Em Março: Mocinho ou vilão, eis a questão
Ramon é o ultimo homem de quem Noreen aceitaria ajuda, mas ela estava doente. Como médico, era dever de Ramon buscar a cura de seus pacientes.
Como homem, ele tinha de encontrar um meio de cuidar do coração da mulher que assombrava seus sonhos. Seria ele capaz de sanar as dores da alma de Noreen?
Palavras de uma leitora...
- Começando a Maratona de Banca 2012 com o pé direito! Sim. Não se surpreendam.rsrs... É verdade que eu estava com muito medo desse livro, apesar dele ter sido indicado por uma leitora querida, mas tenho que confessar que senti medo e adiei esta leitura à toa.
- O livro começa dois anos após a morte de Isadora, esposa do nosso mocinho, Ramon, e prima da nossa sofrida e santa mocinha, Noreen.
Logo no início, percebemos que Ramon, aparentemente, odeia Noreen com todas as suas forças e também descobrimos quais são seus motivos. Para os tios egoístas da nossa mocinha e para o próprio Ramon, Noreen é uma assassina fria e cruel, pois deixou sua prima doente sozinha para morrer. Ramon e os pais de Isadora iriam viajar e não teriam como ficar com Isadora. Apesar de amar o Ramon, não posso deixar de me perguntar: Se gostava tanto da esposa por que não ficou em casa? Por que deixou a esposa doente e viajou? Por que colocou o pedido que o amigo fez em primeiro lugar? Então, se ele tinha que culpar alguém, culpasse a si próprio. Sabia que ela estava doente e desequilibrada. Enfim... Mas Ramon viajou, jogando a obrigação de cuidar de Isadora para cima da Noreen. E quando o pior aconteceu, todos se sentiram mais do que confortáveis em jogar a culpa na Noreen. Quem gostaria de carregar a culpa pela morte de alguém querido? Então, que sobrasse para a Noreen, como sempre. E assim, dois longos e vazios anos se passam.
Noreen agora vive ainda mais em função do trabalho, evitando os tios e o Ramon, o homem que ela ama em segredo há seis anos, e escondendo de todos sua grave doença.
E Ramon sente ainda mais o peso da solidão e do que sente, mas tentou esconder até de si mesmo. Cada vez mais fica difícil conviver com a verdade.
E como vocês acham que esse casal tão complicado vai se acertar? Como tenho evitado contar spoiler, vocês precisarão ler para saber.rsrs...
"Ela tentara devolver-lhe o lenço, mas, a princípio, ele o recusara. Os olhos dele demonstravam crueldade ao encontrarem os seus.
- Ponha debaixo do travesseiro - debochara. - Talvez ele inspire sonhos que compensem o vazio de sua vida."
- Sabe aquele típico mocinho que humilha a mocinha, lhe lança palavras afiadas a cada oportunidade, faz dela seu "saco de pancadas" (não batendo, mas jogando nela todas as suas frustrações) só para esconder que a ama com loucura?!kkkkkkk... Ramon é exatamente assim e quando percebi que ele realmente a amava e estava revoltado consigo mesmo pela grande idiotice que tinha cometido, passei a sentir pena dele, carinho e até me diverti com alguns de seus comentários cheios de "veneno".rsrsrs... Ele sabe ferir a mocinha com palavras cruéis e olhares de "desprezo", mas no fundo é um homem apaixonado que não sabe o que fazer para esquecer a mocinha ou se aproximar dela. E no fundo ele também não gosta de maltratá-la. Só faz isso para se proteger. Não pude deixar de gostar dele.rsrs...
- A Noreen... Bem... Quem aqui assistiu "A Usurpadora"?! Não pude deixar de compará-la um pouco com a santa Paulina.rsrs... Eu adoro essa novela até hoje e lembro bem do quanto a coitada da Paulina sofreu. A pobre se sacrificava por todos e recebia em troca desconfiança e desprezo. Consigo ver claramente as lágrimas escorrendo pelo rosto dela. Ela chorava em quase todos os capítulos da novela.rsrs... Noreen é tão santa e sofrida quanto ela. É impossível não sentir pena dessa menina que vivia totalmente em função dos outros, fazendo suas vontades e não recebendo nada de bom em troca. Era tão sozinha, tão rejeitada... Eu chego até a acreditar que a DP se inspirou nas novelas mexicanas ao criar esta história. Isso é ruim? Torna a história uma porcaria?! Não para eu que sou louca por novelas mexicanas!kkkkkkk... Talvez por isso tenha gostado tanto do livro. Até agora é o melhor livro da DP que li. Vocês sabem que li outros dois livros dela, mas apesar de ter gostado deles, não foram livros que me prenderam tanto quanto este. Achei esta história mais cativante.
- Poderia dizer mais coisas sobre o livro, mas teria que revelar um pouco mais e não quero isso. É uma história tão curtinha que eu a teria contado inteira se fizesse o "um pequeno resumo" que costumo fazer.rsrs...
- Vale a pena ler o livro? Não é um livro inesquecível, nem tão profundo, mas é lindo e conta a história de dois personagens cativantes. Apesar da mocinha ser muito santa, não a achei chata nem insuportável.rsrs... Gostei muito dela. E amei o Ramon! :D É verdade que ele sabe ser agressivo, mas é um sonho quando quer.rsrs.. E também é bastante humano.
Recomendo o livro para as pessoas que gostam de livros de banca, da série Desejo ou dos livros da Diana Palmer. Não arriscaria recomendar para qualquer leitora, apesar de tê-lo adorado. Lembrando que é apenas uma opinião pessoal. Se você não se encaixa em nenhuma destas categorias, mas sentiu interesse pelo livro, vá em frente! É possível que acabe apaixonada por ele! :)
Dei cinco estrelas ao livro no Skoob e o acho totalmente digno delas, apesar do final acelerado. O livro "correu" demais no final, deixando para trás coisas que mereciam ser acrescentadas, mas não acho justo tirar uma estrela do livro por isso, já que gostei tanto dele e foi tão delicioso lê-lo.
- Não posso esquecer de dizer que este livro foi indicação da Pâmela, uma leitora querida, que se emocionou muito com esta história e acreditou que eu também fosse gostar dela. Faz muito tempo que ela me indicou o livro e só agora criei coragem para lê-lo.rsrs... Muito obrigada, Pâmela! :)
Para conhecer as resenhas dos outros participantes da Maratona de Banca 2012, clique AQUI. Eu esqueci de dizer que o Ramon para mim sequer chega perto de um vilão.rsrs... Ele é um mocinho da cabeça aos pés. Bem... Não exatamente, mas não é vilão. Ele realmente sabe ser canalha. É cruel quando quer, mas não é vilão. Não posso chamá-lo assim.rsrs...
Bjs!