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3 de novembro de 2018

Apaixonado por Grace - Stella Bagwell

(Título Original: Falling for Grace
Tradutora: Nancy de Pieri Mielli
Editora: Nova Cultural
Edição de: 2001)

Fora de alcance...

No momento em que viu a nova vizinha, Jack Barrett ficou impressionado. Grace Holliday era uma jovem doce como não encontrava havia muito tempo em sua carreira de advogado. O problema era que Grace era nova demais... e estava grávida! 
Algo, porém, o atraía cada vez mais a essa adorável criatura. Antes que se desse conta, estava totalmente envolvido por seu encanto. Mas com Grace era tudo ou nada e ele não tinha planos de enveredar para um segundo casamento... mesmo que o filho que ela estava esperando fosse de seu sobrinho... 



Palavras de uma leitora...



- O mês de outubro foi péssimo para mim. Sobretudo por conta das eleições. Pela primeira vez na vida, as eleições para presidente conseguiram destruir meu psicológico. Fiquei muito alterada, temendo pelo futuro do país e das pessoas que aqui vivem. E, no final das contas, acabou ganhando quem eu não queria. O que posso fazer além de aceitar já que vivemos num país democrático e valorizo muito a democracia? Só espero que tudo dê certo. 

Mas por conta de todo esse estresse minha leitura também sofreu. E muito. Só consegui ler três livros e uns quatro ficaram pendentes, como este que resenharei agora. Assim, resolvi aproveitar o feriado e o final de semana para fazer uma maratona e tentar colocar minha leitura em dia. Veremos se conseguirei!rsrs

- Apaixonado por Grace é um livro muito curtinho, com um pouco mais de 100 páginas. Dá para ler em poucas horas tranquilamente e ficar com aquela sensação boa, de quando lemos uma história leve e fofa, que nos arranca um pouco da fossa na qual um livro pesado nos jogou. Eu achei a história deliciosa e valeu muito a pena apostar nela!

Tudo começa quando Jack Barrett, um advogado de trinta e nove anos, é obrigado pelo médico a tirar férias, por ser obcecado por trabalho e isso estar acabando com sua saúde física e mental. Mesmo a contragosto, Jack aceita visitar pela primeira vez uma propriedade que comprara anos antes, um bangalô simples e charmoso, que ficava próximo ao mar, numa região na qual poderia descansar e esquecer todos os problemas. Só que não é bem assim que as coisas acontecem, pois logo em sua primeira noite na casa a vê sendo invadida por uma jovenzinha grávida, chamando pelo seu sobrinho. Embora tenha ficado irritado com o aparecimento inesperado daquela mulher não pode evitar se sentir atraído, ainda que mulheres grávidas nunca tivessem feito o seu tipo. Pelo contrário, ele fugia de toda e qualquer complicação feminina. Mas quando percebe que Trent, seu sobrinho, poderia ser o pai da criança que ela esperava, as coisas tomam um rumo indesejado e Jack decide aproximar-se da sua vizinha atraente no intuito de descobrir se ela pretendia dar o golpe do baú num membro de sua família. Algo que ele jamais permitiria

Quando Grace viu luz no bangalô vizinho se permitiu ter esperanças. Por mais remota que fosse a possibilidade acreditou que Trent tinha mudado de ideia, que resolvera assumir o filho que conceberam durante as férias dele naquele lugar. Grace jamais tinha deixado um homem chegar tão perto como ele. Se apaixonara e acreditara em todas as suas promessas, pensara que realmente poderia construir uma família ao seu lado e ter o lar que tanto desejava. Mas tudo ruiu no momento em que ela confessou que estava grávida e Trent decidiu que resolveriam o problema com um aborto. Chocada e com o coração destruído pela frieza dele, ela percebeu que todas as palavras que tinham saído da boca dele enquanto tentava conquistá-la e durante o tempo que passaram juntos não foram mais que uma coleção de mentiras. Forte como aprendera a ser com os golpes da vida, ela o dispensou de toda e qualquer responsabilidade, decidindo assumir seu bebê sozinha, por mais que mal tivesse condições de se sustentar. Mas seria uma boa mãe e seu filho não sentiria a ausência do pai. 

Todavia, após seu encontro inusitado com o novo vizinho, ela sentiu que outra vez alguém tentaria bagunçar sua vida e a segurança que ela lutava para manter. Porém, dessa vez seria diferente. Não deixaria homem algum voltar a magoá-la. Ninguém invadiria seu espaço e roubaria sua tranquilidade para depois ir embora, deixando-a para trás, como se não fosse nada mais que uma aventura. 

Mas conforme os dias se passam as primeiras impressões vão se mostrando equivocadas e a luta de ambos para não se deixarem envolver se torna inútil. Era como se aquele encontro precisasse acontecer. Como se, em algum lugar, estivesse escrito que seus caminhos se cruzariam... e nada mais seria igual. 

- Como eu disse, é uma história deliciosa, do tipo que nos faz suspirar. Um livrinho doce que nos emociona com sua simplicidade. Os personagens são incríveis, sobretudo a Grace, que é uma moça de apenas 23 anos, que não tem absolutamente ninguém no mundo e precisa se virar para concluir a faculdade e levar em frente sua gravidez. Ela enfrenta uma longa distância três vezes por semana para continuar cursando Música e vir a ser a professora que sonhava. E nos outros dias dava aulas particulares para crianças, tentando manter alguma renda. Sua força é impressionante e sua independência é uma motivação para nós leitores. Mesmo com tudo o que tinha passado, a decepção e o medo de não conseguir sustentar seu filho, ela segue em frente e acredita que tudo pode dar certo se ela se esforçar. E que mesmo em momentos de maiores dificuldades ela jamais esperaria pela ajuda de um homem. Porque eles sempre querem algo em troca. É por isso que, numa cena em que o Jack conserta seu ar condicionado (pois estava um calor insuportável e ela estava dormindo naquelas condições prestes a dar à luz), Grace quase tem um troço. Ela fica furiosa, pois não lhe pedira nada e ele nem sequer tinha direito de entrar em sua casa sem sua permissão. E mesmo não tendo condições de pagar pelo serviço dele nossa mocinha insiste nisso, porque de modo algum aceitaria sua ajuda. Estava cansada de se decepcionar e Jack precisava entender que não havia espaço para ele em sua vida. 

- O mocinho, por outro lado, mesmo que tivesse motivos escusos para se aproximar dela (por acreditar que ela só estava interessada no dinheiro de seu sobrinho), acaba se mostrando um homem incrível, do tipo que nos faz suspirar.kkkkkkk... Ele se considerava insensível, antissocial e desconfiado por natureza, além de imune a qualquer truque feminino, vez que tinha passado por um casamento que o deixou calejado. Todavia, quanto mais conhecia Grace mais percebia que ela era muito diferente da mulher que ele imaginava. E a preocupação que inicialmente sentiu pela própria família começa a perder importância, sendo substituída pela ansiedade sobre o futuro dela e daquele bebê. Como viveriam? Quem os ajudaria? Ele começa a pensar cada vez mais nela, mesmo desejando se afastar, ir embora daquele lugar e esquecer que a conhecera. Não queria tomar para si uma responsabilidade que não lhe pertencia, mas estava se apaixonando por Grace, mesmo contra sua vontade. Mas como construir um relacionamento se não se sentia preparado? E, o que era pior, como contar a ela toda a verdade? Porque mentira. Desde o princípio. A deixou acreditar que comprara o bangalô de Trent, através de um corretor, quando na verdade ele era dono do imóvel e Trent apenas o pegara emprestado... por ser seu sobrinho. Um laço de sangue que Jack escondia dela. Porque não queria ver a mágoa em seu olhar. Não queria ser o causador de mais uma decepção. Uma hora ou outra teria que lhe confessar que era tio de Trent e não suportava pensar em como ela reagiria. 

- O livro é realmente muito lindo, gente! E recomendo, é claro! Para aqueles que precisam ler uma história leve e sobretudo para os apaixonados por romances de banca! Vale muito a pena! :D É fácil amarmos tanto a Grace quanto o Jack e torcer para que tenham um futuro juntos. Porque ambos mereciam. E aquele bebezinho que ela esperava precisava de um pai de verdade e não um encosto como o Trent.rs E não havia pai melhor para o bebê que nosso Jack. :) Alguém que amaria a criança e a futura mamãe, que jamais os desampararia e tornaria os sonhos dela uma realidade. 



O tema de outubro da Maratona Romances de Banca era: Gravidez/bebês/crianças; ou seja, consistia em ler um romance (de banca, claro) que tivesse alguma criança como personagem ou que a mocinha estivesse grávida. Escolhi este livro sem saber praticamente nada sobre ele e se mostrou uma escolha perfeita. :)

30 de setembro de 2018

Última Noite de Inocência - India Grey

(Título Original: Her last night of innocence
Tradutora: Deborah Barros
Editora: Harlequin
Edição de: 2011)


Uma noite inesquecível, um segredo a ser revelado…

O piloto Cristiano Maresca sempre passava a noite anterior à corrida nos braços de uma bela mulher… Três anos atrás, Kate Edwards fora sua companhia… e com ela viveu momentos inesquecíveis. Mas no dia seguinte, em uma disputa acirrada, Cristiano sofreu um acidente quase fatal. Logo depois, Kate descobriu que estava grávida dele. Quando ele retorna às pistas de Monte Carlo, festejado pela sua recuperação, reencontra Kate, em meio à multidão de fãs e paparazzi, ansiosa para revelar ao homem que acelerou seu coração a verdade que mudará suas vidas para sempre!



Palavras de uma leitora... 



- Eu só posso me considerar uma completa imbecil. Simplesmente detesto quando adio demais a leitura de um livro e depois descubro que ele era perfeito e eu deveria ter dado uma chance antes. Estou revoltada comigo mesma! Porque Última noite de inocência é uma história preciosa, que nos faz recordar contos de fadas e imaginar que para sermos felizes basta acreditarmos...

Para vocês terem uma noção eu recebi este livro da Harlequin em 2011, nos primeiros meses da parceria, pelo que posso recordar. E não sei por que o pulei. Deve ser porque sou doida mesmo. E estou imensamente arrependida por ter esperado mais de sete anos (recebido em maio/2011) para lê-lo. É uma história tão linda e que me envolveu por completo. Eu sonhava acordada com os personagens.kkkkkk... Mas acho que preciso fazer um resumo para que entendam a história, certo?rsrs Não deem muita atenção à sinopse. Porque o livro é muito mais profundo do que pode parecer. 

- Kate era uma publicitária no início de sua carreira e com um passado que preferia esquecer, mas que guiava todas as suas escolhas. Que era um freio nos seus sonhos. Ela nunca tinha saído da cidade na qual morava até que a esposa do seu chefe e amigo entrou em trabalho de parto e ela teve que ser mandada no lugar dele para entrevistar um famoso piloto de corridas. O que só poderia ser um carma, vez que perdera o pai na infância para um acidente de carro e como se não bastasse a eterna dor por uma perda tão brusca e marcante também perdera o irmão de dezessete anos recentemente para um terrível acidente. Não queria estar perto de carros de corrida. Não queria aquilo em seu caminho. 

Todavia, não teve outra opção senão viajar para Mônaco e entrevistar Cristiano Maresca, um mulherengo cheio de si que jamais perdia uma corrida. Só que o que era para ser apenas uma entrevista se transformou na sua primeira noite de amor. Conscientemente não saberia dizer por que abrira mão de todas as suas reservas e aceitara estar nos braços dele. Talvez tenha sido a maneira como ele a olhou e como se abriu, revelando suas próprias feridas, mostrando a vulnerabilidade que nunca dividira com ninguém. O que teria sido aquilo? Por que confiara nela se sequer a conhecia? 

A noite tinha sido mágica. Mais que sexo tinham partilhado sua dor. Seus medos e desejos. Não foram feitas promessas. Pelo menos não durante a noite. Mas na manhã seguinte, pouco antes de entrar no carro que destruiria tudo, Cristiano lhe prometera sim. Que nada estava acabado. Que ela deveria ficar e esperar por ele. E foi o que ela fez. Ficou... apenas para vê-lo perder o controle do carro e a explosão que se seguiu, mostrando que todos os seus medos não eram infundados. Que não deveria ter aberto seu coração. 

Quatro anos depois, mãe de um lindo menino de três anos, Kate vivia do trabalho e da criação de seu menino. Embora Cristiano não tenha morrido, os ferimentos o deixaram em coma durante um tempo e quando ela descobriu que estava grávida e tentou contatá-lo não conseguiu. Chegou a se humilhar e deixar seu nome com os seguranças dele, dizendo que se ele soubesse quem ela era a receberia, mas tudo foi em vão. Destroçada seguiu com a própria vida, mas no fundo do coração ainda esperava por ele. Ainda imaginava que ele iria buscá-la. 

Cansados de vê-la estacionada no mesmo lugar, esperando por um homem que nunca sequer tinha ligado ou mandado uma mensagem, seus amigos a forçaram a ir ao encontro dele e colocar um ponto final naquela história. Deveria lhe contar a verdade. Falar sobre a criança e depois suportar a escolha dele em vez de ficar sempre imaginando o que poderia ter sido. 

Teriam quatro anos destruído o que começara naquela única noite? Teria um acidente quase fatal que roubara a memória de Cristiano o suficiente para impedi-los de recomeçar? Às vezes... é preciso apenas acreditar. 

"[...] Somente depois que você perde alguém, percebe que sentimento precioso é o... amor. - Ela balançou a cabeça. - Todo o resto é detalhe."

- Ai, gente! Que história linda! Não consigo apagar do meu rosto o sorriso provocado por esta leitura. E eu não esperava realmente nada do livro. Eu tinha resolvido lê-lo para a Maratona Romances de Banca, por causa do tema amnésia, que sempre foi um dos meus preferidos. E fui surpreendida dessa maneira maravilhosa. :D

Fiz toda a leitura em poucas horas, pois tudo fluía naturalmente. Terminava de ler uma página e já devorava as outras sempre querendo mais, tentando imaginar como é que consertariam o estrago de toda uma vida. Tanto a Kate quanto o Cristiano possuem marcas profundas. Enquanto a Kate deixou-se levar pelos sentimentos e se entregou mesmo temendo estar cometendo o maior erro da sua vida, Cristiano era mais fechado. O passado dele é realmente muito doloroso. :( Ele não passou por pouca coisa, não. E isso o endureceu, o fez construir diversas barreiras ao seu redor, determinado a nunca mais estar vulnerável outra vez, a nunca fracassar. É impossível não nos identificarmos com ele, não sentirmos a sua dor e compreender todas as suas escolhas. 

Mas o incrível é que ele abriu seu coração para uma desconhecida. Embora não soubesse expressar o que sentira por Kate naquela noite confiou o suficiente para contar tudo e chorar nos braços dela. Isso tocou tanto o meu coração. E se não fosse a amnésia a história deles teria sido incrível desde o princípio. Porém, veio o acidente e a perda de memória. E quatro anos foram suficientes para endurecê-lo ainda mais. E quando se reencontram Cristiano já não confia. Já não está disposto a se abrir novamente. E não faz ideia do tanto que tinha dividido com ela no passado. 

É a partir disso que precisam se reencontrar. Buscar o caminho de volta um para o outro. Kate é maravilhosa! Uma mocinha doce e forte, uma mãe guerreira e uma apaixonada. Mesmo magoada ela ainda acreditou nele e tentou fazê-lo enxergar as coisas de outra maneira, deixar os fantasmas para trás. Cristiano também é um mocinho incrível! Em nenhum momento eu o desprezei, pois foi muito fácil entendê-lo e ele jamais se comportou de maneira cruel com a Kate. Pelo contrário! Mesmo cheio de reservas estava sempre sendo cuidadoso, sempre ouvindo-a e tentando antecipar suas necessidades. Impossível não amá-los! Estou apaixonada por este casal! :)

Se recomendo o livro?! De olhos fechados! É perfeito! Simplesmente perfeito! Uma história que com certeza lerei novamente. 

"[...] Porque subitamente entendi que o amor é um milhão de vezes mais forte que o ódio."




Como eu disse esta foi minha escolha para o tema de setembro da Maratona Romances de Banca, que consistia em ler um romance (de banca, obviamente) sobre mocinho/mocinha com amnésia. E foi a melhor escolha que eu poderia ter feito! :)

30 de julho de 2014

Desejo de Vingança - Lynne Graham

(Título Original: Roccanti´s Marriage Revenge
Tradutora: Daniela Yurica
Editora: Harlequin
Edição de: 2012)

 Casamentos Ordenados 1/3

Herdeira comprometida arrisca tudo por homem misterioso!

O plano de Vitale Roccanti era simples: seduzir a filha para atingir o pai. O que poderia dar errado? No entanto, a manchete que anunciava o sucesso de seu plano não proporcionava sequer metade da satisfação que tivera ao tocar Zara, muito embora a reputação dela estivesse destruída!



Palavras de uma leitora...


" - Seres humanos não são perfeitos - ela respondeu rapidamente, levantando um dedo fino para correr pelo rosto dele. - Não espero isso."

- Zara faria o que fosse preciso para ganhar a aprovação dos seus pais. Por isso, aceitara o pedido de casamento de Sergios Demonides, um bilionário que tinha negócios com o seu pai e desejava uma esposa para criar as crianças pelas quais ele se tornara responsável. Sergios não estava disposto a oferecer-lhe amor e nem estava interessado em dividir a mesma cama com ela e ter seus próprios filhos. Zara apenas serviria como uma mãe para as crianças, nada mais. Fidelidade não fazia parte do acordo. Pelo menos, não da parte dele. Ela sim deveria manter-se fiel e ser a esposa perfeita. Esquecer-se para sempre que era mulher e dedicar-se somente às crianças. Não era pedir muito, certo? Apesar de saber que estava mergulhando numa situação da qual não conseguiria mais sair e que a tornaria infeliz, Zara não se importara. Abrira mão de tudo para ser a filha que seus pais desejavam. Para conquistar o que buscara desde que era uma menina e que jamais encontrara. Para seus pais, ela não passava de uma estúpida. A que deveria ter morrido no lugar do irmão gêmeo. Se somente aceitando Sergios ela seria digna do amor dos pais, então ela assim o faria. Mas todas as suas escolhas ficam profundamente ameaçadas no momento em que ela conhece Vitale Roccanti, o único capaz de fazê-la conhecer o paraíso e o inferno... ao mesmo tempo

Vitale esperara anos para acertar as contas com o pai de Zara. Durante toda a sua adolescência ele alimentara o ódio que sentia pelo homem que destruíra a vida de quem ele mais amava no mundo e nem o tempo fora capaz de fazê-lo deixar de lado seu desejo por vingança. E agora que finalmente chegara o momento que ele tanto aguardara, não permitiria que a inocência daqueles lindos olhos azuis o fizesse voltar atrás. Talvez ela fosse inocente... talvez não tivesse nada a ver com aquela história... e, na realidade, ele nada tinha contra ela. Porém somente através dela, Vitale poderia ter o que desejava. Ainda que o gosto da vingança fosse puro fel. 

- Bem... Não encontrei nessa história nada do que eu esperava. Nada do que eu acreditava que encontraria. E isso não é necessariamente algo ruim. Quando soube do lançamento desse livro, dois anos atrás, imaginei que Vitale fosse mais um daqueles ogros que a Lynne Graham tão bem sabe criar. Achei que ele fosse mais um mocinho-vilão que eu desejaria matar, mas não sem antes fazê-lo comer o pão que o diabo amassou. Porém... as coisas não são bem assim. Vitale não é assim. Ele é um imbecil, disso não há dúvidas, mas sabe reconhecer seus erros e recomeçar. Tem humildade suficiente para admitir que errou, pedir desculpas e tentar consertar as coisas da melhor maneira possível. Eu odiei o que ele fez com a Zara. Odiei o fato de ele tê-la usado daquela maneira, sem se importar com os sentimentos dela e as consequências que sua atitude poderia ter na vida dela depois. Ele só pensava em si mesmo. Em conseguir a sua vingança. Nada mais. Só que eu já conheci mocinhos mil vezes piores e fui capaz de perdoá-los. Comparado com certos mocinhos (da própria autora), o Vitale é um anjo.rsrs...

Apesar disso, do fato do mocinho não ser a peste que eu imaginava, a história não me cativou. Talvez porque eu estava "prisioneira" de uma outra história, mas não acredito muito nisso, não. Porque bem antes de eu mergulhar nessa outra história, já estava "cansada" do livro. Ele não é ruim. É uma boa história, que possui seus encantos, mas é justamente essa a questão: é apenas uma "boa história". Nada além disso. É um livro para passar o tempo e eu não estava num humor para esse tipo de livro. Eu queria uma história que me provocasse sentimentos intensos, mesmo que fosse o ódio. Eu queria "sentir" a história e com esse livro foi impossível. Vitale e Zara não são personagens fortes, marcantes. Não mexem com a gente. É um casal do qual, infelizmente, esquecerei rápido. A história foi agradável, sim. Mas só isso. 

"- Eu costumava ver tudo em branco e preto. As pessoas, no entanto, raramente são boas ou más, geralmente são uma mistura dos dois e todos cometemos erros."


- Espero ter mais sorte com o segundo livro da trilogia. Da Lynne Graham, eu jamais desisto.rsrs... 

19 de outubro de 2013

Momento de Amar - Lynne Graham


(Título Original: A Ring To Secure His Heir
Tradutora: Angela Monteverde
Editora: Harlequin
Edição de: 2013)

Um imprevisto no plano.

Trabalhar até tarde não é novidade para o magnata Alex. Além disso, essa se tornou a desculpa perfeita para se aproximar da faxineira do escritório, Rosie Gray. Afinal, ele havia prometido a seu padrinho doente que descobriria se sua neta perdida era uma herdeira digna. Rosie fica inebriada com atenção que recebe do executivo misterioso e encantador, e passa uma noite com ele. Entretanto, engravida... Ao tentar encontrá-lo novamente, ninguém na empresa conhece "Alex Kolovos". Existe apenas um Alexius Stravroulakis, o presidente, e ele tem uma proposta magnífica para ela!


Palavras de uma leitora...


"- E se ficar tonta nos degraus de uma escada? Possivelmente cairá. Devo aceitar tal ameaça? Que tipo de homem aceitaria isso nessas condições? - ele exclamou.

- O mesmo homem que fez sexo comigo e foi embora no meio da noite sem uma explicação - retrucou Rosie. - Não finja que é sensível e protetor, porque não é." 


- Quem olhasse para Alex de fora, sem conhecê-lo, diria que ele era um homem sortudo. Que tinha tudo na vida. Que teve tudo desde o princípio, não necessitando trabalhar para ter o que desejasse. Imaginaria sua infância privilegiada e sentiria inveja. Mas ele... Ele sabia o que realmente tivera. Ou melhor, não tivera. Mesmo assim... não admitia nem para si mesmo o quanto aquilo lhe magoara e ainda era capaz de afetar. 

Filho de pais jovens e despreocupados, Alex sempre teve tudo o que o dinheiro podia comprar. Os melhores brinquedos, as melhores roupas, os melhores colégios. Mas seus pais não possuíam tempo sequer para lhe dar um abraço ou dizer o quanto ele era importante para eles. Não. Preocupados com as próprias vidas, chegaram ao ponto de excluir o filho definitivamente do convívio com eles, mandando-o para um colégio interno, bem longe de suas vistas, e não tendo sequer a consideração de visitá-lo uma vez por ano. Até mesmo quando a criança era enviada para casa nas férias, nunca podia estar com os pais. Eles eram ocupados demais para isso. E na verdade, não o amavam. 

Mas o garotinho não admitia sequer para si mesmo que sofria com aquilo. Que desejava ser amado. Que desejava receber uma visita, como as outras crianças recebiam. Que desejava sentir o abraço de alguém querido. Sentir que era importante para alguém. E foi somente no padrinho que ele encontrou um pouco do que buscava. Socrates Seferis foi a pessoa mais próxima de uma família que Alex teve. E a ele devia os valores que aprendera ao longo da sua vida. E estava disposto a pagar agora, nem que fosse um pouco, do que recebera. Trazendo para aquele pobre homem a neta que ele nunca conhecera. 

Rosie Gray nunca soube o que era ter uma família de verdade. Ainda bem pequena, aprendera a não contar com o apoio ou a segurança da mãe. E muito menos com o seu amor. Sua mãe nunca se importara realmente com ela e não hesitava ao deixá-la sozinha sem ter o que comer ou vestir. Simplesmente a deixava trancada dentro de casa e ia curtir a juventude com o homem da vez. Até que finalmente lhe arrancaram a guarda de Rosie. Antes que o pior acontecesse. A partir daí, Rosie começou a passar de lar em lar, vendo o que era ter uma família, o que era ser querido por alguém, mas nunca podendo fazer parte daquela realidade. Somente aos doze anos teve para si um pouco do amor de uma mãe. Somente para perdê-la oito anos mais tarde. Mas, sonhadora, ainda acreditava que um dia teria uma família de verdade. E que jamais permitiria que um filho seu sentisse a solidão e a rejeição que ela sentira. 

Aos 23 anos, Rosie trabalhava como faxineira em seu tempo vago, para ter um teto e o que comer enquanto terminava os seus estudos. Não pretendia ser faxineira para sempre, mas não reclamava do trabalho que lhe permitia ter tempo para estudar e alcançar o seu real objetivo na vida. Só não podia imaginar que aquele emprego lhe faria conhecer um homem que lhe mostraria o paraíso para depois partir o seu coração em mil pedaços. Um homem que conseguira desestruturar todo o seu mundo e ameaçar o seu futuro. Um homem que ela jurava que não desejava novamente em sua vida. Mas que não suportava sequer imaginá-lo ao lado de uma outra mulher... Um homem que ela amava e odiava numa mesma medida. Que ela odiava amar. 

"Analisou Rosie enquanto ela conversava animadamente com o obstetra que ele conhecera quando estudante na faculdade. Estava corada, e o entusiasmo aquecia sua voz e seus olhos. Ela queria aquela manchinha de verdade, Alexius percebeu com espanto."

- O padrinho de Alex estava doente. E, quase ao final de sua vida, tinha que admitir para si mesmo uma triste realidade: não existia um só membro em sua família que valesse um só centavo. Todos estavam interessados apenas em seu dinheiro. Para eles, Socrates nada significava. E provavelmente ansiavam com desespero pelo momento no qual ele fecharia de vez os olhos. Sendo assim, Socrates resolvera procurar pela neta de quem ele tinha conhecimento desde sempre, mas que nunca tivera coragem para procurar. No fundo, temia que ela significasse mais uma decepção. E ele definitivamente já tivera a cota necessária de decepções em sua vida. Mas... e se nunca arriscasse? Se morresse sem sequer conhecê-la? Talvez, só talvez, ela conseguisse iluminar o tanto que lhe restava de vida. Foi pensando nisso que Socrates resolvera fazer um pedido para Alex, o afilhado que para ele representava um filho: que ele conhecesse Rosie para analisar o caráter dela e levá-la até ao avô, caso ela fosse uma pessoa decente.

- Alex era ocupado demais para esse tipo de coisa, mas jamais conseguiria recusar um pedido que era tão importante para alguém que lhe dera tanto na vida. Mas o que mais o perturbava nesse pedido não era o tempo que o faria perder. Era a responsabilidade que estava sendo jogada em seus ombros. Não se achava no direito de julgar o caráter de Rosie, sobretudo por não conhecê-la. E sabia que para saber se ela era uma boa pessoa, teria que enganá-la. Fingir ser alguém que não era. E isso o incomodava demais. Pois um dia, pelo laço que ele possuía com o avô dela, ela saberia a verdade e jamais o perdoaria. Tal perspectiva lhe provocara um gosto amargo na boca muito antes dele conhecê-la. Mas quando ele finalmente a conhece... sua mentira se torna um peso insuportável. 

" - Você não quer nosso bebê - acusou.
- Quero você - replicou ele. - E começo a pensar no bebê como um ser unido a você. Não é o suficiente para começar?"

- Eu comecei a leitura dessa história no momento errado da minha vida.rsrs... No começo da história, não consegui me envolver pelos personagens. Estava muito concentrada no que estava me roubando a paz e isso impedia que eu me ligasse à história. Cheguei a pensar em interromper a leitura, pois sabia que o livro só não estava me envolvendo porque eu não estava permitindo isso. Mas, no dia seguinte, um pouco mais tranquila depois de deixar minha mente exausta de tanto pensar em problemas sem solução (na verdade a solução é bem óbvia: pare de se importar, Luna. Mande as pessoas que insistem em te atormentar irem dar uma volta no quinto dos infernos! Finja que elas sequer existem! Fácil falar. Difícil fazer. Mas me fiz uma promessa que estou disposta a cumprir. Por mais que me doa. Doerá muito mais continuar me importando, não acham? Enfim...), eu resolvi me desligar de tudo e me ligar somente ao livro. E deu certo. Eu limpei totalmente a minha mente pelo tempo em que fiquei lendo o livro e assim consegui finalmente ser envolvida pela história e pude compreender os personagens e amá-los como eles eram. Não que tenha sido muito fácil compreender a Dona Rosie (uso a palavra "dona" quando quero dar uma bronca em alguém. A Rosie merecia, no mínimo, uns puxões de orelhas.rsrs...), mas eu tentei. E até consegui não esganá-la. :D 

- Durante a leitura dessa história, confesso que nem me irritei tanto como costumo me irritar com as histórias da minha autora. Esse mocinho sequer me fez passar raiva (a mocinha fez. Ele, não. Tive pena dele.kkkkkkk...), pelo contrário. Eu o achei um fofo, mesmo quando ele dizia tolices em vez de dizer de uma vez o que realmente sentia. Mas eu sabia por que não era fácil para ele demonstrar o que sentia. Ele sequer sabia o que realmente sentia dentro dele. Para uma pessoa saber o que é o amor, ela necessita ter contato com esse sentimento. E ele não teve. Ele não sabia o que era amor por não ter sido amado. Para ele, o que ele sentia não era amor. Não conseguia reconhecer tal sentimento. Achava até mesmo que tal coisa não existia. Que era somente uma palavra. Tanto que quando ele finalmente diz para para a mocinha que a ama (colocando tal declaração como uma pergunta, pois ele não sabe nomear o que sente) eu sinto imensa vontade de pegá-lo no colo e dar um pouco do amor que a mãe dele deveria ter lhe dado. Por isso eu achei essa mocinha bem injusta em diversos momentos. Ele estava lhe oferecendo o que ele nunca tinha oferecido para pessoa nenhuma e mesmo assim ela insistia em rejeitá-lo, pois o achava insensível, cruel e egoísta. Me pergunto como ela o conhecia tão bem se sequer era capaz de lhe dar a oportunidade de ser conhecido por ela. Ela queria tudo de uma vez, queria que ele a amasse, mas não lhe dava a oportunidade de aprender a amá-la. Ela é do tipo que acha que a pessoa tem que amar à primeira vista, entende? Não que eu própria não acredite em amor à primeira vista (acredito!!!), mas nem todas as pessoas amam assim. Muitas vezes, é somente com o tempo. E ele queria isso. Ela é que não permitia tal coisa. E definitivamente não o conhecia. Pois ele não era nada daquilo que ela o acusava de ser. É demonstração de insensibilidade pedir em casamento a mulher que espera seu filho? É crueldade acompanhá-la em sua primeira ultrassonografia? Desejar que ela tenha o melhor atendimento e estar presente sempre que ela precisa? É egoísmo correr para salvar a vida do animalzinho que para ela significava tudo? Caramba, o cachorro até mesmo o tinha mordido! O cachorro o odiava e mesmo assim o mocinho não hesitou em procurar ajuda para ele, pois sabia que a mocinha ficaria destruída se aquele cachorrinho morresse. Até mesmo quando o mocinho a impede de apanhar de um cara obcecado por ela, a idiota insiste em culpá-lo pela situação. Antes ele próprio tivesse lhe dado uma surra, sinceramente! Existiram momentos nos quais eu própria queria agredi-la.kkkkk... 

" - Seria diferente com você. Vai ser a mãe de meu filho. - E com um gesto súbito a fez cair de novo sobre o travesseiro e espalmou seu ventre. - Aí dentro está o meu filho. 

Surpresa com a raiva e o gesto dele, Rosie saltou da cama como se uma mola a impelisse, agarrou a camisola e começou a se vestir com mãos trêmulas. 

- Isso não significa que é meu dono. 

- Claro que sim! - resmungou Alexius com raiva. - E se acha que vou ficar de lado e esperar que se envolva com outro homem, está muito enganada!"

- E falando nas injustiças dessa mocinha (pois sim. Por mais que eu tenha aprendido a compreendê-la, em certos momentos é claro, tenho que admitir que ela sabe ser bem injusta), a declaração dela (num trecho mais acima) de que o mocinho não queria o bebê era totalmente falsa. Ele nunca disse que não queria aquele bebê. Ela achava que lia os pensamentos dele. E até mesmo quando ele dizia uma coisa, ela fingia que não o ouvia só para vir com suas acusações estúpidas. Até mesmo ficou toda mal humorada somente porque ele chamou o bebê (que ainda não era sequer chamado de bebê pelo próprio médico. Tinha poucas semanas) de "manchinha". O que diabos ela queria? Disse para ele, anteriormente, que queria sempre que ele fosse sincero com ela. Mas quando ele é sincero e diz o que viu, ela se sente ofendida. Posso com uma coisa dessa?! O que ela preferia? Que ele dissesse que conseguia "enxergar" o bebê e identificar até mesmo a cor dos olhos dele? Que até mesmo vira o bebê sorrir e dizer que os amava?! Ah, fala sério! Nunca conseguirei compreender totalmente essa desmiolada.kkkkkk... E apoio totalmente a atitude do mocinho, quase no final da história. Ele já estava cansado, oras! Estava na hora de conseguir o que queria. Quer ela quisesse, quer não. Se fosse esperar até que ela admitisse que realmente o queria, chegaria à terceira idade. E ainda assim ela continuaria sendo teimosa! A tola ainda achava que eles tinham que ter um relacionamento de ficar segurando as mãos e dando selinhos, quando estava grávida de um filho dele!kkkkk... Definitivamente, ela não joga com o baralho todo.kkkkkkk... Mas o mocinho a ama mesmo assim. Confesso que sinto pena dele.rsrsrs... 


" - Amo você, Alex. Amei desde o início - murmurou Rosie com meiguice e dignidade, por fim abandonando a atitude defensiva. - Seria difícil me perder. 

Ele a fez se levantar do sofá em que sentara e a apertou de encontro ao peito. 

- Preciso de você... Não gosto do mundo sem você. Será isso o amor?"


- Posso dizer, sem pensar duas vezes, que adorei essa história! A Lynne Graham finalmente aprendeu a não fazer mocinhos ogros. Não que eu não ame muitos dos mocinhos-vilões da autora (amo, sim! E tem uns que amo demais!), mas estou apreciando esses mocinhos mais dispostos a amarem, menos ignorantes e surdos. Os de antigamente sequer pareciam possuir audição quando se tratava das mocinhas. Eram incapazes de ouvir qualquer coisa que elas dissessem. E as acusavam de tudo que conseguiam imaginar. Acreditavam no pior inimigo das mocinhas e não tinham piedade ao humilhá-las diante de quem quer que fosse. Os que estou conhecendo atualmente não são assim. Eles até podem acusá-las (o que o Alex não faz), mas pelo menos permitem que a dúvida penetre a cabeça deles e param para pensar. "Será que realmente estou certo? Será que não cometi um erro ao julgá-la?" Eles se permitem duvidar de suas verdades. Dão uma chance para as mocinhas. As escutam!!!! Isso ainda representa uma grande surpresa para mim.kkkkkk... Nunca imaginei que os mocinhos dessa autora encontrariam a audição. :D 

- A única coisa que me impediu de dar cinco estrelas para essa história, foi o fato de não ter conseguido me envolver pelo início da história. Mas vocês já conhecem o motivo. Acredito que a culpa não foi do livro. Foi do dia difícil que tive. Meu humor estava muito péssimo. Se a culpa fosse do livro, eu creio que sequer teria me envolvido pelo resto da história. Mas pelo contrário. Me envolvi completamente e a amei. Creio que vocês não se arrependeriam de ler essa história. Pelo menos, eu não me arrependi. :D Cada vez mais amo essa minha autora tão querida. :)


" - Como ousa pensar que voltarei com você? 
- É lá que pertence... em minha casa comigo - informou Alexius com simplicidade. 
- Você me largou! - repetiu ela aos gritos.
Alexius fez de conta que não ouvia e murmurou:
- Quero-a de volta a minha casa. De volta para mim."

14 de agosto de 2013

Amor Traído - Lynne Graham


(Título Original: THE MARRIAGE BETRAYAL
Tradutora: Fabia Vitiello
Editora: Harlequin
Edição de: 2012)


A Promessa de Volakis - Primeira Parte


Paixão cega, gravidez inesperada… 

Sander Volakis somente segue seus próprios princípios. Ele construiu uma reputação nos negócios graças a sua personalidade, e não ao nome ou à riqueza de sua família. Além disso, ele não tem a menor intenção de um dia se casar nem de passar fins de semana viajando. Sua ida a Westgrave Manor era somente um favor que estava fazendo para seu pai, uma chatice… Até ele ver Tally Spencer, tão linda, tão voluptuosa, tão… irresistível! Sander agora quer uma chance para encontrá-la e, casualmente, seduzi-la. Porém, uma noite com Tally pode ser o fim de sua vida de playboy.



Palavras de uma leitora...


"Aprendera que só o fato de estar perto dele fazia com que se sentisse tonta, excitada e incapaz de um pensamento racional, como uma adolescente de cabeça oca. Aprendera que era humana, falível e capaz de fazer coisas tolas. Aprendera também que recusar-se a ceder a um desejo tão forte era algo que poderia realmente machucar."

- Comecei a ler esse livro porque estava estressada.rsrs... Sim. É algo meio irracional de se dizer, pois se eu estava estressada, não deveria nunca ter procurado ler um livro da Lynne Graham, uma autora que conheço muito bem (afinal de contas, li quase todos os livros dela já lançados aqui. E até os que não foram lançados aqui, na época) e que não é conhecida como uma autora capaz de nos tranquilizar, desestressar, sabe? Pelo contrário. Ler um livro da LG é com certeza sinônimo de passar momentos bem estressantes, tendo vontade de jogar o livro pela janela em alguns momentos e assassinar o mocinho em outros. Algumas vezes, sentimos vontade de matar a mocinha da história também. Quando ela ultrapassa os limites da nossa paciência, sabe? Mas acontece que como eu estava estressada, não queria ler nenhum livro complexo. E, fazendo uma faxina completa nos livros, eu resolvi separar os dois livros que fazem parte da série "A Promessa de Volakis" e ler. Claro que eu já estava esperando pelo pior.kkkkkkk... Me estressar com personagens dessa autora não é nenhuma novidade para mim. Sempre acontece!rsrs... Mas, por algum motivo que ainda desconheço, não deixo de ler as histórias dela. Sou viciada em Lynne Graham, mesmo já tendo vivido experiências bem negativas com certas histórias dela. Que mandei para o quinto dos infernos sem pensar duas vezes! Felizmente, comparadas com a quantidade de histórias que já li dela, essas poucas histórias que mandei ao inferno não são nada.rsrsrs... E, para minha completa surpresa, Amor Traído foi um dos melhores livros da autora que li nos últimos tempos. Realmente é algo que ainda me surpreende, confesso.kkkkkk... 

- Quando comecei a leitura dessa história e passei por certas cenas, logo percebi: é o mesmo de sempre. O mocinho vai me torrar a paciência do começo ao fim para no final dizer que sempre amou a mocinha e fim de papo. E a mocinha vai ser uma tola, capacho dele, para ele pisar e sapatear em cima, sem dó nem piedade. E a idiota ainda vai agradecer a ele por tanto "carinho". E essas suspeitas se confirmaram conforme fui lendo certas coisas. Só que depois de uma determinada cena, na qual percebi que a Tally era muito mais do que inicialmente aparentava ser, eu comecei a ter esperanças. E, felizmente, não foi em vão. Tanto a Tally quanto o Sander fizeram essa leitura valer a pena. E confesso que estou ansiosa para ler sua continuação. Afinal de contas, eu realmente não sei o que esperar da segunda parte dessa história. Se tudo se resolve nesse livro, para que uma continuação? Confesso que sinto um pouco de medo de descobrir.rsrs... 


"Colocando-a sobre a cama, Sander preferiu esclarecer algo antes de continuar.

- Há algo que me esqueci de dizer - começou ele, os belos olhos presos ao rosto corado dela. - Eu não lido com exclusividade...

- Tudo bem - observou Tally sem sequer ter que pensar a respeito. - Você não lida com exclusividade. Eu não lido com sexo.

Sander congelou e lentamente tirou as mãos dela.

- Você não pode estar falando sério. 

Olhos muito verdes o encararam.

- As outras mulheres aceitam essa bobagem de "eu não lido com exclusividade"?

- Com tantas opções por aí, quem quer ficar amarrado? Elas se contentam com isso - afirmou Sander.

Tally suspirou e balançou a cabeça. 

- Eu não - disse ela, notando a protuberância por baixo do jeans dele.

- Você me tem... na palma da mão...

- Ou, neste caso, na cama? - Tally sugeriu, lutando para resfriar o calor de seu corpo não apenas com força de vontade, mas teimosia despreparada para ceder. - A escolha é sua.

- Isso é ridículo.

- Não vou compartilhar uma cama com você enquanto você continuar a dormir com outras mulheres.

Tally plantou cada palavra como um pé sólido enfiado em concreto recém-despejado e então deslizou seus próprios pés para fora da colcha sobre onde ele a colocara e começou a procurar seus sapatos."


- Quem vocês acham que vai vencer essa disputa?rsrs... Quem irá ceder? Vale muito a pena descobrir!rsrs... 


- Tally e Sander se conheceram na fazenda de uma amiga de família. Na verdade, nenhum dos dois desejava estar naquele lugar, e Tally não havia sido exatamente convidada. Apenas estava servindo como acompanhante da meio-irmã de 17 anos, que tinha tanto juízo quanto uma criança de três anos. Já Sander estava ali por uma obrigação familiar, já que a anfitriã era a ex-noiva do seu falecido irmão e seria uma ofensa recusar o convite. Nenhum dos dois esperava que aquele final de semana pudesse lhes provocar algum prazer... até seus olhares se cruzarem e um sentimento totalmente inesperado começar a tomar conta dos dois...

Tally havia passado toda a sua vida sabendo que não havia sido desejada. Que não era querida. Que seria melhor se jamais tivesse nascido. Havia sido planejada pela mãe, como forma de conseguir amarrar o pai dela, mas quando todo o plano deu errado, ela passou a ser considerada um obstáculo. Para os dois. Enquanto sua mãe se viu forçada a criá-la, seu pai preferiu ignorar totalmente sua existência, apenas lhe dando pensão após ser obrigado pelos tribunais. Mas não fazia nada além disso. Não se importava se ela estava bem ou não. E, na verdade, teria preferido que algo tivesse lhe acontecido na infância e sua existência tivesse chegado ao fim. Não lhe importavam suas notas na escola, seus aniversários, suas lágrimas, sua dor. Ele só se importava com sua nova família e com a filha caçula, a filha que realmente tinha desejado e para a qual dava tudo. E foi exatamente por se importar tanto com a filha querida, que ele entrou em contato com Tally, lhe pedindo que ela acompanhasse a garota naquele final de semana. Como Cosima, meio-irmã de Tally, estava vivendo seu momento de rebeldia adolescente, Anatole se preocupava e temia que ela pudesse fazer uma besteira incorrigível e por isso, contava com Tally. Para que ela evitasse um desastre, pois embora jamais tivesse se importado com a filha, ele sabia o suficiente para confiar a jovem em suas mãos. 

Sander por sua vez, também não era exatamente o filho desejado. Nunca tinha conseguido agradar os pais, embora sempre tenha sido um menino brilhante. Toda a atenção dos pais era voltada para o filho mais velho, aquele que daria continuidade ao império que tinham construído. Mas, quando um acidente terrível põe fim à vida do filho amado deles, eles percebem, com desespero, que tudo que lhes resta é Sander e que ele agora é herdeiro de tudo que eles preferiam ter deixado para o filho que estava morto. E, do fundo do coração, eles desejavam que Sander tivesse morrido no lugar dele. 

Tentando estabelecer, finalmente, uma relação tranquila com os pais, Sander aceita o pedido (ou melhor, ordem) que seu pai lhe faz e resolve ir até a fazenda Westgrave Manor, para passar um final de semana entendiante ao lado de uma anfitriã que desejava agarrá-lo como quase tinha feito com o irmão dele. Ele pretendia aturar aquele tempo com um sorriso falso no rosto e uma paciência que não tinha, mas tudo mudou quando colocou os olhos pela primeira vez numa jovem que, assim como ele, estava totalmente deslocada ali. Uma atração imediata tomou conta dele e o fez perceber que talvez não fosse tão ruim assim, passar um tempo naquele lugar...

Infelizmente para o nosso querido Sander, as coisas não saem exatamente como ele planejava e ele percebe que para ter Tally onde ele desejava, seria necessário muito mais do que uma sedução barata e presentes caros. Ela não dançaria ao som da música dele. Ele é que precisaria dançar ao som da música dela. Ou então... que direcionasse o seu interesse para outra pessoa.


- Inicialmente, Tally era o tipo de mocinha que eu não gosto: aquele tipo que faz tudo o que os outros querem e ainda pensa que eles têm todo o direito de tratá-la como sentem vontade, pouco se importando com os sentimentos dela. Mas, ainda no início da história, ela mostrou um lado que mantinha oculto e começou a me surpreender até eu começar a gostar dela.rsrs... Ela foi muito boazinha até a paciência dela acabar e ela nos mostrar que de modo algum era igual às outras. Embora fosse naturalmente sensível e romântica, não estava pronta para ser usada por ninguém. Sabia o que queria e lutava por isso. No fundo, acreditava no amor e desejava um dia ter a família que ela própria não tinha tido, mas não estava disposta a aturar qualquer tipo de coisa para conseguir isso. Nem por amor, ela aceitaria ser humilhada. Nenhum playboy minado iria tratá-la como capacho ou pisar em seu coração. E o melhor de tudo é que ela não fica apenas com essas ideias na cabeça. Ela realmente cumpre o que promete para si mesma. 


" - Eu sabia que você não era perfeito. Percebi há muito tempo - sussurrou Tally.

Sander olhou para ela.

- Apenas não desista de mim. Eu posso aprender, posso fazer melhor."


- Sander foi uma surpresa maravilhosa.rsrs... À princípio, eu o detestei. Ele havia se comportado exatamente como eu esperava que ele se comportasse e isso me irritou bastante, mas, assim como a Tally, ele não demorou a provar que eu estava errada em julgá-lo baseada nos outros mocinhos da autora, que eu havia conhecido. Ele não demorou a provar que era necessário conhecê-lo melhor antes de começá-la a julgá-lo. Ele é arrogante? Sim. Sabe ser uma peste? Com toda certeza do mundo!rsrs... Mas também é justo e sabe admitir seus erros. Nem de longe ele se parece com os outros mocinhos da autora. Ele soube ser cruel com a Tally em alguns momentos, mas também soube se arrepender e abrir os olhos quando a verdade esteve bem diante de seus olhos. Ele não ignorou as pistas, nem sequer uma expressão no rosto da Tally lhe passou despercebida. Ele a notava, por isso, não duvidei dos seus sentimentos por ela. Ele sabia quando ela estava feliz, quando estava triste e até mesmo quando estava sentindo raiva dela, ele queria lhe colocar um sorriso no rosto. E não aceitava de modo algum que alguém a maltratasse. Nem mesmo quando ele próprio desejava fazer isso.rsrs... Ele também era uma pessoa muito carente e isso tocou o meu coração. Ele sabia que não era amado pelos pais e mesmo assim os amava, mesmo sabendo que eles preferiam que ele tivesse morrido no lugar do irmão. Ele também tinha enfrentado uma decepção amorosa quando era mais novo e tinha todos os motivos para acreditar que a Tally o havia enganado, que ela tinha preparado uma armadilha para ele. Ainda assim, ele não demorou a reconhecer que estava enganado e quando fez isso, colocou todas as cartas na mesa e foi sincero com ela, estando disposto a recomeçar do zero. A tentar novamente. E também soube pedir perdão. Sinceramente, eu amei esse casal! :D Eles conseguiram melhorar e muito o meu dia!rsrs...

- Por isso, sinto um pouco de medo da continuação da história.kkkkkk... Tudo fica acertado nessa primeira parte, gente. É isso que faz eu temer a continuação (desde que li Fogo Eterno, que também é dividido em duas partes, sinto pavor quando a autora divide uma mesma história em duas partes). Não me pareceu que houvesse a necessidade de uma continuação e não quero me decepcionar. Sinto medo do Sander fazer algo que estrague todos os sentimentos positivos que ele despertou em mim. Que destrua todo o carinho que sinto por ele. E, sinceramente, espero que a Tally continue sendo a mocinha que foi nesta história. Que ela não mude na segunda parte, que não se torne a tola que eu detestaria que ela fosse. 


- Bem... Mas vou criar coragem e ler Noiva de Verdade. Afinal de contas, além do medo também existe a curiosidade. O que será que me espera nessa continuação?!rsrs... Boa sorte para mim!kkkkkkkk... 


" - Estarei sempre ao seu lado, especialmente quando você se sentir sozinha, com medo ou doente. Não haverá qualquer outra mulher em minha vida. Não vou deixar que os negócios interfiram em nossa relação novamente. Vou reservar um tempo para ficarmos juntos todos os dias. Você será o centro do meu mundo [...]"

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