30 de maio de 2013

A Colcha de Despedida - Susan Wiggs


(Título Original: THE GOODBYE QUILT
Tradutora: Ana Rodrigues
Editora: Harlequin
Edição de: 2013)


"Como se diz adeus a um pedaço de seu coração?
Se você for uma artesã, já terá um modo consagrado de se expressar."


A loja de tecidos preferida de Linda Davis é o lugar em que as mulheres se encontram para compartilhar suas criações: colchas de casamento, colchas para bebês, colchas de comemoração. Cada qual costurada com muitos sonhos, esperanças e suspiros. Agora, a única filha de Linda se prepara para entrar na faculdade, deixando-a confusa com tantas emoções. De um lado, a felicidade por Molly ter crescido. De outro, uma pontada de angústia por vê-la partir. Qual será o papel de Linda quando ela não for mais necessária como mãe? Ao viajarem juntas para fazer a mudança de Molly, Linda prepara uma colcha com os retalhos de roupas que ela guardou de sua menina. A barra do vestido de batizado, um enfeite de fantasia. Ao unir cada pedacinho, ela descobre que lembranças podem ser costuradas de modo a manter ambas, mãe e filha, com o coração aquecido por muito tempo...

Afetuoso, sensível e sábio, A Colcha de Despedida é a leitura perfeita para mulheres que encontram no artesanato a inspiração para a vida.



Palavras de uma leitora...



"Oh, meu bebê... Eu costumava ser a responsável por estabelecer os limites de seu mundo. Agora você está em um rumo que a leva além dos limites e para longe de mim. Sempre vou adorar qualquer tempo que passemos juntas. Sempre. Mas você nunca mais será de novo meu bebê."


- Uma história que me arrancou lágrimas. Que se cravou fundo no meu coração. Que me emocionou demais e me fez entender melhor esses anjos que Deus manda para a Terra e que chamamos carinhosamente de "mãe" ou "mamãe". Através das palavras, sentimentos e lágrimas da Linda, mergulhamos no mundo das mamães e passamos a saber o que elas sentem. O que elas guardam no mais profundo do coração delas e o quanto é difícil para elas verem um filho partir. Deixar o ninho. Seguir um caminho diferente, um caminho do qual elas não farão parte. 


"Como posso simplesmente deixá-la partir? Não concordo com isso, não criei minha melhor obra para simplesmente mandá-la para longe de mim."

"Já eu me sinto incapaz de me mover. Não estou pronta. Essa dor aguda que sinto me pegou de surpresa, não esperava que fosse ser tão intensa. Todos os filhos vão embora de casa. É assim que funciona. Se você faz seu trabalho de pai ou mãe corretamente, esse é o resultado final. Eles partem. [...] Ah, mas o preço do sucesso é um pedaço de sua alma."


- Linda está passando pelo momento mais difícil da sua vida. Durante dezoito anos ela tinha vivido por Molly. Cada atitude dela, cada escolha era em função de sua única filha. Do seu tesouro mais precioso. Da menina que quando pequena bastava olhar para o seu rosto para sorrir. Da menina que ela tanto tinha protegido e amado. Agora, essa menina estava com dezoito anos e indo para o outro lado do país. Para longe dos seus braços, da sua proteção. E para Linda isso era simplesmente insuportável. Como ela poderia  deixá-la partir? Como poderia deixar que Molly fosse para tão longe? Quem a protegeria? Quem enxugaria suas lágrimas quando ela chorasse? Quem resolveria sempre as coisas para ela? Embora ela soubesse que era chegado o momento de Molly cuidar da própria vida, seu coração não aceitava isso. Doía demais saber que sua filhinha estaria tão longe do seu alcance, que Molly não poderia correr imediatamente para os seus braços se estivesse necessitando de consolo, que ela não poderia mais resolver os problemas da filha. Sua filhinha tinha crescido. E embora ela sentisse orgulho da moça linda e maravilhosa que ela tinha se tornado, seu coração sofria pelos momentos passados e que não voltariam mais. Seu coração sofria pela despedida que estava prestes a acontecer. Molly partiria. E Linda teria que aprender a fazer alguma outra coisa que não fosse ser mãe. Era hora dela ter sua vida de volta. Mas quem disse que ela queria sua vida de volta? 


"Quando fecho os olhos, consigo ver tantos momentos, congelados no tempo... São tantos detalhes, precisos como um retrato instantâneo [...]"


- Sem saber como dizer adeus para a filha e procurando esconder de todos a sua dor, Linda começa a trabalhar em algo que ela ama fazer: quilt. Ela não sabia um modo adequado de se separar de sua filha, de dizer adeus. Então, ela resolveu fazer uma colcha de retalhos, com os momentos mais preciosos da vida da filha e frases de incentivo. Para que quando Molly se sentisse sozinha ou com saudades de casa, ela pudesse abraçar aquela colcha e sentir que a mamãe e o papai sempre estariam com ela, para que ela pudesse olhar para aquela colcha e lembrar-se de tantos momentos lindos que elas tinham passado juntas e que sempre fariam parte de suas vidas, mesmo que fosse através das lembranças. Durante a viagem até a universidade que tinha escolhido a sua filha, Linda trabalha no quilt e deixa seu coração e sua mente serem invadidos pelas lembranças. E ela não consegue parar de pensar que voltará para casa sozinha. Que aquela é sua última chance de estar com a filha. Que ela não estaria mais presente quando Molly vivesse um momento importante. Ela estaria há quilômetros e quilômetros de distância. Como ela poderia suportar isso?


"Desde seu primeiro sorriso até seu último dia no colegial, todos os dentes de leite que caíram, os troféus de futebol, os recitais de piano, os distintivos das bandeirantes, em todas essas ocasiões eu estava lá, torcendo por ela."


- Não será uma semana fácil. A última semana delas juntas. As duas precisarão lidar com suas próprias dores durante essa viagem e muita coisa poderá acontecer. Assim como Linda está sofrendo por ver a filha partindo, Molly também sofre por estar partindo. Ela está indo para um lugar desconhecido, para uma vida desconhecida. Longe do seu melhor amigo (seu cachorrinho que ela tanto ama e esteve com ela em tantos momentos importantes), do seu pai (com quem ela teve muitas brigas, mas quem sempre tentava livrá-la das situações difíceis), de sua mãe (que sempre esteve presente quando ela precisou e quem sempre a incentivou a ultrapassar os obstáculos e fazer as coisas que lhe davam medo), dos seus amigos, de sua casa, da vida que ela tinha tido até aquele momento e, principalmente, do seu namorado. Para ela, deixar Travis para trás era como deixar todo o seu coração. Ir para longe dele em busca de um bom futuro profissional, para ela era como trair seu próprio coração. E ela queria acreditar que aquele não era o fim. Que ele a esperaria e que eles continuariam juntos, mesmo estando tão distantes fisicamente. 

- Embora essa viagem de carro até a universidade seja a última semana de mãe e filha juntas, isso não significa que elas aproveitarão ao máximo esse momento.rsrs... Deixando as brigas de lado, sabe? Claro que elas viverão muitos momentos especiais durante essa semana, que farão coisas juntas. Mas também existirão desentendimentos e muitas lágrimas. Existem coisas que tanto mãe quanto filha precisavam ouvir e falar. E tudo vem à tona nessa semana. São coisas que arrancam lágrimas não só delas, mas nossas também. Uma das revelações de Linda me deixou muito triste, pois achei que ela não merecia algo assim e me sensibilizei muito. Eu senti muito carinho pela Linda desde o início e existiram coisas que a Molly fez que me irritaram.rsrs... Eu entendia a Molly. Ela é uma pessoa maravilhosa. Inteligente, bondosa, amorosa, determinada e sabe bem o que quer da vida e o que espera das pessoas. Mas isso não significa que ela não tenha defeitos e não faça coisas reprováveis. Do mesmo modo que o fato da Linda ser uma mãe tão incrível e de ter conquistado de tal forma o meu coração, não faz dela uma pessoa perfeita. Ela também faz coisas erradas, diz coisas erradas e pensa coisas erradas.kkkkk... Mas não existe ninguém perfeito. E esse livro não procura falar de pessoas perfeitas. Ele conta simplesmente a história de amor entre uma mãe e sua filha. Ele conta a vida delas juntas, fala de seus sentimentos e do quanto a separação é difícil. É um livro que contém muito amor, muito sentimento e muitas lembranças que provocam as nossas próprias lembranças.

- Ao ler sobre algumas lembranças da Linda, eu chorava não só pelas lembranças dela, mas pelas minhas próprias. Pelas lembranças da minha vida e de tantos momentos que vivi com a minha mãe. Momentos dolorosos e outros lindos, emocionantes. Graças a Deus não tive que me separar da minha mãe. Continuo vivendo com ela e pretendo viver com ela até que eu me case (depois só mudarei de casa, mas ela morará ao lado), mas as lembranças da Linda mexeram comigo. Não só as lembranças dela com a filha, mas as lembranças que ela tinha da própria mãe. E ela diz algo muito triste num momento de recordação: "Perder a mãe deixa uma marca permanente e inexplicável em uma pessoa, é uma ferida que nunca cicatriza completamente." Algo que é triste, mas verdadeiro. Eu não poderia imaginar minha vida sem minha mãe. E nem quero imaginar. E ao ver algumas atitudes da Molly eu fiquei muito triste, não só pela Linda, mas pela própria Molly. Tive vontade de gritar para ela: "Sua boba! Um dia você vai se arrepender amargamente da sua atitude e não terá o tempo de volta, não terá o momento de volta para consertas as coisas! Um dia vai desejar ter feito o que deixou de fazer e aí já será tarde demais!" Quantos de nós já não tivemos esse tipo de arrependimento? Essa vontade de retirar algo que disse, e que nem sentia quando disse, mas estava com raiva e por isso disse? Quem nunca desejou ter feito algo que deveria ter feito? Quem nunca desperdiçou momentos importantes? Mas quando temos as pessoas que amamos por perto, podemos tentar fazer o melhor com o tempo que ainda nos resta. Mas e quem não tem mais por perto a pessoa que magoou? E quando essa pessoa não pode mais ser encontrada porque já não faz mais parte desse mundo? Aí, a oportunidade está perdida para sempre. Mas creio que Molly só vai pensar nas coisas que ela deixou de fazer quando já for tarde demais. Não que ela seja uma filha má. Longe disso! Ela aprendeu muito com a mãe e se tornou alguém incrível. Mas cometeu dois erros importantes que eu creio que um dia irá lamentar ter cometido. Mas só aí também ela perceberá que foram erros. No momento, ela não pensa isso. Lamento demais por ela. :(

"Fico olhando para ela, imaginando quando viajaremos juntas de novo, quando voltaremos a escolher um hotel na estrada por causa da piscina, quando comeremos porcarias novamente vendo TV até tarde da noite. Tudo nessa nossa viagem é mais significativo e intenso porque é a última vez."


- Um filho ao partir para uma viagem de um final de semana, de uma semana, um mês, vários meses ou um tempo indeterminado pode até se sentir eufórico, dono da própria vida, com o mundo todo ao seu alcance, mas para a mãe dele, que ficou para trás, a experiência é muito diferente. Mesmo feliz pelo filho, ela sofre, pois uma mãe sempre quer proteger seu filho e resolver os problemas por ele, mesmo quando sabe que ele tem que fazer tudo sozinho, que tem que ser independente. Ela sempre se preocupa. Fica com medo de que algo saia errado, que esse filho encontre em seu caminho alguém mau, que algo aconteça e ela não esteja com ele nesse momento.


"Família. História. Amor e perda. Toquei cada centímetro desse tecido. Ele absorveu meu cheiro e as essências invisíveis de minha pele, o cheiro de nossa casa, uma ocasional gota de sangue e, às vezes, minhas lágrimas."


- Eu me encantei muito com a dedicação da Linda à colcha de retalhos. Embora eu não seja artesã pude entender perfeitamente o amor da Linda por essas colchas tão lindas e tão difíceis de se fazer. Ela ama demais o tempo que gasta costurando retalhos nas colchas, preparando-as com tanto amor e dedicação. Com tanta adoração. Adora conversar com outras mulheres sobre isso e passar horas e horas costurando ao lado delas. Eu entendi todo esse amor, pois cada vez que ela falava do quilt eu lembrava do meu amor pelos livros. Do quanto adoro cada instante que passo ao lado deles, do cheiro deles, de senti-los em minhas mãos. Cada momento que viajo através das páginas das histórias, cada lágrima que derramo ao me emocionar com eles... os momentos que passo falando deles, conversando com outras pessoas sobre eles. Todo o meu carinho ao retirar a poeira deles, mudá-los de posição. Fazê-los se sentir melhor.rsrsrs... Eu pude entender a Linda porque a dedicação dela ao quilt é semelhante à minha dedicação aos livros. O amor dela por essas colchas me lembra o meu amor pelos meus livros, entendem? Admirei demais o trabalho dela, o carinho dela ao fazer aquela colcha para a menina dela, para sua filhinha. Eu via todo o amor dela cada vez que ela juntava um novo retalho, cada vez que ela escrevia uma nova frase, como "Faça o que lhe dá medo". 

- Enfim... Essa história é diferente do tipo de história que estou acostumada a ler. Leio romances, lembram?rsrs... Não costumo ler histórias sobre mãe e filha, sobre relacionamentos entre pais e filhos e coisas assim. Mas foi uma experiência maravilhosa. O primeiro livro que li da Susan Wiggs, uma autora que pude perceber que é sensacional. Já me considero fã dela. :D E graças a Deus (e a Harlequin, pois foi ela que me deu) eu tenho outro livro da Susan Wiggs aqui. Ela não me deixou abandonada depois dessa história.kkkkkkkk... Tenho outro livro dela aqui, guardadinho esperando o momento para ser lido. :) Faz muito tempo já que tenho esse livro, mas depois que li A Colcha de Despedida, não creio que demorarei muito para ler a outra história.rsrsrs...


- Recomendo essa história sem pensar duas vezes! É linda, emocionante e nos ensina grandes lições. Mereceu todas as cinco estrelas do Skoob. E falando em Skoob... Algo que me deixou triste foi ver que teve quem deu duas estrelas ao livro. Embora eu respeite muito a opinião de cada um, não consigo entender como alguém pode achar essa história "regular". Ela é muito mais que isso, gente. É simplesmente linda. Eu penso que cada um de vocês deveria dar uma chance para a história. Eu dei essa chance e não me arrependi. :)


"Como se diz adeus a um pedaço de seu coração? Não é preciso fazer isso. Sempre há um modo de manter perto de nós as coisas que nos são mais preciosas."


Bjs!


P.S.: Só mais um trechinho. :D

"Somos como um personagem de desenho animado, atravessando distraídas uma ponte de madeira precária sem perceber o fogo atrás destruindo tudo rapidamente conforme passamos. [...] A mulher na outra mesa simplesmente não vê a ponte, não vê o tempo engolindo os momentos dela com o filho como um dragão cuspindo fogo."

27 de abril de 2013

Um lançamento muito especial: A Colcha de Despedida - Susan Wiggs (Editora Harlequin)


A COLCHA DE DESPEDIDA
Susan Wiggs
ISBN: 978-85-398-0374-3
Formato: Pocket Longo 10,7 x 19,0 cm
Papel: OffSet 56g (branco)
Preço: R$ 15,90


TEMA: Dia das Mães

"Um romance que ressoa no coração das mães."
Debbie Macomber


A loja de tecidos preferida de Linda Davis é o lugar em que as mulheres se encontram para compartilhar suas criações: colchas de casamento, colchas para bebês, colchas de comemoração. Cada qual costurada com muitos sonhos, esperanças e suspiros. Agora, a única filha de Linda se prepara para entrar na faculdade, deixando-a confusa com tantas emoções. De um lado, a felicidade por Molly ter crescido. De outro, uma pontada de angústia por vê-la partir. Qual será o papel de Linda quando ela não for mais necessária como mãe? 

Ao viajarem juntas para fazer a mudança de Molly, Linda prepara uma colcha com os retalhos de roupas que ela guardou de sua menina. A barra do vestido de batizado, um enfeite de fantasia. Ao unir cada pedacinho, ela descobre que lembranças podem ser costuradas de modo a manter ambas, mãe e filha, com o coração aquecido por muito tempo...




- Eu me emocionei só lendo essa sinopse. Fico imaginando aqui os sentimentos das duas com essa separação... Na verdade, é algo que sequer posso imaginar. Que não quero nem imaginar.rsrs... Ainda vivo com a minha mãezinha e não posso sequer me imaginar saindo daqui e indo viver em outro lugar. Nós brigamos muitas vezes durante a semana (toda semana tem briga.rsrs...), mas nos amamos muito e basta alguém de fora magoar uma das duas para reagirmos como leoas. Eu posso brigar com a minha mãe. Os outros, não. E o mesmo passa pela cabeça dela.rsrs... Só ela pode brigar comigo.kkkkkkkkk... Mesmo quando estamos com muita raiva uma da outra, sabemos que se precisarmos de alguém para nos defender, de um colo para chorar, uma vai estar para a outra. Sempre fomos só nós três: minha mãe, minha irmã e eu. E faríamos qualquer coisa uma pela outra, mesmo nos momentos em que nos odiamos.rsrs... E sei que se eu saísse daqui, nenhuma de nós encararia isso muito bem. Eu provavelmente entraria em depressão.kkkkkk... Um dia me casarei e terei minha própria família, mas minha mãe irá comigo para onde eu for (coitado de quem eu escolher para ser meu marido.kkkkkkk...). Ela esteve comigo em muitos momentos nos quais precisei e fez tudo por mim. É minha vez de fazer tudo por ela. 

Estou com os olhos cheios de lágrimas já aqui.kkkkkkk... Tudo por causa da sinopse dessa história!rsrs... Ela mexeu com as minhas emoções. É uma história que eu com certeza lerei, pois já percebo o quanto ela é sensível e feita especialmente para um dia tão lindo como o Dia das Nossas Mamães. O que deve ser para uma mãe ver seu bebê, seu maior tesouro, saindo de casa? E o que deve ser para uma filha, ter que se afastar de seu refúgio, de seu porto seguro, daquela que sempre a protegeu, para lutar pelos sonhos, para construir seu próprio futuro? Posso apostar que não é uma situação fácil para nenhuma das duas. Nos separarmos de quem tanto amamos nunca é fácil. Até porque sempre vem a preocupação com a segurança dessa pessoa. Se ela está bem, se está comendo, se está sendo responsável, se está se cuidado, se sente só, se é bem tratada pelas outras pessoas... Deus! Se o fato da minha mãe ir a algum lugar e não voltar no horário que disse que voltaria já é motivo para eu me desesperar e ligar um milhão de vezes (um milhão de vezes é exagero, mas chega perto.kkkkkkk...)!!! Não quero nem imaginar como seria se tivéssemos que morar uma longe da outra. Seria um pesadelo. Por isso já me vejo aqui chorando ao ler esse livro. Sei que vou chorar. Será inevitável.kkkkk...

Um dos lançamentos da Harlequin que mais me chamou a atenção neste ano e que com certeza entrará para a minha lista de leituras urgentes. 

Quero muito conhecer a história de Linda e Molly e aprender grandes lições com elas. Será uma leitura diferente, mas já sei que inesquecível. Como eu sei? Da mesma forma que sabia antes de ler uma série que eu fiquei desesperada para ler: As Irmãs Keyes. Tem vezes que simplesmente sentimentos que vamos amar uma história. E geralmente quando sinto isso, realmente amo. E muito!


O livro já se encontra disponível no site da Harlequin. E para quem deseja comprá-lo nas bancas ou em ebook, eu tenho uma boa notícia. :) Não será necessário esperar muito. A Harlequin informou que o livro estará disponível (tanto nas bancas quanto no formato ebook) já no dia 29/04. Ou seja, segunda-feira!!!!!!!!! :D 

Gostaria de sentir um gostinho do livro antes? Você pode fazer isso lendo o primeiro capítulo do livro, que se encontra no link na lateral do blog. Vale a pena ler esse capítulo, gente! :) E como eu sei disso?!kkkkkkk... Porque eu já li esse primeiro capítulo! :D Não resisti.rsrsrs... 




20 de abril de 2013

Louca Paixão - Charlotte Lamb

(Título Original: Dark Fever
Editora: Harlequin
Tradutora: Maria Vianna
Edição: Tesouros Harlequin - 2012)


"Eu o desejo", pensava ela, mas no fundo estava arrasada...

Bianca estava aproveitando as primeiras férias após a morte de seu amado marido, três anos antes... Até conhecer Gil Marquez, o dono do hotel onde se hospedou. Ele despertou fortes sentimentos de desejo que nem ela sabia ser capaz de sentir. Então como poderia querer um homem com tal poder de sedução, e, ao mesmo tempo, ter certeza de que estava se apaixonando?


Palavras de uma leitora...


"Mas o tempo não é recuperável: ele flui em uma só direção, como um rio que segue sempre à frente, sem parar, e nunca se consegue nadar contra a corrente. É preciso se deixar levar."


- Grande verdade, não é? Mas ainda assim insistimos em lamentar pelo que se foi. Eu própria vivo fazendo isso. Vivo pensando em coisas que já passaram e sinto falta, saudade... Fecho os os olhos e desejo com todas as minhas forças voltar em algum momento do passado. Para revivê-lo nem que seja só mais uma vez. Mas é impossível voltar. O tempo, como o trecho acima diz, não é recuperável.

"- A vida é mudança, Bianca. Nós mudamos o tempo todo, a cada minuto, a cada dia, a cada ano, tão gradualmente que mal notamos. Quantas vezes você encontrou alguém que conheceu há dez anos e ficou espantada com o quanto a pessoa mudou?- Ele fez uma pausa e completou calmamente: - Você não pode combater o tempo ou a vida, Bianca. Não pode parar o relógio nem fazê-lo andar para trás."

- Infelizmente, a vida é assim. Mudar faz parte, mesmo que a gente não queira isso. E perder também é algo "normal", faz parte da vida. E é preciso seguir em frente, mesmo quando a vontade é simplesmente desistir. É preciso viver com o que restou... Era exatamente isso que Bianca precisava entender, aceitar, mas não queria. Tudo que ela desejava era ter de volta o que se foi. Porém, no dia do seu aniversário de 40 anos sua ficha finalmente caiu e ela percebeu o quanto sua vida estava sendo patética. Olhou em volta e percebeu que estava parada, mas os anos estavam passando e continuariam passando seguisse ela em frente ou não. O tempo não pararia por ela. Não teria piedade. E aí ela acordou, mas isso não significa que ela voltará a viver facilmente. Não enquanto ela continuar se sentindo culpada por estar respirando enquanto o marido está morto, não enquanto ela continuar alimentando a dor causada pela perda, dia após dia...

 Ela havia sido muito feliz. Conheceu, ainda muito jovem, o homem com o qual ficou casada por 20 anos e largou os estudos na faculdade para construir uma família com ele. E eles tiveram dois lindos filhos. Uma menina que agora estava com 19 anos e vivia a própria vida, sem a menor vontade de ter a mãe se metendo em seus assuntos ou saindo ao seu lado. E um menino que agora estava com 15 anos e vivia pelo futebol e apesar de amar a mãe e se achar seu protetor, também ficaria contente se ela ficasse o máximo de tempo possível longe. Bianca sequer podia se lembrar de um só momento no qual não fosse mãe ou esposa. Foi para isso que ela havia se dedicado a vida inteira. Era ao lado de Rob na cama que ela dormira noite após noite. Pelos filhos e por ele, ela vivia. Perdê-lo de repente foi como perder o chão e as estruturas. Ela não tinha mais em quem se apoiar. O lado de Rob na cama agora estava vazio. Ela estava completamente só para enfrentar a vida e terminar de criar os filhos. Era algo simplesmente assustador e muito doloroso. E durante três anos ela viveu como se não vivesse. Só de lembranças, de dor e obrigações. Se algum homem se interessava por ela logo recebia o sinal de que a Bianca mulher, a Bianca que precisava amar e se amada estava morta. Que ela havia morrido com Rob. Mas um sonho... parece ressuscitá-la...

Seu dia de aniversário começou com um sonho para lá de... interessante. Ela sonhou que fazia amor com um homem. No início, acreditou que ele fosse Rob e por isso seguiu aceitando suas carícias, mas logo percebeu que as carícias daquele homem e o rosto sobre o seu, não eram do marido. Seria aquele sonho um anseio de seu corpo, de sua alma? Ou uma espécie de premonição?

Após um desastroso aniversário, os presentes dos filhos e os conselhos de uma amiga que estava cansada de vê-la desperdiçar oportunidades, Bianca, num impulso, resolve tirar 15 dias de férias. Ela pretendia levar os filhos com ela, mas eles tinham suas próprias vidas e seus próprios planos. Sendo assim, pela primeira vez na vida, Bianca viajou sozinha. Para a Espanha, onde pretendia dedicar 15 dias a si mesma. E logo ao chegar, ela encontra todos os motivos para permanecer lá... ou fugir de volta para casa no próximo voo. Esses motivos se encontravam na forma de um homem para lá de lindo, forte, moreno e que mexeu com ela assim que ela o viu, enquanto ele nadava na piscina do hotel. E ele era bem parecido com o homem que fazia amor com ela naquele sonho absurdo...

Quem seria ele? Por que ele mexia tanto com ela? Seria sensato arriscar um romance de férias com um completo desconhecido? E ser sensata a faria feliz ou a manteria presa naquela vida solitária e dolorosa?

"Gil olhou para ela com um brilho nos olhos acinzentados.
- Dormir sozinha não lhe faz bem. Um livro não substitui um homem."

- Atrevido, não?rsrsrs... E também um homem maravilhoso, compreensivo (embora perdesse a paciência com nossa mocinha de vez em quando. Mas também! Até um santo perderia a paciência com ela!rsrsrs...) e que também tinha vivido momentos difíceis. Ainda não tinha conseguido se recuperar do fracasso do casamento e também vivia uma vida solitária. Ele era o dono do hotel no qual ela se hospedou e a primeira vez que a viu, foi quando saiu da piscina e olhou em sua direção, vendo-a olhar para ele pela janela.rsrs... Aquele olhar mexeu muito com ele e ele procurou saber mais sobre ela e, quem sabe, convencê-la a viver alguns momentos de prazer ao seu lado. Mas as coisas fogem do controle e ele acaba se vendo mais envolvido por ela do que gostaria... E isso pode não ser muito bom para sua paz de espírito, já que Bianca estava cheia de traumas e lembranças que a impediam de tentar novamente. 

- Eu comecei a ler esse livro faz uma semana. Foi num momento de pura raiva. Eu estava furiosa por algumas coisas e nada me acalmava. Tentei me tranquilizar, assistir algum filme, ouvir músicas... mas tudo me irritava ainda mais. Sendo assim, acabei pegando um livro de banca ao acaso. Não fazia parte dos meus planos ler esse livro agora, mas resolvi começar a leitura. Infelizmente, o livro não fez com que eu me acalmasse, mas achei a história interessante e alguns trechos me fizeram refletir. Durante a leitura, eu ri, pensei nas coisas que alguns trechos falavam e senti muito carinho pelo casal da história. Eu entendi a Bianca. Claro que a achei uma boba em alguns momentos, muito covarde e estúpida, mas eu a entendi.rsrs... Não era fácil para ela seguir sem Rob. Não era fácil recomeçar do zero. Ela tinha medo. E mesmo quando conheceu Gil e se sentiu profundamente atraída por ele, o medo permaneceu e em diversos momentos a paralisou. Ela se sentia velha demais para tentar novamente e também se sentia uma traidora. Sentia que ao tentar novamente estaria traindo o marido, que ele sentiria vergonha dela se a pudesse ver, que os filhos dela não aceitariam. Enfim... ela tinha vários motivos em sua mente para não recomeçar. Só que Gil é bastante persistente e não estava com muita vontade de deixar escapar a única mulher com quem ele sentia que as coisas poderiam dar certo. Ele sim estava disposto a arriscar. Tiraria Rob da cabeça dela e a faria construir novas lembranças. Lembranças sobre ele. Sobre eles dois e não sobre o marido falecido e a vida que tiveram juntos. O passado precisava ser enterrado. E ele a ajudaria a fazer isso. Bianca era o que ele próprio necessitava para recomeçar. 


"Mas ela precisava se proteger. Não podia enfrentar mais uma pressão. Ela se sentia como alguém que tivesse se queimado severamente e que não suportasse ser tocada. O mais leve toque poderia fazê-la gritar."


-Eu gostei bastante da história. Não é um livrinho cheio de cenas quentes, desentendimentos e maus-tratos típicos dos livros da série Paixão (porque os mocinhos maltratam sim as mocinhas nesses livros e depois dizem que sempre a amaram até mesmo quando pisavam nelas sem piedade e acreditavam nas víboras das cunhadas, ex-namoradas, secretárias, etc, etc, etc.rsrs... Se bem que sinto falta desses livrinhos.kkkkk...). Na capa da história diz que ele é um Paixão, mas nem parece. Deve ser porque é um Paixão da nova série da editora (Tesouros Harlequin - reedições de histórias que foram originalmente publicadas em 1990.), pois o livro é muito tranquilo, não possui as típicas cenas quentes dos outros livros da série e é muito normal. A história se concentra muito nos personagens principais, em seus sentimentos, o passado e a vida que eles estão vivendo agora. Nada acontece rapidamente e talvez isso possa cansar algumas leitoras, pois a história é devagar quase parando.rsrs... Mas eu gostei bastante. Eu precisava dessa tranquilidade, já que a minha vida está seguindo num ritmo tão rápido que mal respiro.rsrsrs... Foi muito bom acompanhar a vida de Bianca e Gil. Conhecer seus defeitos e qualidades e vê-los, pouco a pouco, irem se envolvendo mais e mais. Uma coisa que me deixou um tanto triste foi o final da história. Isso não significa que o final é triste. É só que... a Charlotte Lamb manteve os pés no chão até demais na hora de escrever esse livro.rsrs... Não digo mais nada!rsrsrs...

- Recomendo a história àqueles que são fãs dos nossos antigos florzinhas. Ou são fãs dessa querida autora que já não está mais entre a gente, mas deixou lindas e preciosas histórias para nos fazerem sonhar acordadas. :) Claro que ela também escreveu livros que me traumatizaram (risos), mas prefiro pensar nas lindas histórias dela que li no passado... Só que não prometo que vocês irão gostar. Como já disse, a história tem um ritmo bem lento e pode não agradar. 

"Ela também tinha medo de ser magoada, mas, às vezes, é preciso dar um salto e mergulhar no escuro."

13 de abril de 2013

Resenha da Carla: Uma Casa de Família - Natasha Solomons


Na primavera de 1938, a ameaça nazi paira sobre a Europa. 

Em Viena, a família Landau vê desaparecer muitos dos seus amigos e teme pela sua segurança. Decidem fugir do país mas não poderão partir juntos. Elise, a filha mais nova, é enviada para Inglaterra, onde a espera um emprego como criada de uma família aristocrática. É a única forma de garantir a sua segurança. Para trás deixa uma vida privilegiada. 

Em Tyneford, ela tenta encontrar o seu lugar na rígida hierarquia da casa. É agora uma das criadas, mas nunca antes trabalhou. Tem a educação e os hábitos da classe alta, mas não pertence à aristocracia. Enquanto areia as pratas e prepara as lareiras, usa as magníficas pérolas da mãe por baixo do uniforme. Sabe que deve limitar-se a servir, mas não consegue evitar o escândalo ao dançar com Kit, o filho do dono da casa. Juntos vão desafiar as convenções da severa aristocracia inglesa numa história de amor que tocará todos os que os rodeiam. 

Em Tyneford, ela vai aprender que é possível ser mais do que uma pessoa. Viver mais do que uma vida. Amar mais do que uma vez. 



Resenha:


«Essa Elise que eu era então, diria que sou uma velha. Mas está enganada. Eu ainda sou ela.»

Em março de 1938, dando seguimento às suas pretensões expansionistas, Hitler anexou a Áustria à Alemanha. Algo que ele conseguiu facilmente devido ao apoio do partido nazista austríaco e à passividade da França e do Reino Unido, que não tiveram a firmeza necessária para o demover apesar de Hitler ter violado o Tratado de Versalhes (que proibia expressamente a união da Áustria e da Alemanha). Esta situação alterou por completo a vida dos judeus que viviam na Áustria. Se queriam salvar a própria vida eles não podiam ficar no país.

É durante esta época que a história tem início.

Elise Landau vem de uma família judaica de Viena, é filha de uma cantora de ópera e de um escritor. Ela tem 19 anos e é uma dos muitos judeus que precisaram emigrar para outros países para se colocarem a salvo do nazismo. Margot, irmã de Elise, e o seu marido conseguiram obter vistos de residência nos Estados Unidos e os pais de Elise têm para eles garantida situação idêntica, mas Elise não teve a mesma sorte. E então a família é obrigada a se separar. A Inglaterra aceita acolher refugiados judeus que estejam dispostos a assumir posições como empregados domésticos e Elise aproveita essa oportunidade e se candidata a um emprego de criada. Uma situação temporária até que os pais consigam que ela vá para junto deles nos Estados Unidos.

Acostumada a ser tratada como uma princesa e a ser servida, o seu papel se inverte e a mudança de filha caçula mimada a empregada doméstica é muito brusca e difícil. Porém ela rapidamente se instala nas suas novas funções, caindo de amores pelo seu novo lar, Tyneford. Da mesma forma também não demora muito a que, alheio às diferenças de status, nasça um amor entre ela e Kit, o filho do patrão, o que vai colocá-la numa posição ainda mais delicada. Mas a felicidade de Elise jamais poderá ser completa pois a guerra se insinua no horizonte, além da permanente saudade e preocupação com os familiares que ela deixou para trás. O futuro rapidamente se torna uma incógnita e ela não pode imaginar o quanto a sua vida irá mudar... 

Ao longo de 412 páginas o leitor viaja pelas memórias de Elise - que narra em primeira pessoa e já idosa - conhecendo a sua história de vida. O conjunto de personagens é maravilhoso, desde Elise, passando por Kit, pelo mordomo, a governanta e mais alguns personagens carismáticos. Mas devo dizer que fiquei especialmente encantada pelo Mr. Rivers, o patrão dela, que me fez lembrar o Mr. Rochester (Jane Eyre). Essa história eu recomendo apenas a quem apreciar histórias com uma narrativa lírica, contemplativa e lenta. Também não é uma história cor-de-rosa, convém ressalvar, por mais bela que seja a escrita e apesar de ter alguns momentos bem humorados que me fizeram rir bastante. Para mim foi uma das melhores leituras desse ano.


Carla.
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