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16 de maio de 2019

O Sabor da Vingança - Yvonne Lindsay


Título Original: Rossellini's Revenge Affair
Tradutora: Carla Gouveia
Editora: Harlequin
Edição de: 2013
Onde comprar: Amazon

Sinopse: O SABOR DA VINGANÇA - Lana Whittaker ignorava a traição do marido até ele morrer de forma trágica, deixando Lana sem um centavo, sem casa e responsável pela guarda do bebê da amante dele! Quando um executivo milionário oferece ajuda, ela se vê obrigada a aceitar, ainda que ele seja demasiadamente misterioso e atraente. Além de culpar Lana pela perda de sua irmã, Raffaele Rossellini a vê como a rainha da frieza. Mas ele se vingaria de Lana, fazendo-a perder tudo o que mais prezava, incluindo o homem por quem havia se apaixonado...


*Resenha COM spoiler. 

Já desejaram matar um protagonista?! Eu já passei por isso muitas vezes ao longo dos anos como leitora, mas Raffaele conseguiu me fazer odiá-lo desde a primeira página. Mais que isso: desde a primeira frase da primeira página! 

Este é o tipo de livro dispensável. Que ninguém merece o castigo de ler. Só passei raiva a leitura inteira, desejando poder entrar no livro e socar a cara dele, mesmo sabendo que era impossível. Me frustrava muito não poder descontar neste traste todo o ódio que estava me provocando. Um verme dos piores. Um lixo que não deveria ser chamado de mocinho. Filho de chocadeira!

Comecei a ler esta história de madrugada e aí tive que levantar da cama e começar a andar pela casa toda, de tão inquieta e irritada que estava. Só ficava pensando que a autora tinha que fazer este desgraçado pagar por tudo o que tinha feito, mas eu já sabia que isso não aconteceria. Tive uma única experiência com a autora no passado, em 2010. E embora na época eu fosse uma adolescente de dezesseis anos que tinha certa tolerância com algumas histórias, já percebi que não seria saudável encarar outro livro da autora. Cheguei a perdoar o outro mocinho, até mesmo gostei do livro, mas nunca mais me atrevi a ler outra obra dela... até agora. E foi uma péssima ideia. Um grande erro. O melhor para minha saúde mental é passar longe das histórias da Yvonne Lindsay.

3 de novembro de 2016

Destinos Cruzados - Kathie DeNosky

(Título Original: The Cowboy's Way
Tradutora: Cydne Losekann
Editora: Harlequin
Edição de: 2015)


O despertar da paixão!

T.J. Malloy não pensou duas vezes antes de salvar uma mulher com um bebê de uma enchente violenta e abrigá-los em seu rancho. Até perceber que Heather Wilson era a vizinha com a qual tinha uma contenda. Mas não havia como ignorar o quanto era bela, e também seu desespero pelo tipo de ajuda que só um cowboy como ele poderia oferecer. Conforme o volume da água
aumentava, o desejo entre os dois se tornava mais forte… E T.J. fará o que for preciso para Heather ficar ao seu lado!




Palavras de uma leitora...



- Creio que é outra autora que eu ainda não conhecia. Mas, ao contrário da primeira história deste livro, esta sim vale a pena. :)


Heather e T.J antipatizaram logo à primeira vista. O cavalo dela insistia em invadir a propriedade de T.J, se relacionando com todas as suas éguas como se estivesse em seu direito, o que enfurecia bastante o nosso mocinho, que ia devolver o cavalo sempre com uma quase irresistível vontade de estrangulá-la. E assim... dois longos e tumultuados anos se passaram. Heather jamais consertava a cerca, o cavalo seguia se divertindo e T.J. já não suportava sequer ouvir o nome de sua vizinha. Até que...

... após as celebrações de Natal, T.J. encontra uma mulher em apuros na tempestade e, educado para jamais abandonar qualquer ser humano nessas condições, ele vai até seu carro oferecer ajuda... é quando percebe que a sorte não estava a seu favor, pois a mulher "desamparada" era justamente sua insuportável vizinha. E, embora fosse tentador virar as costas como se nada tivesse acontecido (risos), ele lhe oferece abrigo, descobrindo que ela era mãe de um bebê adorável e que ambos estavam doentes. 

A breve convivência é mais do que suficiente para que ele perceba que tudo o que pensava sobre ela era equivocado e que, por um motivo que ainda não era capaz de compreender, sabia que faria de tudo para proteger ela e o filho, mesmo que ela lutasse com todas as suas forças para mantê-lo o mais longe possível. 

O que quer que existisse entre eles... nosso mocinho não estava disposto a renunciar. Aquela mulher faria parte de sua vida, e o filho dela também seria seu filho. Era uma promessa. 


- Eu amei esta história! Leve, fofa, divertida e com aquele "algo" que nos faz lembrar com carinho de um livro, sabe. Apreciei cada instante de leitura, torcendo muito para que o T.J. derrubasse as defesas desta mocinha teimosa e mostrasse que sempre estaria ao seu lado. Que ela já não tinha nenhum motivo para ter medo. Suspiros...

- A vida foi bastante dura com este casal. Ambos passaram por momentos de muita dor. Momentos que os marcaram. Porém, enquanto o T.J. fez de tais sofrimentos lições para seguir adiante e jamais perder as esperanças, nossa mocinha construiu defesas ao seu redor, mantendo todos distantes para não se machucar outra vez. Mas ele... com toda sua paciência e charme consegue conquistá-la. Não é fácil, mas ele consegue.kkkkkkk... 


- É um livrinho sem maiores complicações. Ideal para lermos para passar o tempo, num dia chuvoso ou em qualquer outro momento. :) Eu recomendo!!! 

- Fiquei me perguntando se os irmãos do mocinho teriam suas próprias histórias. Vou procurar. Adoraria saber como se desenrola o romance entre o Jason e a Mariah. 

25 de outubro de 2016

Voltando a Amar - Olivia Gates

(Título Original: The Sarantos Baby Bargain
Tradutora: Michele Gehardt
Editora: Harlequin
Edição de: 2015)


A reconquista!

Naomi Sinclair fora completamente apaixonada por Andreas Sarantos. Casar-se com o poderoso grego enchera sua alma de prazer… e de desespero. Ela logo descobriu que seu marido era incapaz de amar, por isso, o fim do casamento foi a única solução. Mas Andreas retorna decidido a reconquistá-la. E saber que Naomi adotara a filha de sua melhor amiga lhe dá a vantagem para atraí-la novamente. Reaver a única mulher que realmente desejou seria suficiente para curar as cicatrizes de seu passado, ou Andreas perderia Naomi para sempre?




Palavras de uma leitora...



- Acredito que seja o primeiro livro que leio da Olivia Gates. Não tenho certeza, mas acho que sim.rs E parece que não se tornará um hábito ler os seus livros. Não quando comecei justamente por este aqui.

- Até agora sigo com a amarga sensação de que desperdicei meu tempo lendo esta história. De que, com tantos livros especiais na lista, poderia tê-lo pulado. 

Naomi, anos atrás, se apaixonou perdidamente pelo suposto mocinho da história. Ao ponto de correr atrás dele e estar disposta a conquistá-lo custasse o que custasse, ainda que seu orgulho ficasse em pedaços no processo. Cedendo às investidas dela, afinal de contas ele também a desejava loucamente, Andreas a levou até onde ela queria, porém... impondo suas próprias regras. Se ela o quisesse, seria nos termos dele. E assim, inicia-se um relacionamento fadado ao fracasso desde o princípio. 

Com o tempo, e vendo como a relação entre a sua irmã e cunhado era extremamente diferente da sua, ela começou a se sentir infeliz. Andreas nunca saía com ela, não permitia que ela fosse à sua casa, não a apresentou à sua família e deixou mais do que claro que as coisas seguiriam assim. Eles só se encontravam no hotel, para sexo e nada mais, e seu relacionamento era mantido em segredo. Então, cansada de tanta humilhação, Naomi decide deixá-lo. É quando ele, na intenção de mantê-la para si, a pede em casamento. O que a imbecil aceita sem hesitar. 

O suposto casamento não alterou em nada aquele doentio relacionamento que eles tinham. Seguiram morando em casas separadas, a relação continuava secreta e de modo algum saíam em público. Era sempre o maldito hotel. Era sempre só sexo. E Naomi ainda permitiu que ele sapateasse em cima do seu orgulho por um longo tempo. Até que seu desejo de ser mãe e a recusa furiosa de Andreas, que achava que ela deveria se sentir mais do que satisfeita em viver segundo as regras dele, a fazem querer o divórcio.

Mas é claro que nosso amado mocinho não aceita tudo facilmente. Ele faz da vida dela um inferno por seis meses e só aí finalmente assina o divórcio. Só para retornar à sua vida quatro anos depois, disposto a levar com ele aquilo que ela tem de mais precioso: sua preciosa filha. 

O que não passa de uma desculpa para arrastar Naomi de volta para sua vida. 

E quais as chances de que, dessa vez, tudo seja diferente?

- Paciência é tudo que eu não tive com este casal. Eles me tiraram do sério com essa relação doente e a explicação do Andreas (no final da história, é claro) não me fez gostar mais dele. Ou dela. Seus motivos foram fortes? Sim. A autora fez questão de tornar tudo bem complicado para que não ignorássemos os motivos do mocinho. Mas eu não fui convencida. Reconheço que ele teve motivos para manter o relacionamento em segredo, para que não vivessem na mesma casa ou saíssem em público. Mas seus motivos não justificam a ausência de carinho e consideração. A total distância que colocava entre ele e a própria esposa. Ele só a queria por perto na hora do sexo. Aí sim a via como esposa e lhe dava carinho. Fora da cama? Era puro gelo. E eu não pude tolerar isso.

- Me pergunto como a mocinha pôde ser tão estúpida, tão masoquista. O amor-próprio era inexistente em sua vida. Ela foi sim embora no passado, mas bastou ele reaparecer para que logo estivessem na cama de novo. Ela não sabia o que era respeitar a si mesma. E no fim tudo que senti por ela foi pena.

- Não que a história seja de todo ruim, gente. Na verdade, é uma história interessante. Mas eu antipatizei com o casal, achei a relação deles apenas carnal e todas as tentativas deles de me provar que eu estava errada falharam. 


- Dou 3 estrelas ao livro. E isso porque hoje estou muito boazinha. :)

- Voltando a Amar é a primeira história do livro Destino e Amor. Felizmente, a segunda história, que ainda irei ler, não é escrita pela Olivia Gates.rs

6 de março de 2012

A Paciente - Diana Palmer [Maratona de Banca 2012 - Março]


Em Março: Mocinho ou vilão, eis a questão


Ramon é o ultimo homem de quem Noreen aceitaria ajuda, mas ela estava doente. Como médico, era dever de Ramon buscar a cura de seus pacientes.
Como homem, ele tinha de encontrar um meio de cuidar do coração da mulher que assombrava seus sonhos. Seria ele capaz de sanar as dores da alma de Noreen?



Palavras de uma leitora...


- Começando a Maratona de Banca 2012 com o pé direito! Sim. Não se surpreendam.rsrs... É verdade que eu estava com muito medo desse livro, apesar dele ter sido indicado por uma leitora querida, mas tenho que confessar que senti medo e adiei esta leitura à toa.

- O livro começa dois anos após a morte de Isadora, esposa do nosso mocinho, Ramon, e prima da nossa sofrida e santa mocinha, Noreen.

Logo no início, percebemos que Ramon, aparentemente, odeia Noreen com todas as suas forças e também descobrimos quais são seus motivos. Para os tios egoístas da nossa mocinha e para o próprio Ramon, Noreen é uma assassina fria e cruel, pois deixou sua prima doente sozinha para morrer. Ramon e os pais de Isadora iriam viajar e não teriam como ficar com Isadora. Apesar de amar o Ramon, não posso deixar de me perguntar: Se gostava tanto da esposa por que não ficou em casa? Por que deixou a esposa doente e viajou? Por que colocou o pedido que o amigo fez em primeiro lugar? Então, se ele tinha que culpar alguém, culpasse a si próprio. Sabia que ela estava doente e desequilibrada. Enfim... Mas Ramon viajou, jogando a obrigação de cuidar de Isadora para cima da Noreen. E quando o pior aconteceu, todos se sentiram mais do que confortáveis em jogar a culpa na Noreen. Quem gostaria de carregar a culpa pela morte de alguém querido? Então, que sobrasse para a Noreen, como sempre. E assim, dois longos e vazios anos se passam.

Noreen agora vive ainda mais em função do trabalho, evitando os tios e o Ramon, o homem que ela ama em segredo há seis anos, e escondendo de todos sua grave doença. 

E Ramon sente ainda mais o peso da solidão e do que sente, mas tentou esconder até de si mesmo. Cada vez mais fica difícil conviver com a verdade.

E como vocês acham que esse casal tão complicado vai se acertar? Como tenho evitado contar spoiler, vocês precisarão ler para saber.rsrs...

"Ela tentara devolver-lhe o lenço, mas, a princípio, ele o recusara. Os olhos dele demonstravam crueldade ao encontrarem os seus.

- Ponha debaixo do travesseiro - debochara. - Talvez ele inspire sonhos que compensem o vazio de sua vida."

- Sabe aquele típico mocinho que humilha a mocinha, lhe lança palavras afiadas a cada oportunidade, faz dela seu "saco de pancadas" (não batendo, mas jogando nela todas as suas frustrações) só para esconder que a ama com loucura?!kkkkkkk... Ramon é exatamente assim e quando percebi que ele realmente a amava e estava revoltado consigo mesmo pela grande idiotice que tinha cometido, passei a sentir pena dele, carinho e até me diverti com alguns de seus comentários cheios de "veneno".rsrsrs... Ele sabe ferir a mocinha com palavras cruéis e olhares de "desprezo", mas no fundo é um homem apaixonado que não sabe o que fazer para esquecer a mocinha ou se aproximar dela. E no fundo ele também não gosta de maltratá-la. Só faz isso para se proteger. Não pude deixar de gostar dele.rsrs...

- A Noreen... Bem... Quem aqui assistiu "A Usurpadora"?! Não pude deixar de compará-la  um pouco com a santa Paulina.rsrs... Eu adoro essa novela até hoje e lembro bem do quanto a coitada da Paulina sofreu. A pobre se sacrificava por todos e recebia em troca desconfiança e desprezo. Consigo ver claramente as lágrimas escorrendo pelo rosto dela. Ela chorava em quase todos os capítulos da novela.rsrs... Noreen é tão santa e sofrida quanto ela.  É impossível não sentir pena dessa menina que vivia totalmente em função dos outros, fazendo suas vontades e não recebendo nada de bom em troca. Era tão sozinha, tão rejeitada... Eu chego até a acreditar que a DP se inspirou nas novelas mexicanas ao criar esta história. Isso é ruim? Torna a história uma porcaria?! Não para eu que sou louca por novelas mexicanas!kkkkkkk... Talvez por isso tenha gostado tanto do livro. Até agora é o melhor livro da DP que li. Vocês sabem que li outros dois livros dela, mas apesar de ter gostado deles, não foram livros que me prenderam tanto quanto este. Achei esta história mais cativante.

- Poderia dizer mais coisas sobre o livro, mas teria que revelar um pouco mais e não quero isso. É uma história tão curtinha que eu a teria contado inteira se fizesse o "um pequeno resumo" que costumo fazer.rsrs...

- Vale a pena ler o livro? Não é um livro inesquecível, nem tão profundo, mas é lindo e conta a história de dois personagens cativantes. Apesar da mocinha ser muito santa, não a achei chata nem insuportável.rsrs... Gostei muito dela. E amei o Ramon! :D É verdade que ele sabe ser agressivo, mas é um sonho quando quer.rsrs.. E também é bastante humano. 

Recomendo o livro para as pessoas que gostam de livros de banca, da série Desejo ou dos livros da Diana Palmer. Não arriscaria recomendar para qualquer leitora, apesar de tê-lo adorado. Lembrando que é apenas uma opinião pessoal. Se você não se encaixa em nenhuma destas categorias, mas sentiu interesse pelo livro, vá em frente! É possível que acabe apaixonada por ele! :)

Dei cinco estrelas ao livro no Skoob e o acho totalmente digno delas, apesar do final acelerado. O livro "correu" demais no final, deixando para trás coisas que mereciam ser acrescentadas, mas não acho justo tirar uma estrela do livro por isso, já que gostei tanto dele e foi tão delicioso lê-lo. 

- Não posso esquecer de dizer que este livro foi indicação da Pâmela, uma leitora querida, que se emocionou muito com esta história e acreditou que eu também fosse gostar dela. Faz muito tempo que ela me indicou o livro e só agora criei coragem para lê-lo.rsrs... Muito obrigada, Pâmela! :)


Para conhecer as resenhas dos outros participantes da Maratona de Banca 2012, clique AQUI. Eu esqueci de dizer que o Ramon para mim sequer chega perto de um vilão.rsrs... Ele é um mocinho da cabeça aos pés. Bem... Não exatamente, mas não é vilão. Ele realmente sabe ser canalha. É cruel quando quer, mas não é vilão. Não posso chamá-lo assim.rsrs...




Bjs!

14 de setembro de 2011

Véu de Lágrimas - Emilie Rose


3º Livro da Trilogia Vale Tudo no Amor


Lucas havia supostamente morrido 11 anos antes, no dia de seu casamento com Nadia, em um acidente. Então, quem poderia ser aquele homem do lado de fora da cobertura dela em Dallas, afirmando ser o noivo que ela amara? E por que a alegria de Nadia ao descobrir que Lucas estava vivo subitamente se transformou em medo ao perceber a frieza em seu olhar? Afinal, no passado ele jurou amá-la e honrá-la. Mas sua nova promessa era de vingança.






Palavras de uma leitora...




"Querida leitora,


Às vezes somos postas a prova pela vida quando menos esperamos. Na época em que sugeri o tema deste romance, não imaginava o quanto a vida imitaria a arte e que eu vivenciaria as experiências de minha heroína de diversas maneiras. Mas as provas impostas pela vida podem não ser tão ruins assim. Cada desafio traz em si um crescimento, normalmente para a melhor, ainda que as etapas do processo sejam por vezes difíceis. Quando o mundo de Nadia vira pelo avesso, ela tem duas opções: desistir de tudo ou enfrentar a situação. E a escolha dela é a mesma que devemos fazer nos momentos de crise. Observar Nadia reconstruir-se e descobrir sua força interior foi inspirador para mim. Por isso, espero que se a vida te desafiar, você esteja à altura da ocasião.


Boa leitura!


Emilie Rose."






- Quando comecei a ler esse livro, não fiquei indiferente. Senti raiva. Da mocinha da história. Eu me perguntava se alguém poderia ser tão fútil quanto a Nadia. E quando fui avançando na leitura, comecei a me perguntar se a intenção do casal era me matar. Talvez, por algum motivo desconhecido, eles me odiassem. E aí, o livro sofreu alguns pequenos "acidentes"...rsrs... Para diminuir um pouco minha raiva, eu joguei o livro duas vezes no chão. Podem julgar uma atitude infantil. Mas eu tinha meus motivos. E ainda fui "generosa" já que minha vontade era lançar o livro na parede.


- Quem está acompanhando minhas resenhas sobre essa trilogia sabe que, pouco antes de morrer, o pai de Rand, Mitch e Nadia colocou alguns absurdos no seu testamento. Motivo? Já disse antes, mas não custa nada repetir: tentar se reconciliar com Deus, para garantir uma vaga no céu. Depois de ter feito até o impossível para destruir a vida dos seus filhos, ele achou que poderia consertar as coisas ao colocar aqueles absurdos no testamento e depois escrever algumas cartas que deveriam ser entregues aos filhos, depois que eles cumprissem as tarefas que o cretino do pai havia escolhido para cada um. E só para lembrar:


A obrigação do Rand, do livro Risco da Paixão, era assumir a presidência da empresa da família e voltar a contratar Tara, sua ex-amante, como assistente pessoal. Motivo? O pai dele queria consertar dois graves erros: infernizar a vida do filho quando ele ainda era criança e depois ter terminado de destruir o relacionamento dele com Tara, que havia sido pega saindo do quarto do pai de Rand por volta da meia-noite e com a aparência de alguém que havia acabado de fazer sexo.


A obrigação de Mitch era procurar o filho ilegítimo de um ano do pai e mantê-lo na mansão da família por um ano. Simples? Nem tanto já que a tia do menino, Carly Corbin, jamais aceitaria ficar longe do seu pequeno. Quem leu a resenha do livro Desejo Lavrado (o único livro que AMEI dessa trilogia) sabe que Carly não passou por pouca coisa na vida. E tudo que ela viveu a tornou uma pessoa mais forte, que não se deixaria ser humilhada mais uma vez. Carly dificulta muito a vida e os planos de Mitch.


E finalmente: a obrigação de Nadia era viver por um ano numa cobertura que o pai tinha em Dallas. Ela não poderia trabalhar, ter motorista particular, cozinheira, empregada e nem sair após a meia-noite. Ela teria que ficar em casa de meia-noite até às seis horas da manhã. Também não poderia fazer festas e ver as amigas fúteis que possuía. Além de tudo isso, ela teria que conseguir se manter com uma pensão de dois mil dólares. Algo que ela achou um absurdo, já que gastava muito mais do que aquilo num vestido de noite.


O que aconteceria se um deles falhasse? Simples. Todos perderiam toda a herança, que passaria para o maior inimigo do pai deles, pelo preço de um dólar. Tudo que eles tinham seria vendido por um dólar.


Os irmãos de Nadia não haviam falhado, mas ela poderia colocar tudo à perder...


- Bem... Resumi um pouco as coisas e acho que já expliquei um pouco porque desprezei a Nadia. Ela era fútil. Passava as noites fora com pessoas que só se importavam com o que vestiam e ainda por cima se embriagava, segundo o livro. Como se não bastasse, ela queria que os irmãos resolvessem todos os seus problemas. Se tinha uma dificuldade, corria para os irmãos para que eles resolvessem tudo por ela. Isso é o que o livro nos diz. Eu não podia gostar de uma pessoa que não se importava com nada e nem com ninguém. E que tudo que fazia pelos outros, era para seu próprio bem e não os dos outros. Nas primeiras 80 páginas, essa é a imagem que temos da Nadia. A imagem de alguém que não possuía conteúdo. Que era apenas capa. Mas será que vocês já sentiram que algo aconteceu e me fez passar a ver suas atitudes de uma forma totalmente diferente?! rsrs... Pois é. Mas aviso: A PARTIR DAQUI, TERÁ SPOILER. SE NÃO QUISER SABER MAIS DO QUE O NECESSÁRIO, NÃO CONTINUE LENDO ESSA RESENHA. DEPOIS NÃO DIGA QUE NÃO AVISEI!!! :)


- Eu acreditava que a Nadia sempre havia sido essa pessoa fútil. Que sempre foi uma pessoa mimada e egoísta. Só que... depois que ela reencontra seu marido, que estava supostamente morto, conhecemos quem realmente era a Nadia. E confesso: eu me senti muito mal. Porque, eu a pré-julguei, não procurei ver além das suas atitudes, mesmo já sabendo que ela havia perdido um filho, no mesmo acidente no qual acreditava ter perdido o marido. Eu conhecia sua infância desde o livro Risco da Paixão e não procurei enxergar o que a autora já tinha me mostrado: aquela imagem fútil era falsa. Uma tentativa de defesa. Uma tentativa desesperada de não procurar o caminho mais fácil. E quando me permiti ver além das aparências, me senti uma completa tola e até mesmo insensível. Reconheço que sou uma pessoa sensível até demais. Mas parece que eu tinha esquecido disso. E quando a Nadia disse algo para o Lucas, no momento que ela sentia que seu mundo desabava mais uma vez sobre a sua cabeça, eu senti vontade de chorar. Como pude ser tão cega?! Como pude não enxergar a dor dessa mocinha???!!! Não vou inventar desculpas para meu pré-julgamento, pois não existe. Admito meu erro. Eu, que sempre tento ver além das aparências, só enxerguei a capa da Nadia. Não fui em busca do seu conteúdo.




" - E por isso você acha que está se redimindo de todas as suas faltas? - A dor que ela exibia nos olhos despedaçou o coração de Lucas. - Naquele acidente, eu perdi tudo o que possuía de mais sagrado: o homem que eu amava, o nosso filho e a chance de engravidar outra vez. - Ela suspirou antes de prosseguir: - Um mês depois, eu descobri que minha mãe tinha tirado a própria vida, em vez de ficar ao meu lado e me amar. Ela me abandonou como se eu não representasse nada na vida dela. Da mesma forma que você. Por isso, eu lhe digo que já perdi tudo o que eu tinha de maior importância. Coisas que o dinheiro não pode comprar. Por isso, não venha me falar de jogo ou de luta. Eu sobrevivi e lutei. E não fiz outra coisa a não ser seguir o jogo da vida. Porque eu precisava fazer isso ou acabaria como a minha mãe. E, acredite, houve dias em que eu considerei que a morte seria minha melhor opção. Eu achava que não tinha mais nenhum motivo para viver. - Ela deu um sorriso amargo. - Talvez o fato de saber que eu passei 11 anos desejando ter morrido com você naquele carro não signifique muito para a sua consciência. Você me perguntou por que eu não prossegui com os estudos de moda, como eu desejava. Agora eu vou lhe contar a verdadeira razão. Eu pouco me importava com a faculdade que estivesse cursando, porque eu não tinha intenção de me graduar. Passava a maior parte do tempo tentando encontrar coragem suficiente para acabar com a minha vida."


- Talvez muitos digam que suicídio, ou pensar em suicídio, é coisa de alguém que não tem coragem de lutar pela vida. Que é fraco. Bem... eu não discordo, mas também não concordo. Odeio Romeu e Julieta, porque ambos se suicidaram. Não posso considerar aquilo uma história de amor, pois além disso o livro ainda é muito fraco e os personagens não pareciam se amar tanto assim (opinião totalmente pessoal). Porém, nenhum de nós tem o direito de julgar alguém que cometeu um suicídio ou pensou em cometer. Pois somente quem passa por uma determinada situação, sabe o que sentiu ao passar por ela. Se não passamos por algo não podemos dizer que agiríamos de forma diferente. E também, o que você pode suportar não significa que outra pessoa pode suportar também. Ninguém é igual. Não é uma lição que eu aprendi ao ler o livro. Eu já tinha aprendido isso com a própria vida, mas parece que eu sofri uma amnésia temporária. Enfim... Não estou dizendo que você tem que concordar com, aceitar, a atitude de alguém. É só que... não temos direito de julgar ninguém. Falar é fácil, não? Mas, na prática, as coisas não acontecem bem assim....




- O que você faria se sua vida virasse pelo avesso? Todos nós temos coisas, ou pessoas, que são importantes para nós. O que você faria se as perdesse? Nadia perdeu tudo que tinha de mais precioso na vida. Era o dia do seu casamento. Um dia que deveria ser de imensa felicidade, mas acabou se transformando num dia marcado pela tragédia. Por causa de um descuido, ela acabou distraindo o marido, Lucas Stone, enquanto ele dirigia o carro. E acabou assim, provocando um terrível acidente. Nadia ficou seriamente ferida e entrou em coma. Quando acordou, descobriu que não tinha mais uma vida. Tudo não passava de um vazio... pois ela havia perdido o homem que amava, o filho que esperava e a possiblidade de voltar a engravidar. Como tinha sofrido uma hemorragia, e não parava de sangrar, os médicos se viram obrigados a lhe tirar o útero, roubando assim seu maior sonho... que era ser mãe. Nadia não quis mais viver e pensou seriamente em terminar de uma vez por todas com sua vida. Mas lhe faltou coragem e ela resolveu passar a fugir das lembranças.


Durante o dia, ela se matava de trabalhar. E a noite, saía com amigas que estavam mais preocupadas com a aparência do que com a amizade dela. Mas isso era bom. Pois tudo que Nadia queria era não sentir nada. Era sobreviver até o dia que Deus resolvesse levá-la. Até o dia que Ele decidisse que ela já tinha sofrido demais e era hora de partir. Nadia passou a viver com uma "máscara" em seu rosto. Escondendo quem ela realmente era. Bebeu, se feriu assim, e passou a brincar com os homens. Usá-los e depois jogar fora. Aquela não era mais ela... Mas ela não se importava, pois ser ela machucava demais. Ela queria fugir da dor. Mas quando seu pai morreu e ordenou aquilo no testamento, Nadia teve a oportunidade de corrigir seus erros e voltar a ser quem realmente era. Além disso, ela também teve a oportunidade de ser tornar uma pessoa melhor. E fico feliz por ela não ter desperdiçado essa segunda chance.


- Falando do Lucas agora... Antes de dizer qualquer coisa: eu o entendo, mas não perdoo. Aprendi a perdoar na vida real, mas quando leio um livro as coisas são funcionam bem assim...rsrs... Não senti necessidade e nem vontade de perdoar o Lucas. Realmente entendo que ele estava preocupado com o futuro da família dele. Mas Nadia também era sua família e ele não pensou nela. Aceitou os dois milhões de dólares que o pai dela lhe deu para que ele não procurasse por ela (eles já eram casados) e seguiu com sua vida, como se ela e o filho que ambos perderam, jamais tivessem existido. Posso entender o amor que ele sentia pela família e que ele se sentiu dividido, mas não posso perdoar sua escolha. Ele a abandonou. Deixou ela enfrentar aquela dor terrível sozinha. Ele foi cruel e ambicioso. Um traidor. Ele escolheu o caminho mais fácil. Simples assim. Em vez de lutar com suas próprias forças, possibilidades, ele preferiu usar o dinheiro que o pai da Nadia o ofereceu. Ele a trocou por dinheiro. E apesar dele ter "consertado" seu erro no final, eu não posso perdoá-lo. Tenho que ser sincera. Confessei que errei ao pré-julgar a Nadia, mas quanto ao Lucas... vocês podem até achar que ele não tinha opção, mas eu penso diferente e acredito que se lesse esse livro novamente, teria a mesma opinião. Ele tinha opção sim. Mesmo que passasse por dificuldades. Ele tinha a opção de manter a dignidade e lutar pelo amor deles. Tinha que pelo menos ter dado a Nadia a opção de escolher ficar ao lado dele diante das dificuldades ou não. Aí sim eu poderia entendê-lo. Mas ele foi covarde. Jogou o amor dela fora como se não fosse importante. Acreditou na palavra de um homem que o odiava e faria qualquer coisa para vê-lo longe da Nadia. Ele sequer foi atrás dela para saber se ela estava realmente bem. Não. Ele lhe virou as costas e jamais voltou atrás. O reencontro não é provocado por ele. Por algum tipo de arrependimento da parte dele. Quem provoca o reencontro é o cretino do pai da Nadia, 11 anos depois da separação. Enfim...


- Enfim... É isso. E quantas estrelas o livro vai receber? Três. Apesar da história até ser boa, não é um livro que eu lerei de novo. Não tenho a menor intenção de voltar a ler esse livro...rsrs... Eu acabei gostando da Nadia, depois de ter passado a ver além das aparências. Mas não gostei do Lucas e não vi além da aparência dele, pois ele não tem nada além...rsrsrs... Eu não o suporto. Fato. E não enxerguei amor da parte dele. Foi muito fácil ele se aproveitar do amor da Nadia. E seria até uma espécie de vingança. Um prêmio que ele não merecia. E a atitude dele no final não me comoveu nem um pouquinho sequer. Ah, fala sério! Fazer aquilo foi fácil demais. Ele mesmo disse que estando casados, tudo que era de um... era de outro. Então, ele não abriu mão de nada. Sabia que comoveria a Nadia... Não saiu perdendo. Continuou possuindo aquilo do que, supostamente, abriu mão. Para mim, ele não passa de uma capa. Não tem conteúdo. É ambicioso e falso.


- A parte mais linda desse livro para mim... é aquela na qual passa o casamento do meu casal querido...rsrs... Carly e Mitch. Fiquei muito feliz porque a autora fez questão de mostrar o casamento deles. Eu me emocionei de novo! rsrs... O único livro, dessa trilogia, que eu realmente amei e mexeu com minhas emoções, foi Desejo Lavrado. E ele é o único livro dessa trilogia que eu recomendo. Você não perderá nada se não ler Risco da Paixão e Véu de Lágrimas...rsrs...



Faz parte da trilogia:




Risco da Paixão
Desejo Lavrado
Véu de Lágrimas


Bjs e até a próxima!
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