juventude... e desfrutaria da mulher que lhe havia sido proibida...



Palavras de uma leitora...




27/04/2012 - Sexta-feira

- Não estava nos meus planos ler este livro agora. Porém, eu não poderia ficar sem ler neste momento e não queria ler um livro profundo. E que tivesse sido indicado como maravilhoso. Como vocês já sabem, esta semana não está sendo fácil. Estou triste, deprimida e revoltada. Meu humor está péssimo e estou desanimada. Mas também não estou com vontade de ficar em cima da cama, brigando com Deus. Então, resolvi ler um livro "fútil". Não. Não estou falando fútil no mau sentido.rsrs... Como posso explicar? Apenas queria ler um livro que não fosse profundo, com problemas mais "reais", sabe? E quando falo fútil, quero dizer que queria ler um livro no qual o casal enfrentasse problemas típicos dos livros da série Paixão (uma das minhas séries preferidas da Harlequin. Por isso a conheço bem.rsrs...). Com mocinho arrogante, idiota, podre de rico, dono do mundo e que achasse que a mocinha lhe devia alguma coisa. Que chantageasse a mocinha por algum motivo. Que quisesse vingança. Faz já algum tempo que não leio um livrinho assim e até estava sentindo falta.kkkkk... Se a mocinha fosse idiota, ingênua, completamente tola, melhor ainda.rsrs... Estava precisando ler algo assim. E confesso que até fiquei um pouco decepcionada com o livro, pois não encontrei tudo que desejava.rsrs... Eu queria que o mocinho fosse um cavalo, mas ele é até muito bonzinho apesar de ser estúpido. 


- A história começa quando a mocinha está com 17 anos de idade. Ela era apaixonada pelo mocinho (que tinha 25 anos) há séculos. Eles praticamente cresceram juntos e eram muito amigos. Só que com a morte do pai Alexandros teve que se afastar, pois toda a responsabilidade pelos negócios da família caiu nas suas costas. E a situação financeira da família dele não era das melhores, embora nem todos soubessem disso. Os amigos da família não acreditavam nele, na capacidade dele de não deixar os negócios da família afundarem e Alexandros realmente não queria saber de negócios. Seu sonho era estudar Artes e ele tinha confessado isso para a Kallie, dois anos antes. Ele só queria ir atrás dos sonhos dele, mas foi forçado a assumir uma responsabilidade que não desejava ter. Pressionado pela mãe, que não ligava a mínima para ele e só queria continuar vivendo com luxo, ele aceitou se casar por interesse com a filha de um homem importante, que poderia salvar a empresa dele. Seria um casamento de conveniência, ideal para as duas famílias. Só que um beijo inocente coloca tudo a perder. 


Eleni não parava de perturbar Kallie. Ela sabia que Kallie era apaixonada por Alexandros. E insistiu para Kallie se declarar antes que fosse tarde demais. Incentivada pela prima, Kallie acabou indo atrás de Alexandros. Ao se aproximar dele, ela teve ainda mais certeza de que ele era realmente o homem da sua vida e, num impulso, o beijou. Um beijo que arruinou o noivado de Alexandros e fez com que ele a odiasse durante sete anos. 


- Bem... Estava tendo uma festa naquele dia. Alexandros estava se preparando para oficializar seu noivado com Pia e foi surpreendido pela atitude de Kallie. Ele achou que ela estava lhe preparando alguma armadilha, mas mesmo assim seguiu em frente com o noivado. Só que na manhã seguinte uma foto comprometedora fez com que aquele fosse o noivado mais curto da história. A foto foi tirada enquanto Kallie o beijava e a imprensa não teve piedade. Divulgou segredos que só Kallie e ele conheciam e ainda o pintou como o vilão da história. O lobo que tinha seduzido o cordeirinho que foi criado com ele. A família de Kallie era toda a família que Alexandros realmente tinha. Ele não se dava bem com a própria família e amava a de Kallie, mas depois daquele escândalo, foi expulso da casa que considerava como sua e nunca mais teve contato com os pais dela. Foi desprezado pelo pai de Kallie e agredido pela mãe dela, jurando para si mesmo que odiaria para sempre aquela menina vingativa e mimada, que tinha feito tudo aquilo só porque ele não aceitou seu capricho. E assim, sete anos se passam. 


- Para ser sincera, achei os motivos para a separação, idiotas. O que o mocinho percebeu sete anos depois, após ter se casado com a mocinha por "vingança" (Por vingança, é? Tá. Vou fingir que acredito.rsrs...), poderia ter percebido antes. "Do nada", sete anos depois, ele percebe que a mocinha seria incapaz de fazer algo para prejudicá-lo daquela forma e decide deixá-la se explicar. O mesmo ele poderia ter percebido antes e me irrita quando os mocinhos acordam dessa forma só depois de se vingarem. Eu queria que os motivos para aquela separação fossem mais lógicos, mas achei que foram idiotas. Enfim... De qualquer forma até que não odiei o mocinho, pois ele sequer sabe se vingar.rsrs... A mocinha podia fazer com ele o que bem entendesse e ele a seguiria como um cordeirinho. Não estou zombando dele.kkkkk... Eu gostei.kkkk... Achei muito fofo quando ele cuidou dela quando ela passou mal no restaurante e quando preparou o jantar para ela, quase três horas da manhã. Ela estava trabalhando até tarde e ele resolveu preparar o jantar para ela. Eu adorei a cena! E o banho quente? Ele pediu para a assistente da mocinha avisá-lo quando ela estivesse saindo para que ele pudesse preparar um banho para ela. Suspirei aqui, encantada. Cadê o homem vingativo? O tolinho não sabe o que é se vingar. E não consegui entender a Kallie até agora. Não sei do que ela tanto reclamava se o Alexandros nunca realmente a tratou mal. É claro que ele dizia coisas estúpidas algumas vezes, mas se ela fosse um pouco mais inteligente, teria resolvido os problemas daquela relação bem cedo. Mas ela só sabia se lamentar e se culpar pela burrice que cometeu no passado. Enfim... Eu gostei do mocinho, mas a mocinha me deu nos nervos. Era idiota além do tolerável.rsrs...


- No final das contas, posso dizer que fiz uma boa escolha. Queria ler um livro leve, sem dramas verdadeiros e a leitura foi bastante agradável. Me distraiu, me irritou, me fez rir. Fez com que eu me desligasse do mundo real por algum tempo. É um três estrelas para passar o tempo. Não é inesquecível, mas não me arrependo de tê-lo lido.


- Este livro foi uma indicação da minha querida amiga Moniquita e também da Diana, que é uma leitora querida e que desapareceu misteriosamente (cadê você, Diana?). Pelo que está escrito na minha lista, não foi exatamente este livro que elas me indicaram.rsrs... Elas queriam que eu lesse "Coração de Pedra" e "Noites de Paixão" e aproveitaram para me indicar outros livros da autora. Não escolhi o livro baseada em indicações. O escolhi ao acaso e só depois percebi que ele tinha sido indicado (pois como disse, não é o momento adequado para eu ler livros especiais. Meu humor pode atrapalhar a leitura). Eu agradeço muito pela indicação, meninas! Pode não ser um livro inesquecível, mas eu gostei da história e pretendo ler outros livros da autora. Essa autora é mais "leve" se comparada com a Lynne Graham e a Michelle Reid, por exemplo. Eu queria me estressar com um mocinho e por isso fiquei um pouco decepcionada.rsrs... Acho que agora vou ler algo da Michelle Reid. Quem sabe agora encontro um mocinho que me tire do sério?! rsrs.. Estou precisando. Realmente estou precisando desejar matar algum mocinho. Em alguns momentos é saudável ler um livro com mocinho cavalo. Pode fazer bem para a mente e o coração. 


Bjs e até breve!


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