26 de abril de 2014

O Duque e Eu - Julia Quinn

(Título original: The Duke and I
Tradutora: Cássia Zanon
Editora: Arqueiro
Edição de: 2013)

Série Os Bridgertons - 1/8


Simon Basset, o irresistível duque de Hastings, acaba de retornar a Londres depois de seis anos viajando pelo mundo. Rico, bonito e solteiro, ele é um prato cheio para as mães da alta sociedade, que só pensam em arrumar um bom partido para suas filhas. 

Simon, porém, tem o firme propósito de nunca se casar. Assim, para se livrar das garras dessas mulheres, precisa de um plano infalível. 

É quando entra em cena Daphne Bridgerton, a irmã mais nova de seu melhor amigo.

[…] A ideia de Simon é fingir que a corteja. Dessa forma, de uma tacada só, ele conseguirá afastar as jovens obcecadas por um marido e atrairá vários pretendentes para Daphne. Afinal, se um duque está interessado nela, a jovem deve ter mais atrativos do que aparenta. 

Mas, à medida que a farsa dos dois se desenrola, o sorriso malicioso e os olhos cheios de desejo de Simon tornam cada vez mais difícil para Daphne lembrar que tudo não passa de fingimento. Agora ela precisa fazer o impossível para não se apaixonar por esse conquistador inveterado que tem aversão a tudo o que ela mais quer na vida.


Palavras de uma leitora...


“Simon olhou para ela com intensidade. Um sinal de alerta soou em sua mente. Ele a queria. Queria com tanto desespero que estava completamente tenso, mas jamais poderia sequer chegar a tocá-la. Porque fazer isso seria destruir todos os sonhos dela, e, libertino ou não, ele não sabia ao certo se conseguiria olhar-se no espelho de novo se fizesse isso.

Ele nunca se casaria, nunca teria filhos, e isso era tudo o que ela queria da vida.”


- Um homem atormentado pelo passado. Com traumas… marcas que ainda não deixaram de doer. Que ao olhar para o futuro não vê nada além de um grande vazio, que jamais poderá ser preenchido. Que não consegue recordar a última vez que alguém disse que o amava, que alguém o considerou importante, que alguém necessitou dele ou lhe presenteou apenas para vê-lo sorrir. Sequer poderia recordar a última vez em que sorriu com sinceridade. A última vez em que alguém lhe fez gargalhar e se sentir vivo. Não conseguia recordar… Simplesmente porque tais coisas jamais aconteceram. Mas de uma coisa sim podia recordar-se… Do menino que um dia havia sido. Do menino que escrevia carta após carta, pedindo, suplicando pelo amor de um pai que se recusava sequer a reconhecer que ele estava vivo. Um pai que jamais lhe deu uma chance, que só aparecia para humilhá-lo e menosprezá-lo, para dizer o quanto ele era uma decepção e um fardo. O quanto desejava que ele sequer tivesse nascido. Dia após dia, mês após mês, ano após ano, aquele menino, aquela criança para quem ninguém era capaz de dar amor, se esforçava para ser o que o pai queria. Para ser motivo de orgulho para o pai, para despertar, se não o seu amor, ao menos um pouco de afeto, um pouco de atenção. Mas toda e qualquer tentativa tinha sido inútil e com o tempo ele acaba por perceber isso. Percebe que jamais saberia o que era realmente ter um pai. Que só poderia contar com si mesmo. Que o amor sempre possui um preço. Que é preciso dar algo que alguém deseja, para conseguir o amor dessa pessoa. Ele era incapaz de dar o que o pai desejava e, portanto, não era considerado digno do seu amor. Para o pai, ele sequer existia.

“- Eu sou seu filho – falou mais uma vez, agora um pouco mais alto. – E não estou m…
De repente, a garganta fechou. E ele entrou em pânico.
Você vai conseguir. Você vai conseguir.
Mas a garganta estava apertada, a língua parecia grossa, e o pai começou a estreitar os olhos…
- Eu não estou m-m-m…
- Vá para casa – disse o duque em voz baixa. – Não existe lugar para você aqui.
Simon sentiu no âmago a rejeição do pai. Experimentou uma espécie peculiar de dor tomando conta de seu corpo e envolvendo o coração. E, conforme o ódio lhe invadia e transbordava por seus olhos, ele fez uma promessa solene.
Se não podia ser o filho que o pai queria, então seria exatamente o oposto.”

- Quando alguém que deveria nos dar amor, nos proteger, ser nosso herói e nosso porto seguro… aquele que deveria nos guiar pelo longo caminho até a vida adulta e estar conosco até mesmo quando já não necessitássemos mais de sua proteção… quando esse alguém te rejeita, te abandona e te priva de tudo aquilo que, por direito natural, você deveria ter, toda criança deveria ter, dói. Dói bastante. E marca profundamente. Forma cicatrizes que tempo algum é capaz de apagar. Cicatrizes que parecem gritar, por vezes sem conta, tudo aquilo que você ouviu no passado, todas as palavras cruéis… todas as lembranças que você preferia trancar dentro de uma caixa e jogar a chave fora. As cicatrizes ficam. E, de tempos em tempos, latejam, doem e parecem prontas para se abrir novamente. Com o tempo você se acostuma. Passa a suportar, se conforma com o fato de que, não importa o que você faça, quanto sucesso consiga na vida, quantos obstáculos ultrapasse, elas sempre estarão ali. Lembrando o que você perdeu sem sequer ter tido a chance de possuir. Fazendo-o pensar no quanto tudo poderia ter sido diferente. Imaginando o que fizera de tão errado para ser privado do direito de ser amado. Do direito de ser criança, de ter uma família, um pai, um exemplo a seguir; alguém em quem se apoiar e se inspirar.

Depois de receber tantos golpes numa fase tão vulnerável da vida, quando sua personalidade ainda estava se formando, quando ele mais necessitava de carinho e atenção, e, sobretudo, do amor do pai, Simon desistiu de lutar. Não pelo sucesso. Claro que não. A rejeição do pai, o fato do pai dizer para os outros que ele estava morto, de agir como se ele de fato não existisse, apenas serviu como um impulso para fazê-lo ir mais longe do que ele próprio poderia se julgar capaz. Apenas serviu para fazê-lo brilhar e descobrir que possuía dentro de si a capacidade para ser o que desejasse. Mas também matou algo dentro dele. Os sonhos que ele sequer teve a chance de sonhar. O futuro que ele sequer sabia que desejava. O fez desistir de sua própria vida. Do direito de construir uma família, de vir a ser pai, ter uma esposa e seguir em frente. As marcas deixadas por seu pai, o paralisaram. E, o mais triste é que, ele sequer conseguia perceber isso. Mesmo após a morte do pai, Simon segue vivendo cada dia em função dele, disposto a mostrar para o pai que não dependia dele. Que tinha vencido sem sua ajuda. Cada atitude era no intuito de vencer alguém que já estava morto. Que não poderia feri-lo mais. Ele estava preso ao pai e somente no dia em que conseguisse se libertar de alguém que tanto mal ainda era capaz de lhe fazer, mesmo depois de morto, conseguiria finalmente encontrar a felicidade e a paz que nunca teve.

Só que não é fácil se libertar, ainda mais quando você sequer sabe que está preso. É necessário ter alguém que lhe incentive, que lhe estenda a mão e diga que tudo vai ficar bem. Alguém que não desista de você, não importa o que aconteça. Alguém que lhe faça voltar a confiar e faça seu coração se abrir novamente, amar novamente…

Mas, seria possível reconhecer a chegada dessa pessoa quando o seu coração está tão ferido, tão destruído que você já não consegue acreditar nem em si mesmo? É possível amar quando ninguém nunca te ensinou o significado de tal palavra? Quando você não faz a menor ideia do que seja o amor? É sim. É possível. Todos nós temos a capacidade de aprender a amar, independente de termos ou não recebido amor em nossas vidas. Nosso coração aprende sozinho. É capaz de sentir amor, antes que nós mesmos saibamos  o que sentimos... Tudo que Simon sabia é que os olhos de Daphne, seu sorriso, sua alegria, seu jeito extrovertido e brincalhão de ser... sua simples presença... lhe faziam bem. Como ninguém nunca foi capaz de fazer. Tudo que ele sabia é que quando a via sentia vontade de abraçá-la e não soltar mais, beijá-la sem pensar nas consequências, amá-la (fisicamente) como jamais tinha amado mulher alguma. Queria se perder nela e não pensar mais em nada. Esquecer suas dores e sua solidão. Dar-lhe tudo que ela sonhava, ser o que ela precisava. Se isso era amor, ele não fazia a menor ideia. Apenas era algo que ele não queria perder. Que ele não podia perder. 

Daphne era como o sol que surgia quando não havia a menor esperança de que a tempestade fosse passar. Era como seu milagre. A única capaz de salvá-lo, de libertá-lo do inferno no qual ele vivia desde que era um menino. A única capaz de fazer os fantasmas sumirem, o pesadelo que não o deixava em paz ser substituído pelos mais lindos sonhos. Sonhos que ele começava a acreditar que poderiam se tornar reais. Que eram possíveis, se ela estivesse ao seu lado. 


"- Eu a amo tanto que às vezes fico até assustado - sussurrou ele. - Se eu pudesse lhe dar o mundo, você sabe que eu daria, não sabe?"

- O nascimento de Simon havia sido muito desejado pelo duque e a duquesa de Hastings. Há anos a duquesa tentava engravidar, mas nunca conseguia levar nenhuma gravidez até o fim, e os médicos, após mais um aborto espontâneo que debilitou muito a duquesa, recomendaram que eles parassem de tentar; recomendação que entrou por um ouvido e saiu pelo outro. Não por desejarem desesperadamente um filho, mas sim porque queriam intensamente um herdeiro para o ducado.

Não querendo falhar mais uma vez com seu marido, a mãe de Simon decide sacrificar a própria vida para trazê-lo ao mundo. Algo que, ao longo dos anos como filho de um homem frio, insensível e cruel, Simon não tem muitos motivos para agradecer.

Embora fosse um menino, aparentemente perfeito, Simon possuía uma enorme dificuldade para falar. Algo que provocava repulsa em seu pai (que o via como um débil mental) e fascínio nas outras pessoas que, em vez de tentar ajudá-lo a superar sua dificuldade, tratavam apenas de olhar para sua boca descaradamente, cada vez que ele falava, como se estivessem diante de alguma atração de circo.

Simon era diferente e a sociedade não aceitava o “diferente”. Perdido num mundo que jamais o aceitaria se ele não fosse o que eles julgavam “aceitável”, Simon decide lutar contra suas dificuldades, mesmo sem apoio. Graças a sua inteligência, consegue cursar uma boa escola e entrar para a universidade (algo que ele jamais faria se dependesse de um pai que o escondia do mundo como se ele fosse uma praga), onde torna-se rapidamente destaque e se esforça o máximo para que ninguém jamais soubesse sobre suas dificuldades.

Ele vence o pai. Se torna tudo que o pai jamais acreditou que ele fosse capaz de ser. Mas a que preço?

“- Se algum dia eu a magoar de novo – retrucou Simon com fervor, beijando o canto da boca de Daphne -, você pode me matar.”

- O que posso dizer sobre o Simon? Ele era apenas um menino sem mãe e rejeitado pelo pai quando começou a conquistar meu coração. Era um pequeno tentando engolir as lágrimas que insistiam em invadir seus olhos quando pensava no fato de que o pai preferia estar em qualquer lugar, desde que não tivesse que vê-lo. No dia de seu nascimento, ele já invadiu meu coração e provocou em mim um carinho especial, me fez sentir vontade de pegá-lo no colo e protegê-lo de todas aquelas pessoas que enxergavam apenas sua deficiência e não conseguiam ver a pessoa maravilhosa que ele era, a criança implorando, mesmo sem palavras, por um pouco de amor. Odiei profundamente o traste que nunca foi digno de ser chamado “pai” e posso dizer que ele demorou até tempo demais para morrer. Poderia ter partido antes. Ninguém sentiria sua falta. E, de fato, ninguém sentiu. Foi uma pessoa tão cruel, tão incapaz de sentir qualquer coisa, que nunca despertou afeto em ninguém. Por quem ninguém chorou. Enfim… Eu amei o garotinho carente, que despertou todo meu instinto maternal, minha proteção. E me apaixonei perdidamente pelo homem que ele se tornou. Misterioso, atormentado (obviamente eu não gostava de vê-lo atormentado, essa parte apenas me fazia querer pegá-lo no colo e curar suas feridas.rs), com um sorriso sexy, capaz de fazer você esquecer até que possui um nome. Um olhar que faz você perder a noção de tudo. Que em vez de te fazer temer pela ruína de sua reputação, te faz ansiar por isso.rsrsrs… Eu considero a Daphne uma jovem bastante sensata e sábia. Era melhor estar perdida com o Simon, do que honrada sem ele.rs…

“Ele ficou imóvel por vários minutos. O único som que se ouvia era o da respiração dele tentando vencer as emoções. Por fim, quando Daphne já começava a temer que o tivesse perdido, ele a encarou com uma expressão totalmente arrasada.
- Eu quero ser feliz – murmurou.
- Você vai ser – prometeu ela, passando os braços ao redor dele. – Você vai ser.”

- Simon não sabia o que sentia por Daphne, no entanto, ela era a pessoa por quem ele tinha mais consideração, mais respeito, com quem mais se importava. Ele não queria magoá-la. Não queria tirar de seus olhos aquele brilho tão especial, apagar o sorriso lindo que tanto mexia em algo dentro dele. E então ele precisa lutar contra si mesmo, contra o sentimento forte e inexplicável que começa a invadi-lo. Necessita lutar contra isso, para não fazê-la sofrer. Porque jamais haveria vida para Daphne ao lado dele. Por mais que ele a quisesse com desespero, por mais que necessitasse dela, tenha se tornado dependente do seu carinho… não podia tê-la. Porque isso significaria destruir todos os sonhos dela. Negar-lhe o que ela mais queria da vida. 

“Mas Simon… Simon era real, e estava ali. Ela conhecia a sensação de tocar o rosto dele, de rir em sua presença. Conhecia o doce sabor de seu beijo e o ar zombeteiro de seu sorriso. 

Ela o amava.”

- O que Simon ainda não sabia é que Daphne não estava disposta a deixá-lo escapar, a viver uma vida sem ele e ter o que ele achava que ela merecia, que ela precisava. Era verdade que Daphne sempre havia sonhado com uma vida muito diferente do que a que teria ao lado de Simon, mas isso pouco lhe importava. Ela não queria seus sonhos. Ela queria Simon. Porque ele tinha entrado em sua vida de tal forma que todo o resto perdeu importância. Nada, sem ele, valia a pena. 

" - Não gosto de ver você triste.
Ela o encarou com um misto de descrença e tristeza.
- Não sei como você poderia esperar qualquer outra coisa.
- E-e-eu... - Ele engoliu em seco, tentando relaxar a garganta, e enfim conseguiu dizer a única coisa que havia em seu coração: - Eu quero que você volte para mim."

- O que posso dizer sobre essa história? Não sei bem.rsrsrs... Alguém aqui já percebeu que eu fico totalmente perdida quando falo de uma história que amei? Não?! Eu já percebi!kkkkkkkkkkk... Eu tinha começado essa resenha na intenção de dividi-la em partes. Primeiro eu falaria (brevemente, no início) sobre o Simon, tanto que comecei por: "Um homem atormentado pelo passado. Com traumas… marcas que ainda não deixaram de doer." Depois eu falaria da Daphne, começando assim: "Uma mulher..." e aí faria um resumo da história (a partir do momento no qual eles se conheceram) e só depois falaria mais profundamente do casal e de outros personagens da história (por exemplo, o irmão super protetor da Daphne, que eu quero ver "penar" em sua própria história: O Visconde que Me Amava), terminando ao dizer o que a história me fez sentir. O que, de fato, achei da história.rs Mas logo depois de começar a resenha, eu me perdi.kkkkkkkkkkkkkk... E até agora não consegui me encontrar.rsrsrs...

- Plagiando a mim mesma (ao repetir o que disse sobre o livro para minha amiga.rsrsrs...), posso dizer que: É uma história suave, com certo toque de drama (por causa da relação entre o Simon e o pai e os traumas que não o abandonavam, não o deixavam seguir em frente), romântica, engraçada (com certeza! Eu me peguei rindo diversas vezes com esses dois e a família da Daphne!rsrsrs....), com aquela simplicidade que me encanta em certos romances, aquela beleza natural, que poucas autoras conseguem colocar em seus livros e fazê-los se destacar mesmo assim. Na sinopse diz que a Julia Quinn é a Jane Austen contemporânea. Eu nunca li nenhuma história da Jane Austen (mas ainda esse ano pretendo ler Orgulho e Preconceito), porém, pelo que vi em dois filmes inspirados em suas histórias, não concordo completamente com isso.rsrs... Sim. Essa história segue a linha dos romances da autora, mas existe muito mais envolvimento em O Duque e Eu do que há nos filmes que assisti e foram inspirados nas obras da Jane Austen. Há na história a mesma simplicidade encantadora, apaixonante que há em Orgulho e Preconceito e Razão e Sensibilidade (filmes), mas o envolvimento é muito maior. Tem mais paixão, mais proximidade, mais intensidade até,  e amei isso. :)

- Em resumo, posso dizer que esse livro me tocou, não significou apenas mais uma leitura, tornou-se especial, me conquistando com sua simplicidade, com o romantismo que transborda em cada página, com personagens bem construídos, engraçados, que conseguem marcar presença até mesmo numa história que não lhes pertence (exemplos: Violet, Anthony, Benedict e o incorrigível Colin). Eu me diverti muito não só com o casal (que não conseguia passar um só segundo sem rir um do outro, ou como eles dizem "com o outro". Até mesmo quando estavam fazendo amor eles faziam graça.kkkkkkkkkkk...), mas também com a família da Daphne e aquela lady fofoqueira que insiste em falar de todos os membros da sociedade (ou ao menos os mais interessantes), sem piedade, usando de ironia, sarcasmo, sendo bastante "impiedosa".rsrs... Tem especial "queda" pela família da Daphne, não nos deixando perder nenhum acontecimento importante. Confesso que gostei bastante das publicações dessa fofoqueira e estou louca para saber quem ela é. :)

- Mas como eu estava dizendo... Me diverti muito com a família da Daphne, especialmente com a Violet (mãe dela), o Anthony (irmão mais velho e "sufocante".rsrs...) e o Colin (também irmão da Daphne), um libertino, inconsequente, irresponsável, incorrigível!... por quem eu me apaixonei perdidamente.kkkkkkkkk... Sim. Entre os irmãos da Daphne, aquele de quem eu mais gostei (que eu mais amei) foi o Colin. Estou louquinha para ler a história dele. Mas aposto que ele ainda vai aprontar muito até lá, marcando presença nos livros sobre o Anthony e o Benedict.rsrsrs... Pelo Anthony eu também senti um afeto especial, mas ele me deu nos nervos também.kkkkkkkk... Nunca que eu iria querer ter um irmão tão chato assim.rsrs... Como desejo vê-lo sofrer nas mãos de um irmão tão "sufocante" como ele! Será que meu desejo se realizará? Será que a futura amada dele possui um irmão assim?! É o que espero.rs

- Essa história foi uma indicação da minha querida amiga Carlita. Muito obrigada pela indicação, flor! Como você já sabe, eu amei essa história. :) Não sei se as outras histórias da série serão tão especiais, me conquistarão tanto como essa.rs

- O Duque e Eu é o primeiro livro da série Os Bridgertons, que conta a história de todos os filhos de Violet e Edmund. Como são oito filhos, temos oito histórias, mas somente três foram publicadas, até o momento, no Brasil. 

Seguem abaixo os títulos já publicados no Brasil:

1º - O Duque e Eu (Daphne e Simon)
2º - O Visconde que Me Amava (Anthony e Kate)
3º - Um Perfeito Cavalheiro (Benedict e Sophie)

P.S.: Uma pausa para eu enlouquecer!!! Ao procurar pelo título do terceiro livro e ler a sinopse, eu descobri algo que nem imaginava: a terceira história é uma releitura de Cinderela!!!!! E quem aqui ainda não sabe que eu amo de paixão a história da Cinderela???!!!! Agora estou num dilema: qual ler primeiro?! Difícil. Muito difícil.kkkkkkkkkkk... Não sei se conseguirei seguir a ordem da série, não.rsrsrsrs... Não era para eu ter visto isso!rsrs...

Bjs!

1 de abril de 2014

Um Homem Muito Sensual - Helen Bianchin



Uma simples acompanhante?

Nickos Alessandros precisava de alguém para acompanhá-lo em sua agitada vida social. A linda e sofisticada Michelle seria a pessoa ideal para essa tarefa… temporariamente.
Para Michelle, um relacionamento falso a ajudaria a escapar da perseguição de um playboy. Nickos, porém, era tremendamente sensual, e Michelle começou a ter dificuldade para resistir aos encantos daquele verdadeiro deus grego. Se ela concordasse em participar daquela farsa, será que conseguiria separar fantasia da realidade?



Palavras de uma leitora…

- Sim. Depois de um desaparecimento de um mês, volto a dar notícias de vida.rsrs… E, infelizmente, não com a resenha de um livro marcante.

 “Ele beijou-lhe a mão mais uma vez e fez uma prece de agradecimento a Deus pela sorte que tivera de encontrar aquela mulher. Sua mulher.

Quando se lembrava de que quase não fizera aquela viagem à Austrália, que por um triz poderia ter enviado um de seus funcionários em seu lugar, chegava a sentir um arrepio de horror na alma. Se tivesse ficado em Atenas resolvendo outros problemas, jamais a teria conhecido. E aquilo seria tenebroso.

Como viver a vida toda, como passar uma existência inteira nessa Terra sem nunca experimentar a alegria de tê-la nos braços?”

- Uma das coisas que sempre me fizeram suspirar ao ler um livro da Helen Bianchin, era o romantismo dos seus mocinhos. A capacidade que eles tinham de fazer e dizer coisas lindas, românticas, mesmo que fossem simples. Em geral, sempre são mocinhos que fariam tudo pela mulher amada, que muitas vezes não tinham coragem de confessar facilmente o amor que sentiam, mas que nos faziam perceber tal sentimento a cada página virada. Eram sempre os heróis das mocinhas.rsrs… Salvando-as de um ex controlador, obsessivo e doente mental, que não conseguia compreender o fim do relacionamento. E elas eram sempre mocinhas que tinham que enfrentar, com graça e dignidade, a língua afiada das rivais e, certas vezes, até mesmo as tentativas, desesperadas, dessas mulheres para eliminá-las do caminho. Lembro que já li livrinhos nos quais as “rejeitadas” tentavam até matar as pobres mocinhas, o que só fazia com os mocinhos ficassem ainda mais próximos de suas amadas e eles fossem ainda mais felizes. É claro que já li livros ruins da autora. Sejam ruins por serem fracos ou por terem pestes como mocinhos, mas esses livros foram raros.rsrs… A maior parte dos livros que li da autora, foram lindos e se tornaram inesquecíveis. Um Homem Muito Sensual teria entrado para essa lista. Para a lista de inesquecíveis. Se eu o tivesse lido num outro momento. Numa outra época da minha vida.


- Michelle e Nickos se conheceram num jantar entre amigos. Michelle era noiva do filho dos anfitriões, um rapaz um tanto quanto desequilibrado, que achava que Michelle só pertencia e só poderia pertencer a ele. Nickos era o convidado de honra, um homem envolvente e charmoso, que não conseguia tirar os olhos de Michelle e insinuar que existia entre eles mais do que estavam dispostos a admitir no momento. Ele a queria e não fazia questão de esconder isso. Determinado, pôs fim ao relacionamento sufocante que existia entre Michelle e o noivo e a convenceu a entrar numa trama complicada e perigosa… para o coração de ambos. Com o tempo, o que havia começado apenas como um jogo e que evoluiu para desejo, se transformou em amor. Só o que eles não sabiam é se estavam dispostos a encarar tal sentimento e todas as suas consequências. Ou fingir que nada ocorria e, ao fim do jogo, seguir com suas vidas. O que vale mais? Amor ou liberdade? E seria o amor realmente uma prisão?


- Nem sei bem por que comecei a ler esse livro.rsrs… Faz tanto tempo que o estou lendo (sim. Minha situação está tão complicada que estou demorando uma eternidade para ler um livro fininho. Se o livro fosse maior, provavelmente eu terminaria a leitura no próximo ano) que já nem lembro o motivo.kkkk… Mas foi provavelmente por estar sentindo alguma falta dos livrinhos da Helen Bianchin, que, no início da minha vida como leitora, teve papel importante. Era uma das autoras que eu mais amava, perdendo apenas para Lynne Graham, Michelle Reid, Charlotte Lamb e uma ou duas autoras mais. Eu lia seus livros com frequência e me encantava… sonhava acordada com suas lindas e simples histórias de amor, que tinham basicamente a mesma trama, mas que, para mim, eram únicas independente de tudo.rsrs… Sinto falta daquela época… Da época na qual as coisas eram mais simples, até no mundo da leitura. Agora tudo está mais complicado e eu, de certa forma, amadureci como leitora. Algo que é bom e ruim ao mesmo tempo.rs… Bom, porque me abri para outros tipos de histórias, me permiti dar chance aos romances históricos (lembram que houve uma época na qual não suportava históricos?!), aos livros de suspense (que não fossem só do Sidney Sheldon ou Dan Brown), saí do mundo dos livrinhos de banca e entrei no mundo dos livrinhos de livraria. Eu sempre fui uma leitora disposta a encarar novos romances, desde que não fossem romances com temas que me incomodassem além da conta. Sempre gostei de livrinhos mais reais, no entanto, os evitava mais.rsrs… Eu “pertencia” aos romances de banca. Abria pouquíssimo espaço para outros tipos de história, entendem? Tenho a sensação de que isso mudou muito de um ano (ou um pouco mais) para cá. Por diversos motivos… E é bom porque me permiti conhecer ótimas histórias, me encantar, emocionar, sofrer (risos), chorar e sorrir com histórias diferentes, mas incríveis da maneira delas. Aceito com mais “naturalidade” certas histórias e mesmo sofrendo muito com elas, gosto.kkkkk… O que me faz pensar que sou masoquista, é claro. Mas enfim… E ao mesmo tempo, é ruim. Porque sinto uma saudade violenta dos meus livrinhos de banca. Sinto falta daquela simplicidade… Da época na qual eu sentava, em dias chuvosos (ou não) nos quais eu estava em casa, com vários livrinhos perto de mim (na época, muitos deles, eu pegava emprestado com a irmã de uma amiga.) e ficava lendo um após o outro, sorrindo como uma boba e suspirando emocionada.rsrs… Era tudo tão mais simples (pelo menos, no mundo que eu criei, separei, para os livros), tão mais tranquilo… Eu penso que eu “enxergava” muito mais os romances de banca naquela época. Era capaz de compreendê-los melhor, “vivê-los” com maior intensidade. Hoje em dia, sinto como se tivesse me distanciado mais deles e é triste admitir. Mas como eu disse, isso aconteceu por vários motivos e não só por culpa de certos livrinhos de banca que tive o desprazer de ler. Aconteceu por certas decepções que não valem a pena ser mencionadas. Aconteceu porque conheci histórias diferentes e isso provocou certa mudança em mim. Enfim… foram vários os motivos.rsrs… Não amo mais os livrinhos de banca????!!! Claro que amo. Sempre os amarei. Aqueles que li no passado, alguns que conheci nos últimos dois anos e os que ainda conhecerei no futuro (pois não desisti deles). Sobretudo os que são da Lynne Graham e da Candace Camp.rsrsrs… Mas quase já não sou capaz de sentir a ligação que eu sentia antes (pelos da Lynne Graham e Candace Camp ainda sinto!!!!). A magia. Por que estou dizendo isso? Porque não senti por Um Homem Muito Sensual – Helen Bianchin, nem sequer metade do que eu sentia quando lia um livro da autora, no passado. E sei que se eu tivesse lido essa história uns dois anos atrás, seria diferente, entendem? O livro tem tudo que as histórias da autora sempre tiveram. É a mesma trama, que sempre foi capaz de me emocionar no passado. Por isso sei que a culpa não é da história. É minha.



- Eu gostei do livro. Mas não o amei. Um livro que eu teria amado muito no passado. Quero acreditar que é só uma fase. Que, se der tempo ao tempo, conseguirei recuperar a “ligação” que eu tinha com os livrinhos de banca (sobretudo os mais antigos), mas me entristece muito pensar que isso talvez não ocorra… 

2 de março de 2014

Noiva da Traição - Blythe Gifford

(Título Original: The Harlot`s Daughter
Tradutora: Silvia Moreira
Editora: Harlequin
Edição de: 2012)


Ela foi prometida a um homem, mas terá de traí-lo. 

Os olhos de Solay encontraram os de um homem destituído de sentimentos. Ainda assim, ele teve o poder de fazê-la esquecer do mundo por breves instantes. Um erro, pois não havia tempo a perder com emoções quando tanta coisa dependia de seu prestígio na corte. No entanto, lorde Justin Lamont não podia ignorar a presença escandalosa da filha ilegítima do falecido rei. De cabeça erguida, ela caminhava como se a corte a adorasse. Ignorando a dor na alma dela, Justin cada vez mais se tornava arredio. Até que ponto ele seria capaz de se resguardar contra o charme fascinante de Solay?



Palavras de uma leitora...



" - Quando eu descobrir o que as estrelas reservam para mim, saberei o que quero - disse ela num familiar tom de brincadeira que escondia seus sentimentos. - Dessa forma, não me desiludirei. 

Aliviado por estar discutindo de novo, ele suspirou.

- Então você irá procurar a justiça nos céus, e eu, na terra."


- Ela faria o que fosse preciso para prover o sustento da sua família. Mesmo que isso significasse trair a si mesma...

Fazia dez anos que ela não colocava os pés na corte. Dez anos afastada de um mundo que era seu por direito de nascimento, mesmo que fosse um nascimento, para muitos, amaldiçoado. Mesmo que ela fosse filha do pecado. Tinha sido obrigada a fugir com sua mãe e irmã quando tinha apenas dez anos de idade, pois o rei, seu pai, havia morrido e o futuro delas tornara-se bastante incerto. Sua mãe, temendo pela segurança de suas filhas, fugiu na escuridão da noite e desde então nenhuma delas era vista na Corte. Até o retorno de Solay, agora com vinte anos e uma beleza capaz de fazer qualquer homem cair em tentação. Fingindo não notar o desprezo que todos ao seu redor sequer tratavam de esconder, Solay interpretava o seu papel, disposta a fazer o que fosse preciso para chamar a atenção do rei e fazê-lo ter misericórdia da sua família. Mas um homem, diferente de todos aqueles que ela já havia conhecido em sua vida, estava mais do que disposto a frustrar todos os seus planos e fazê-la ser mandada para o lugar de onde veio, sem arrancar sequer um centavo do rei. Um homem que parecia desprezá-la mais do que todos ali presentes, mas que ao mesmo tempo insistia em enxergar dentro dela o que ela própria não conseguia ver. Um homem que a deixava confusa e fraca, que a fazia sentir coisas que ela não queria sentir... Que ela não podia sentir.

Justin Lamont amava a verdade acima de tudo em sua vida. Para ele, a verdade era libertadora e com ela, era possível encontrar justiça no mundo. Havia conseguido tornar-se advogado mais cedo do que ninguém jamais conseguira e desde então trabalhava a serviço do Parlamento, tentando fazer com que o atual rei, jovem e inconsequente, não arruinasse o reino mais do que já fizera. Os cofres do país estavam profundamente ameaçados e no meio de uma crise fria, onde amigos e inimigos conviviam enquanto planejavam secretamente uma traição, ele não estava disposto a deixar que uma jovem de beleza angelical de cuja boca só saíam mentiras, caísse nas graças do rei para fazê-lo cometer mais excessos. Mas se Justin fosse ser bem sincero consigo mesmo, teria que admitir que o que mais lhe incomodava em Solay era o desejo que ela conseguia despertar nele. O desejo e algo mais... algo que o incomodava e o fazia lembrar-se de um passado sombrio que ele sempre tinha feito todo o possível para esquecer. Um passado que ainda era capaz de feri-lo e assombrá-lo. Enquanto Solay estivesse por perto, ele não encontraria a paz. Por isso era preciso livrar-se dela, mesmo que para isso ele precisasse jogar o seu jogo e tornar-se o que ele tanto abominava nas outras pessoas...

Solay não saberia dizer quem era. Ou o que esperava da vida. Desde pequena sua mãe lhe ensinara que tudo que deveria importar para ela, seria agradar os homens. Suas vontades, seus desejos, seus pensamentos ou sonhos não tinham a menor importância num mundo onde a mulher necessitava fazer o que fosse preciso para garantir a sua sobrevivência. E tudo sempre girava em torno dos homens. Uma mulher era incapaz de viver se não tivesse a proteção de um homem, se não fosse aquilo que um homem gostaria que ela fosse. Sendo assim, ela foi se perdendo, ano após ano, e chegara a um ponto no qual não era capaz sequer de dizer para si mesma quem era ou o que buscava. Sentia-se oca, sem vida, mas não era sequer capaz de lamentar por isso, pois seus sentimentos de mulher já não existiam mais. Ela... já não existia mais. 


" - O que mais resta a uma mulher? As únicas mulheres que não servem os homens são aquelas tementes a Deus, e até ele requer um dote. - Ser esposa, freira ou meretriz; eram estas as escolhas. - Uma mulher deve mimar um homem ou vários."


- Eu estaria mentindo se dissesse que essa história não mexeu comigo. Apesar de ter muitas coisas que eu não gostei na história e de tê-la achado fraca, não posso negar que a história me fez refletir bastante. Não posso dizer que ela não me causou certo impacto. Causou, sim. Ela me perturbou. Me fez pensar numa época na qual eu nem sonhava em nascer... Numa época na qual a mulher nada significava. Na qual ela era obrigava a se perder para ter o que comer, vestir ou onde morar. E isso me abalou, confesso. Afinal de contas, sou mulher e não posso dizer que não compreendi a Solay, mesmo que as atitudes dela tenham me deixado chocada. Mesmo que os pensamentos dela tenham me causado certa revolta. 

- Estou acostumada com um tipo bem diferente de mocinha. Geralmente as mocinhas que conheço, por mais imperfeitas que sejam, sempre agem de uma maneira que julgamos "correta". Lembro de algumas mocinhas da Johanna Lindsey... A de Assim Fala o Coração em particular... Eu lembro do quanto ela sofreu por lutar por sua liberdade, por buscar uma vida diferente daquela que as mulheres da época viviam. Lembro que senti muita raiva porque o próprio mocinho a via como um objeto, como um ser cujos sentimentos deveriam ser ignorados. Na verdade, na mente dele ela sequer possuía sentimentos. A vida dela deveria ser voltada para ele, para servi-lo, para agradá-lo. Era o que ele estava acostumado a ver. Era assim que as coisas funcionavam. Uma mulher valia menos que um cavalo. Valia menos que qualquer coisa. Nenhuma mulher deveria ter vontade própria, pensamentos próprios. Qualquer tentativa de rebeldia, deveria ser imediatamente frustrada. E punida. Mas a mocinha da história... Ela lutava. Lutava contra aquela situação, lutava por seus direitos como mulher e como ser humano. Não queria ser propriedade de ninguém, escrava de homem algum. Em Noiva da Traição as coisas são bem diferentes. Penso que são mais reais. 

- Em Noiva da Traição não encontramos a mesma violência que costumamos encontrar nos livrinhos medievais da Johanna Lindsey, assim como também não encontramos mocinhas como as dela. Corajosas, dispostas a tudo por sua liberdade, por seus direitos. Nesta história, encontramos uma mocinha bastante conformada com seu papel como mulher. Uma mocinha que não tem a menor vontade de lutar por sua identidade, que não pensa em lutar contra os homens, mas sim fazer suas vontades. Porque ela sabe que é o que precisa fazer. Porque ela sabe que se não agradar os homens, sua mãe e sua irmã passarão fome e perderão o pouco que têm. Desde pequena ela aprendeu que uma mulher inteligente era capaz de conseguir muitas coisas. E que se não conseguisse os favores de apenas um homem, deveria então tratar de conseguir agradando quantos homens fosse preciso. E o que mais me incomodou foi saber que ela achava aquilo normal. Que tudo era natural. Que não passava pela sua mente uma outra solução. Para ela, não existia. Aquela era a realidade. E tudo que ela podia fazer era aceitar, sem questionar, sem reclamar. Sem achar injusto. Solay me perturbou muito por isso. Eu terminei a leitura desta história sem saber quem ela era. Em sua essência, sabe? Não sei. Não sei quem ela era em seu interior, pois por mais que o amor a tenha transformado, fiquei com a sensação de que ela estava tão acostumada a usar máscaras e mentir para agradar, que jamais conseguiria se livrar disso. Que sua vida seguiria sendo uma falsidade. Cheia de mentiras, cheia de tentativas de agradar para conseguir o que precisava para viver. 

" [...] Onde estava a justiça em perder tudo o que era seu por direito? O que era verdadeiro além da necessidade de comer, vestir e se abrigar?"

- Ao encontrar em seu caminho Justin, Solay sente-se profundamente perturbada. Não só pelas sensações que ele era capaz de despertar dentro dela, mas também pelas convicções que Justin carregava, as verdades que ele insistia em querer passar para ela. O fato de ele ser um homem "das leis" também a incomodava, pois para Solay não se podia confiar nas leis ou nos homens que trabalhavam para elas. Na opinião dela, as leis eram umas das coisas mais ruins que existiam no mundo. Mais perigosas. Eram capazes de fazer com que as maiores injustiças fossem cometidas e o fato de Justin ver as coisas de outra forma acabam por provocar a sua compaixão. Não existia pessoa mais digna de pena, na opinião dela,  do que aquela que tinha a ilusão de que se poderia fazer justiça através das leis.

" - Ainda estou procurando minhas respostas, lorde Justin. E o senhor, encontrou as suas nas leis?

Ele se virou de costas e permaneceu num silêncio mortal, maculado apenas pelas águas do rio batendo nos muros do castelo.

- Eu procurava por justiça - ele finalmente respondeu.

- Na Terra? - Solay sentiu certa compaixão por ele. A vida daquele homem devia ser muito decepcionante. - É melhor olhar para as estrelas."


- E o que posso falar de Justin? Pelo pouco que a autora me deixou ver, eu diria que Justin era alguém realmente muito ingênuo. E inflexível. Até mesmo com ele próprio. Para ele, a verdade deveria ser sempre dita e qualquer pessoa que faltasse com a verdade, não possuía caráter algum. Para ele, as leis deveriam ser seguidas ao pé da letra, não importando tudo que estivesse por trás dos atos de uma pessoa ou da injustiça que pudesse ser cometida graças às leis. Mas, ao mesmo tempo, ele acreditava na justiça e buscava por ela. Seu verdadeiro motivo para ter se tornado advogado era justamente esse: fazer justiça. Mas ao longo da história, ele acaba por perceber o quanto estava iludido. O quanto a justiça ainda era uma utopia. Um sonho distante. E chega um momento no qual o defensor da verdade, alguém que só diz a verdade e exige o mesmo das outras pessoas, percebe que a verdade pode lhe tirar quem ele mais ama. Que é preciso mentir, para garantir a sobrevivência dela. 


"Solay não pensou duas vezes antes de dar um tapa no rosto dele, deixando a marca de seus dedos em vermelho na pele morena.

- Você não merece o amor que desperdicei com você. - Ela respirou fundo. - Vendi minha alma por sua vida. Você me deve a cortesia de, pelo menos por hoje, salvá-la."


- Ao término da leitura desta história, não fiquei com a sensação de que a história tenha sido ruim. Não foi. De certa forma, valeu a pena lê-la. Mas poderia ter sido uma história melhor. Poderia ter sido mais do que uma história apenas "boa". Se a autora não tivesse focado tanto no rei, nas intrigas e traições que fazem parte da corte, se ela não tivesse corrido tanto com várias cenas da história, se tivesse se concentrado mais nos protagonistas e permitido que nós realmente chegássemos a conhecê-los, a história teria sido muito melhor. Em vários momentos durante a leitura fiquei com a sensação de que a história estava "correndo". Como assim? A autora não ficava um tempo normal numa cena. Ela rapidamente pulava para a cena seguinte e eu achei que esse ritmo só fazia por onde estragar a história. A autora não necessitava correr tanto.rs... Era necessário um ritmo mais tranquilo para permitir que nós conhecêssemos seus protagonistas, era necessário um maior foco nos protagonistas para que eu pudesse realmente acreditar no romance, no amor que supostamente existia entre eles. Durante boa parte da história, não acreditei em tal amor. E para ser bem sincera, terminei a leitura ainda com essa dúvida. Será que eles realmente se amam? Ou sentem algo que confundem com amor? Geralmente não tenho essa dúvida, gente. Mas foi inevitável. Porque a autora não permitiu que eles se envolvessem como poderiam ter se envolvido. Tudo estava sempre girando em volta daquele tal rei e o fato da mocinha ter sido escolhida para trair o Justin, como um favor ao rei (que ela deveria colocar até mesmo acima de Deus, segundo a mãe dela), só dificultou as coisas. A mocinha fez tantas coisas reprováveis e que poderiam prejudicar seriamente o Justin, que foi difícil acreditar que ela o amava. Assim como o próprio Justin fez coisas que um mocinho apaixonado geralmente não faz. Coisas que poderiam ter consequências sérias e ele próprio sabia. Enfim... Além dessas coisas, existiram certos diálogos tanto entre o Justin e a Solay quanto entre outros personagens, que eu julguei totalmente sem sentido. Que, na minha opinião, não faziam sentido algum. Eram diálogos estúpidos. Eu cheguei a ler mais de uma vez certos diálogos para entender a utilidade deles, o sentido deles e não encontrei. 

Em resumo, posso dizer que a história não é ruim, mas que eu não recomendo.rsrs... Não me arrisco a recomendar essa história. Apesar de certas coisas terem mexido comigo e de eu achar a história "boa" (apenas boa, nada mais), não recomendo.rs...

Bjs!

22 de fevereiro de 2014

Vingança da Maré - Elizabeth Haynes

(Título Original: Revenge of the Tide
Tradutor: Mauro Pinheiro
Editora: Intrínseca
Edição de: 2013)


Depois de trabalhar arduamente por muito tempo – alternando um emprego como executiva de vendas durante o dia com o de dançarina de pole dance à noite -, Genevieve finalmente conseguiu juntar dinheiro para realizar seu sonho: comprar e reformar um barco e mudar-se com ele para Kent, bem longe da estressante vida em Londres que tanto a aborrece.

Tudo parece enfim perfeito. Até que, na festa de inauguração do barco, enquanto amigos de sua antiga vida parecem zombar do que agora lhe é tão caro, um corpo aparece boiando próximo ao ancoradouro, e Genevieve reconhece a vítima.

Ao perceber seu santuário flutuante maculado, e convencida de que sua vida também está em risco, Genevieve se vê novamente envolvida com o perigoso submundo de corrupção, crimes e traição do qual pensava ter finalmente escapado. E está prestes a descobrir os problemas de se misturar negócios e prazer. 



Palavras de uma leitora…



- Ao terminar de ler essa história, a primeira coisa que senti foi alívio. Afinal de contas, tinha sobrevivido ao livro. Não é qualquer pessoa que consegue algo assim, acreditem.rs Mas também me senti muito arrependida. E triste. Arrependida por ter apostado nessa história, por ter investido meu tempo nela, por ter acreditado nela. E triste porque dói ver uma autora tão talentosa, com um dom tão especial, jogar o nome na lama ao escrever uma coisa como essa. Peço perdão a quem gostou da história, mas não é qualquer pessoa que está falando isso desse livro, gente. É uma fã da autora. Alguém que a adora. Alguém que conhece o trabalho dela e a admira muito. Não estou falando nada com a intenção de ofender os fãs (estaria me ofendendo também) ou a autora. Estou falando isso porque me sinto revoltada, porque não posso aceitar que uma autora como a Elizabeth Haynes, que me arrebatou com o livro No Escuro, fez eu me apaixonar por sua história e ficar ansiosa por suas próximas histórias, tenha me decepcionado tanto ao escrever Vingança da Maré. Porque não é uma história digna dela. Não é um trabalho que mereça levar o nome dela! Isso sequer parece escrito por essa autora. Está muito abaixo dela, entendem? Não dá para não se revoltar com isso. Porque quem nunca leu No Escuro, quem conheceu a autora com Vingança da Maré, provavelmente vai querer passar bem longe dos trabalhos dela daqui por diante. Não vai confiar em nenhuma história da autora, por ter começado pelo livro errado. E se ela não tivesse escrito essa “coisa” nada disso aconteceria. Não canso de me perguntar o que se passou pela cabeça da autora quando ela decidiu escrever essa “história”. Como pôde se manchar assim?! 

Se era para escrever “isso”, antes não tivesse escrito nada, sabe? Até agora permaneço com aquele sentimento de incredulidade… Não consigo acreditar que essa história foi escrita pela minha autora. Pela Elizabeth Haynes. Não parece de modo algum uma história dela. Eu preferia jamais ter lido Vingança da Maré. Não queria sequer ter tomado conhecimento da existência dessa história. Mas sabe o que acontece? Quando você ama demais uma autora, fica aguardando os lançamentos de seus próximos livros, fica pesquisando para saber se a autora já escreveu uma nova história. Ao entrar numa livraria, fica passeando os olhos pelos lançamentos, procurando pelo nome da autora em algum deles. Foi algo assim que se passou quando encontrei essa história. Eu tinha visitado a Bienal do Livro pela primeira vez na vida e fui direto atrás de livros dessa autora, da Chevy Stevens (autora de Identidade Roubada) e James Patterson (autor de O Diário de Suzana para Nicolas). Na verdade, já tinha em mente quais livros queria. Estava muito cheio o local, algo que certamente deveria me fazer dar meia volta e cair fora dali.rs Porque detesto multidões. 
Lembro que quando vi Vingança da Maré, ele estava bem perto de No Escuro. Tinha um grupo ali lendo as sinopses dos livros e uma menina com No Escuro nas mãos, comentou: “Parece uma história interessante”. Eu lembro que eu sorri toda feliz por ela estar levando aquele livro com ela e comentei que era um livro maravilhoso, que ela não iria se arrepender de ler. Peguei Vingança da Maré. Verdade que achei o título estranho e a sinopse não me atraiu muito, mas pensei comigo mesma: “É da Elizabeth Haynes. Então é óbvio que é uma história tão incrível quanto No Escuro.”  Infelizmente, não fazia ideia do quanto estava enganada…

- Toda pessoa possui defeitos. Algo que as torna humanas, pessoas de carne e osso, imperfeitas como todos nós. Mas no caso de Genevieve, a coisa era bem mais grave. Ela não era apenas humana. Era um desastre em forma de gente. Alguém que pedia aos gritos para morrer. Que cada coisa que fazia na vida, era com a clara intenção de se prejudicar (e muito), por mais que, conscientemente, não tivesse a noção disso… Se ainda estava viva, era por pura questão de sorte. Ou de azar, dependendo do ponto de vista. 

- Ela era uma jovem executiva de vendas. Bem-sucedida, com uma vida que muitos invejariam. Mas não encontrava satisfação em seu trabalho. Pelo contrário, era um trabalho muito competitivo, dominado pelos homens e desgastante. O dinheiro que ela conseguia com ele não compensava todo o estresse mental e a frustração que o acompanhavam. Sua paixão sempre tinha sido dançar. Era na dança que ela encontrava algum sentido para sua vida. Na dança e no sonho que sempre compartilhara com o pai: o sonho de ter seu próprio barco. De construir um lar nele. Durante anos de sua vida, ela ia para a oficina do pai, ajudá-lo e sonhar com ele. Faziam planos, imaginavam como reformariam o barco dos seus sonhos; folheavam uma revista atrás da outra, sentindo-se felizes apenas por sonhar com aquilo. Mas o tempo passou e as responsabilidades da vida, a afastaram um pouco do pai. Mas ela ainda era capaz de lembrar que no dia em que fez a última prova na faculdade, ligou para casa. Apenas para descobrir que seu pai havia morrido. Justamente naquele dia. Após a morte de seu pai, sua mãe descobriu o que eles tanto faziam na oficina e sem piedade, destruiu todas as revistas. O tempo passou e Genevieve resolveu voltar para a dança. Pelo menos nos tempos livres. Seus anos de ginástica e aulas de dança, a fizeram se sentir em casa com o pole dance, como se tivesse nascido para isso. Tinha imensa facilidade para aprender e criar novos movimentos; sentia-se livre e viva. E através de sua professora ela descobriu que poderia ganhar muito dinheiro com o pole dance. Desde que trabalhasse na boate certa. Sua professora conhecia o lugar perfeito e a indicou. Mesmo não levando aquilo muito a sério, Genevieve foi à “entrevista” sendo contratada logo após mostrar que dominava o pole dance. E ela não fazia a menor ideia, na época, do quanto aquilo mudaria para sempre a sua vida. Se é que ela teria uma vida por muito mais tempo…

De início, tudo parecia perfeito. Ela só precisava fazer o que gostava: dançar e dançar. E ganhava uma fortuna por isso. Mas com o tempo, ela foi percebendo que havia se metido em algo muito mais perigoso. Arriscado. No entanto, o dinheiro, a ambição, a fizeram fechar os olhos para tudo e aceitar fazer qualquer coisa por mais e mais dinheiro, se metendo numa situação da qual não haveria a menor saída…

“Era dinheiro sujo, eu tinha me dado conta depois. Mas para mim, era apenas dinheiro. Uma bela soma que poderia investir no meu barco. E eu me enganara em relação a Dylan, é claro. Eu me enganara em relação a tudo, na época.”

- Isso é o máximo que posso fazer por essa história, gente. Esse resumo sem sal e sem açúcar. Totalmente sem graça.rsrs… Na verdade, o gosto amargo foi tão forte quando fechei essa droga de livro, que sequer tinha vontade de escrever uma resenha sobre a história. Eu estava muito decepcionada (e ainda estou), muito triste com a autora e queria atirar o livro pela janela. Mas achei que eu merecia pelo menos desabafar nem que fosse só um pouquinho do que eu estava sentindo. O que de modo algum, está fazendo eu me sentir melhor. 

- Talvez eu ainda não tenha dito com clareza o que tanto me incomodou nessa história, não é? Foi o fato da mocinha não possuir um cérebro, nenhuma inteligência? Foi o fato de ela ser dançarina de pole dance e aceitar ser prostituta nas horas vagas, desde que fosse bem remunerada? Dessas hipóteses, eu descarto só o pole dance. Na verdade, acho uma dança muito interessante e já vi (através da TV) pessoas dançando-a. Até mesmo homens arriscam hoje no pole dance e conseguem arrasar. É uma dança que se bem feita consegue ser sensual, sem ser vulgar. Então, o fato da Genevieve dançar não me incomodou nada. Mas a quantidade de besteiras que ela fez por conta da sua falta de cérebro, da sua incrível capacidade para ser burra e o fato de agir como uma prostituta, sim. Sem mencionar o início admirável dessa história. Afinal de contas, não há como não admirar o esforço que a autora fez para estragar toda a história, desde o princípio. Fazia tempo que eu não lia um início de livro tão sem graça. Tão absurdamente chato. Eu lembro que tive que fazer um esforço enorme para seguir com a leitura, sempre cheia de esperanças de que a história fosse melhorar a qualquer momento. Mas quanto mais eu lia, mais remota se tornava tal esperança. O livro estava perdido desde o início. Eu só demorei bastante para aceitar esse fato. 

- Quem leu essa história sabe o quanto o início dela é chato. O quanto dá vontade de fechar o livro e se livrar dele. E aposto que muita gente deve ter feito isso. Provavelmente as pessoas que seguiram com a leitura, foram aquelas que já conheciam o trabalho da autora e apostaram na história por isso. As outras devem ter desistido nas primeiras páginas. Eu gostaria muito de ter feito o mesmo. Se arrependimento matasse…

- Tirando o início entediante da história (um início que não é bem somente um início. Por mais de 200 páginas a história é puro tédio), a segunda coisa que me desagradou foi a porcaria de protagonista que essa autora conseguiu criar. Não consigo imaginar de onde diabos ela tirou a Genevieve. Ainda por cima deu para essa cópia mal feita de mocinha um nome do qual eu gosto. A quantidade de besteiras que a Genevieve faz deveriam dar a ela o prêmio como a mocinha mais tapada que tive o desprazer de conhecer. No momento, ela supera todas as outras retardadas que conheci ao longo do meu tempo como leitora. Nunca encontrei na minha vida mocinha mais estúpida do que essa. Mais insuportável! Além de ter ido dançar numa boate que ela percebeu que não era flor que se cheirasse, ela desceu ao nível mais baixo para conseguir a porcaria do dinheiro para comprar a droga do barco. O que ela foi capaz de fazer… me provocou náuseas. Tudo bem que eu não tenho nada a ver com a vida dela. Se ela estava disposta a vender o próprio corpo por dinheiro, era problema dela, não é verdade? Mas um direito que ela não tinha era de envolver mais pessoas nisso! Um direito que ela não tinha era de trair o que ela chamava de melhor amiga! Uma coisa da qual eu tive a certeza depois de ler certas cenas, é que eu jamais iria querer ser amiga de alguém como ela. Esse projeto de mocinha é pior que amiga da onça. Por dinheiro era seria capaz de trair alguém que lhe estendeu a mão, que lhe deu apoio, que a aceitou como amiga. E após ler os pensamentos dela sobre essa amiga (logo após ela ouvir os elogios que faziam ao que a amiga dela era) eu percebi a inveja dela, algo que eu deveria ter notado muito antes, pois a Genevieve é péssima para esconder qualquer coisa. Ela nunca foi amiga daquela menina. Tudo na Genevieve sempre foi falso. E não sei se a culpa é dela ou da autora. Nem quero saber. 

- Acho que não estou conseguindo colocar em palavras o que sinto por essa protagonista, não é?kkkkk… Dizer que não a admiro seria pouco. Dizer que ela me provoca náuseas, jamais seria suficiente. Eu a detesto. Porque a culpo por tudo de errado que aconteceu nessa história. Porque ela foi responsável por cada vida colocada em risco nesse livro, porque a estupidez dela tirou a vida de alguém que não merecia morrer. Porque tirou a vida de alguém que estava perfeitamente bem antes dela aparecer. A detesto porque ela é tão absurdamente burra que após tentarem matá-la, teve a coragem, a inteligência de ajudar a pessoa que queria matá-la. Creio que nunca vi isso na minha vida. Uma pessoa tenta te matar, mas acaba sofrendo um acidente durante a tentativa. O que você faz? Ajuda essa pessoa? Para ela terminar depois o que tinha começado? Para ela te matar depois???!!! Foi isso que essa idiota fez. O cara era assassino por dinheiro! Pago para matar. Se ela estivesse só arriscando a vida dela, tudo bem. Não me importo nada com ela mesmo. Mas não. Ela nunca destrói a vida dela e só. Tem sempre que destruir a vida de outras pessoas também. 

- Mas sabe o que mais me irritou acima de tudo nesse livro? O fato da autora melhorar a história a partir da página 214, somente para destruir totalmente o livro com aquele final absurdo. Não sei nem como dizer o que senti depois de ler aquele final… Parecia que eu estava assistindo um filme policial de péssima categoria. O livro tinha ficado eletrizante páginas antes, para terminar daquele jeito ridículo. A cena de ação merece total destaque. Foi uma verdadeira comédia. Mas aquela comédia que não tem a menor graça. Que te deixa com uma cara que diz: “Você realmente está de brincadeira com a minha cara.” Provavelmente esse livro marcará o ano de 2014. Como o pior livro que li. 

- Eu estava aqui pensando no fato de ter dado 3 estrelas ao livro no Skoob... Não foi justo. O livro não merece sequer três estrelas. Mas que fique claro aqui que essas estrelas foram pelo fato de eu ainda admirar essa autora. Essas três estrelas não foram por esse livro, pois essa coisa não é sequer uma boa história. As três estrelas foram pela autora e não pela história. Mas mudei de ideia. Vou dar as estrelas que o livro merece.rsrs...

- Bem… é isso. Depois dessa resenha que em nada aliviou a minha revolta e que deve estar parecendo uma resenha escrita por uma pessoa bastante louca (essa resenha não deve estar fazendo o menor sentido, não é?), vou procurar uma história que tire esse gosto ruim da minha boca. O livro ainda não voou pela janela. Prestem bem atenção nisso: ele ainda não voou. Provavelmente voará antes do término deste final de semana. Quero esse livro longe de mim!!!! 

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