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4 de março de 2025

A Guerra das Rosas - Shannon Drake (segunda leitura)

 

Literatura norte-americana
Título Original: Lie Down in Roses
Tradutor: Luís Fernando Martins Esteves
Editora: Nova Cultural
Edição de: 2005
Páginas: 314

1ª leitura de 2025

Sinopse: Valeria a pena pagar o preço da inocência para salvar sua terra?!

Eles nasceram para ser inimigos e destinavam-se a ser amantes... personagens de um perigoso jogo de intriga e paixão em que o preço era a inocência de uma mulher... e o prêmio era o coração de um homem!

A bela e voluntariosa Genevieve faria qualquer coisa para salvar seu amado castelo de Edenby... até partilhar o nome – e a cama – com seu mais traiçoeiro inimigo. Ele era lorde Tristan de La Tere, cavaleiro e nobre. Magnífico na batalha, liderou por terra seu exército invasor, apenas para se tornar prisioneiro do charme sensual da donzela que secretamente tramava sua destruição...


                Releituras nem sempre dão certo...rs A Guerra das Rosas foi minha primeira leitura de 2025. Levei apenas 24 horas para concluir o livro, entre 09 e 10 de janeiro, mas demorei para vir até aqui escrever este post não só pela correria do dia a dia... Tive alguns problemas com este romance que, em 2012, me encantou completamente e me fez dar 5 estrelas e incluí-lo na minha lista de favoritos sem pensar duas vezes. Mais de uma década depois, ao relê-lo, não consigo ver a história com os mesmos olhos e isto me deixou um tanto triste.kkkkk Porque eu lembro de ter amado profundamente este livro, gente! E perceber todos os seus problemas agora me deixou um pouco abalada.kkkk

                A verdade é que, ao reler minha resenha (link para a resenha aqui), percebo que enxerguei todos os problemas do livro ainda em 2012, mas que "passei pano" para o mocinho e para todas as questões intoleráveis. Também sei que já fiz isso com outras obras ao longo da minha vida como leitora e que muitas vezes expliquei meus motivos nas próprias resenhas, geralmente separando ficção de realidade, ou seja, deixando claro que não é porque tolero algo na literatura que faço o mesmo na vida real. Claro que não! Só que... Existem coisas que não está dando para tolerar nem na ficção, queridos! Que não consigo mais engolir. A Luna de hoje está menos tolerante com certas narrativas, certas cenas... com a permissão dada para os mocinhos das histórias agirem como quiserem e as mocinhas (e também nós leitores) perdoarem. 

                Quem é leitor mais antigo do blog, sabe que sou uma fã incondicional da série Lei e Ordem - Unidade de Vítimas Especiais, que acompanho desde o início da minha adolescência. Já deve ter uns dezessete anos que conheço e assisto esta série maravilhosa, tão sensível e humana, que aborda crimes sexuais, agressões físicas e assassinatos, geralmente cometidos contra mulheres e crianças. Nela, vemos a luta dos detetives e da promotoria para que as vítimas consigam justiça. A série está atualmente em sua 26ª temporada e já assisti todos os episódios de todas as 25 temporadas anteriores, estando em dia com a temporada atual. A Luna que tem esta série como a sua favorita de toda a vida, não pode ser a mesma Luna que vá ficar passando pano para violências do tipo em supostas histórias de amor

                Eu estou muito cansada de livros assim. Entendo que ele foi escrito na década de 80, uma época totalmente diferente da que vivemos hoje, quando muitas coisas eram consideradas aceitáveis, na literatura e fora dela, mas são livros que não se encaixam mais na minha vida. Que li muito no passado, que estiveram bem presentes em minha adolescência e parte da vida adulta, que passei pano sim muitas e muitas vezes, até porque era muito nova e sonhadora, acreditando que a suposta redenção do personagem ao final do livro o tornaria digno do perdão da mocinha para viverem felizes para sempre. Eu entendo tudo isso e respeito muito a Luna que fui e tudo o que senti ao ler cada livro e escrever sobre eles. Tudo foi válido e contribuiu para minha formação como pessoa. Guardo com muito carinho cada um desses momentos, dessas experiências, dos livros e das resenhas. Nunca apagarei nenhuma dessas resenhas e nem excluirei tais livros das minhas memórias. Só não funcionam mais para a Luna de hoje. Não cabem mais no meu presente. 

                Mas, Luna, você está falando como se soubéssemos exatamente quais problemas existem no livro, como se soubéssemos do que você está falando! Claro que não sabem, por isso está na hora de explicar por que me decepcionei muito ao reler A Guerra das Rosas. Cuidado com os spoilers abaixo! Se não quiserem spoiler, parem de ler agora! 

                Este post não é uma segunda resenha sobre a história. Apenas estou comentando os motivos pelos quais reler A Guerra das Rosas me deixou um gosto amargo. 

                No livro temos uma situação de "inimigos que se apaixonam". Os protagonistas defendem lados opostos de uma guerra que ficou conhecida como a "guerra das rosas" no século XV. Tristan sofreu uma grande e terrível perda durante essa guerra, pois o rei que ele defendia ordenou a morte de toda a sua família, de forma bastante cruel. Ele, então, passa a lutar do outro lado, mas a família de Genevieve continua do lado "errado". Por conta desta lealdade, as terras da família dela acabam invadidas, o pai e o noivo dela são assassinados e ela se torna escrava dentro de sua própria casa, que passa a pertencer ao Tristan. É uma situação caótica e entendo perfeitamente toda a revolta e busca por liberdade da mocinha. Eu nunca aceitaria viver tudo aquilo. Também lutaria, também tentaria fugir. 

            Mas... Como é um romance, a mocinha acaba se apaixonando pelo mocinho, apesar de acreditar que foi ele quem matou seu pai e seu noivo durante a invasão das terras. E é por acreditar que ele foi o responsável que ela luta contra esse sentimento. Ela não vive uma situação fácil, é prisioneira em sua casa, está sempre sendo trancada no quarto por ele... Tem todos os motivos para lutar contra a síndrome de Estocolmo/suposto amor que ele despertou nela. E então ela fica grávida... 

                 Tristan tinha passado meses fora por seus negócios na guerra. E quando ele retorna, a barriga dela já está aparecendo. Ele percebe que ela está grávida. Como a reação dele é uma das piores possíveis, a mocinha sente uma insegurança e um desespero muito grande e acaba falando algo sem pensar, como se tentasse SE DESCULPAR por estar grávida. Sim! Ele a fez se sentir tão horrível, que ela sentiu culpa por ter engravidado, como se a responsabilidade fosse unicamente dela. E o que ele faz quando ela diz algo sem pensar? DÁ UM TAPA NO ROSTO DELA!!! Sim!!! Pensem em como meu sangue ferveu quando eu li tal cena! Sinceramente, eu não sei o que se passava pela minha cabeça no passado para ter perdoado tal coisa! Como eu disse, não vou julgar a Luna de mais de treze anos atrás, mas é difícil de entender que eu tenha dado cinco estrelas e favoritado tal livro! 

                Diante do que o Tristan fez, a Genevieve surtou, com toda a razão do mundo! Só que ela ficou tão descontrolada que não pensou em nada e fugiu. De um modo bem desesperado, quase resultando em sua morte. Ele consegue detê-la, se mostra muito arrependido, diz que nunca mais iria fazer tal coisa e ela, fragilizada pela situação na qual estava, sem ter para onde ir e apoio de absolutamente ninguém (nem da tia dela, que era sua única parente viva), acaba ficando e tentando se conformar com sua vida. Mas este não será o único episódio de violência do Tristan contra a Genevieve. A promessa de não repetir a violência é logo esquecida quando ele acredita que ela fez algo contra ele. Quando tal cena acontece, Genevieve já deu à luz, está com o bebê muito pequeno ainda, e ele a derruba com um tapa simplesmente por tirar as próprias conclusões sobre algo que aconteceu e que nem era culpa dela. Ainda que fosse! Nada dava a ele o direito de agredi-la!!! 

                    É tanta coisa inaceitável que tem nesta história! A própria cena do casamento deles é uma violência, porque ela não queria casar. E todos a forçam a isso. Literalmente. Até a tia dela. O padre sabe que se trata de um casamento forçado, porque ela é arrastada até o local da cerimônia, o Tristan mantém a mão na boca dela para impedi-la de dizer qualquer coisa e todos ali presentes assinam como testemunhas de que ela queria casar, sabendo que tudo foi forçado, que ela foi literalmente arrastada e impedida de dizer que não queria o casamento. Quando tudo termina, ela diz para o padre que não era válido, e ele diz que foi tudo válido sim, que ele diria que o casamento era válido. Foi uma cena tão bizarra e revoltante! 

               Eu preferia não ter relido este livro, sinceramente!kkkkk Porque eu tinha uma memória afetiva, guardava a história com carinho no meu coração. E relê-la mudou tudo. Porque enxerguei CLARAMENTE tudo que tem de errado nela, todas as situações de violência e desrespeito, tudo o que tem de revoltante no livro. E isto, é claro, matou a história no meu coração. O que doeu bastante. Quem é leitor apaixonado por livros como eu, que mergulha por inteiro nas histórias e vive tudo com os personagens, pode entender como me sinto. Quando guardamos livros no nosso coração e depois os relemos e percebemos que nada era como tínhamos lido da primeira vez, isso machuca. Senti uma tristeza muito grande ao concluir a releitura. Preferia não ter passado por isso. 

                 Por respeito à Luna que leu esta história no passado e a amou profundamente, eu não reavaliei o livro. Deixei com as estrelas que tinha dado treze anos atrás. 

                    E é isto, queridos! Este ano só concluí a leitura de 3 livros até agora e não foram boas experiências.kkkk Pretendo trazer a resenha dos outros dois em breve! 


Bjs! 


22 de fevereiro de 2023

Vida em Leilão - Barbara Delinsky


 
Título Original: Finger Prints
Tradutora: Elsa Joana Frezza
Editora: Nova Cultural
Edição de: 1986
Páginas: 258

Sinopse: Uma espessa neblina cobria as ruas de cinza, ocultando perigos, fazendo Carla tremer de medo, o coração batendo forte no peito. Não havia dúvida: alguém a seguia em meio à névoa, certamente o assassino que a iria punir por ter delatado um homem poderoso. Não adiantara disfarçar-se e trocar de nome; ele a encontrara! Desesperada, Carla apressou o passo, ouvindo ainda atrás de si a respiração ofegante de seu perseguidor. E chegou a seu prédio quase sem sentir, para encontrar ali um desconhecido que a amparou nos braços. Oferecia-lhe proteção ou... morte?

A luta de uma mulher para recuperar sua identidade, seu direito de amar. 




Não me lembro do dia em que comprei este livro. A data anotada na primeira folha informa que o adquiri em 23.01.2014, mais de nove anos atrás. E somente no mês passado tive vontade de apostar nesta leitura. O que se mostrou uma ótima escolha, pois é um livro que me fez muito bem, num momento da minha vida em que me sinto sobrecarregada, por todos os lados. Invadida por um estresse que tem prejudicado, inclusive, a minha saúde. 

Sei que preciso relaxar mais (falar é fácil!), manter a calma diante das situações que me tiram o sossego e adquirir equilíbrio emocional. Mas na prática tudo é mais complicado, ainda mais quando lido há tantos anos com o transtorno de ansiedade generalizada. Quem sofre do mesmo mal com certeza me entende. Cada dia é uma luta. Tudo é mais difícil, mais desgastante. Para estar bem é preciso lutar muito. E a luta constante é imensamente cansativa. 

Assim, na tentativa de melhorar o meu emocional, que vem afetando muito a minha saúde física, eu decidi ler um romance que aparentava ser "leve", diferente dos livros que eu vinha lendo nos últimos meses. Também resolvi assistir a série Diários de um Vampiro, que marcou a minha adolescência, apesar de naquela época eu não ter passado da primeira temporada. Mas eu queria finalmente assistir, até o final. Era uma lembrança do passado, da minha adolescência, de um período que eu queria recordar. 

Vida em Leilão foi uma leitura que deu certo. Que funcionou perfeitamente para mim, apesar de ser uma história bem simples, sem grandes reviravoltas e acontecimentos impactantes. Era justamente o que eu precisava. Um romance leve e fofo, para "sonhar acordada". 

Nele conhecemos Carla Quinn, uma jovem professora de 29 anos, que vive uma vida de mentiras.... de disfarce. Seu nome verdadeiro era Robina Hart e ela era repórter em Chicago, até testemunhar um terrível incêndio e que um dos principais responsáveis era um homem extremamente poderoso. 

Seu testemunho poderia colocá-lo na cadeia por muitos anos, e, disposto a impedir que isso acontecesse, o referido homem não hesitou ao contratar um assassino de aluguel para eliminar "o problema". 

Após a tentativa de assassinato, Carla foi colocada no programa de proteção às testemunhas, e teve que largar toda a vida que conhecia até então, incluindo sua família e amigos, e mudar de cidade, de aparência, de profissão. 

Tudo era muito triste e solitário. Ela não conseguia aceitar sua nova vida, todas as mentiras que precisava contar todos os dias... sem mencionar o medo terrível que nunca a deixava. Não suportava mais aquela situação, estava à beira do limite... e então ele apareceu. 

Ryan era um advogado de sucesso, mas todo o êxito em sua vida profissional custou caro. Seu casamento não sobreviveu ao excesso de trabalho, de horas extras, de compromissos e reuniões. Talvez tudo tenha dado errado porque não estava realmente apaixonado pela mulher com quem dividia o lar. Talvez tivesse tentado mais se a amasse... pois assim que conheceu Carla, soube que jamais se permitiria perdê-la. Que não repetiria os mesmos erros. Que seria feliz. Ao seu lado. 

Como eu disse, este é um romance leve, apesar do tema de proteção à testemunhas, incêndio e assassinato. O livro não foca muito nos temas pesados, preferindo girar em torno do romance entre a Carla e o Ryan. As mentiras, os segredos, com certeza serão um problema no relacionamento dos dois, e claro que tentarão matar a mocinha novamente, mas nada disso torna a leitura angustiante. Segue sendo um romance bem fofinho, que nos faz suspirar e desejar um Ryan para nossa vida.kkkkk

O romance entre o casal me fazia sorrir, mesmo quando eu não estava muito feliz. Eu me pegava sorrindo feito boba no ônibus (ainda bem que sigo usando máscara no transporte público!), desejando que tudo desse certo entre eles, que nada os separasse. Que conseguissem lidar com as mentiras que a Carla teve que contar, pois eram necessárias e ela não tinha outra opção no início do relacionamento deles. Que pudessem superar todos os obstáculos e serem felizes. Ansiava muito pelo final feliz!rs

E o livro conseguiu me encantar até o fim, apesar de eu ter ficado um tanto triste com certos acontecimentos e personagens. Não posso dizer que não era esperado, mesmo assim desejei que fosse diferente. Mas, como na vida real, é preciso assumir as consequências das escolhas feitas. E, infelizmente, alguns personagens fizeram péssimas escolhas, com consequências terríveis. 

A história tem final feliz, graças a Deus! E não considero isso spoiler.rs Amo romances que terminam bem, que nos fazem acreditar que coisas boas podem acontecer...

Recomendo bastante esta história para quem quer ler um romance leve e muito agradável!


Bjs, queridos! Até breve!


26 de agosto de 2019

O Conquistador - Shannon Drake

Literatura norte-americana
Editora: Nova Cultural
Edição de: 2005
Páginas: 314
Série Os Graham ou Graham Family - 2/7

Sinopse: Escócia, 1297. Uma mulher indomável. Arryn Graham buscava vingança pelos atos sanguinários que Kinsey Darrow cometera contra os rebeldes das Terras Altas. Um dos meios de alcançar seu intento era tomar para si a bela noiva de Darrow. Entretanto, Arryn não sabia que Kyra era uma mulher que jamais se submeteria à vontade alheia.
Cativada pelo corajoso cavaleiro que a raptara, Kyra entregou-se a uma paixão selvagem, mesmo sabendo que isso a colocaria à mercê da fúria do desprezível lorde Darrow, a quem fora prometida em casamento, e que seu destino seria a condenação à forca. Com a vida por um fio, sua última esperança era Arryn, o único homem que, com sua audácia e poder, seria capaz de salvá-la... e de redimir a própria alma através de um intenso e verdadeiro amor!



Shannon Drake, pseudônimo de Heather Graham Pozzessere, que também escreve simplesmente como Heather Graham, é uma daquelas autoras que eu costumo buscar quando vou em algum sebo ou feira de livros. Como seus livros eram publicados no Brasil em formato de banca pela falecida Nova Cultural, é muitíssimo difícil encontrar suas obras. :( E como o sebo que eu frequentava fechou as portas alguns anos atrás (para minha enorme tristeza) faz um tempo que não esbarro num romance dela, o que me deixa um tanto deprimida, confesso. 

Apesar de eu gostar muito da Hannah Howell, considero os romances medievais da Shannon Drake (que também escreve romances de outros períodos históricos, bem como possui alguns livros sobrenaturais) melhor escritos e contextualizados. Daí minha esperança de que a Arqueiro em algum momento perceba como seria uma aposta maravilhosa republicar os livros dela, naquele formato todo lindo e caprichado da editora. Se apostaram na Hannah Howell com a série enorme dos Murrays (são mais de 20 livros e esperemos que a Arqueiro publique todos) nada impede que venham a publicar a Shannon Drake, não é mesmo?rsrs Vou ficar desejando isso com todo o meu coração! Queridos, vocês não fazem ideia de quantas séries essa autora já publicou! São MUITAS! E eu precisaria de mais duas vidas para ler todas.rs

1 de maio de 2019

O Destino Quis Assim - Rosemary Rogers (relido)


Título Original: A Reckless Encounter
Editora: Nova Cultural
Edição de: 2003
Páginas: 315

Sinopse: Célia Sinclair alimentou uma obsessão desde os doze anos: arruinar Lorde Northington, o homem responsável pela morte de sua mãe. Tornou-se uma beldade e, aos vinte e dois anos, auto-suficiente, deixou a América e partiu para Londres, determinada a vingar o ato de violência que destruira sua vida. No entanto, Célia ficou aturdida ao conhecer o homem de quem pretendia vingar-se. Não esperava que fosse o cavalheiro atraente chamado Colter. Ao descobrir que ele era o novo lorde Northington, filho do assassino, ela arquitetou um plano audacioso: vingar-se do pai através do filho. Mas Célia não contava com as forças poderosas do coração...



Quando você não consegue esquecer um livro...

Li esta história pela primeira vez em 2010 e mesmo com o passar dos anos e as centenas de leituras que fiz, não fui capaz de esquecer tudo o que se passou na vida da Célia e sua história com o lorde Northington, filho do homem que destruiu aqueles a quem ela amava... O início do livro é tão forte que é justamente nisso que penso primeiro quando lembro da história. Penso nesse início doloroso e extremamente cruel...

Não será spoiler algum revelar o que se passa nas primeiras páginas do livro, pois é a partir disso que a história realmente começa, tendo o mote/tema a vingança que Célia quer satisfazer contra o homem que lhe tirou tudo, inclusive a inocência da infância, porque depois daquele dia a menina de doze anos que desconhecia por completo a maldade do mundo... nunca mais foi a mesma.

3 de novembro de 2018

Apaixonado por Grace - Stella Bagwell

(Título Original: Falling for Grace
Tradutora: Nancy de Pieri Mielli
Editora: Nova Cultural
Edição de: 2001)

Fora de alcance...

No momento em que viu a nova vizinha, Jack Barrett ficou impressionado. Grace Holliday era uma jovem doce como não encontrava havia muito tempo em sua carreira de advogado. O problema era que Grace era nova demais... e estava grávida! 
Algo, porém, o atraía cada vez mais a essa adorável criatura. Antes que se desse conta, estava totalmente envolvido por seu encanto. Mas com Grace era tudo ou nada e ele não tinha planos de enveredar para um segundo casamento... mesmo que o filho que ela estava esperando fosse de seu sobrinho... 



Palavras de uma leitora...



- O mês de outubro foi péssimo para mim. Sobretudo por conta das eleições. Pela primeira vez na vida, as eleições para presidente conseguiram destruir meu psicológico. Fiquei muito alterada, temendo pelo futuro do país e das pessoas que aqui vivem. E, no final das contas, acabou ganhando quem eu não queria. O que posso fazer além de aceitar já que vivemos num país democrático e valorizo muito a democracia? Só espero que tudo dê certo. 

Mas por conta de todo esse estresse minha leitura também sofreu. E muito. Só consegui ler três livros e uns quatro ficaram pendentes, como este que resenharei agora. Assim, resolvi aproveitar o feriado e o final de semana para fazer uma maratona e tentar colocar minha leitura em dia. Veremos se conseguirei!rsrs

- Apaixonado por Grace é um livro muito curtinho, com um pouco mais de 100 páginas. Dá para ler em poucas horas tranquilamente e ficar com aquela sensação boa, de quando lemos uma história leve e fofa, que nos arranca um pouco da fossa na qual um livro pesado nos jogou. Eu achei a história deliciosa e valeu muito a pena apostar nela!

Tudo começa quando Jack Barrett, um advogado de trinta e nove anos, é obrigado pelo médico a tirar férias, por ser obcecado por trabalho e isso estar acabando com sua saúde física e mental. Mesmo a contragosto, Jack aceita visitar pela primeira vez uma propriedade que comprara anos antes, um bangalô simples e charmoso, que ficava próximo ao mar, numa região na qual poderia descansar e esquecer todos os problemas. Só que não é bem assim que as coisas acontecem, pois logo em sua primeira noite na casa a vê sendo invadida por uma jovenzinha grávida, chamando pelo seu sobrinho. Embora tenha ficado irritado com o aparecimento inesperado daquela mulher não pode evitar se sentir atraído, ainda que mulheres grávidas nunca tivessem feito o seu tipo. Pelo contrário, ele fugia de toda e qualquer complicação feminina. Mas quando percebe que Trent, seu sobrinho, poderia ser o pai da criança que ela esperava, as coisas tomam um rumo indesejado e Jack decide aproximar-se da sua vizinha atraente no intuito de descobrir se ela pretendia dar o golpe do baú num membro de sua família. Algo que ele jamais permitiria

Quando Grace viu luz no bangalô vizinho se permitiu ter esperanças. Por mais remota que fosse a possibilidade acreditou que Trent tinha mudado de ideia, que resolvera assumir o filho que conceberam durante as férias dele naquele lugar. Grace jamais tinha deixado um homem chegar tão perto como ele. Se apaixonara e acreditara em todas as suas promessas, pensara que realmente poderia construir uma família ao seu lado e ter o lar que tanto desejava. Mas tudo ruiu no momento em que ela confessou que estava grávida e Trent decidiu que resolveriam o problema com um aborto. Chocada e com o coração destruído pela frieza dele, ela percebeu que todas as palavras que tinham saído da boca dele enquanto tentava conquistá-la e durante o tempo que passaram juntos não foram mais que uma coleção de mentiras. Forte como aprendera a ser com os golpes da vida, ela o dispensou de toda e qualquer responsabilidade, decidindo assumir seu bebê sozinha, por mais que mal tivesse condições de se sustentar. Mas seria uma boa mãe e seu filho não sentiria a ausência do pai. 

Todavia, após seu encontro inusitado com o novo vizinho, ela sentiu que outra vez alguém tentaria bagunçar sua vida e a segurança que ela lutava para manter. Porém, dessa vez seria diferente. Não deixaria homem algum voltar a magoá-la. Ninguém invadiria seu espaço e roubaria sua tranquilidade para depois ir embora, deixando-a para trás, como se não fosse nada mais que uma aventura. 

Mas conforme os dias se passam as primeiras impressões vão se mostrando equivocadas e a luta de ambos para não se deixarem envolver se torna inútil. Era como se aquele encontro precisasse acontecer. Como se, em algum lugar, estivesse escrito que seus caminhos se cruzariam... e nada mais seria igual. 

- Como eu disse, é uma história deliciosa, do tipo que nos faz suspirar. Um livrinho doce que nos emociona com sua simplicidade. Os personagens são incríveis, sobretudo a Grace, que é uma moça de apenas 23 anos, que não tem absolutamente ninguém no mundo e precisa se virar para concluir a faculdade e levar em frente sua gravidez. Ela enfrenta uma longa distância três vezes por semana para continuar cursando Música e vir a ser a professora que sonhava. E nos outros dias dava aulas particulares para crianças, tentando manter alguma renda. Sua força é impressionante e sua independência é uma motivação para nós leitores. Mesmo com tudo o que tinha passado, a decepção e o medo de não conseguir sustentar seu filho, ela segue em frente e acredita que tudo pode dar certo se ela se esforçar. E que mesmo em momentos de maiores dificuldades ela jamais esperaria pela ajuda de um homem. Porque eles sempre querem algo em troca. É por isso que, numa cena em que o Jack conserta seu ar condicionado (pois estava um calor insuportável e ela estava dormindo naquelas condições prestes a dar à luz), Grace quase tem um troço. Ela fica furiosa, pois não lhe pedira nada e ele nem sequer tinha direito de entrar em sua casa sem sua permissão. E mesmo não tendo condições de pagar pelo serviço dele nossa mocinha insiste nisso, porque de modo algum aceitaria sua ajuda. Estava cansada de se decepcionar e Jack precisava entender que não havia espaço para ele em sua vida. 

- O mocinho, por outro lado, mesmo que tivesse motivos escusos para se aproximar dela (por acreditar que ela só estava interessada no dinheiro de seu sobrinho), acaba se mostrando um homem incrível, do tipo que nos faz suspirar.kkkkkkk... Ele se considerava insensível, antissocial e desconfiado por natureza, além de imune a qualquer truque feminino, vez que tinha passado por um casamento que o deixou calejado. Todavia, quanto mais conhecia Grace mais percebia que ela era muito diferente da mulher que ele imaginava. E a preocupação que inicialmente sentiu pela própria família começa a perder importância, sendo substituída pela ansiedade sobre o futuro dela e daquele bebê. Como viveriam? Quem os ajudaria? Ele começa a pensar cada vez mais nela, mesmo desejando se afastar, ir embora daquele lugar e esquecer que a conhecera. Não queria tomar para si uma responsabilidade que não lhe pertencia, mas estava se apaixonando por Grace, mesmo contra sua vontade. Mas como construir um relacionamento se não se sentia preparado? E, o que era pior, como contar a ela toda a verdade? Porque mentira. Desde o princípio. A deixou acreditar que comprara o bangalô de Trent, através de um corretor, quando na verdade ele era dono do imóvel e Trent apenas o pegara emprestado... por ser seu sobrinho. Um laço de sangue que Jack escondia dela. Porque não queria ver a mágoa em seu olhar. Não queria ser o causador de mais uma decepção. Uma hora ou outra teria que lhe confessar que era tio de Trent e não suportava pensar em como ela reagiria. 

- O livro é realmente muito lindo, gente! E recomendo, é claro! Para aqueles que precisam ler uma história leve e sobretudo para os apaixonados por romances de banca! Vale muito a pena! :D É fácil amarmos tanto a Grace quanto o Jack e torcer para que tenham um futuro juntos. Porque ambos mereciam. E aquele bebezinho que ela esperava precisava de um pai de verdade e não um encosto como o Trent.rs E não havia pai melhor para o bebê que nosso Jack. :) Alguém que amaria a criança e a futura mamãe, que jamais os desampararia e tornaria os sonhos dela uma realidade. 



O tema de outubro da Maratona Romances de Banca era: Gravidez/bebês/crianças; ou seja, consistia em ler um romance (de banca, claro) que tivesse alguma criança como personagem ou que a mocinha estivesse grávida. Escolhi este livro sem saber praticamente nada sobre ele e se mostrou uma escolha perfeita. :)
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