15 de abril de 2018

O Retrato de Dorian Gray - Oscar Wilde

Tempo de leitura:
(Título Original: The Picture of Dorian Gray
Tradutor: João do Rio
Editora: Martin Claret
Edição de: 2014)

Escrito em 1890, este romance revela almas que se entregam a paixões e que são atormentadas por seus próprios pecados. Dorian Gray e Lord Henry mostram ao leitor duas faces diferentes de pecado e purificação. É considerada a mais intrigante obra de Oscar Wilde.



Palavras de uma leitora...


- Está aí uma sinopse que nada diz da história.rs Mas como a edição que possuo não vem com sinopse tive que colocar essa que encontrei no site da própria editora. 

Eu tinha toda a intenção do mundo de ler este livro até a quarta-feira passada e depois me dedicar a um romance ou um suspense. Apenas desejava cumprir meu Desafio Mensal. Se eu dissesse que estava ansiosa para ler este livro estaria mentindo descaradamente: eu não estava. Sabia que era uma história perturbadora e que iria provocar um nó na minha cabeça. Eu já tinha todos os spoilers do livro e me julgava preparada para o que encontraria, mas não ansiava pelo momento. 

Todavia, como a semana foi muito corrida e fiquei de lá para cá mal tendo tempo de respirar, não passei da página 40. Assim, tive que ler todas as outras 212 páginas do livro no sábado. O resultado foi que não tive um dia agradável e cogitei a possibilidade de ir até o latão de lixo e jogar o livro lá. Pensei seriamente em fazer isso. Por que a história é ruim? Longe disso! É um livro fantástico, muito bem escrito, único, para o qual dei 5 estrelas no Skoob (embora tivesse hesitado um pouco.rs). A questão é que é uma história podre, sórdida, maquiavélica. E não poderia ser diferente já que adentra pelo psicológico, mostrando com maestria a natureza humana, o comportamento patológico de certas pessoas que tendem para o que é destrutivo e que sentem verdadeiro prazer em desgraçar os outros. Se tem uma história que não te provoca nenhum sentimento bom com certeza é esta. E eu que achava que não poderia encontrar clássicos mais "sórdidos" que O Morro dos Ventos Uivantes e As Relações Perigosas!

- A história começa antes mesmo de conhecermos o jovem cujo quadro dá título ao livro. Primeiro conhecemos seu pintor, aquele para quem ele posava e nutria pelo modelo de suas obras um amor cada vez mais profundo, uma espécie de adoração... como se Dorian Gray tivesse se convertido em seu deus. 

Naquele dia em particular, conversava com seu amigo, lorde Henry, sobre o Dorian e num impulso lhe confessara seus sentimentos pelo rapaz. Intrigado pela paixão contida nas palavras de Basil, a quem julgava insípido e incapaz de despertar interesse em qualquer pessoa, mais quis saber sobre a obra-prima inspiradora de tão peculiar comportamento. 

"Subitamente, eu me encontrei face a face com o jovem cuja personalidade me havia tão singularmente intrigado; quase roçamos um no outro e, de novo, nossos olhares se cruzaram."

- Ao colocar os olhos pela primeira vez em Dorian Gray, Henry soube que aquele rapaz seria seu. Sua beleza era fascinante, mas o que despertava verdadeiramente a sua cobiça era ver naqueles olhos a pureza que se encontra naqueles que ainda não foram manipulados. Dorian era como uma página em branco na qual Henry poderia escrever o que bem quisesse. Ele ainda não possuía mácula. Cabia às suas mãos hábeis estragá-lo... e ele se divertiria muito no processo. Todavia, mais que as mãos ele utilizaria as palavras. Afinal de contas, existiria maneira mais eficaz de envenenar alguém? 

"- Porque considero que influir sobre uma pessoa é transmitir-lhe um pouco de sua própria alma. Esta pessoa deixa de pensar por si mesma, deixa de sentir suas paixões naturais. Suas virtudes não são mais suas. Seus pecados, se houver qualquer coisa semelhante a pecados, serão emprestados. Ela tornar-se-á eco de uma música estranha, autora de uma peça que não se compôs para ela."

- Pressentindo o perigo que seu objeto de adoração passava a correr por ter despertado a atenção do lorde Henry, Basil tenta apelar para qualquer vestígio de humanidade que exista em seu "amigo", implora que ele se mantenha afastado de Dorian, porque sua influência seria nociva. Mas mesmo antes de abrir a boca sabia que era em vão, embora, no fundo, desejasse acreditar que nada poderia roubar a beleza que Dorian possuía, algo que ia além da simples beleza física. Henry poderia tentar, mas certamente não o corromperia. 

"Ele tentaria dominá-lo, como aliás, já havia feito."

Determinado a iniciar o jogo que o divertiria nos próximos meses, Henry não espera um só segundo para atrair a sua presa. Hábil com as palavras como poucos, sabia exatamente o que dizer para provocar sedução, para que Dorian quisesse estar ao seu lado, aprender o que só ele poderia ensinar. E não demorou para acontecer. Acompanhou com prazer as transformações que ocorriam no rosto do rapaz enquanto o mesmo experimentava novos sentimentos e uma deliciosa confusão. 

"Ele apenas lançara ao ar uma flecha. Esta alcançara o alvo?"

Naquele dia tão decisivo para tantas vidas, Dorian posou mais uma vez para Basil, só que tudo foi diferente. Contaminado pela admiração que começava a sentir pelo lorde Henry, seduzido pelo que quer que existisse no outro, ele possibilitou ao artista pintar o mais magnífico retrato. Era como se sua alma tivesse sido transferida para o retrato. Nunca ninguém criou uma obra tão bela. 

Com as palavras do outro correndo por seu corpo como sangue, Dorian olhou para o próprio retrato e enxergou nele tudo o que deixaria de ser um dia. Uma forte inveja de si mesmo tomou conta dele. Por que aquele retrato possuía o direito de ser imutável enquanto ele estava condenado a envelhecer, definhar e morrer? Por que não poderia conservar-se belo para sempre? Parar no tempo como aquele quadro? 

"[...] Ah! se fosse possível mudar os destinos; se fosse eu quem devesse conservar-me novo e se essa pintura pudesse envelhecer! Por isto eu daria tudo!... Nada há no mundo que eu não desse... Até minha alma!...

Voltado para si mesmo e para a paixão por sua própria aparência, mal é capaz de notar que seus pensamentos já não são seus, que suas escolhas não são suas. Que tudo o que julgava acreditar na verdade era resultado do que Henry acreditava. Ele era uma marionete, um brinquedo para alguém experiente e astuto, que nutria um desprezo por tudo o que fosse bom e abraçava o que era perverso. 

Com o passar do tempo, Henry passa a ser o centro da vida de Dorian. Onde quer que um estivesse o outro também estava. Como consequência, ele se afastava cada vez mais de Basil e da inocência que um dia possuiu. Porém, embora já não se sentisse capaz de resistir à influência do outro enxergava que seu "amigo" seria sua ruína, que já mal conseguia reconhecer-se na pessoa que era. E é quase com desespero que ele busca uma saída... uma chance de escapar do mundo no qual estava mergulhando. E é quando ele a encontra

Sibyl Vane, uma atriz de dezessete anos, era tudo o que Dorian gostaria de ser. Bela, bondosa, dona de uma alegria e pureza emocionantes, ela lhe provocava sentimentos que ele nunca antes experimentara. Era como um anjo. Disposto a agarrar-se com força à sua oportunidade de salvação, ele acredita estar apaixonado por ela e promete-lhe casamento. Sabia que ao seu lado teria forças para se afastar de Henry, para ser o que era antes, para reencontrar sua própria alma. 

E o que será mais forte? A bondade de Sibyl que o faz querer ser melhor ou a depravação que Henry lhe apresenta e parece tão impossível de resistir? Ainda existia realmente alguma chance? 

- Houve uma época em que ouvia sem parar uma vez mesma música: Destino - Lucas Lucco. Realmente considero a música muito bonita e com aquele "ar triste' que aprecio nas canções.rs Só que o que mais me atraía era o clipe, que mostrava duas vozes falando na cabeça do personagem. Uma, quase inaudível, tentando convencê-lo do que era certo. E a outra, muito mais "viva" e atraente, dizendo exatamente o que ele deveria fazer e ia na contramão do que era bom. Qual foi a voz que o personagem da música Destino preferiu ouvir? É bem óbvio, verdade? 

"Sim, Dorian, tu sempre me amarás; eu te represento todos os pecados que não tiveste a coragem de cometer.."

- Este livro me perturbou muito. Mesmo se eu não conhecesse spoilers da história antes de começar a lê-la seria capaz de prever o rumo que ela tomaria. Quanto mais profundamente conhecemos o Dorian, sua fraqueza de caráter e falta de inteligência própria... E, em contrapartida, observamos Henry, astuto, inteligente e sedutor, mover lentamente as cordas que guiam o protagonista... mais fácil é descobrir o final. 

"Há não sei o quê de fatal num retrato."

Dorian cresce muito ao longo do livro. Melhor dizendo: ele decresce bastante. Não nego nem por um instante que a manipulação do lorde Henry contribuiu e muito para torná-lo o ser baixo e repulsivo que se tornou. Mas há um determinado momento da história em que, estando o protagonista exatamente onde e da forma que ele queria, Henry solta as cordas. E Dorian passa a seguir com as próprias pernas. É possível, então, percebermos que Dorian gostava da podridão que era a sua vida, que ele sentia prazer em fazer com outras pessoas o que seu amigo tinha feito com ele, superando, em vários aspectos, o seu mentor. Embora tivesse "crises de consciência" em que jurava para si mesmo que lamentava profundamente o que acontecera com outros personagens, nós sabemos que é mentira. Que ele desempenhava um papel para si mesmo, tentando convencer-se que nunca tinha a culpa de nada. Não dava a mínima para quantas vidas havia destruído. Já não tinha amor no coração. E não queria ter.

"Um ódio sombrio vivia no seu coração."

- E é aí que entra o quadro, que representa na história a própria alma do protagonista. O retrato de Dorian Gray, pintado na ocasião do primeiro encontro entre o lorde Henry e ele, era uma obra de tirar o fôlego, jamais vista por ninguém. Henry desejou comprá-la de Basil, mas este a deu de presente para seu modelo, apesar da crise de ciúmes e inveja que Dorian teve ao ver a própria imagem, por ser muito injusto o fato da imagem ali eternizada jamais envelhecer enquanto ele, que servira para criá-la, estar condenado ao definhamento e morte. Pois bem... Ao longo da história, conforme o protagonista se corrompe o quadro sofre transformações. Após seu primeiro ato de crueldade, por exemplo, as marcas de perversidade que deveriam estar em seu rosto aparecem no retrato e daí por diante. Quanto mais desumano ele se torna pior fica o retrato e, tomado pelo terror, ele decide esconder o quadro de todos, trancar à chave no local mais afastado na casa, impedindo que outros percebam o que estava acontecendo no seu interior. Ele acredita que lançara uma espécie de "maldição" contra si mesmo ao proferir aquelas palavras quando da pintura do quadro. 

"O que os vermes são para um cadáver seus pecados seriam para a imagem pintada nessa tela."

Não sei o que pensar sobre isso. Ao mesmo tempo que enxergo que o retrato era a representação da alma do personagem, sei que não tenho explicação para certos acontecimentos envolvendo esse quadro. Deixo que os estudiosos encontrem as respostas devidas.kkkkkkkk... 

- Impossível dizer que apreciei esta leitura. Com certeza é um livro que não tenho a menor intenção de voltar a ler um dia!kkkkkk Tudo o que quero é esquecê-lo. Na história, Dorian chega a dizer ao lorde Henry que ele o envenenou através de um livro. Bem... eu não penso em ser intoxicada por esta história.rs

Recomendo o livro? Gente, é um clássico que realmente é digno de ser considerado como tal. O autor foi brilhante ao escrever algo assim e acredito que é válido lê-lo. Só que não é um livro saudável. Recomendo mais para quem estuda Psicologia ou aprecia livros voltados para temas psicológicos. 

Leitora apaixonada por romances de época, clássicos e thrillers (não necessariamente nesta ordem). Mãe da gatinha Luana. Filha carinhosa. Irmã dedicada. Amiga para todas as horas. Acredita em Deus. E no poder do amor.

20 comentários:

  1. Oi Luna!

    Amei a resenha, mas não tenha nenhuma vontade de ler o livro rsrsrs, bjos.

    ResponderExcluir
  2. Já li e achei uma leitura muito boa. Não foi essa edição, foi outra.

    Essa constante pergunta de quem somos na verdade? Uma coisa é o que os outros veem, o que deixamos.. O que somos quando ninguém está olhando.

    Uma leitura altamente reflexiva e pra mim um clássico da literatura.

    Beijos.

    www.alempaginas.com

    ResponderExcluir
  3. Oi Luna! Acredito que eu vá ler esse livro novamente, pois li há muitos anos, e não entendi nada da história, porque era muito jovem, e seus nuances psicológicos não chegaram até mim. Hoje, lendo sua resenha, acredito que eu vá compreender bem mais. ainda que você não tenha gostado desta leitura, eu penso que irá me atrair muito, pois aborda muitos temas intrigantes, juntamente com o mistério do quadro. Obrigada pela resenha impecável!


    Bjoxx ~ www.stalker-literaria.com

    ResponderExcluir
  4. Esse livro é um clássico e um baita clássico.
    Amei a leitura quando fiz a alguns anos atras e os filmes também foram muito bons!
    parabéns pela resenha!

    Beijinhos

    #Ana Souza
    https://literakaos.wordpress.com

    ResponderExcluir
  5. Oi!
    Suas resenhas sempre deixam sem ar. rsrsrs
    Gosto de ler clássicos, já tive muito preconceito por esse gênero, mais ficou no passado, um passado bem distante. Mais acho que essa leitura não é pra mim! Apesar da resenha está maravilhosa e recheada de informações e detalhes, não me sentir tocada e nem um pouco à vontade para ler. Dessa vez vou deixar a dica passar!
    Bjos

    www.momentosdeleitura.com

    ResponderExcluir
  6. Olá, meninas!

    Aline, é realmente um livro bem difícil. Se eu tivesse lido mais nova ou quando ainda não estava acostumada com os clássicos não teria entendido. Creio que se você reler a história conseguirá mergulhar na questão psicológica e talvez aprecie muitíssimo o livro. É uma leitura que vale a pena apesar de toda a sordidez contida nela.rsrs

    Pollyanna, muito obrigada! :) Eu também já tive preconceito de clássicos.rs Eu evitava, fugia como o diabo da cruz.kkkkk... Mas tive experiências bem positivas e agora tenho que ler pelo menos um por mês. :D Existem verdadeiros tesouros entre os clássicos. Têm porcarias também, mas muitos livros são maravilhosos.

    Entendo perfeitamente. É um livro perturbador. Que não provoca nenhum sentimento bom.


    Bjs!

    ResponderExcluir
  7. É muito estranho que alguém goste da podridão que é sua vida, né? Em minha cabeça isso não faz sentido. Essa é uma das obras que tenho namorado faz um tempao e que sei que vao me agregar muito.

    ResponderExcluir
  8. Nossa! Que gostoso encontrar uma resenha desse livro!! É um dos meus clássicos favoritos e sou super grata à minha professora por ter me "obrigado" a ler!! Se não fosse assim, não teria conhecido metade dos livros maravilhosos que li na escola!!
    beijos
    Camis - blog Leitora Compulsiva

    ResponderExcluir
  9. Oie, tudo bem?
    Preciso confessar que tenho um sério problemas para ler clássicos! Li "O morro dos ventos uivantes" tempos atrás e já foi BEM difícil, acredita? Espero poder ler em breve, mas por enquanto passo a dica... Ainda não estou preparada!

    ResponderExcluir
  10. Eu sempre tive vontade de ler essa obra, e depois de sua resenha, na verdade, fiquei mais empolgada para ler. Eu não faço nada voltado para a psicologia, mas acho incrível livros que tratam um pouco disso. Quero muito ler!
    beijos
    www.apenasumvicio.com

    ResponderExcluir
  11. Olá! Tudo bom?

    Já ouvi falar MUITO dessa obra e até hoje tenho muita curiosidade sobre ela e pretendo sim ler no futuro! Gostei dessa de história "sórdida, maquiavélica" haha Isso do livro não ser saudável, gente do céu, me deixou mega curiosa haha Preciso desse livro logo! ♥

    Beijos

    ResponderExcluir
  12. Este é sem dúvida o meu clássico universal favorito e eu amo apaixonadamente esta história e todos os aforismos que o Wilde colocou no texto dele. Esse endeusamento da juventude já era questionado na sua época e na nossa, passa como se fosse algo normal.
    beijos

    ResponderExcluir
  13. Oi, Luna

    Suas resenhas, como sempre, cheias de sentimentos!
    Está aí um livro que não gostaria de ler. Assim como você eu já tomei todos os spoilers possíveis então a vontade de ler se esvaiu. Por mais que você tenha gostado mesmo sabendo de muita coisa o mesmo não se aplica a mim, pra mim perde toda a graça, sabe?
    Mas toda a situação em torno do retrato é algo muito interessante, principalmente por ele sofrer alterações conforme as atitudes de Dorian. A curiosidade para saber como tudo termina também existe, mas não é o bastante para fazer a vontade de ler surgir.

    Ótima resenha!

    Beijocas

    ResponderExcluir
  14. Olá!
    Esse certamente é um clássico bem interessante e uma história de vida bem intrigante. Gostei de conhecer mais das suas impressões com essa leitura, porém não seria uma leitura que pegaria pra ler no momento. Histórias autobiográficas não fazem muito meu estilo de leitura.
    Beijos!

    Camila de Moraes

    ResponderExcluir
  15. Oi, tudo bem?
    Eu te confesso que tenho curiosidade de ler esse livro, mas meu medo é maior. Não medo aquele medo que a gente tem de livros de terror, mas o receio de ser um livro muito perturbador, que me deixe mal ou pra baixo.
    Fiquei impressionada por você ter lido grande parte dele em um só dia e, sinceramente, não sei como conseguiu. Mas que bom que você concluiu e que, pelo menos, é um livro tão bem escrito.
    Por ser um clássico, acredito que vale a pena ler sim. Porém, vou deixar para mais pra frente.
    Beijos!

    ResponderExcluir
  16. Olá,

    Eu não tinha interesse algum nesse livro, apesar da enxurrada de comentários elogiosos. Só que aí assisti a primeira temporada de Penny Dreadful, e Dorian roubou a cena, fiquei muito tentada a conhecer a história dele melhor.

    Beijos,
    oculoselivrosblog.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  17. Olá, tudo bom?

    Como o livro pode trazer sentimentos tão conflitantes, não é? Fazer gostar de uma maneira que você dá cinco estrelas, mas te intoxicar com a história e saber que você nunca mais quer lê-la. Eu nunca li essa obra e não sei se tenho coragem para tal. Eu não sei spoilers, mas fiquei imaginando como a história se desenvolvia e como seria esse final previsível que você comentou. Não acho que seria uma obra que eu vou ter um prazer imenso de ler, acho que vou acabar ficando angustiada durante a leitura, mas só farei se estiver em algum desafio que eu quero muito cumprir. Acho que eu devo ter estômago para encarar tanta perversidade.

    Enfim, adorei a postagem e agradeço a indicação, mesmo assim :)
    Abraços.

    ResponderExcluir
  18. Olá!
    Eu quero ler esse livro, justamente por muitas pessoas dizerem que ele aprofunda no psicológico e mostra um lado bem podre das pessoas. Que é bem escrito eu não tenho dúvidas, mas eu não tenho tanta certeza quanto a escrita. A leitura está na minha lista e quando eu tiver oportunidade vou ler com certeza.
    Beijos,
    Nay
    Traveling Between Pages

    ResponderExcluir
  19. Olá,
    Nossa você trouxe um clássico que fez parte da minha adolescência. Já li e reli o livro várias e várias vezes, e cada vez que leio me encanto muito pelo enredo e pela saga de Dorian em busca da sua felicidade real. Acho toda história encantadora, a forma como o autor trata o tema, e como boa faz refletir sobre a verdadeira beleza é magnífica.

    ResponderExcluir
  20. Olá!
    Tinha uma vontade enorme de ler esse romance, já li muutas resenhas positivas sobre esse livro e sempre que leio fico com vontade de ler. Mas sempre adio, mas quem sabe eu não leia.

    Beijos!

    ResponderExcluir

Seus comentários são sempre bem-vindos! E são muito importantes para o blog!

Todavia, observe que:

1- comentários feitos apenas para divulgação de sorteios ou coisas parecidas não serão publicados;

2- comentários ofensivos serão excluídos.

*Se deseja entrar em contato com a administradora do blog basta mandar um e-mail para contato@emocoesaflordapele.com e eu responderei o mais rápido possível.

Topo