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14 de setembro de 2011

Véu de Lágrimas - Emilie Rose


3º Livro da Trilogia Vale Tudo no Amor


Lucas havia supostamente morrido 11 anos antes, no dia de seu casamento com Nadia, em um acidente. Então, quem poderia ser aquele homem do lado de fora da cobertura dela em Dallas, afirmando ser o noivo que ela amara? E por que a alegria de Nadia ao descobrir que Lucas estava vivo subitamente se transformou em medo ao perceber a frieza em seu olhar? Afinal, no passado ele jurou amá-la e honrá-la. Mas sua nova promessa era de vingança.






Palavras de uma leitora...




"Querida leitora,


Às vezes somos postas a prova pela vida quando menos esperamos. Na época em que sugeri o tema deste romance, não imaginava o quanto a vida imitaria a arte e que eu vivenciaria as experiências de minha heroína de diversas maneiras. Mas as provas impostas pela vida podem não ser tão ruins assim. Cada desafio traz em si um crescimento, normalmente para a melhor, ainda que as etapas do processo sejam por vezes difíceis. Quando o mundo de Nadia vira pelo avesso, ela tem duas opções: desistir de tudo ou enfrentar a situação. E a escolha dela é a mesma que devemos fazer nos momentos de crise. Observar Nadia reconstruir-se e descobrir sua força interior foi inspirador para mim. Por isso, espero que se a vida te desafiar, você esteja à altura da ocasião.


Boa leitura!


Emilie Rose."






- Quando comecei a ler esse livro, não fiquei indiferente. Senti raiva. Da mocinha da história. Eu me perguntava se alguém poderia ser tão fútil quanto a Nadia. E quando fui avançando na leitura, comecei a me perguntar se a intenção do casal era me matar. Talvez, por algum motivo desconhecido, eles me odiassem. E aí, o livro sofreu alguns pequenos "acidentes"...rsrs... Para diminuir um pouco minha raiva, eu joguei o livro duas vezes no chão. Podem julgar uma atitude infantil. Mas eu tinha meus motivos. E ainda fui "generosa" já que minha vontade era lançar o livro na parede.


- Quem está acompanhando minhas resenhas sobre essa trilogia sabe que, pouco antes de morrer, o pai de Rand, Mitch e Nadia colocou alguns absurdos no seu testamento. Motivo? Já disse antes, mas não custa nada repetir: tentar se reconciliar com Deus, para garantir uma vaga no céu. Depois de ter feito até o impossível para destruir a vida dos seus filhos, ele achou que poderia consertar as coisas ao colocar aqueles absurdos no testamento e depois escrever algumas cartas que deveriam ser entregues aos filhos, depois que eles cumprissem as tarefas que o cretino do pai havia escolhido para cada um. E só para lembrar:


A obrigação do Rand, do livro Risco da Paixão, era assumir a presidência da empresa da família e voltar a contratar Tara, sua ex-amante, como assistente pessoal. Motivo? O pai dele queria consertar dois graves erros: infernizar a vida do filho quando ele ainda era criança e depois ter terminado de destruir o relacionamento dele com Tara, que havia sido pega saindo do quarto do pai de Rand por volta da meia-noite e com a aparência de alguém que havia acabado de fazer sexo.


A obrigação de Mitch era procurar o filho ilegítimo de um ano do pai e mantê-lo na mansão da família por um ano. Simples? Nem tanto já que a tia do menino, Carly Corbin, jamais aceitaria ficar longe do seu pequeno. Quem leu a resenha do livro Desejo Lavrado (o único livro que AMEI dessa trilogia) sabe que Carly não passou por pouca coisa na vida. E tudo que ela viveu a tornou uma pessoa mais forte, que não se deixaria ser humilhada mais uma vez. Carly dificulta muito a vida e os planos de Mitch.


E finalmente: a obrigação de Nadia era viver por um ano numa cobertura que o pai tinha em Dallas. Ela não poderia trabalhar, ter motorista particular, cozinheira, empregada e nem sair após a meia-noite. Ela teria que ficar em casa de meia-noite até às seis horas da manhã. Também não poderia fazer festas e ver as amigas fúteis que possuía. Além de tudo isso, ela teria que conseguir se manter com uma pensão de dois mil dólares. Algo que ela achou um absurdo, já que gastava muito mais do que aquilo num vestido de noite.


O que aconteceria se um deles falhasse? Simples. Todos perderiam toda a herança, que passaria para o maior inimigo do pai deles, pelo preço de um dólar. Tudo que eles tinham seria vendido por um dólar.


Os irmãos de Nadia não haviam falhado, mas ela poderia colocar tudo à perder...


- Bem... Resumi um pouco as coisas e acho que já expliquei um pouco porque desprezei a Nadia. Ela era fútil. Passava as noites fora com pessoas que só se importavam com o que vestiam e ainda por cima se embriagava, segundo o livro. Como se não bastasse, ela queria que os irmãos resolvessem todos os seus problemas. Se tinha uma dificuldade, corria para os irmãos para que eles resolvessem tudo por ela. Isso é o que o livro nos diz. Eu não podia gostar de uma pessoa que não se importava com nada e nem com ninguém. E que tudo que fazia pelos outros, era para seu próprio bem e não os dos outros. Nas primeiras 80 páginas, essa é a imagem que temos da Nadia. A imagem de alguém que não possuía conteúdo. Que era apenas capa. Mas será que vocês já sentiram que algo aconteceu e me fez passar a ver suas atitudes de uma forma totalmente diferente?! rsrs... Pois é. Mas aviso: A PARTIR DAQUI, TERÁ SPOILER. SE NÃO QUISER SABER MAIS DO QUE O NECESSÁRIO, NÃO CONTINUE LENDO ESSA RESENHA. DEPOIS NÃO DIGA QUE NÃO AVISEI!!! :)


- Eu acreditava que a Nadia sempre havia sido essa pessoa fútil. Que sempre foi uma pessoa mimada e egoísta. Só que... depois que ela reencontra seu marido, que estava supostamente morto, conhecemos quem realmente era a Nadia. E confesso: eu me senti muito mal. Porque, eu a pré-julguei, não procurei ver além das suas atitudes, mesmo já sabendo que ela havia perdido um filho, no mesmo acidente no qual acreditava ter perdido o marido. Eu conhecia sua infância desde o livro Risco da Paixão e não procurei enxergar o que a autora já tinha me mostrado: aquela imagem fútil era falsa. Uma tentativa de defesa. Uma tentativa desesperada de não procurar o caminho mais fácil. E quando me permiti ver além das aparências, me senti uma completa tola e até mesmo insensível. Reconheço que sou uma pessoa sensível até demais. Mas parece que eu tinha esquecido disso. E quando a Nadia disse algo para o Lucas, no momento que ela sentia que seu mundo desabava mais uma vez sobre a sua cabeça, eu senti vontade de chorar. Como pude ser tão cega?! Como pude não enxergar a dor dessa mocinha???!!! Não vou inventar desculpas para meu pré-julgamento, pois não existe. Admito meu erro. Eu, que sempre tento ver além das aparências, só enxerguei a capa da Nadia. Não fui em busca do seu conteúdo.




" - E por isso você acha que está se redimindo de todas as suas faltas? - A dor que ela exibia nos olhos despedaçou o coração de Lucas. - Naquele acidente, eu perdi tudo o que possuía de mais sagrado: o homem que eu amava, o nosso filho e a chance de engravidar outra vez. - Ela suspirou antes de prosseguir: - Um mês depois, eu descobri que minha mãe tinha tirado a própria vida, em vez de ficar ao meu lado e me amar. Ela me abandonou como se eu não representasse nada na vida dela. Da mesma forma que você. Por isso, eu lhe digo que já perdi tudo o que eu tinha de maior importância. Coisas que o dinheiro não pode comprar. Por isso, não venha me falar de jogo ou de luta. Eu sobrevivi e lutei. E não fiz outra coisa a não ser seguir o jogo da vida. Porque eu precisava fazer isso ou acabaria como a minha mãe. E, acredite, houve dias em que eu considerei que a morte seria minha melhor opção. Eu achava que não tinha mais nenhum motivo para viver. - Ela deu um sorriso amargo. - Talvez o fato de saber que eu passei 11 anos desejando ter morrido com você naquele carro não signifique muito para a sua consciência. Você me perguntou por que eu não prossegui com os estudos de moda, como eu desejava. Agora eu vou lhe contar a verdadeira razão. Eu pouco me importava com a faculdade que estivesse cursando, porque eu não tinha intenção de me graduar. Passava a maior parte do tempo tentando encontrar coragem suficiente para acabar com a minha vida."


- Talvez muitos digam que suicídio, ou pensar em suicídio, é coisa de alguém que não tem coragem de lutar pela vida. Que é fraco. Bem... eu não discordo, mas também não concordo. Odeio Romeu e Julieta, porque ambos se suicidaram. Não posso considerar aquilo uma história de amor, pois além disso o livro ainda é muito fraco e os personagens não pareciam se amar tanto assim (opinião totalmente pessoal). Porém, nenhum de nós tem o direito de julgar alguém que cometeu um suicídio ou pensou em cometer. Pois somente quem passa por uma determinada situação, sabe o que sentiu ao passar por ela. Se não passamos por algo não podemos dizer que agiríamos de forma diferente. E também, o que você pode suportar não significa que outra pessoa pode suportar também. Ninguém é igual. Não é uma lição que eu aprendi ao ler o livro. Eu já tinha aprendido isso com a própria vida, mas parece que eu sofri uma amnésia temporária. Enfim... Não estou dizendo que você tem que concordar com, aceitar, a atitude de alguém. É só que... não temos direito de julgar ninguém. Falar é fácil, não? Mas, na prática, as coisas não acontecem bem assim....




- O que você faria se sua vida virasse pelo avesso? Todos nós temos coisas, ou pessoas, que são importantes para nós. O que você faria se as perdesse? Nadia perdeu tudo que tinha de mais precioso na vida. Era o dia do seu casamento. Um dia que deveria ser de imensa felicidade, mas acabou se transformando num dia marcado pela tragédia. Por causa de um descuido, ela acabou distraindo o marido, Lucas Stone, enquanto ele dirigia o carro. E acabou assim, provocando um terrível acidente. Nadia ficou seriamente ferida e entrou em coma. Quando acordou, descobriu que não tinha mais uma vida. Tudo não passava de um vazio... pois ela havia perdido o homem que amava, o filho que esperava e a possiblidade de voltar a engravidar. Como tinha sofrido uma hemorragia, e não parava de sangrar, os médicos se viram obrigados a lhe tirar o útero, roubando assim seu maior sonho... que era ser mãe. Nadia não quis mais viver e pensou seriamente em terminar de uma vez por todas com sua vida. Mas lhe faltou coragem e ela resolveu passar a fugir das lembranças.


Durante o dia, ela se matava de trabalhar. E a noite, saía com amigas que estavam mais preocupadas com a aparência do que com a amizade dela. Mas isso era bom. Pois tudo que Nadia queria era não sentir nada. Era sobreviver até o dia que Deus resolvesse levá-la. Até o dia que Ele decidisse que ela já tinha sofrido demais e era hora de partir. Nadia passou a viver com uma "máscara" em seu rosto. Escondendo quem ela realmente era. Bebeu, se feriu assim, e passou a brincar com os homens. Usá-los e depois jogar fora. Aquela não era mais ela... Mas ela não se importava, pois ser ela machucava demais. Ela queria fugir da dor. Mas quando seu pai morreu e ordenou aquilo no testamento, Nadia teve a oportunidade de corrigir seus erros e voltar a ser quem realmente era. Além disso, ela também teve a oportunidade de ser tornar uma pessoa melhor. E fico feliz por ela não ter desperdiçado essa segunda chance.


- Falando do Lucas agora... Antes de dizer qualquer coisa: eu o entendo, mas não perdoo. Aprendi a perdoar na vida real, mas quando leio um livro as coisas são funcionam bem assim...rsrs... Não senti necessidade e nem vontade de perdoar o Lucas. Realmente entendo que ele estava preocupado com o futuro da família dele. Mas Nadia também era sua família e ele não pensou nela. Aceitou os dois milhões de dólares que o pai dela lhe deu para que ele não procurasse por ela (eles já eram casados) e seguiu com sua vida, como se ela e o filho que ambos perderam, jamais tivessem existido. Posso entender o amor que ele sentia pela família e que ele se sentiu dividido, mas não posso perdoar sua escolha. Ele a abandonou. Deixou ela enfrentar aquela dor terrível sozinha. Ele foi cruel e ambicioso. Um traidor. Ele escolheu o caminho mais fácil. Simples assim. Em vez de lutar com suas próprias forças, possibilidades, ele preferiu usar o dinheiro que o pai da Nadia o ofereceu. Ele a trocou por dinheiro. E apesar dele ter "consertado" seu erro no final, eu não posso perdoá-lo. Tenho que ser sincera. Confessei que errei ao pré-julgar a Nadia, mas quanto ao Lucas... vocês podem até achar que ele não tinha opção, mas eu penso diferente e acredito que se lesse esse livro novamente, teria a mesma opinião. Ele tinha opção sim. Mesmo que passasse por dificuldades. Ele tinha a opção de manter a dignidade e lutar pelo amor deles. Tinha que pelo menos ter dado a Nadia a opção de escolher ficar ao lado dele diante das dificuldades ou não. Aí sim eu poderia entendê-lo. Mas ele foi covarde. Jogou o amor dela fora como se não fosse importante. Acreditou na palavra de um homem que o odiava e faria qualquer coisa para vê-lo longe da Nadia. Ele sequer foi atrás dela para saber se ela estava realmente bem. Não. Ele lhe virou as costas e jamais voltou atrás. O reencontro não é provocado por ele. Por algum tipo de arrependimento da parte dele. Quem provoca o reencontro é o cretino do pai da Nadia, 11 anos depois da separação. Enfim...


- Enfim... É isso. E quantas estrelas o livro vai receber? Três. Apesar da história até ser boa, não é um livro que eu lerei de novo. Não tenho a menor intenção de voltar a ler esse livro...rsrs... Eu acabei gostando da Nadia, depois de ter passado a ver além das aparências. Mas não gostei do Lucas e não vi além da aparência dele, pois ele não tem nada além...rsrsrs... Eu não o suporto. Fato. E não enxerguei amor da parte dele. Foi muito fácil ele se aproveitar do amor da Nadia. E seria até uma espécie de vingança. Um prêmio que ele não merecia. E a atitude dele no final não me comoveu nem um pouquinho sequer. Ah, fala sério! Fazer aquilo foi fácil demais. Ele mesmo disse que estando casados, tudo que era de um... era de outro. Então, ele não abriu mão de nada. Sabia que comoveria a Nadia... Não saiu perdendo. Continuou possuindo aquilo do que, supostamente, abriu mão. Para mim, ele não passa de uma capa. Não tem conteúdo. É ambicioso e falso.


- A parte mais linda desse livro para mim... é aquela na qual passa o casamento do meu casal querido...rsrs... Carly e Mitch. Fiquei muito feliz porque a autora fez questão de mostrar o casamento deles. Eu me emocionei de novo! rsrs... O único livro, dessa trilogia, que eu realmente amei e mexeu com minhas emoções, foi Desejo Lavrado. E ele é o único livro dessa trilogia que eu recomendo. Você não perderá nada se não ler Risco da Paixão e Véu de Lágrimas...rsrs...



Faz parte da trilogia:




1º Risco da Paixão
2º Desejo Lavrado
3º Véu de Lágrimas


Bjs e até a próxima!

11 de setembro de 2011

Desejo Lavrado - Emilie Rose (Maratona de Banca 2011 - Setembro)


Em Setembro: Bebês


2º Livro da Trilogia Vale Tudo no Amor


As regras do testamento eram pétreas.

Mitch precisava obter a custódia do filho ilegítimo de seu pai, ou não herdaria a fortuna da família. O acordo final deveria ser simples. Um gordo cheque para Carly Corbin e ela seguiria sua vida. Mas Carly era uma mulher provocante, e Mitch se sentia cada vez mais atraído. Além do mais, ela não trocaria seu sobrinho, ainda bebê, por todo o dinheiro do mundo! Não havia escolha para Mitch. Ele teria de permitir que ambos fossem morar em sua casa. Porém, nem ele, tampouco Carly, imaginaram que brincar de casinha poderia se tornar tão sério…


Para a família Kincaid, aqui se faz, aqui se paga... com uma vingança!







Palavras de uma leitora...



"Querida leitora,

Acho que a maioria de nós já viveu o antigo provérbio: A vida é aquilo que acontece quando você está ocupada fazendo outros planos. Caso contrário, tome cuidado. Sua hora pode estar chegando. :) E, acredite em mim, ser tirada de sua rotina a força não é algo tão ruim, depois que o choque inicial passa.

O que mais gosto nos romances femininos é que, depois de algumas dificuldades, os personagens deixam de ignorar os problemas e começam a enfrentá-los, em vez de tentar fugir deles, como a maioria de nós faz.

As vidas de Mitch Kincaid e Carly Corbin estão indo alegremente e então blam! A vida acontece. Tentando atender os últimos desejos de seus entes queridos, Mitch e Carly são forçados a enfrentar seus maiores medos e fraquezas, mas no processo são capazes de forjar algo melhor juntos do que aquilo com que qualquer dos dois começou.

Estou brindando com minha caneca de café com chocolate e torcendo para que todas sejamos tão corajosas e sortudas se a mudança vier bater às nossas portas.

Boa leitura!


Emilie Rose"



- E foi assim que tudo começou. Era dezembro e eu tinha entrado numa banca de jornal. Não lembro se trouxe outros livros naquele mesmo dia, mas lembro que o livro me chamou a atenção por causa do bebê na capa. Depois disso, eu abri o livro e fui ler as palavras da editora. Algo que eu sempre faço...rsrs... E recebi uma agradável surpresa. Dessa vez quem falava era a própria autora e o que ela disse despertou minha curiosidade. Aí eu percebi que o livro fazia parte de uma série e fiquei desanimada. Outra série?! Mas eu tinha tantas para terminar! rsrs... E além do mais tinha perdido o primeiro livro da trilogia e não tinha esperanças de encontrá-lo naquele momento (dou graças por não ter encontrado. Se eu tivesse aquele livro, seria provável que no momento ele fosse só cinzas. Não deixaria nenhuma amiga salvar a vida dele. Aquele livro... Bem... é melhor não falar dele). Fiquei parada na banca por algum tempo. Pensando se trazia ou não o livro...rsrs... Lembro que o moço da banca sugeriu outros livros. Você pode levar dois pelo preço de um...rsrsrs... Havia algumas promoções na banca. Leve dois, pague um. Não lembro se trouxe os que ele sugeriu... Enfim... Ele já devia estar cansado da minha presença. Eu demorei para decidir trazer o livro!kkkkkkkkkk... Aí, trouxe! E quando o terceiro livro saiu tbm fui atrás dele. E para resumir essa história: tive medo de ler os livros por não conhecer a autora. Então, quando decidi participar da maratona, escolhi o livro "Desejo Lavrado" para o mês de setembro, para ser forçada a lê-lo...rsrs... Era a única forma dele não passar muito tempo no armário. Enfim... Vamos falar sobre o livro agora? Valeu a pena lê-lo?!


- Sim!!!!!!!!! rsrsrs.... Confesso que depois da decepção que sofri ao ler o primeiro livro da trilogia (Risco da Paixão) achei que tinha feito uma escolha terrível. Que me arrependeria amargamente de ter escolhido esse livro. E quando comecei a ler a história, tive certeza. Fiquei muito desanimada e tentada a ler outro livro. Porém, tinha que ler o livro por causa da maratona e decidi eliminar o mal de uma vez por todas!kkkkkkk... E valeu a pena. Sinto raiva de mim mesma por ter chegado a pensar em não ler o livro! Seria um grande engano. Perderia a chance maravilhosa de me emocionar com essa belíssima história de amor e vida.

- Concordo com a querida  Emilie (já a trato como amiga! rsrsrs... Espero que ela jamais saiba que falei mal de Risco da Paixão. Mas a culpa foi do livro!). "A vida é aquilo que acontece quando estamos ocupadas fazendo outros planos". E foi exatamente isso que aconteceu com esse casal maravilhoso. Cada um estava fazendo determinados planos. E amor não fazia parte deles. Ambos tinham sido machucados. E muito. Não queriam amar. Voltar a sofrer?! Não eram masoquistas para desejar isso. O amor só sabe machucar e por isso eles o renunciaram. Ah! Mas a vida tinha outros planos para os dois. E tudo que eles poderiam fazer era ser teimosos e lutar contra isso. Sem sucesso.


- Essa história nos ensina coisas valiosas. E emociona. Muito. A autora tocou num tema muito delicado e outras autoras poderiam falar do mesmo assunto, sem o cuidado dela. A Emilie foi sensível e dá para perceber isso em cada linha sobre o assunto. Ela nos faz olhar para a Carly sem condená-la por sua escolha. Pelo menos, fez isso comigo. Condenar é errado. Fato. Mas fazemos muito isso. Seja nos livros ou na vida real. Me considero uma pessoa mais compreensiva ao lidar com as pessoas na vida real. Mas quando leio um livro... dificilmente posso entender certas coisas. E certa vez li um livro da Miranda Lee que falava sobre a mesma coisa. O que aconteceu? Abandonei o livro antes mesmo de chegar ao final. Odiei. Senti uma raiva intensa da mocinha. A desprezei por sua atitude e não quis entender. Também, não havia algo que podia ser entendido. A situação era semelhante, porém o modo como as autoras colocaram as coisas, foi bem diferente. A Miranda me fez odiar sua mocinha. Já a Emilie, tornou a dela minha amiga. Eu entendi a Carly. E mais do que isso: consegui sentir seu sofrimento. Consegui "vê-la" passando por tudo aquilo. Tendo que fazer uma escolha que afetaria sua vida para sempre. Quis protegê-la...rsrs... Ela não merecia sofrer. Enfim... E apesar da minha decepção com o livro Risco da Paixão, a Emilie já se tornou uma das minhas autoras favoritas. Simplesmente porque esse segundo livro da Trilogia Vale Tudo no Amor mexe com nossas emoções, nos toca e cativa. Simplesmente porque Mitch e Carly são dois personagens profundos. Com alma. Eu me apaixonei por eles! :)



Um pequeno resumo:



Tudo que ela queria era uma segunda chance... E jamais abriria mão dela.


Carly Corbin conheceu bem cedo o lado escuro do amor. Aos 16 anos se apaixonou por um homem que ela achava digno de sua confiança. Ela caiu no seu jogo e deixou ele fazer o que quisesse com ela. Mas pagou caro demais por seu erro.

Ela engravidou, mas isso não a preocupou tanto no momento. Ele a amava e certamente se casaria com ela. Eles seriam felizes e criariam seu bebê com todo o amor. Mas as coisas não aconteceram como Carly imaginava...

Ela não sabia, mas tudo que aquele homem queria era brincar com ela. Por um tempo. Depois a abandonaria para voltar para sua esposa e filhos. Carly sequer sabia que ele era casado e o mundo caiu sobre a sua cabeça quando ela descobriu. Assustada e ferida, ela correu para os braços dos pais, que levaram o fato à polícia, já que Carly era menor de idade e o homem que a havia seduzido, era seu  técnico de vôlei na escola. Mas o infeliz optou por uma alternativa diferente: foi à mídia. Disposto a acabar com a imagem dela, antes que fosse obrigado a enfrentar um processo.

Carly foi crucificada pelos jornais e não teve nenhum direito de se defender. Seus amigos lhe viraram as costas, a esposa do infeliz levantou um processo contra e ela foi convidada a sair da escola. Estava perdida e se sentia suja. Acreditava que tinha cometido um erro terrível e ficou ainda mais magoada quando seus pais a colocaram num lar para mães solteiras e depois se mudaram para outro estado. Ela não tinha mais família. Não podia estudar e nem seria aceita num emprego, ainda mais com a imagem arruinada. Então, seis meses depois de viver naquele lugar, ela deu à luz a uma menina que amou desde o primeiro instante. E ela tomou a decisão que julgou melhor. Tinha que salvar sua filha. Impedi-la de ter um futuro incerto e passar fome por causa do erro dela. Então, sentindo-se morrer por dentro, Carly deu a filha para adoção.

E então doze longos e torturantes anos se passaram. Anos nos quais Carly foi atormentada pelas lembranças e se perguntou se havia feito a escolha certa. Se sua filha era feliz e perguntava por ela. Em muitos momentos, ela desejou não ter aberto mão da sua preciosa garotinha. Tudo que ela queria era ter uma segunda chance de ser a mãe que deveria ter sido...

Mitch não teve uma infância feliz. Ele sequer teve uma infância. Lutou muito pelo amor dos pais, mas desistiu dele aos doze anos de idade... Quando sua mãe, embriagada e infeliz, jogou o carro contra uma árvore, morrendo instantes depois. Aquele fato o fez desejar jamais se apaixonar. O amor apenas machuca. O amor que sua mãe sentia pelo pai dele a destruiu e marcou ele e seus irmãos no processo.

Então, Trish apareceu em sua vida. Linda, infeliz e desprotegida. Ela havia sido abandonada pelo marido infiel e tinha dois filhos para criar. Mitch se deixou envolver. A tomou sob sua proteção e assumiu os filhos dela, se apegando completamente às duas crianças. Eles passaram a fazer parte da vida dele e ele se sentia feliz ao voltar para casa toda noite e tê-los esperando por ele. Jamais antes havia desejado ter filhos. Mas aquelas crianças se tornaram sua vida. Ele adorava cada instante ao lado delas e se sentia o homem mais feliz do mundo. Porém, alguns anos depois ele teve, mais uma vez, que enfrentar a dor da perda. Sobreviveu, mas se tornou um homem amargo e cínico. Um homem que jamais voltaria a cair na armadilha do amor. Pelo menos, era o que ele pensava...

Mas então, seu pai morre e ele é obrigado a cumprir um dos últimos desejos dele. Algo que ele pensava que seria muito fácil. Mas acaba sendo mais difícil do que ele poderia imaginar...


A morte do pai de Mitch e da irmã de Carly, faz o caminho de ambos se cruzar. Os dois querem a criança que foi resultado da aventura entre o pai de Mitch e a irmã de Carly. Nenhum dos dois quer ceder. Então, a única opção é uma convivência forçada... que despertará sentimentos adormecidos nos dois.

Eles querem se deixar levar... Mas será que após tanto sofrimento... Tantas decepções, conseguirão se libertar dos fantasmas do passado e arriscar um futuro juntos? Bem... Sim. Mas terão que desenterrar o passado e enfrentar seus traumas antes. Descobrirão que amar pode ser muito bom, mas antes disso irão se machucar ainda mais...


- Bem... Falei do passado do casal e dos seus traumas. Então, obviamente, não falarei muito do presente...rsrs... Na verdade, não falarei quase nada. Não tem graça revelar a história toda, certo? Principalmente o essencial: que é a deliciosa história de amor entre Mitch e Carly. Não direi como as coisas serão entre eles. Só posso dizer que eu amei acompanhar cada instante. Me diverti em alguns momentos, chorei em outros, sofri com eles... E me encantei quando o Mitch provou que havia crescido. Que havia aprendido a lição. Foi um momento lindo e emocionante.


"... Eu perdi tudo. Meus amigos. Meu lar. A confiança dos meus pais.

Uma lágrima escorreu pela face dela. Carly secou-a. Lágrimas não resolviam nada. Chorara um oceano 12 anos atrás sem benefício algum.

- Pior de tudo, perdi o direito de ver minha preciosa garotinha crescer. Não sei nem o nome dela. Nunca verei seu sorriso ou ouvirei sua risada. Não escovarei seus cabelos ou secarei suas lágrimas. Nunca poderei dizer-lhe o quanto a amo e o quanto doeu desistir dela. Mas foi a escolha certa a fazer. Portante, fiz. - Um soluço escapou de sua garganta."


- Antes de julgar e condenar a Carly. Antes de atirar pedras, se coloque no lugar dela. Aí você pode me dizer: "Independente das circunstâncias, eu jamais abandonaria um filho meu." Ótimo para você. (já viram que se falarem mal da Carly irei defendê-la com unhas e dentes, certo?! rsrsrs...) Então, você jamais passaria pela tortura que ela passou. Jamais seria atormentada pelos fantasmas da lembrança. Jamais sentiria como se existisse um buraco no seu coração. Ao tomar a decisão de abandonar sua filha, Carly não pensou nela. Não. Ela chega a dizer que se fosse por ela jamais abriria mão da sua menina. Ela sofre muito e a gente acaba sofrendo com ela. Me vi à beira das lágrimas em muitos momentos. Tive que interromper a leitura várias vezes porque não queria chorar. Mas era impossível não sentir a dor daquela mãe. Em muitos momentos eu desejei poder impedir sua dor. Fazer algo... Queria que ela não tivesse passado por aquilo. Ela era só uma menina e poderia ter tido uma vida muito diferente. Mas acabou caindo numa armadilha. Se deixou enganar por um homem que dizia amá-la e pagou muito caro por isso. E no final... Quando aquilo aconteceu no final do livro, eu não pude mais segurar as lágrimas. Foi impossível. A Carly tomou uma decisão que eu seria egoísta demais para tomar. Ela precisou ser altruísta. Precisou abrir mão do seu desejo mais uma vez. Foi impossível conter a emoção. 


- E o Mitch?! Ai, Deus! Que mocinho complicado! rsrs... Inicialmente, eu o desprezei. O que ele queria fazer era muito errado e ele estava sendo cruel e egoísta. Planejou com atenção algo que machucaria muito a Carly e eu cheguei a desejar matá-lo com minhas próprias mãos. Porém, com o passar do tempo, eu acabei me envolvendo com a história dele. Seu passado foi revelado e a Emilie me fez sentir sua dor também. O Mitch fez algumas coisas abomináveis, mas no fundo não era uma má pessoa. E ele muda muito. Ao se apaixonar pela mulher que ele pretendia destruir, ele sofre uma drástica transformação. E o que achei maravilhoso foi acompanhar seu crescimento. Não é algo que acontece de um momento para o outro. Não. Mitch aprende errando. Até o momento que comete um erro terrível e se vê sem saída. Aí.... ele finalmente aprende a lição. E prova que ama a mocinha de um modo lindo. Estou aqui chorando só de lembrar...rsrsrs... Sou uma boba, eu sei... :)

- E o que falar do pequeno traquinas que provocou a aproximação do casal? O Rhett é um encanto, gente! Ele vai derrubando as defesas do Mitch fáci, fácil. É um bebê super carinhoso, teimoso e feliz. Quando o livro narra suas risadas, a gente se pega rindo também. Ele não invade só o coração do Mitch e da Carly. Toma conta do nosso coração também...rsrs... E eu achei lindo quando ele chamou a Carly de mamãe no momento que ela mais precisava. Sinto vontade de ler uma história sobre ele...rsrs... Quero acompanhar sua história quando ele for adulto. A Emilie bem que poderia fazer isso, não é verdade?! 


- Ao contrário do primeiro livro, Desejo Lavrado é pura emoção. O que a Emilie economizou ao criar a primeira história, ela caprichou ao criar essa. Penso que ela acabou se apegando muito aos seus personagens, pois até as palavras dela no início de cada livro, é diferente. No outro não teve o impacto que teve nesse. Acho que Mitch e Carly se tornaram muito especiais para ela também.

- Outra coisa: a história desse casal se passa ao mesmo tempo que a história de Rand e Tara (do primeiro livro). Rand chega a aparecer nesse livro, apenas para me irritar...rsrs... Deve ter sido seu objetivo. Ele teve a coragem de chamar minha mocinha querida de vadia! Se ele estivesse na minha frente, eu quebraria todos os seus dentes. Nem que tivesse que subir numa escada para isso (já que ele é muito mais alto do que eu...). E depois eu correria!kkkkkkkkkk... Sou boa fazendo isso. (ai, Mónica! Não consigo esquecer o que vc disse....rsrsrs...). Já pensou o quanto ele ficaria furioso sem os dentes?! Iria querer me matar! Mas teria que me pegar primeiro!kkkkkkkkkk...  


- Enfim... Recomendo e muito esse livro. Vale muito a pena. Não é um livro apenas para passar o tempo. Tem uma história profunda, com personagens profundos e cativantes. E não apenas emociona. Ensina também. Não o leia em lugares movimentados. E tenha uma caixinha de lenços por perto. Se vc for sensível demais, irá precisar deles.


- Bem... Essa foi minha escolha para a Maratona de Banca desse mês. E fico muito feliz por ter acertado na escolha! :) Assim, fica minha dica. E se quiser conhecer as outras resenhas e participantes da maratona clique AQUI


"Carly virou-se, afastando-se. Ele quis chamá-la de volta. Para sua vida. Para seus braços. Para sua cama. Para compartilhar suas refeições.

Ele a amava.

A percepção comprimiu seu peito.


[...] - Carly. - Ele esperou que ela o olhasse. - Estou apaixonado por você."



Faz parte da Trilogia:


1º Risco da Paixão
2º Desejo Lavrado
3º Véu de Lágrimas


Bjs e até a próxima!



P.S.: Esqueci de algo importante. Eu lhes devo uma explicação. Quem visita meu blog, provavelmente, conhece o espaço no qual eu indico outros blogs. Blogs que são especiais para mim. A indicação tem dia marcado: é todo dia 10. Então, por que esse mês não teve? Acontece que, infelizmente, o blog que havia sido escolhido para o mês de setembro... não é mais um dos meus queridos. O motivo eu prefiro não falar. Mas não se assustem: eu nunca falei dele aqui no blog. Era importante por causa das resenhas. Eu sequer tinha algum tipo de amizade com a blogueira. Apenas adorava as resenhas. Mas eu fiquei decepcionada com certas coisas e... Enfim... Mas mês que vem indicarei um blog! E dessa vez é de uma blogueira amiga! :) Tenho certeza de que ela não poderá me decepcionar até lá. E acredito que não me decepcionará nunca! Gostaria tanto de dizer o nome da pessoa. Mas não posso...rsrs... Terão que aguardar até outubro! :D

6 de setembro de 2011

Risco da Paixão - Emilie Rose



1º Livro da Trilogia Vale Tudo no Amor


O presidente-executivo Rand Kincaid jamais aceitaria ser coagido... a não ser que seu futuro fosse ameaçado.

Atendendo as exigências do testamento de seu pai, Rand precisava voltar à empresa e contratar Tara Anthony como sua assistente pessoal. Ou ele se acertava com a mulher que ousara envolver-se como o seu maior inimigo, ou perderia o império de sua família e acabaria com o futuro dele e dos irmãos. Mas Tara antes de aceitar impôs seus termos a Rand. Queria uma segunda chance com ele, em sua casa e em sua cama! Um acordo que poderia levá-los mais longe do que ele poderia imaginar.




Palavras de uma leitora...



- Bem... Apesar do pouco tempo que tenho tido para a leitura, li esse livro com toda atenção. Relendo trechos, parando para pensar em certas coisas sobre a história... Enfim... E cheguei a conclusão de que não deveria ter lido esse livro...rsrs... Não que ele seja ruim... Somente prometeu demais, entendem? Considerei perda de tempo, pois é uma história que eu não deveria ler nem para passar o tempo...



- Talvez eu tenha esperado demais da história. Mas não acredito muito que esse seja o motivo. Risco da Paixão é uma história que tinha tudo para ser maravilhosa, mas não foi bem-desenvolvida. Os personagens são superficiais demais para mim. Não têm "alma", sabem? Não consegui vê-los como seres humanos. A autora criou uma história muito interessante. Diferente e que desperta a nossa curiosidade. Tinha absolutamente tudo para ser maravilhosa e até inesquecível, mas faltou algo na hora de desenvolver a história. Os personagens não se tornam próximos da gente. Não dá para ter aquela proximidade. E se falta isso num livro... Se não consigo "sentir" a sinceridade, verdade do personagem, seus sentimentos... A história não me cativa. Não me prende. Torna-se uma leitura chata, vazia e sem sentido algum. Fiquei tentada a abandonar o livro. E não fiz isso por dois motivos: o segundo livro dessa série é minha escolha para a maratona de banca desse mês. O segundo motivo é que eu tinha esperanças da história se tornar melhor com o tempo. Ainda acreditava que o que havia sido prometido no início poderia acabar se cumprindo. E realmente uma das promessas se cumpre. A mocinha faz o que pretendia. Faz a diferença. Age como alguns mocinhos que conhecemos tão bem. Porém, tirando isso, o resto do livro inteiro não vale a pena. É tudo parado demais, entendem? Eu achei a história fraca. Isso resume tudo. Mas me deixa muito triste realmente saber que a história poderia ser incrível. Faltou vida nesse livro. É tudo muito superficial... Enfim..


"- Você. Eu quero você, Rand. Em minha vida. Em minha casa. Em minha cama. Em caráter exclusivo. Por um ano."


- Foi nesse momento que eu disse: "Está aí uma história que promete. Com certeza vai ser maravilhosa!". Achei a mocinha corajosa e senti admiração por ela logo no início. Por causa dos traumas do Rand, eles haviam se separado no passado. Ambos sofreram muito por causa da separação. E quando, cinco anos depois, a mocinha teve a oportunidade de recuperar o homem que amava... Sequer pensou duas vezes. O sexo era bom? A única forma de se entenderem? Pois então ela usaria isso para tê-lo de volta. O faria viver com ela e descobrir que existia mais entre eles do que só sexo. Ele precisava perceber isso e ela o ajudaria nessa missão. Foi uma promessa e eu apostei na relação deles. Aguardei ansiosa os momentos intensos, românticos, cheios de carinho e até bastante mel, se fosse o caso. Poderia ter bastante briga tbm. Eu não estava escolhendo. Só queria acompanhar o relacionamento deles. Ver o mocinho ser, pouco a pouco, vencido pelo amor que sentia por ela. E ver tbm, é claro, uma mocinha no comando. Dessa vez, uma mulher faria a chantagem. Faria o mocinho dançar ao som da música dela. Porém, nada foi como eu imaginei. Não há relação, gente. É tudo "apagado", sem sal... sem tempero algum. É vazio demais! Decepcionante mesmo. Eu não consegui enxergar o amor deles. Nem mesmo suas dores. A mocinha havia perdido a mãe para uma doença terrível. Ela chora nos braços do mocinho e isso poderia ter me tocado, pois também já perdi uma pessoa querida para a mesma doença... Mas não dá para sentir a dor da mocinha. São só palavras. Um livro sem emoção. Sem sentimento.


- O que mais posso falar sobre a história? Nada, verdade? Não farei um pequeno resumo, do tipo que costumo fazer. Não tenho vontade de continuar falando de um livro que só me fez perder tempo. Desculpem, mas estou sendo sincera. Queria ter vindo aqui para falar de um livro sensacional para vocês. Resenhar um livro que tivesse me tocado, mas, infelizmente, escolhi errado. Culpa minha! rsrs...


- Vou tentar fazer um resumo bem pequeno, só para que vocês possam conhecer um pouco o livro.


A mocinha foi contratada para trabalhar na empresa do pai do Rand. O Rand se interessou por ela, a desejou e correu atrás. Ela demorou um pouco para ceder, mas acabou não resistindo por muito tempo. Eles viveram três meses maravilhosos juntos. Porém, quando a mocinha confessou que amava o mocinho, ele fugiu, mandando ela procurar alguém que pudesse dar o que ele não podia.


A mocinha, vinte dias depois do término do relacionamento, descobre que a mãe tem câncer e fica desesperada. Seu patrão super generoso, oferece a ela uma saída: se ela aceitar ser sua amante, ele pagará ótimos tratamentos para sua mãe... Tratamentos que poderiam salvar sua vida. Esse patrão maravilhoso é nada mais, nada menos do que o pai do Rand. Nossa mocinha, ao que tudo indica, aceitou o acordo, mas desistiu antes de ir para a cama com ele. Só que... O Rand deu sinal de vida justamente no instante em que a mocinha saía do quarto do pai dele. Isso foi insuportável para o Rand e ele resolveu cortar definitivamente relações com o pai. E assim... Cinco longos anos se passam.


O pai dele agora está morto, mas antes de morrer, resolveu melhorar um pouco sua situação com Deus. Sabia que provavelmente tinha uma passagem só de ida para o inferno e por isso, resolveu virar um santo. Ele colocou alguns absurdos no seu testamento. Para resumir, posso dizer o seguinte: Rand só herdaria sua parte da herança se contratasse Tara novamente como sua assistente pessoal por um ano. Caso ele não fizesse isso... Ele não perderia a herança sozinho. Seus irmãos também perderiam tudo. Os motivos para tal exigência? Só são explicados no epílogo do livro. E é uma explicação que fechou o livro com chave enferrujada. Enfim... O Mitch, que é protagonista do segundo livro, também teria que fazer algo: ir atrás de um filho ilegítimo do pai. E a Nadia, que é protagonista do terceiro livro, é obrigada a passar um ano inteiro sem trabalhar e vivendo numa casa da família. Os motivos não são explicados nesse livro, mas já tenho minhas suspeitas.


- Bem... Algumas observações importantes, para mim: algo não foi explicado. Tudo bem que a mocinha havia pensado em dormir com o patrão, pai do ex dela, para salvar a mãe. Mas ela afirmou, indignada, que não tinha ido para a cama com ele. E eu pergunto: Como ela explica o cabelo bagunçado, a maquiagem borrada e, principalmente, o chupão no pescoço???!!! O livro diz que o mocinho viu esse tipo de marca nela, quando ela estava saindo do quarto do pai dele. Isso não foi explicado. Pelas palavras da mocinha, ela sequer foi tocada pelo pai do mocinho. Então, alguém pode me dizer como aquela marca apareceu?! Por obra de magia?!


Outra coisa: o pai do mocinho ter virado um santo no final do livro, através daquela carta estúpida, foi uma piada de péssimo gosto. O homem não valia um centavo. Isso era óbvio demais. E, de repente, a autora decide que ele foi um ótimo pai, somente pensando em tornar os filhos fortes. E que amava a esposa!!! Fico me perguntando como ele a teria tratado se não a amasse. Não quero nunca ser amada dessa forma. Sinceramente, aquilo só tornou o livro pior.


- Enfim... Espero gostar muito do segundo livro dessa série. Não é possível que escolhi outro livro ruim para a maratona! Ninguém merece isso!!!
 
 
 
Faz parte da trilogia:
 
1º Risco da Paixão
2º Desejo Lavrado
3º Véu de Lágrimas
 
 
Bjs!
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