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13 de abril de 2013

Resenha da Carla: Uma Casa de Família - Natasha Solomons


Na primavera de 1938, a ameaça nazi paira sobre a Europa. 

Em Viena, a família Landau vê desaparecer muitos dos seus amigos e teme pela sua segurança. Decidem fugir do país mas não poderão partir juntos. Elise, a filha mais nova, é enviada para Inglaterra, onde a espera um emprego como criada de uma família aristocrática. É a única forma de garantir a sua segurança. Para trás deixa uma vida privilegiada. 

Em Tyneford, ela tenta encontrar o seu lugar na rígida hierarquia da casa. É agora uma das criadas, mas nunca antes trabalhou. Tem a educação e os hábitos da classe alta, mas não pertence à aristocracia. Enquanto areia as pratas e prepara as lareiras, usa as magníficas pérolas da mãe por baixo do uniforme. Sabe que deve limitar-se a servir, mas não consegue evitar o escândalo ao dançar com Kit, o filho do dono da casa. Juntos vão desafiar as convenções da severa aristocracia inglesa numa história de amor que tocará todos os que os rodeiam. 

Em Tyneford, ela vai aprender que é possível ser mais do que uma pessoa. Viver mais do que uma vida. Amar mais do que uma vez. 



Resenha:


«Essa Elise que eu era então, diria que sou uma velha. Mas está enganada. Eu ainda sou ela.»

Em março de 1938, dando seguimento às suas pretensões expansionistas, Hitler anexou a Áustria à Alemanha. Algo que ele conseguiu facilmente devido ao apoio do partido nazista austríaco e à passividade da França e do Reino Unido, que não tiveram a firmeza necessária para o demover apesar de Hitler ter violado o Tratado de Versalhes (que proibia expressamente a união da Áustria e da Alemanha). Esta situação alterou por completo a vida dos judeus que viviam na Áustria. Se queriam salvar a própria vida eles não podiam ficar no país.

É durante esta época que a história tem início.

Elise Landau vem de uma família judaica de Viena, é filha de uma cantora de ópera e de um escritor. Ela tem 19 anos e é uma dos muitos judeus que precisaram emigrar para outros países para se colocarem a salvo do nazismo. Margot, irmã de Elise, e o seu marido conseguiram obter vistos de residência nos Estados Unidos e os pais de Elise têm para eles garantida situação idêntica, mas Elise não teve a mesma sorte. E então a família é obrigada a se separar. A Inglaterra aceita acolher refugiados judeus que estejam dispostos a assumir posições como empregados domésticos e Elise aproveita essa oportunidade e se candidata a um emprego de criada. Uma situação temporária até que os pais consigam que ela vá para junto deles nos Estados Unidos.

Acostumada a ser tratada como uma princesa e a ser servida, o seu papel se inverte e a mudança de filha caçula mimada a empregada doméstica é muito brusca e difícil. Porém ela rapidamente se instala nas suas novas funções, caindo de amores pelo seu novo lar, Tyneford. Da mesma forma também não demora muito a que, alheio às diferenças de status, nasça um amor entre ela e Kit, o filho do patrão, o que vai colocá-la numa posição ainda mais delicada. Mas a felicidade de Elise jamais poderá ser completa pois a guerra se insinua no horizonte, além da permanente saudade e preocupação com os familiares que ela deixou para trás. O futuro rapidamente se torna uma incógnita e ela não pode imaginar o quanto a sua vida irá mudar... 

Ao longo de 412 páginas o leitor viaja pelas memórias de Elise - que narra em primeira pessoa e já idosa - conhecendo a sua história de vida. O conjunto de personagens é maravilhoso, desde Elise, passando por Kit, pelo mordomo, a governanta e mais alguns personagens carismáticos. Mas devo dizer que fiquei especialmente encantada pelo Mr. Rivers, o patrão dela, que me fez lembrar o Mr. Rochester (Jane Eyre). Essa história eu recomendo apenas a quem apreciar histórias com uma narrativa lírica, contemplativa e lenta. Também não é uma história cor-de-rosa, convém ressalvar, por mais bela que seja a escrita e apesar de ter alguns momentos bem humorados que me fizeram rir bastante. Para mim foi uma das melhores leituras desse ano.


Carla.

17 de março de 2013

Resenha da Carla: Um Beijo Inesquecível - Teresa Medeiros



Ela decide arranjar o marido perfeito… mas encontra um homem marcado pelo passado


Laura Farleigh precisava de um marido. Se quisesse manter um teto sobre a cabeça dos irmãos, a orgulhosa filha do reitor teria de casar até ao dia do seu vigésimo primeiro aniversário. Ao encontrar inconsciente na floresta um misterioso desconhecido de rosto angelical e corpo de Adónis, que não se lembrava do nome e do passado, decide reclamá-lo como seu. Mal sabia ela que aquele anjo caído era afinal um demónio disfarçado.

Sterling Harlow, o famoso devasso conhecido como o «Demónio de Devonbrooke», acorda com o beijo encantador de uma formosa jovem que lhe confessa ser ele o seu prometido. Com as faces beijadas pelo sol e sardentas, Laura é uma jovem inocente apesar do encanto feminino das suas curvas. Quando lhe garante ser ele um perfeito cavalheiro, Sterling pergunta a si próprio se, para além da memória, terá perdido o juízo. Juraria não ser homem para se satisfazer apenas com beijos — principalmente os da doce e sensual Laura.

Tentando descobrir a verdade antes da noite de núpcias, um beijo inesquecível ateia a paixão que nenhum deles alguma vez esquecerá.  


Laura Fairleigh passa a vida a sonhar com o homem perfeito... ou pelo menos alguém que aceite ser seu marido. Um dia a resposta às suas preces surge do nada quando encontra, inconsciente no bosque, um homem lindo. Como num conto de fadas, não pode evitar beijar o desconhecido nos lábios e ele acorda… descobrindo que perdeu a memória. Laura decide aproveitar a oportunidade, e convencê-lo de que é sua noiva. Um jogo que vai ser muito perigoso, especialmente considerando a verdadeira identidade do desconhecido...



Resenha:


Sterling é um homem cheio de traumas e cicatrizes na alma, que um dia cai do cavalo, bate com a cabeça e fica desmemoriado. Isso acontece perto da casa onde ele cresceu e que teve que abandonar aos 7 anos de idade, para nunca mais voltar, levado pelo tirano tio-avô, que precisava de um herdeiro. 21 anos depois desse episódio ele é emocionalmente um homem bem diferente do que poderia ter sido.

Laura foi "adotada" junto com os dois irmãos menores pela mãe de Sterling. Agora que a mãe dele morreu ela e os irmãos estão numa situação difícil e só um casamento poderá salvá-los. Ela tem apenas um mês para se casar antes de completar 21 anos e poder assim ficar com a casa onde moram antes que o diabólico filho de Lady Eleanor chegue para reclamar a propriedade para si. Mas para isso ela precisa de um homem...



... E eis que do nada (ou seria dos céus?) um homem (ou seria um príncipe encantado?) aparece desmaiado no bosque perto da sua casa. Ele é a resposta a todas as suas preces e ela decide aproveitar que ele está desmemoriado para ludibriá-lo e dizer que eles são noivos. Só que nem ela - e agora nem ele - sabem que ele é o "diabólico filho de Lady Eleanor", que veio reclamar a casa da mãe... Será que Laura vai conseguir arrebatar o coração do seu príncipe e levá-lo ao altar antes que a memória volte? e quando a memória voltar, como cada um irá reagir perante revelações tão surpreendentes acerca do outro?



Uma bela e inocente jovem que anseia por um conto de fadas. 

Um homem ferido na alma e no coração resgatado por uma amnésia e pelo amor (e, por que não, pelas mentiras?) de uma bela donzela. 

Uma leitura super divertida, com um humor inteligente e espontâneo, que me fez rir durante quase todo o livro, mas onde tb não faltam uma doçura e ternura verdadeiramente tocantes que me deixaram de lágrima ao canto do olho. Impossível ler sem ficar de coração derretido...


Carla.

14 de dezembro de 2012

Resenha da Carla: Palmeiras na Neve - Luz Gabás


(Título Original: Palmeras en la Nieve)


Estamos no ano de 1953 e Kilian abandona a neve da montanha para iniciar com o seu irmão Jacobo, uma viagem apenas de ida para uma terra desconhecida, longínqua e exótica. Nas entranhas deste exuberante e sedutor território, espera-os o seu Pai, um veterano que trabalha na fazenda de Sampaka, o lugar onde se cultiva e tosta um dos melhores cacaus do mundo.

Nessa terra eternamente verde, cálida e voluptuosa, os jovens irmãos descobrem os encantos de uma vida social na colónia em contraste à vida monótona e cinzenta que se vivia na Espanha dos anos cinquenta. Trabalham o cacau com afinco e esforço para conseguir as melhores colheitas, conhecem o significado da amizade, da paixão, do amor e do ódio. Mas um deles irá cruzar uma linha proibida e invisível ao apaixonar-se perdidamente por uma nativa. Esse amor pulsante e urgente, marcado pelas circunstâncias históricas, irá mudar para sempre o rumo das suas vidas e será a origem de um segredo que marcará as suas vidas até ao tempo presente.

No ano de 2003, Clarence, filha e sobrinha desses dois irmãos é levada pela curiosidade de conhecer a suas origens e fica envolvida num ruidoso passado de Kilian e Jacobo onde descobre a podridão desse segredo que finalmente será revelado.






Resenha:


Amor com aroma de cacau.

Uma esplêndida reconstrução da época colonial espanhola!


"(…) não sei como nem quando, e do resto de África nada sei, mas chegará um dia em que esta pequena ilha se vai apoderar de ti e não quererás abandoná-la. Talvez seja pela incrível capacidade de adaptação que os homens têm. Ou talvez haja algo de misterioso nesta terra. (…) não conheço ninguém que se tenha ido embora sem derramar lágrimas de desconsolo." 


Por volta de meados do século XX a Guiné viveu os seus momentos mais prósperos enquanto produtora de cacau, café e madeiras tropicais. Como consequência disso foram muitos os espanhóis que foram trabalhar lá em busca de uma melhor situação econômica. É o caso de 3 homens: Antón e os seus filhos Jacobo e Kilian, que deixam o frio e a neve de Pasolobino, nos Pirenéus espanhóis, e vão trabalhar como capatazes na quente e tão diferente fazenda de Sampaka, uma plantação de cacau, na ilha de Fernando Pó (atual Bioko). Dois irmãos não podiam ser mais diferentes. Kilian é sensível, humano e após algum tempo de adaptação se apaixona irremediavelmente pela África e pelo seu povo. Ali ele vai fazer amizades verdadeiras e vai conhecer pela primeira vez o amor: um amor proibido e sofrido que ficará tatuado nele para sempre, indiferente à cor da pele, às diferenças sociais, à distância e ao tempo. Jacobo é preconceituoso, racista até e promíscuo. Apesar de não me identificar em momento algum com as suas atitudes e postura de vida reconheci-lhe algumas qualidades: uma delas era o afeto genuíno pelo irmão. Mas gostar de Jacobo será um desafio para qualquer leitor e creio que isso dificilmente chegará a acontecer com alguém, embora eu tb não possa dizer que o odiei.

Muitos anos depois, em 2003, Clarence, filha de Jacobo, tenta desvendar um mistério do passado que envolve o pai, o tio… e uma mulher. Esse mistério leva-a ao lugar onde tudo aconteceu e tb nela a África deixará a sua marca.

A autora recria de uma forma esplêndida e crua as condições do processo de colonização, as relações humanas entre os colonos espanhóis e os nativos e toda a beleza envolvente, ao ponto de tb nós próprios sermos arrebatados pelos cheiros, a cor, as paisagens e as pessoas desse lugar que parece enfeitiçar todos quantos o pisam. Primeiro estranha-se, depois entranha-se e a África fica para sempre na pele e no sangue de quem por lá passou.

Oscilando entre o presente e o passado, a autora vai deixando tanto Clarence como nós, leitores, em constante suspense acerca do que terá acontecido em África e a reta final me manteve agarrada ao livro ansiando por saber como tudo iria terminar, qual seria o destino daquelas pessoas. A história é muito bem conduzida. A autora não deixou nada ao acaso, não há pontas soltas, tudo vai encaixando gradualmente até culminar num desfecho que eu tenho certeza conseguirá emocionar qualquer um.

Quem espera encontrar aqui uma leitura erótica ou sensual vai se sentir defraudado. Apesar de duas cenas que eu achei super sensuais o foco do livro não é o erotismo. E há várias histórias de amor, mas nem todas com final feliz. Feito o aviso, espero que isso não impeça ninguém de ler esse livro intenso, que me tocou imensamente e que foi em muitos momentos uma verdadeira aula de História. Ouso dizer que até a mim a África roubou um pedaço do coração.

Uma ótima notícia é que essa história vai virar filme (ou série, ainda não está confirmado)! Com certeza eu não vou deixar de assistir.


Recomendadíssimo.


Carla

7 de novembro de 2012

Resenha da Carla: O Grande Amor da Minha Vida (O Cavaleiro de Bronze) - Paullina Simons

(Título Original: The Bronze Horseman
Editora: ASA)


1º Livro da Trilogia Tatiana & Alexander



Tatiana vive com a família em Leninegrado. A Rússia foi flagelada pela revolução, mas a cidade mais cosmopolita do país guarda ainda memórias do glamour do passado. Bela e vibrante, Tatiana não deixa que o dramatismo que a rodeia a impeça de sonhar com um futuro melhor. Mas este será o pior e o melhor dia da sua vida. O dia fatídico em que Hitler invade a Rússia. O dia assombroso em que conhece aquele que será o seu grande e único amor. 

Quando Tatiana e Alexander se cruzam na rua, a atração é imediata. Ambos sabem que as suas vidas nunca mais serão as mesmas. Ingénua e inexperiente, Tatiana aprende com o jovem soldado os prazeres da paixão e da sensualidade. Atormentado pela guerra e pela incerteza quanto ao futuro, Alexander descobre a doçura dos afetos. E, enquanto as bombas caem sobre Leninegrado, eles vivem um amor que sabem ser eterno mas impossível. É um amor que pode destruir a família de Tatiana. Um amor que pode significar a morte de todos os que os rodeiam. 

Ameaçados pela implacável máquina de guerra nazi e pelo desumano regime soviético, Tatiana e Alexander são arremessados para o vórtice da História, naquele que será o ponto de viragem do século XX e que moldará o mundo moderno.




Resenha:


"Por favor, meu Deus, suplicava. Que ela já não me ame, mas que esteja viva."


Há livros que uma vez lidos nunca mais se esquecem. Esse é um deles!
Será que tem como dar 100 estrelas?? Estou com uma tremenda DPL, os olhos inchados de tanto chorar e isso sequer merece ser chamado de resenha.

Essa é uma história de AMOR. Amor com maiúsculas! amor puro, amor verdadeiro, amor altruísta, amor imortal, amor que tudo supera… amor que tudo suporta. 

A autora traça um retrato muito fiel do cerco da Alemanha a Leninegrado durante a 2ª Guerra Mundial, e no plano principal, em meio a esse caos, surge Tatiana, uma autêntica flor. Uma menina doce e delicada, prestes a completar 17 anos que, no dia em que a Alemanha invade a Rússia, sai de casa a mando dos pais para comprar provisões mas não resiste a se deliciar com um sorvete. Naqueles 5 minutos em que ela saboreia o seu sorvete, o abandono é total, a guerra fica "lá fora". Do outro lado do terminal do ônibus, um soldado a observa na sua ingenuidade, alegria e inocência e se encanta para todo o sempre.

Desse dia em diante o destino de um se liga ao do outro. Mas há circunstâncias e segredos que atentam contra o seu amor e eles irão trilhar um caminho incerto, repleto de espinhos e dor para poderem ficar juntos. 

Tatiana é uma menina-mulher frágil mas só na aparência. Ao longo da história ela vai nos provar que é muito forte e corajosa. Uma heroína admirável que resiste às piores adversidades, sempre em nome do amor.

E Alexander.. o que dizer dele? É um homem imperfeito mas que nos conquista pela verdade dos seus sentimentos. Não existem limites para o seu amor por Tatiana. É por ela que ele vive. Encantador, sensual e viril, forte, lutador, íntegro, bem humorado, protetor... ele é simplesmente arrebatador!

É uma história marcante que nos faz questionar muitas coisas, que nos faz vivenciar sentimentos de revolta e agonia, mas que também encanta e emociona, que mexe com as nossas entranhas. A autora não enrola, a escrita é fluida, sensível, bela, dinâmica e as quase 700 páginas passam num sopro. É daquelas histórias que deixam saudades, a gente lê e relê, e guarda com devoção na estante e no coração. Não creio que alguma vez eu vá esquecer essa história.

Esse é apenas o 1º de uma trilogia que promete ser I-NES-QUE-CÍ-VEL. 
Recomendo 1000 por cento. Pecado será não ler!


Carla

18 de agosto de 2012

Resenha da Carla: Uma Escolha por Amor - Nicholas Sparks


(Título Original: The Choice
Editora: Editorial Presença)


Passado na costa da Carolina do Norte, o mais recente livro de Nicholas Sparks aborda as consequências de diversas escolhas feitas por Travis Parker, um veterinário, e pela sua vizinha Gabrielle Holland, assistente médica. Travis levava uma vida tranquila até Gaby fazer parte dela. E o mesmo se poderá dizer de Gaby que mantinha uma relação de longa data com o namorado até se apaixonar perdidamente por Travis. Que decisão irá ela tomar? Permanecer ao lado do homem que já conhece ou lançar-se numa nova aventura com um desconhecido? Durante a primeira parte do romance acompanhamos o processo de escolha de Gabby, e os efeitos que terá na vida de ambos. A segunda parte da história tem lugar onze anos depois, quando Travis tem de tomar uma decisão de vida ou morte no seguimento de um acidente de viação. Uma Escolha por Amor confronta-nos com a questão mais profunda de todas: até onde iria para manter viva a esperança do amor? Um livro comovente, ao melhor estilo de Nicholas Sparks. 



Resenha: 


"A Escolha" (título no Brasil) provavelmente não foi a melhor "escolha" para eu me estrear com Nicholas Sparks. Quando cheguei no final eu me questionei "cadê o meio da história"? O meio para mim geralmente é sempre a parte mais interessante e que permite ligar toda a história. E esse livro simplesmente não tem!

Nessa história, que está dividida em 2 partes, o autor começa por contar como os protagonistas se conheceram e se apaixonaram (basicamente num final de semana!). Ele gasta 3/4 do livro com isso, no entanto quando cheguei na 2ª parte do livro fiquei sem saber que utilidade teve a 1ª parte para o leitor. Só serviu para eu me estressar com a Gabby, que é uma personagem desinteressante, irritante, cheia de ideias pré-concebidas acerca do vizinho e que o considera um desocupado só porque ele usa calça jeans e gosta de esportes. Ela o acha culpado de TUDO o que acontece na vida dela, sobretudo culpado de viver a vida como ela gostaria mas não tem coragem. No entanto basta um final de semana para eles se descobrirem amando o outro loucamente, ao ponto de Gabby abrir mão de um relacionamento de longa duração para ficar com Travis. Dito assim até parece emocionante, não é? Mas não foi nada emocionante, na verdade faltou totalmente emoção. A mudança foi tão repentina que por mais que eu queira não consigo acreditar nesse "amor".

A 2ª parte do livro, que é bem curta, ocorre 11 anos depois daquele final de semana (há um salto no tempo) e é aqui que sabemos que escolha é essa afinal a que o título se refere. O autor revela como eles chegaram àquela situação tão dramática, na minha opinião de forma pouco empolgante e vaga. Nesta fase cheguei a me emocionar com Travis, pois a situação que ele estava vivendo era realmente complicada e eu não desejo a ninguém. Apesar disso a história não me convenceu. NS pegou em elementos interessantes mas deu demasiado tempo de antena a coisas sem interesse e por outro lado não desenvolveu coisas importantes (a forma como precipitou os acontecimentos no final da 1ª parte acho que estragou muito a história pois não deu credibilidade ao amor entre Travis e Gabby e na 2ª parte foi muito econômico). Talvez a minha opinião esteja condicionada por expectativas demasiado elevadas, mas termino com a ideia de que esse livro não faz qualquer jus à fama de NS...  


Carla
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