12 de agosto de 2016

A Herdeira - Kiera Cass

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Série a Seleção - Livro 4

Trinta e cinco pretendentes e uma princesa. Uma nova Seleção começou.

Vinte anos atrás, America Singer participou da Seleção e conquistou o coração do príncipe Maxon. Agora chegou a vez da princesa Eadlyn, a filha mais velha do casal. 

Criada para ser uma líder forte e independente, ela nunca quis viver um conto de fadas como o de seus pais. Por isso, antes de conhecer os trinta e cinco pretendentes que irão disputar sua mão numa nova Seleção, a jovem está totalmente descrente.

Mas, assim que a competição começa, a situação muda de figura, e Eadlyn percebe que encontrar seu príncipe encantado talvez não seja tão impossível quanto imaginava. 



Palavras de uma leitora...


- Pensem numa criatura extremamente mimada, egoísta e insuportável. Que te dá nos nervos apenas lembrar! Pensaram?! Pois bem. A protagonista desta história é exatamente assim. Não me recordo de já ter conhecido mocinha mais infantil e superficial. 

"Por acaso não sabiam quem eu era e para que haviam me treinado? Eu era Eadlyn Schreave. Nenhuma pessoa era tão poderosa quanto eu."

- Confesso a vocês que estou muito decepcionada. A história de America e Maxon tinha terminado de maneira inesquecível, se tornando o meu livro preferido da série. O amadurecimento dos protagonistas, a participação mais ativa de personagens que roubaram nosso coração, os ataques rebeldes que levaram parte de nós... tudo contribuiu para tornar o livro marcante. Maravilhoso! Terminei a leitura com um sorriso e lágrimas nos olhos. Muito feliz pelo casal, mas destruída pela morte de personagens que eram importantes para mim, que deixaram muito deles no livro e levaram muito de nós quando partiram. A Escolha mexe com nossas emoções, encerra a história do casal de maneira brilhante. E por mais que eu não imaginasse que poderia amar a história da filha de America e Maxon como amei a deles, não passou pela minha cabeça que eu fosse odiar a história e querer esganar a protagonista. O que a Kiera Cass fez com essa série????!!! É por isso que chego a sentir arrepios quando alguns autores decidem continuar histórias que, inicialmente, eles não planejavam continuar. Por causa de desastres como os que vi em A Herdeira. Para mim, (lembrando que é apenas a minha opinião pessoal; opinião esta que, como leitora, eu tenho o direito de ter) é como se a autora destruísse com as próprias mãos toda a série. Porque A Herdeira, infelizmente, manchou tudo para mim. Sempre que eu lembrar da America e do Maxon não conseguirei não lembrar do desastre que é a filha deles. 

"Isto não é um jogo, cavalheiros. Isto é a minha vida."

- Sério que era a vida dela? E existiria alguma coisa que Eadlyn fosse capaz de enxergar além da própria vida? Tudo girava em torno dela. E se não girasse, teria que girar, pelo simples fato de ela desejar que fosse assim. Ela se considerava alguém tão especial, que estava acima de todos os outros, incluindo seus próprios pais e irmãos. Porque ela seria rainha. Porque o trono era dela. Então, todos deveriam adorá-la e amá-la, por mais que ela não desse motivos para ninguém amá-la. Muito menos seu povo. Quando foi que ela pensou nas necessidades de alguém? Nos sentimentos de qualquer pessoa?! E ainda tinha a petulância de se considerar uma pobre coitada que não era entendida por ninguém. Ah, por favor! Haja paciência para aturar alguém tão egocêntrico e desprezível! E eu não sou uma pessoa que se possa considerar muito paciente. Ainda que fosse! Com a Eadlyn não dá! Ela simplesmente não desce pela minha garganta. Fico me perguntando como da America e do Maxon, dois personagens lindos, bondosos e comprometidos com o povo deles... pôde sair alguém como a Eadlyn. São coisas assim que jamais entenderei, sério.rsrsrs...

- A história se inicia vinte anos após o final de A Escolha. Após as reviravoltas angustiantes das páginas finais, que resultaram na separação do casal, seguida pela morte brutal dos pais do Maxon num ataque rebelde que os assombraria por toda a vida, America e Maxon finalmente percebem que não importava o quanto brigassem e considerassem que uma vida juntos seria recheada de imperfeições, se amavam demais para desistir um do outro. Então, eles reencontram o caminho que os unia e passam juntos por aquele momento de dor, quando toda Illéa parecia chorar a perda de seus entes queridos. Com a morte dos pais, Maxon se torna automaticamente rei, assumindo a responsabilidade por um país em crise, mas cheio de sonhos de tornar aquele um lugar melhor para todos. Ao lado de America, dá esperanças ao povo... Faz com que toda a população acredite num amanhã. Num amanhã que ele pretendia tornar realidade. E consegue. 

- Em A Herdeira, conseguimos perceber o que aconteceu com a população de Illéa durante os vinte anos que se passam. É lindo saber que o sistema de castas foi derrubado, tornando-se apenas uma lembrança amarga para muitos e doce para os poucos que eram privilegiados por tal sistema. Vemos também que o país comemorou com o casal o nascimento dos gêmeos, Eadlyn e Ahren (que se torna herdeira do trono por ter nascimento sete minutos antes do irmão), assim como também se emocionaram quando mais dois bebês nasceram, completando essa bela família, que tanto tinha feito por todos. Mas então... percebemos também que America e Maxon pagaram um alto preço por toda a dedicação... por todas as melhorias que levaram para seu povo. E que, no final das contas, não parecia ter valido a pena. 

- É triste demais ver o meu casal tão cansado, como se tivessem mais anos do que realmente tinham. Cada vez que eles apareciam, ainda que tivéssemos o desprazer de ter que vê-los pelos olhos da insuportável, a sensação que tínhamos era de que eles carregavam o peso do mundo nas costas. As preocupações os consumiam e como se não bastasse toda a pressão que estavam suportando, ainda vinha a Eadlyn com seus caprichos e birras. O que me fazia desprezar ainda mais essa garota.

Com o fim da divisão em castas da população, novos problemas surgiram. Embora as pessoas tenham apreciado e apoiado a liberdade que todos passaram a ter...isso não acabou com a realidade que sempre irá existir em qualquer país: seguiriam existindo os que tinham muito, os que tinham o necessário, os que tinham pouco e... os que não tinham nada. Mesmo sendo um rei bom e amado, que se importava realmente com seu povo, Maxon não podia acabar com essa realidade. As pessoas pareciam não entender que para o país crescer e maiores oportunidades surgirem para todos... a população toda precisaria fazer a sua parte. Só que ninguém entendia. Muito menos quando se tornava mais e mais evidente que logo America e Maxon deixariam o trono e o passariam para sua filha. Alguém que o povo não queria. Alguém que era desprezada e as pessoas viam como uma ameaça. É a partir daí que surge uma insatisfação cada vez mais crescente e o povo passa a ansiar pela queda da monarquia. Já não queriam reis. Porque não queriam Eadlyn. Quem pode condená-los por isso?! Eu, com toda certeza, não! 

Desesperado para distrair a população, enquanto pensa numa maneira de consertar as coisas e melhorar a vida dessas pessoas, Maxon sugere que façam uma nova Seleção... Vinte anos antes, ele conheceu America entre outras 34 garotas, na Seleção que representava sua única oportunidade de ser feliz. Agora, embora as coisas tenham mudado e sua filha não seja obrigada a encontrar um marido da mesma forma que ele conheceu America, Maxon suplica que sua filha lhe ajude e participe da Seleção. Então, batendo o pé e fazendo cenas, Eadlyn acaba concordando. Não por seu povo. Nem por seus pais. Apenas porque era o que esperavam dela. Mas ela coloca na cabeça que vai infernizar a vida de cada um dos 35 pretendentes e que no final das contas não escolherá nenhum. Porque não precisa de amor e nem de ninguém. Afinal de contas, ela será rainha. Não existe pessoa mais poderosa e importante do que ela. Algo que ela repete bastante no livro, de diversas maneiras. 

- Eu detestei o livro de maneira geral. Ele é todo escrito segundo a visão dessa criatura infantil e não existiria forma da história me agradar assim. Não quando era justamente essa menina que narrava tudo. Além disso, ela não conseguia sequer dizer nada que fosse inteligente. Suas conversas eram muito tolas, extremamente superficiais e cansativas. E isso se aplica aos Selecionados. Nenhum deles me cativou. Nenhum deles tornou esta leitura suportável. O livro inteiro é uma completa perda de tempo. 

Mas sabe uma coisa que fez meu sangue ferver? A maneira como a autora transformou o meu casal querido em pessoas que eles NÃO eram!!!! Há muito tempo, nas aulas de História, eu ouvi o professor falar em "pão e circo" e "Roma". Ainda que a gente não recorde o que significa isso, ao lermos o que Maxon pretendia fazer, pensamos imediatamente em "pão e circo". A maneira como ele pretendia iludir, distrair a população dos problemas sérios que estavam acontecendo no país, é lamentável. Totalmente em desacordo com o que conhecemos dele. Por favor, eu tive três livros para conhecer o Maxon e a America! Foram três livros contando somente a história deles. Creio que isso me torne capaz de concluir que essas atitudes iam contra o que eles sempre acreditaram e tudo o que fizeram pelo país. A America e o Maxon que eu conheço jamais recorreriam a algo assim. Eles nunca foram covardes. E jamais seriam. É por isso que esquentou meu sangue ver uma America tão apagada e um Maxon tão conformado neste livro. Além do fato de eles terem permitido que a Eadlyn chegasse ao ponto que chegou e quase arruinasse o país inteiro com seu egoísmo. 

- Na minha opinião, a série poderia ter terminado no livro 3. Ou eu deveria ter encerrado a leitura desta história no 3º livro...

- Dei 2 estrelas ao livro. E somente porque America e Maxon apareceram, por mais que não sejam eles mesmos. Se eles não fizessem parte de A Herdeira, nem 2 estrelas a história teria recebido!

- Eu lerei o quinto e último livro da série. Apenas porque se cheguei até aqui tenho que terminar. Mas se a autora levar adiante a ideia que começou nas páginas finais deste livro, nunca mais na vida lerei algo escrito por ela. É uma promessa. 


Série A Seleção

4- A Herdeira
5- A Coroa

Leitora apaixonada por romances de época, clássicos e thrillers. Mãe da minha eterna princesa Luana e dos meus príncipes Celestino, Felipe e Damon (gatinhos filhos do coração). Filha carinhosa. Irmã dedicada. Amiga para todas as horas. Acredita em Deus. E no poder do amor.

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