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22 de setembro de 2019

Especial Romances de Época: Judith McNaught - Parte 2



Olá, queridos!

Na sexta-feira passada eu publiquei o Especial Romances de Época: Judith McNaught - Parte 1, quando falei da Dinastia Westmoreland, composta pelos livros: Um Reino de Sonhos, Whitney, Meu Amor e Até Você Chegar. Hoje vamos falar da série Sequels, que também é queridinha do meu coração, reunindo livros que me roubaram o fôlego na época que li, que me fizeram chorar horrores e sonhar acordada. :)

Como eu disse no post anterior, não irei reler todos os livros e fazer novas resenhas, pois já os li anos atrás e fiz resenhas de todos eles, tanto da série Westmoreland quanto da Sequels. Eu possuo tanto as edições antigas quanto essas novas lançadas recentemente pela Bertrand Brasil. A única nova edição que ainda não tenho é de Alguém para Amar, todas as outras já estão na minha estante, na prateleira de livros especiais e intocáveis.rs 

Lembrando que assim como Um Reino de Sonhos, Algo Maravilhoso nunca antes tinha sido publicado no Brasil. Sabe quando a editora tem o hábito de publicar séries fora de ordem e depois deixá-las incompletas? Era assim que acontecia, para minha grande frustração. Então quando li Algo Maravilhoso ele ainda não existia em português no Brasil. Os outros dois livros da série já existiam, em diferentes edições, mas costumavam ser de difícil acesso, pois eram livros que já tinham se tornado raros. 

Agora em 2019, com o relançamento de Agora e Sempre e Alguém para Amar, bem como com o lançamento de Algo Maravilhoso, eu finalmente posso estar feliz e perdoar a editora por tanta demora.rs

14 de janeiro de 2011

Um Amor Maravilhoso - Judith McNaught


2º Livro da Série Sequels

Judith McNaught retrata com maestria uma heroína notável, e uma paixão inesquecível, nesta poderosamente comovente história de amor - um de seus romances mais amados de todos os tempos!

O casamento tempestuoso de Alexandra Lawrence, uma menina inocente do campo e Jordan Townsende, o duque rico e poderoso de Hawthorne, está prestes a enfrentar o seu derradeiro teste de fidelidade. Arrastada para o mundo infinitamente fascinante da sociedade londrina, Alexandra, de espírito livre é envolvida numa teia de ciúmes e vingança, orgulho tempestuoso e paixão esmagadora. Mas, por trás da máscara de seu marido, o frio e arrogante, vive um homem terno e sensual ... O homem com o qual Alexandra casou-se. Agora, ela vai lutar por sua própria vida ... e um vínculo arrebatador que só eles podem compartilhar.


Palavras de uma leitora...


"—Não! Não morra! — Chorou com voz rouca agarrando a mão flácida, freneticamente sentindo o pulso. — Não morra! — Encontrou o pulso, fraco, quase impercetível, mas ainda estava lá e de repente ele sentiu uma imperiosa necessidade de continuar falando com ela — Não me deixe, Alex — disse ele, segurando-a firmemente. — Deus, não me deixe! Existem mil coisas que eu quero te dizer, lugares que eu quero mostrar para você. Mas eu não posso se você for embora. Alex, por favor, querida ... Por favor, não vá embora... Ouça-me! — Jordan pediu urgentemente, de algum modo convencido que ela decidiria viver se entendesse o quanto ela significava para ele. — Escute como era minha vida antes que você irrompesse nela com sua armadura... Minha vida era vazia! Sem cor. E então você apareceu e de repente experimentei sentimentos que eu nunca acreditei que existisse, e eu vi coisas que nunca vi antes. Você não acredita, verdade, querida? Mas é verdade, e posso prová-lo. — As lágrimas rasgaram aquela profunda voz enquanto Jordan continuava — As flores da colina são azuis. — disse ele com voz entrecortada — As que estão junto ao rio são brancas. E as rosas que cobrem o arco, no jardim, são vermelhas.
Ele levou a mão da Alexandra até seu rosto e esfregou o rosto nela.


— E isso não é tudo que eu notei. Também percebi que na clareira junto ao pavilhão, onde colocou minha placa, é idêntico a do bosque no qual tivemos nosso duelo há um ano atrás. Oh, querida, e há outra coisa que eu tenho que dizer: Eu te amo, Alexandra.


Lágrimas sufocaram sua voz, e a frase se tornou um sussurro atormentado.


— Eu te amo, e se você morrer eu nunca vou ser capaz de dizer-lhe isso.
 
 
- Bem... Essa chorona aqui está tentando pensar com clareza depois de ler um final tão emocionante... Mas antes de tudo eu quero dizer o seguinte: o livro não começa de forma tão fascinante e há um "vazio" nele durante algumas páginas... Mas... O que eu quero realmente dizer é o seguinte: independente desses momentos nos quais você pode desejar abandonar a história, NÃO abandone! Eu prometo que você não irá se arrepender se seguir com a leitura. Gente, o livro é lindo! Não sei o que dizer dele... Eu não esperava por um final como aquele... Não imaginava que poderia chorar rios quando a história terminasse e que fosse desejar que ela não tivesse acabado. A autora mais uma vez me surpreendeu. Eu tinha na cabeça que essa história não seria tão inesquecível como as outras duas, mas... me enganei. Ela está na categoria das histórias inesquecíveis.
 
- Antes eu pensava em dar três estrelas à ela lá no skoob, mas agora será impossível fazer isso...rsrs... O livro vai receber cinco estrelas, pois merece. Apesar de alguns momentos chatos (risos) merece receber cinco estrelas, pois não é qualquer livro que pode transbordar de emoção como aconteceu com esse livro. Não é qualquer livro que pode emocionar tanto...
 
- Alexandra e Jordan me marcaram para sempre. De início eu não gostava do Jordan, confesso. Eu não gostava do fato dele se casar com minha mocinha querida por pena, mesmo que sentisse alguma atração por ela. Ele chegou a dizer isso para sua amante e eu senti muita raiva dele por isso. A Alex sofreu muito ao se sentir tão traída por ele e o brilho de vida foi se apagando dos olhos dela... Mas o Jordan, com o passar da história, foi conquistando meu coração e eu comecei a entendê-lo. Ele não era mau, mas tinha motivos de sobra para "odiar" as mulheres. Não é que ele as odiasse, mas... por causa de exemplos que teve desde a infância não as considerava dignas de confiança. Mas o destino as vezes apronta, né? rsrs... Ele colocou a jovem Alexandra em seu caminho e foi, pouco a pouco, lhe mostrando que nem todos são iguais. Aos poucos, Alex foi derrubando suas defesas e o fazendo amá-la sem ele ao menos perceber isso. Foi tão lindo ver as mudanças que foram acontecendo... As reais transformações que esse personagem sofreu. E partiu meu coração vê-lo sofrer tanto quando imaginou que ela poderia estar traindo ele. Ele sofreu muito e se eu não tivesse me apaixonado por ele já... esse mocinho querido teria ganhado meu coração naquele momento.
 
- Confesso também que o fato de ele acusar a Alex apenas por causa de algumas evidências que poderiam não ser verdadeiras... me deixou furiosa...rsrs... Mas, como disse, a dor que ele sentiu ao imaginar que ela estava tentando matá-lo o redimiu. As provas apontavam para a Alex, entende? Tudo indicava que era ela. E ele já tinha admitido para si mesmo que a amava quando seu detetive levantou suas suspeitas. Ele ficou arrasado e mesmo acreditando que ela desejava vê-lo morto... ainda pensou em lhe dar dinheiro para que ela fugisse e não fosse presa. Eu achei isso tão lindo e uma prova de amor! Mesmo imaginando que ela estava tentando matá-lo.... ele pensou em salvá-la. Não se importou com ele mesmo, apenas com ela.
 
- E o momento em que a verdade é revelada e ele descobre que ela era apenas uma vítima como ele? É aí que eu não consegui segurar as lágrimas. Sabe por quê? (a chorona aqui está tentando se segurar) Porque ele descobre isso de uma forma muito dolorosa... Eu acho que ele desejou que ela fosse culpada... Acompanharam o trecho que coloquei logo no início das "palavras de uma leitora"? Agora sabem como ele descobriu que ela era inocente? Foi horrível, gente! Se eu não tivesse lido o livro Alguém Para Amar primeiro e soubesse através dele que a Alexandra estava bem viva...rsrs... teria entrado em desespero. A cena é chocante. Vê-la caindo nos braços dele atingida num lugar fatal... Minha nossa! É melhor eu deixar que vocês saibam como tudo acontece sozinhos...rsrs... Não vale contar todos os detalhes, não é?
 
- Bem... Uma história de amor linda e que nunca esquecerei. Foi lindo acompanhar o modo como o casal foi vencendo cada barreira, cada medo, dúvidas... Ambos tinham motivos para não confiar um no outro, mas arriscaram. Mesmo sabendo que poderiam se machucar, eles decidiram confiar no amor... confiar um no outro. Uma das histórias de amor mais lindas que já li. Toda série vale a pena e fica difícil escolher um livro só como preferido...
 
 
Um pequeno resumo:
 
Inglaterra, século XIX. A jovem Alexandra Lawrence já tinha dezessete anos e motivos mais do que suficientes para deixar de acreditar na vida. Mas ela não fez isso. Ao olhar para a natureza, para o céu ou à sua volta... Ao ver cada estação chegar e passar... ela acreditava que algo maravilhoso esperava por ela. Que algum dia encontraria o que a esperava... e encontrou.
 
Aconteceu numa noite escura enquanto ela voltava de uma festa na casa de sua melhor amiga. Ela escutou vozes e percebeu que algum assaltante estava rendendo um cavalheiro. Corajosa e determinada a impedir que aquele cavalheiro morresse, ela se atirou sobre o bandido. Ao ser ferida e jogada no chão só deu a chance do cavalheiro atirar em um dos assaltantes, mas ele acabou sendo rendido pelo outro. E quando o bandido estava prestes a matá-lo, ela atirou nele... não só o ferindo, mas matando-o.
 
Chocada ao perceber que acabava de matar um homem, Alex desmaia e é carregada por Jordan, o homem que devia sua vida à ela.
 
Porém, ao entrar numa estalagem com ela nos braços e permanecer meia hora lá dentro com ela, Jordan acaba destruindo a reputação da menina que arriscou a própria vida para salvá-lo... e a única forma de reparar seu erro... é casar com ela.
 
O casamento não começa bem, mas após uma linda e inesquecível noite de amor tudo muda... Para pior.
 
Após o desaparecimento misterioso de Jordan apenas quatro dias após o casamento e a certeza de sua morte logo depois... Alexandra se fecha em tristeza e passa a viver das lembranças do marido.
 
Um ano depois, ao ser apresentada à sociedade londrina, Alex descobre que havia chorado por uma ilusão. Que seu marido não foi nada do que ela imaginou e descobre isso de forma muito dolorosa...
 
Disposta a se vingar de um marido que ela acreditava estar morto ela passa a colocar sua reputação em risco e quase é vítima de um sequestro... Para sua própria segurança se vê obrigada a casar com lorde Anthony, primo de Jordan...
 
Mas o que acontecerá quando Jordan aparecer?
 
- Eu fiz esse "um pequeno resumo" disposta a não revelar mais do que já revelei...rsrs... Não quero contar todos os detalhes, pois vale a pena vocês descobrirem sozinhos... Tbm não irei contar o que leva Jordan a suspeitar de Alex e nem quem é o assassino na história.
 
- Eu não suspeitei dessa pessoa em nenhum momento e nem tentei. Estava magoada com o Jordan apesar de entendê-lo. Não gostei de ver as provas  acusarem a Alex e detestei aquele detetive! rsrs... Mas acho que é fácil descobrir quem é. Acho que vocês vão conseguir descobrir bem rápido.
 
- Bem... Uma história de amor que vale muito a pena ler, um livro inesquecível, um casal que conquista... Amor, paixão, sensualidade, drama, humor e muitos altos e baixos... Tem momentos que você irá rir muito, em outros irá chorar, se estressar até mesmo odiar... Mas no final irá perceber que valeu muito a pena não ter desistido do livro.
 
- Como já disse, haverá um vazio enorme no livro e que eu julguei desnecessário. Me estressou muito, eu confesso. Esse vazio acontece quando o Jordan desaparece e fica muitas páginas ausente. A história acaba perdendo a graça nesse momento e só fica nos relatando o empenho da Alex em se vingar de alguém que ela pensava que havia morrido. Só festas, pretendentes e nenhuma emoção. Pensei em abandonar a história nesse momento, mas me convenci de que tinha motivos para não fazer isso...rsrs... E estava certa. Não me arrependo de ter seguido adiante. E tenho certeza que você tbm não irá se arrepender.
 
"Ele esperou, escutando, observando, com a mão sem vida agarrada entre as suas, como se ele tentasse infundir sua própria força dentro dela, e então, de repente, a determinação e a esperança que o levara a falar sem parar com ela desmoronou. O desespero se apoderou dele, cercando seu coração, sufocando-o, e lágrimas brotaram de seus olhos. Rodeando aquele corpo inerte com seus braços, aproximou sua face contra a dela e chorou :



— Ah, Alex— chorou, balançando-a nos braços como se fosse um bebê— como vou continuar a viver sem você? Me leve contigo —sussurrou—. Eu quero ir com você ..."
 
- Impossível pra mim esquecer esse momento. O momento que ela cai em seus braços e todas as esperanças se perdem. Ninguém podia fazer nada por ela... Ele a estava perdendo. Do momento que ela é atingida (não vou contar porque ela é atingida) até o momento que luta para continuar viva... Você vai chorar. Não acredito que só eu seja capaz de sentir tanto nessa parte. A dor do mocinho e seu desespero emocionam muito...
 
- E que tal um trecho bom agora? Um momento emocionante de outra maneira? rsrs... Mas é só um trecho... Não vale colocar uma das cenas mais lindas inteira, não é? Só vou deixar vocês com vontade de ler o livro.... :)
 
"—O-o que... você vai fazer? —Perguntou Alexandra, aterrorizada, incapaz de deslocar o olhar que mantinha fixo no peito moreno e musculoso de Jordan.



Ele levantou seu queixo com suavidade, forçando-a a encontrar seu olhar.


— Vou beija-la e estreitá-la contra meu corpo — disse em um tom suave e acariciante — E eu vou tocar em você. Então, algo que farei vai doer um pouco, mas somente um instante — prometeu —. Mas eu avisarei antes quando isso acontecer — acrescentou para evitar que ela começasse a temer a dor muito antes .


Alexandra arregalou os olhos com a menção da dor, mas falou mostrando uma comovedora preocupação com ele e não com ela.


— Será que vai machucá-lo também?


— Não.


A menina que Jordan temia que pudesse resistir sorriu timidamente e trêmula e acariciou-lhe a face com os dedos.


— Eu fico contente — disse baixinho —. Eu não quero que você sofra."
 
"Faminto, abriu a boca de Alexandra com a sua enquanto suas mãos percorriam seus quadris e coxas e passavam ao encaracolado triângulo entre suas pernas. Ela ficou rígida com aquela carícia tão íntima e juntou as pernas enquanto agitava a cabeça com frenesi.



Fazendo um esforço quase sobre-humano, Jordan deteve a mão e a olhou.


—Não tenha medo de mim, querida —disse em um sussurro latejante, e a mão se moveu de novo com grande suavidade mas sem trégua, acariciando o ponto mais sensível, explorando com os dedos o calor úmido , em busca da abertura.


—. Confia em mim.


Após um instante de hesitação, a rigidez se dissipou e as coxas de Alexandra se abriram docemente. Desde o começo, Jordan tinha imaginado, que ela lutaria contra ele quando as carícias se tornasse tão íntimas. Entretanto, comprovou que se entregava a ele sem reservas, combatendo seu próprio medo e confiando que ele não lhe causaria mal."
 
"Engolindo em seco com gesto convulsivo, Alexandra abriu os olhos, alagados de lágrimas, surpresa e aliviada ao comprovar que a dor começava a diminuir. O belo rosto de seu marido estava aceso pela paixão e duro, com pesar, ao mesmo tempo. Ela o estreitou com força.



—Não foi tão doloroso —murmurou ela.


Não pôde suportar a constatação de que ela pretendia consolá-lo. O muro de cinismo e frieza que o rodeou ao longo de vinte e sete anos começava a desintegrar-se, lavado com uma onda de paixão desinteressada que se alastrou por todos os poros de seu corpo."
 
- Esses foram apenas uns poucos trechos...rsrs... A entrega natural da Alex, A ternura do Jordan e o modo como ele foi começando a mudar naquele momento tornaram a cena marcante.
 
 
Para conhecer os outros dois livros da série:
 
Agora e Sempre (Victoria e Jason)
Alguém Para Amar (Elizabeth e Ian)

11 de janeiro de 2011

Agora e Sempre - Judith McNaught


1º Livro da Série Sequels

Em 1815, órfã e sozinha, a jovem americana Victoria Seaton atravessou o vasto oceano com destino à Inglaterra. Determinada a assumir a herança perdida havia tanto tempo, surpreendeu-se diante da suntuosa propriedade de seu primo distante, o mal-afamado lorde Jason Fielding.

Disputado pelas mais belas mulheres da alta sociedade, solteiras ou casadas, Jason era um mistério para Victoria. Confusa por sua postura arrogante e, ainda assim, atraída por seu arrasador poder de sedução, ela vislumbrou dolorosas lembranças nos profundos olhos verdes de Jason. Quando ele, incapaz de resistir ao charme e ousadia de Victoria, tomou-a nos braços e a beijou com paixão, ela foi envolvida em um redemoinho de sensações desconhecidas e profundamente perturbadoras...


Palavras de uma leitora...


"— Você deveria ter me contado — ela gritou, incapaz de controlar o tom de voz, ou as lágrimas que cobriam seu rosto. — Mas não podia, porque se envergonha do que, na verdade, deveria se orgulhar! Teria sido melhor se ele não tivesse me contado. Antes, eu o amava apenas um pouco. Depois, quando me dei conta de quanto você é forte e corajoso, passei a amá-lo muito mais. Eu...


— O quê? — Jason indagou com um sussurro quase inaudível.


— Eu não o admirava, antes de ouvir a sua história. Agora, admiro e não posso mais suportar o que está fazendo...


Através das lágrimas, Victoria viu Jason se mover e, em seguida, sentiu-se quase esmagar em um abraço desesperado.


— Pouco me importa quem são seus pais — soluçou com o rosto enterrado no peito dele.


— Não chore, querida — Jason murmurou. — Por favor, não chore.


— Detesto quando você me trata como uma boneca idiota, dando-me vestidos de baile e...


— Nunca mais comprarei outro vestido — ele tentou brincar, mas sua voz soou rouca e sufocada.


— E me cobrindo de jóias...


— Também não comprarei mais jóias.


— E, quando se cansa de brincar comigo, me deixa de lado.


— Sou um imbecil — ele concluiu, afagando-lhe os cabelos.


— Você nunca me diz o que pensa, ou sente, a respeito das coisas e eu não sou capaz de adivinhar o que se passa pela sua cabeça.


— Nada se passa, pois perdi a cabeça há meses.


Victoria sabia que havia vencido, mas o alívio era tão intenso, que os soluços continuaram a sacudi-la.


— Ah, pelo amor de Deus, não chore assim! — Jason implorou. — Juro que nunca mais farei você chorar. Vamos para a cama. Deixe-me fazê-la esquecer a noite de ontem.


Em resposta, Victoria passou os braços em torno do pescoço de seu marido e se deixou carregar até a cama, onde Jason se deitou a seu lado, beijando-a com terna paixão. "


"— Eu amo você — confessou. — Eu amo tanto...


Então, seus lábios traçaram linhas de fogo na pele de Victoria, à medida que ele cobria seu corpo de beijos.


— Por favor — pediu com voz rouca e apaixonada —, toque-me, deixe-me sentir suas mãos em meu corpo."


- Bem... Judith McNaught conseguiu me conquistar com suas belas histórias de amor. E Jason Fielding é o primeiro mocinho que abusa de uma mocinha (estou tentando evitar a outra palavra por ela ser forte e não quero usá-la pra falar do que ele fez...rsrs... Fazer o quê? Ele me conquistou!) e não ganha o título de mocinho-vilão ou entra na categoria de "homens cruéis". Não estou desculpando o que ele fez, mas seria hipócrita se falasse que odiei o mocinho, que desejei matá-lo e que sofri pra perdoá-lo. Seria uma grande mentira. Eu não consegui odiá-lo. E juro que tentei...rsrs... Porque não conseguia entender o motivo de não odiá-lo. Reli a cena da violação quatro vezes e mesmo assim não consegui. Não sei explicar o motivo. A cena não é nada agradável e não gostei nada dela. Detesto esse tema e sinto muita raiva dos mocinhos que fazem essas coisas em algumas histórias que já li. E já mandei livros pra categoria "romances que odiei" só pelo motivo de conter abuso por parte do mocinho. Quando não mandava a história pra essa categoria, colocava o mocinho na categoria "homens cruéis". Então, é óbvio que eu não fiquei muito satisfeita por não odiá-lo...rsrs... O que ele fez foi muito errado e vergonhoso, mas ele não ganhou o meu desprezo. Pelo contrário. Senti vontade de cuidar dele. Como a Carla disse, ele precisava de colo...rsrs... De proteção. A proteção e o amor que lhe foram negados na infância. Aí vocês vão pensar que eu o perdoei por causa da infância infeliz dele, mas isso também não é verdade. Logo depois do pesadelo que foi a noite de núpcias deles, eu já o havia perdoado. Ele fez meu coração amolecer ao se desprezar como se desprezou e levar aquela joia de presente para a nossa pobre Victoria...rsrs.. Não foi o presente, mas achei engraçado o pensamento dele de que ela o perdoaria porque ele lhe deu um presente belíssimo. Achei divertido e senti compaixão por ele, pois meu querido mocinho acreditava que se comprava afeto, perdão, amor... A experiência que teve com a ex-maldita-esposa o fez pensar assim. Ele não fez por mal, entende? Realmente acreditava de todo coração que estava pedindo perdão e sendo perdoado ao lhe dá aquele colar valioso (acho que era colar)... Sei lá... Isso amoleceu meu coração e tbm o pedido "sinto muito" e ainda o afeto dele ao cobri-la com a coberta... Achei aquele momento significativo. Significou muito para mim e depois de saber o que ele passou na infância, soube que não ouviria ele pedir perdão com as palavras certas. Ele teve que repetir muito essas palavrinhas na infância e sem ter feito nada de errado... Acho que me sentiria péssima se ouvisse ele pedir perdão. Nunca quero ouvir essas palavras dele. Com relação ao Jason, elas seriam uma tortura.

- Acompanharam o trecho que coloquei no início das "palavras de uma leitora"? Apesar de eu ter dividido em dois trechos elas fazem parte de uma mesma cena. Uma das cenas mais lindas pra mim. Foi a primeira vez que o Jason disse que a amava e foi lindo. Ele tinha feito algo horrível na noite passada... Havia humilhado a mocinha ao ordenar que ela tirasse a roupa e depois dissesse que o queria. Ela era tímida e ele fez aquilo com a intenção de humilhá-la e ele mesmo admitiu isso (embora não com essas exatas palavras) ao falar o seguinte: "Deixe-me fazê-la esquecer a noite de ontem." Foi tudo por causa do ciúme. Mas nossa mocinha não deixou por menos...rsrs... No dia seguinte, ao ver que ele havia deixado mais um presente (sempre a presenteava depois que eles faziam amor. Pra ela, era como se a estivesse pagando, comprando... Para ele, era um ato de carinho...rsrs...), ela levantou e foi atacar o presente nele! Eu adorei! Aí ela começou a gritar que nunca o perdoaria e coisa e tal... E foi a atitude dela que provocou o trecho que coloquei no início da resenha. Foi depois disso que eles se entenderam. Ela disse o que sentia e ele finalmente confessou que a amava. Eu amei. É como dizem "há males quem vem para o bem". A atitude desagradável dele na noite anterior, provocou a ira dela e fez eles finalmente se comportarem como marido e mulher e confessarem o que sentiam. Sem dúvida essa história de amor é daquelas inesquecíveis. Esse casal já me marcou.



- Já disse que esse mocinho está entre os meus preferidos? Juro que está! Mesmo tendo agido como um cafajeste estúpido na noite de núpcias, ele conseguiu ganhar o meu coração e entrar pra lista de preferidos. Eu o adoro! Ele merece amor. É isso que ele merece. Não pensem nele como um mocinho mau só pela noite de núpcias. Tenho certeza que ao começar a ler o livro e conhecer o Jason, você também vai amá-lo, pois ele nos conquista bem antes daquela cena e nos encanta logo depois com seu ato errado, mas certo pra ele (o presente) e com o "sinto muito" (só o Jason pra me fazer aceitar essas palavras, né? Com ele essas palavrinhas significam pedido de perdão, pois as outras palavras são humilhantes nessa história) e também com o afeto ao cobri-la:




"Vestindo o robe, Jason retirou uma caixa de veludo da gaveta da penteadeira e voltou ao quarto de Victoria. Ficou parado ao lado da cama, observando-a dormir.


— Victoria — sussurrou.


Ela se moveu levemente ao ouvir o som de sua voz e Jason foi imediatamente invadido pela dor do remorso. Ela parecia tão vulnerável, tão linda, com os cabelos espalhados no travesseiro, refletindo a suave luz da vela.


Jason observou-a em silêncio atormentado, sem querer perturbá-la.


Após alguns momentos, puxou as cobertas sobre os ombros delicados e afastou os cabelos de seu rosto.


— Sinto muito — murmurou baixinho."

 
- Foi nesse exato momento que eu o perdoei. Tentei me convencer de que ainda não tinha decidido, mas não adiantou eu lutar. Fiquei lembrando desse momento e soube que já tinha perdoado o Jason. Senti muita compaixão por ele. Não gostei de ele magoar a Victoria, pois também gosto muito dela, mas senti mais por ele. Motivo? Ele se considerar o filho do "coisa ruim". Não foi palavra de momento, não. Ele acreditou naquilo pelo que a bruxa que o maltratou na infância falou. Ela repetia essas palavras abomináveis e, após fazer o que fez com a Victoria, ele acreditou nisso. Mas estava errado! Assim como a louca que o maltratou! Ele é uma pessoa maravilhosa e que comete erros como todos nós e nunca na vida quis realmente fazer mal a Victoria. Eu o amei cada vez mais com o prosseguir da história. Como não amá-lo? Amei o menino ferido, que não recebeu amor e foi cruelmente maltratado e amei o homem atormentado, que havia perdido o filho pra morte e que se achava indigno de receber amor. E depois também amei a pessoa na qual Victoria o transformou. Sem dúvidas ela era a pessoa certa pra ele! E se falo isso é porque é verdade, pois eu não aceitaria ninguém que não fosse digna...rsrs... Teve um livro que li certa vez no qual cheguei a dizer que não achava a mocinha suficiente para o mocinho. Que ele merecia alguém melhor. Não lembro que livro foi esse... E acho até que a mocinha era uma boa pessoa, mas não achei suficiente para o mocinho. No caso desse livro, não. A mocinha é perfeita pra ele. Ela o fará feliz para sempre.... e tbm fará com que nenhum dia seja chato. Ainda bem que ele é forte... Só alguém assim conseguiria viver ao lado dessa mocinha. Ela é doidinha... Acreditam que ela domesticou um lobo? Estou falando de um animal de verdade e não do Jason...rsrs... Não era um animal 100% lobo. Era metade lobo e metade cachorro, mas era um animal assustador. Ela o domesticou! Acreditam nisso? Foi muito engraçado. Aí sim... Depois ela domesticou a pantera com a qual se casou...rsrs...




"O motivo pelo qual fui a Londres foi porque queria comprar isto para você — Victoria explicou.


Ele continuou olhando o pacote, imóvel, as mãos ainda metidas nos bolsos. Com um súbito aperto no peito, Victoria se perguntou se, alguma vez, alguém dera um presente a Jason. Era improvável que a primeira esposa, ou mesmo a amante, houvesse pensado nisso. E seria desnecessário dizer que a louca que o criara jamais lhe dera qualquer coisa.


A compulsão de se atirar nos braços dele já era quase incontrolável, quando Jason finalmente tirou as mãos dos bolsos. Apanhou o pacote e girou-o nas mãos, como se não houvesse o que fazer com ele. Disfarçando a profunda ternura que a invadiu com um sorriso largo, Victoria se sentou na beirada da mesa e perguntou:


— Não vai abri-lo?


— Quer que eu o abra agora? — Jason indagou, visivelmente confuso e embaraçado.


— Que momento poderia ser melhor? — ela brincou e deu um tapinha na mesa a seu lado. — Pode colocá-lo aqui, antes de abrir, mas tenha cuidado, pois é frágil.


— É pesado — Jason comentou com um sorriso hesitante, enquanto desfazia o embrulho.


— Fez com que eu me lembrasse de você — Victoria confessou, observando-o retirar da caixa forrada de veludo a linda pantera esculpida em ônix, com olhos de esmeraldas.


Como se um felino vivo houvesse sido capturado em um passe de mágica e, então, transformado em ônix, cada linha do corpo da pantera transmitia a idéia de movimento, graça e poder. Os olhos verdes exibiam perigo e inteligência.


Jason, cuja coleção de obras de arte era tida como uma das melhores da Europa, estudou a pantera com tamanha reverência, que Victoria foi obrigada a lutar contra as lágrimas. Tratava-se, sem dúvida, de uma peça belíssima, mas ele a estava tratando como se fosse um tesouro inestimável.


— É linda — ele finalmente murmurou, passando um dedo pelas costas da pantera. Com extremo cuidado, colocou a peça sobre a escrivaninha e virou-se para Victoria. — Não sei o que dizer — admitiu com um sorriso maroto, quase infantil.


— Não precisa dizer nada... exceto “obrigado”, se quiser — Victoria replicou, sentindo-se mais feliz do que nunca.


— Obrigado — Jason murmurou com voz rouca.


Agradeça com um beijo. As palavras surgiram na mente de Victoria e, sem pensar, ela falou:


— Agradeça com um beijo.


Jason respirou fundo e, apoiando as mãos na mesa, inclinou-se e roçou os lábios nos dela."



- Está aí outra cena que me emocionou. Ninguém nunca tinha comprado um presente pra ele. Ninguém nunca demonstrou afeto dessa forma e ele não sabia nem como agir. Essa cena me tocou muito. Ele não mereceu nada do que sofreu e eu seria mentirosa se dissesse que fiquei indiferente ao saber do que ele passou. Quanta humilhação! Ele era só uma criança e não merecia tratamento tão cruel. Está aí uma pessoa que odiei com todas as minhas forças! A bruxa maldita e fanática que o maltratou. Até hoje ele leva as marcas físicas daquela maldade. As emocionais foram curadas pela Victoria, mas as físicas ficarão pra sempre. Eu imaginei um final para a ordinária que fez aquilo com ele, mas é melhor guardar pra mim mesma...rsrsrs... Só digo-lhes que ela desejaria ir logo para o inferno que seria bem melhor pra ela. Vocês tbm irão se revoltar, isso eu garanto! Mas bem... Ao descobrir o que o Jason passou eu lembrei de um outro personagem. Quem adivinha qual é? O Rowland do livro "Assim Fala O Coração". Fiz a resenha desse livro há pouco tempo e perdoei o mocinho por sua crueldade, mas não gostei muito dele, não. Não o odiei no final da história (só durante a história), mas tbm não era um mocinho muito querido. Porém, depois de acompanhar a narração do que o Jason passou e lembrar do que o Rowland também viveu, esse mocinho que outrora foi mocinho-vilão pra mim, ganhou um lugar especial no meu coração tbm.... Enfim... rsrs...



 
Um pequeno resumo:


Inglaterra, século XIX. Victoria Seaton sabia o que era felicidade. Tinha crescido num lar cheio de amor e proteção. Era adorada por todos que a conheciam e vivia cada dia com muita alegria. Aos quinze anos, era uma menina inocente e sonhadora... Mas seu mundo sofre o primeiro abalo quando ela presencia uma discussão entre seus pais.

Na época ela não entendeu o que a cena significou. Somente anos mais tarde ela veio a perceber que, naquele dia, seu pai desejava fazer amor com sua mãe e ela havia se negado com desespero... E somente anos mais tarde, ela também veio a descobrir o motivo.

Mas, apesar daquele pequeno abalo aos quinze anos, Victoria cresceu feliz e sabendo o que o futuro lhe reservava: quando completasse dezoito anos, iria se casar com Andrew, seu melhor amigo e o rapaz que ela amava. Eles sempre estavam juntos para tudo e Victoria sabia que podia ser feliz ao seu lado... Porém, o destino não pensa igual e decide separá-los...


Ela já tinha completado dezoito anos e Andrew havia ido fazer sua última viagem como solteiro. Tudo estava caminhando bem... até que a carruagem na qual seus pais fizeram um passeio, capota e eles morrem.


Profundamente chocadas e sofrendo, Victoria e a irmã veem suas vidas sofrerem drásticas mudanças. São forçadas a se separarem para irem viver com parentes ricos na Inglaterra e que haviam oferecido um teto para as duas... em casas separadas.


Dorothy vai viver com a bisavó, uma duquesa atormentada por um terrível erro do passado e que, ao negar abrigo para Victoria, acredita está tentando consertar esse erro (mas essa é uma longa história).


Já Victoria, após ser rejeitada pela bisavó, vai viver com o duque Charles, um primo distante e que tem seus próprios motivos para receber de braços abertos essa jovem desamparada em sua casa... Ou melhor, na casa de seu suposto sobrinho (na verdade, filho... Mas isso não é um segredo secreto. Essa revelação acontece logo no início da história), Jason. Charles também havia cometido um erro terrível no passado e queria ver Victoria e Jason juntos, para só assim conseguir viver em paz.


Por causa da duquesa de Claremont e o duque Charles, Victoria e Jason acabam se aproximando e, depois de uma armação do Charles, se casando... Mas as coisas não começam nada bem...


No dia do casamento, Victoria quase abandona Jason no altar. Ela estava apavorada. Tudo estava acontecendo rápido demais e, movida por um impulso, ela decide abandoná-lo. Porém, Jason a impede, mas fica profundamente magoado ao pensar no que ela pretendia fazer.


Como se não bastasse isso, Victoria decide se embriagar por medo da noite de núpcias. Sua dama de companhia havia dito coisas horríveis sobre o que acontece entre um homem e uma mulher. Então, Victoria bebe acreditando que a bebida facilitará as coisas... Mas esquece de um detalhe: sempre passa mal ao ingerir álcool.

Confundido o medo da mocinha com repulsa, Jason fica furioso e decide terminar tudo de uma vez. E assim, possui a esposa sem qualquer cuidado ou preparação. Transformando a noite de núpcias de ambos num verdadeiro pesadelo.

Mas o que será que acontece depois disso? Como ambos conseguirão resolver seus problemas e se perdoarem?


 
- Bem... Essa é uma história de amor linda e que eu recomendo à todos. Apesar da cena desagradável o livro é lindo.



Nele você irá conhecer a história de vida de Victoria e Jason. Seus medos, sonhos, esperanças.... Seus problemas e o amor que começa a surgir entre eles. A história não é um mar de rosas o tempo todo. Tem alguns altos e baixos, mas nosso casal querido não irá fugir dos problemas. Eles irão enfrentá-los e procurar construir um futuro juntos.


Tenho certeza absoluta de que vocês irão se apaixonar pelo Jason e se encantar com a Victoria.


Amor, sensualidade, drama, humor, superação.... Essa é uma história inesquecível e já tem um lugar especial no meu coração. Está difícil decidir qual livro mais me marcou esse mês. Só mesmo no final de janeiro saberei. São tantas histórias lindas... E agora já não consigo comparar Agora e Sempre com Alguém Para Amar. As duas histórias são apaixonantes de maneira diferente. Únicas.


- Bem... Comecei a série do modo errado: primeiro o último, depois o primeiro e agora irei ler o segundo...rsrs.... Mas a ordem não afeta a história. Você nem precisa ler a série toda se não quiser. Eu estou lendo porque não consegui ficar em um livro só. Essa autora escreve com o coração e você sente saudades das histórias dela logo depois de lê-las. Aconteceu isso quando li Alguém Para Amar e está acontecendo tbm agora que li Agora e Sempre. Dá uma saudade, sabe? Já sinto falta dos personagens, da história de amor deles... de tudo. Leria o livro todo de novo se pudesse. Mas não posso. Tenho muitos livros na lista e não posso reler livro nenhum no momento. Mas acho que ainda esse ano vou reler essa série...rsrs....


- E quem me indicou essa série foi a Carla, que é muito fã dessa autora. Muito obrigada, Carla! Nem preciso dizer que estou amando essa série, né? Graças a Carla tenho mais alguns livrinhos da autora na minha lista e, em breve, eles tbm estarão resenhados aqui. Agora também sou fã dessa autora :)


- A próxima resenha será sobre o livro Um Amor Maravilhoso, que é o segundo livro dessa série. Nele a gente vai conhecer a história da Alexandra (melhor amiga da Elizabeth do livro Alguém Para Amar) e do Jordan (primo do Ian). Eu fiquei muito curiosa para conhecer a história dos dois. No terceiro livro eles pareciam se amar tanto que não pude resistir...rsrs...


Para conhecer o terceiro livro da série (já resenhado) clique AQUI.


A ordem certa da série:


1- Agora e Sempre (Victoria e Jason)
2- Um Amor Maravilhoso (Alexandra e Jordan)
3- Alguém Para Amar (Elizabeth e Ian)


- E sabem um momento que tbm é imperdível nesse livro? O final. O desespero do Jason emociona muito. Ele chora, gente! Desde que era criança ele não chorava... mas chora quando pensa que a perdeu. Com Victoria ele aprendeu a amar e confiar e não podia viver sem ela. E quando ela volta e eles se reencontram... Nossa! É uma cena muito engraçada e emocionante! Engraçada por quê? rsrs... Não vale contar tudo, né? rsrs...


- Sabe... Toda vez que penso no Jason sinto uma vontade de chorar... e não estou conseguindo terminar essa resenha. Não quis revelar os detalhes do que ele sofre, mas isso me marcou. E o momento que a Victoria beija as cicatrizes dele... Nesse momento eu não aguentei. Consegui me segurar durante boa parte da história... Mas essa cena... Achei muito injusto tudo que ele sofreu e também a dor que ele sentiu ao perder o filho. Sofreu na infância e mesmo assim não perdeu a esperança, a vontade de sonhar e crescer... Ele sonhava com uma família, uma esposa que o amasse e um filho a quem ele daria tudo que não pôde ter quando criança... Mas a vida novamente decide bater nele e dessa vez  é lhe arrancando a criança que ele tanto amava. Essa não é uma história só de amor. Também é de superação. A pessoa certa fez o Jason sair do seu mundinho fechado e solitário e o fez aprender a confiar novamente. E é lindo quando ele deposita sua confiança nas mãos da Victoria ao ponto de confessar o que sente. Sem dúvidas, esse livro me marcou. E eu não podia desejar final melhor para essa linda história de amor e superação. A Judith criou personagens reais, com problemas reais. Que sofrem, erram e sentem. Que precisavam encontrar seu lugar no mundo. Ela fez a gente se envolver na história deles e se apegar aos personagens. Tanto a Victoria quanto ao Jason. Acho que nunca conseguirei esquecer essa história....

8 de janeiro de 2011

Alguém Para Amar - Judith McNaught


3º Livro da Série Sequels

Uma bela condessa de dezessete anos só podia estar destinada a brilhar na requintada sociedade de Londres. Mas Elizabeth Cameron era muito diferente das jovens de sua época. Órfã, havia sido criada longe dos salões londrinos e não sabia que ligações afetivas e financeiras frequentemente se entrelaçavam, em sutis arranjos de interesses. Não por acaso sua festa de debutante resultou num verdadeiro escândalo: era ingênua demais para suspeitar de intrigas, impulsiva e imatura em excesso para lidar com Ian Thornton, um homem atraente, no entanto perigosamente hábil nos jogos sociais. Elizabeth apaixonou-se por ele à primeira vista e, da noite para o dia, viu todos os seus sonhos se desmancharem. A paixão que sentia foi transformada em pecado, seu amor tornado impossível. Judith McNaught descreve com impressionante vigor e emoção o romance tumultuado de Elizabeth e lan, alternando sensualidade, ternura, aventura e humor. Do riso às lágrimas, impossível não compactuar com os personagens inesquecíveis de Alguém para amar, que é, sem dúvida, um irrecusável convite ao sonho.



Palavras de uma leitora...


"A luz da lua espalhava-se nos degraus do terraço, e ao longo do jardim as tochas iluminadas reluziam. O cenário tranquilo serviu para acalmá-la e, descendo até o jardim, Elizabeth caminhou a esmo, cumprimentando os poucos casais que encontrava pelo caminho. Parou nos limites do jardim e, virando à direita, entrou no caramanchão, um tipo de mirante cercado de plantas. O som de vozes esvaía-se no ar, deixando apenas os acordes distantes da música. Permaneceu parada ali por alguns minutos, quando ouviu uma voz aveludada dizer, atrás de si:



— Dance comigo, Elizabeth.


Assustada pela chegada silenciosa de lan, ela voltou-se e, deparando com ele, levou a mão automaticamente ao pescoço. Imaginara que ele houvesse se zangado com ela, na sala de jogos, mas a expressão de seu rosto era calma e terna. As notas ritmadas da valsa flutuavam em torno deles, e lan abriu os braços.


— Dance comigo — ele repetiu, no mesmo tom suave e quente. Como se estivesse num sonho, ela caminhou até seus braços e sentiu-o enlaçar-lhe a cintura, puxando-a contra a firmeza de seu corpo."
 
 
- O que posso dizer desse livro? Que me fez chorar do início ao fim? Que depois de lê-lo eu já queria imediatamente lê-lo de novo? Que a Judith acabou de ganhar uma nova fã? Que essa é uma das histórias de amor mais belas que eu já li? Eu realmente não sei o que dizer... Eu terminei de ler esse livro era duas horas da manhã e até pensei em fazer a resenha naquela hora, mas desisti da ideia, pois o sono podia me deixar meio incoerente, sabe? rsrs... Aí eu fui dormir e por incrível que pareça, consegui sonhar com a história. Preciso nem dizer que tive uma noite de sono maravilhosa, né? rsrs.... Eu sonhei com as falas dos personagens. Senti de novo a emoção de cada palavra e me deu uma vontade enorme de chorar. Tanta emoção, tanta magia numa só história. Sem dúvida esse é um dos meus romances favoritos. E acho que já tenho o livro que mais marcou nesse mês, né? Elizabeth Cameron, Ian Thornton e a linda história de amor deles me marcou para sempre. Eu li cada página com uma vontade enorme de chorar e tbm desejando que o livro não acabasse. É um dos livros mais longos que já li e mesmo assim eu queria mais. Quando a história terminou eu não fiquei muito contente com esse fato. Queria mais... Muito mais!
 
- Essa é mais uma história de amor de pessoas que desafiaram a sociedade londrina do século XIX, pagaram por esse "erro" e deram a volta por cima, mostrando que a força do amor é maior do que tudo. Maior do que o tempo, maior do que a maldade e intrigas daquela gente hipócrita e maior do que suas regras. E a volta por cima é fantástica, gente! Tanto o Ian quanto a Elizabeth foram massacrados pela alta sociedade londrina, mas, dois anos depois, eles retornam juntos para fazer todos aqueles que um dia os desprezaram, testemunharem o amor deles. E tbm se morderem por não terem conseguido destruir esse amor. Assim como no livro Audácia, em Alguém Para Amar, temos uma mocinha que se torna pária da sociedade e é humilhada por todos. Mas não é esse desprezo o que mais faz nossa Eliza sofrer. Não. Seu maior sofrimento vem do fato de se sentir traída pelo homem que ela amou à primeira vista e por quem desafiou a sociedade. É a dor da traição o que a machuca e a faz desejar chorar até não aguentar mais. Porém, nossa Eliza não sabe que Ian vive o mesmo inferno que ela. Ela não sabe que todas as noites a lembrança daquele tórrido final de semana o atormenta e que ele tbm sente a dor da traição... dela. Ela não sabe que ele também deseja arrancar de seu sangue aquele amo forte e que se recusava a abandoná-lo.
 
Ambos foram enganados. Intrigas, inveja e ambição, fizeram com que esse casal que se amava tanto tivesse que se separar. O amor deles foi encarado como pecado e ambos considerados dignos somente de desprezo. Eu fiquei muito furiosa com isso. E desejei acabar com a raça daquela jovem víbora. A garota mal tinha dezessete anos (não estou falando da Eliza, tá?..rsrs) e já não valia nada. Eu queria que ela se arrependesse amargamente pelo mal que fez, mas não vi ela pagar. Isso não me deixou decepcionada somente pelo fato de que não era necessário gastar nem uma página com o castigo dessa víbora. Era muito melhor estar concentrada na história do casal.
 
"— Dou-lhe minha palavra — ele disse, baixinho — de que não a forçarei a nada que não queira fazer, amanhã.



Estranhamente, Elizabeth acreditava nele. Mas sabia que jamais poderia aceitar tal convite.


— Dou-lhe minha palavra de cavalheiro — ele insistiu.


— Se o senhor fosse um cavalheiro não teria me feito esta proposta — retrucou ela, tentando ignorar a pontada de desapontamento em seu peito.


— Bem, aí está uma lógica com a qual não poderemos argumentar — lan tornou, com um leve sorriso. — Por outro lado, é a única opção que nos resta.


— Não é opção nenhuma. Na verdade, nem deveríamos estar aqui conversando.


— Vou esperá-la no chalé, até o meio-dia.


— Eu não irei.


— Até o meio-dia - ele repetiu.


— Pois estará perdendo seu tempo. Agora, deixe-me ir, por favor. Tudo isso foi um erro terrível!


— Então quem sabe possamos errar novamente — ele disse, a voz enrouquecida. Depois, puxou-a abruptamente contra si, segurando-a com força. — Olhe para mim, Elizabeth — murmurou, e seu hálito quente provocou nela um súbito arrepio.


Sinais de alerta ressoavam na mente de Elizabeth. Se levantasse a cabeça, ele iria beijá-la.


— Não quero que o senhor me beije — avisou-o, embora não fosse realmente verdade.


— Então despeça-se de mim agora. — Elizabeth ergueu os olhos, deparando com os dele.


—Adeus — disse, admirada com a firmeza da própria voz. Os olhos dele deslizaram por seu rosto como se quisessem memorizá-lo, até se fixarem nos lábios. As mãos escorregaram pelos braços dela e, de repente, a soltaram. Deu um passo para trás.


— Adeus, Elizabeth.


Ela virou-se e começou a se afastar, mas a tristeza contida naquela voz profunda a fez voltar-se. Ou, talvez, tivesse sido seu próprio coração que se partira, como se ela estivesse abandonando algo... precioso. Fisicamente separados por apenas alguns metros e, socialmente, por um abismo, ambos trocaram um olhar silencioso."

- E essa manteiga derretida que está fazendo essa resenha se derrama em lágrimas de novo! Esse é um dos trechos mais emocionantes para mim. Um dos trechos, pois são vários. Não me pergunte porque me emociono com essa parte, pois não sei explicar. Talvez seja por saber que eles tiveram que se separar depois. Não gostei disso. Eles não mereciam. Se amavam tanto e se entregaram tão naturalmente a esse amor. Tudo foi tão lindo, tão mágico... Sabe quando você fica sem palavras para se expressar? É assim que eu estou. Vocês não sabem a intensidade das emoções que esse livro provocou em mim. A Judith me transportou à outra época e me fez sentir dentro da história. É como se eu acompanhasse de perto a história de amor dos dois. Foi uma viagem maravilhosa e que eu quero fazer mais vezes. Agora entendo porque a Carla adora essa escritora. E tenho certeza de que você também vai entender depois de ler esse livro. Ele é mágico e maravilhoso. Não. Dizer isso não é suficiente. Acho que não existe nenhuma palavra que possa realmente explicar o que esse livro é. Ótimo? Gente, é muito mais que isso. Estou com muita dificuldade de me expressar... E simplesmente porque não encontro nenhuma palavra que possa transmitir exatamente o que estou sentindo agora só em lembrar dessa história. Acho que estou um pouco chocada também, pois não esperava isso tudo do livro...rsrs... Eu sabia que ele era muito bom pelo que a Carla e outros leitores no skoob disseram, mas não imaginava que fosse tanto... Enfim... Querem mais trechos? Acho lhes dá pedacinhos da história explica melhor do que qualquer palavra minha, né?
 
"— Elizabeth... está aqui porque nós dois estamos meio apaixonados um pelo outro.



— O quê ?- ela ofegou.


— E quanto à necessidade de saber quem eu sou, a resposta é muito simples. — As mãos dele acariciaram-lhe o rosto pálido e, depois, deslizaram até a nuca, segurando-a com delicadeza — Eu sou o homem com quem você vai se casar.


— Ah, meu Deus!


— Creio que é tarde demais para começar a rezar — brincou ele.


— Você... deve estar louco! — ela murmurou, trêmula.


— Sim, é exatamente o que eu penso — lan sussurrou e, inclinando a cabeça, pressionou os lábios em sua testa. Puxou-a contra o peito, abraçando-a como se soubesse que ela iria lutar, se tentasse avançar mais. — Não estava nos meus planos, srta. Cameron.


—Ah, por favor... — ela implorou, transtornada. —Não aja assim comigo, eu não entendo nada disso... Não sei o que está querendo...


— Quero você. — Segurando-lhe o queixo entre os dedos, lan obrigou-a a erguer o rosto e encarar seu olhar firme. — E você também me quer.


Elizabeth sentiu o corpo todo estremecer quando os lábios dele aproximaram-se dos seus, e tentou adiar o que sabia ser inevitável.


— Uma inglesa bem-criada não sente nada mais forte do que afeição —argumentou, citando uma das frases de Lucinda. Nós nunca nos apaixonamos.


Os lábios quentes de lan tocaram os dela.


— Eu sou escocês — ele murmurou. — Nós nos apaixonamos."


- Eu fiquei muito triste quando ele disse que era o homem com quem ela iria se casar. Não pelas palavras, mas por saber que eles iria se separar. E como eu tinha certeza absoluta disso? Porque toda a narração do passado deles acontece quando Eliza está lembrando do passado. A história começa quando já se passaram quase dois anos desde aquele final de semana no qual Eliza conheceu o Ian. Eu não sabia ao certo porque eles iriam se separar e até pensava que a culpa seria do mocinho, pois a mocinha era muito inocente para isso...rsrs... Pois é. Tenho uma mania de preferir culpar o mocinho do que a mocinha. Na maioria das vezes a culpa é realmente do mocinho, mas nesse caso não foi culpa de nenhum dos dois. Foi da víbora invejosa que queria ver a Eliza humilhada pela sociedade. Não consigo considerar o desafio às regras da sociedade como um pecado. Eles não fizeram nada de errado! É algum crime se apaixonar? Para os ingleses da época (nem todos) era sim, pois eles não se apaixonavam. Apenas sentiam "afeição". Mas o maior crime que eles puderam cometer aos olhos da sociedade foi se apaixonar por alguém que não pertencia à mesma camada social que eles. Eliza era uma condessa pertencente à uma das camadas mais altas da sociedade. O Ian, para eles, não passava de um jogador trapaceiro que fazia fortuna roubando da "nobreza". Estavam errados, é claro. Digo ou não digo? rsrs... Mas é tão óbvio, gente! Não é um segredo muito secreto, não...rsrs... Enfim... O Ian é um marquês e o futuro duque de Stanhope. Mas há uma longa história por trás do motivo da sociedade não saber disso. Não sei se revelo isso no "um pequeno resumo" ou se deixo para vocês descobrirem sozinhos... Vou pensar...rsrs...

- Houve um momento no livro em que senti muita tristeza mesmo. Foi quando houve a quarta separação. Pois é. Eles se separaram quatro vezes. Mas explico os motivos depos... Essa quarta separação aconteceu depois do julgamento do Ian. A Eliza foi atrás dele e ele a desprezou. Foi muito dolorosa essa parte. Eu não o odiei. Entendia o motivo de ele está agindo daquela forma, mas fiquei muito triste. Mas foram as palavras da mocinha que mais me fizeram me emocionar. E sabem de quem lembrei nesse momento? Da Brigitte do livro Assim Fala O Coração. Eu entendi ainda mais os motivos dessa mocinha.

"Girando o corpo, encaminhou-se para a escrivaninha, apoiando as mãos úmidas no tampo de madeira, esperando até que ele se viu forçado a encará-la. Parecendo um anjo corajoso e determinado, Elizabeth enfrentou seu adversário, com a voz trêmula de amor.



—Escute-me com atenção, meu querido, pois vou lhe dar um aviso bem claro de que não permitirei que faça isso conosco. Você me deu seu amor, e eu não vou deixar que o tome de volta. Por mais que você tente, mais força eu terei para lutar. Vou assombrar seus sonhos à noite, exatamente como você fez com os meus, em todas as noites em que ficamos separados. Vai permanecer longas horas acordado, desejando-me ao seu lado, e sabendo que eu também estarei ansiando por você. E quando não puder mais suportar... — prometeu, dolorosamente —, então voltará para mim, e eu estarei à sua espera. Vou chorar em seus braços e lhe dizer o quanto lamento todo o mal que lhe causei, e você me ajudará a encontrar uma maneira de perdoar a mim mesma...


—Maldição! — ele gritou, o rosto pálido de fúria. — O que mais é preciso para fazê-la parar?


Ela encolheu-se sob o ódio na voz que amava tanto. E rezou para conseguir dizer tudo o que tinha a dizer sem começar a chorar.


—Eu o magoei demais, meu amor, e vou continuar a magoá-lo nos próximos cinquenta anos. E você também vai me ferir, lan, embora eu espere que nunca mais seja tanto quanto está me ferindo agora. Mas se é assim que tem de ser, vou suportar tudo pois minha única alternativa seria viver sem você, e isso é o mesmo que a morte. A diferença é que eu sei disso, e você... ainda não sabe."

- Acompanharam esse trecho? E principalmente a última parte? "Eu o magoei demais, meu amor, e vou continuar a magoá-lo nos próximos cinquenta anos. E você também vai me ferir, lan, embora eu espere que nunca mais seja tanto quanto está me ferindo agora. Mas se é assim que tem de ser, vou suportar tudo pois minha única alternativa seria viver sem você, e isso é o mesmo que a morte." Entendem porque entendi ainda mais a Brigitte? E também por que me derramei em lágrimas como se aquela separação estivesse acontecendo comigo? Foi tão doloroso, gente! Eu não queria que eles se separassem de novo. Mas A Eliza não desiste. Ela lutou por ele. Não cedeu quando o advogado foi até a casa entregar o pedido de divórcio. Ela sabia que o Ian a amava e sabia também que ela teria que ser muito forte para poder fazê-lo enxergar isso. E nossa mocinha foi. Ela fugiu do advogado e passou meses aguardando o Ian onde ele menos esperava... Mas valeu a pena. O reencontro é lindo! E as palavras do Ian quando a Eliza começa a chorar de uma forma que cortaria o coração de qualquer um? São lindas! Mas só vou colocar esse trecho depois... Agora vamos ao resumo da história.


Um pequeno resumo:


Inglaterra, século XIX. Lady Elizabeth esteve levando sua vida com toda garra e determinação até aquele dia em que seu tio lhe deu a notícia de que havia selecionado três pretendentes e escolheria um deles para se tornar seu marido. Ela entrou em pânico, pois não queria se casar, não queria ficar presa a nenhum homem... Mas o que mais a fez temer e o que mais a machucou foi saber que um desses pretendentes era Ian Thornton, o homem que destruiu sua reputação e fez em pedaços seu coração...

Tudo começou anos atrás, quando os pais de Elizabeth morreram num trágico acidente, deixando nas costas do irmão dela, Robert, todas as dívidas acumuladas ao longo dos anos. Dívidas de jogo. Os pais de Eliza eram dois inconsequentes que não se preocupavam com o amanhã. E como se não bastasse, Robert também passou a jogar, reduzindo ainda mais a herança da família. A salvação da reputação da família e de Havenhurst estava na beleza de Elizabeth. Somente um casamento vantajoso poderia salvá-los da ruína financeira e moral. E foi por esse motivo que, aos dezessete anos, Elizabeth debutou na sociedade londrina.

Ela não passava de uma menina do campo na época e não tinha ideia das intrigas que rolavam dentro dos mesmos salões nos quais ela brilhava. Não sabia que as mesmas pessoas que lhe sorriam e se faziam de suas amigas, também aguardavam ansiosas por sua queda. E também não sabia que iria conhecer Ian Thornton, o homem pelo qual iria se apaixonar, viver momentos lindos e depois passar anos sofrendo por sua traição. Ela não sabia de nada disso. Mas, em apenas um final de semana, descobriu tudo isso... Foi um dos finais de semana pais lindos e dolorosos da sua vida e ela o levaria por toda sua vida.

Foi em um baile na casa da irmã de Valerie, uma de suas melhores amigas, que Elizabeth o viu pela primeira vez. Suas "amigas" fizeram uma aposta na qual Eliza teria que convencer Ian a dançar com ela. Ingênua e inocente, ela lhe pediu uma dança, que foi negada. Mas nem mesmo a fria recusa a fez esquecê-lo. Ao longo daquela noite, ele continuou dominando seus pensamentos. E, após vê-lo ser vítima de uma injustiça durante um jogo, enfrenta todos os homens da sala em sua defesa. E justamente naquele momento, o destino dos dois se tornou um só. Elizabeth se apaixonou por ele sem ao menos perceber e se entregou de corpo e alma ao amor.

Ambos viveram um final de semana maravilhoso, mas após caírem em uma armadilha preparada por uma pessoa invejosa, se separam amargamente. Ian vai embora acreditando que Elizabeth só queria brincar com ele, já que era noiva de outro homem. E Eliza, após se vê humilhada pela sociedade e ouvir as duras palavras de seu irmão, passa a acreditar no mesmo. Que todas as juras de amor de Ian não passavam de mentiras contadas para conseguir seu corpo.

E após o misterioso desaparecimento de seu irmão e o desprezo da sociedade, Elizabeth volta para Havenhurst disposta a permanecer lá para sempre.... Mas, dois anos depois, acontece o reeencontro inevitável.

Ambos ainda irão se machucar muito, mas nada no mundo conseguirá mantê-los separados.

- Falei muito, né? Mas nem metade do que a história é. Nesse pequeno resumo contém um pouco do passado deles, mas não revelei o presente. Não quero ser uma estraga-prazer e decidi deixar vocês descobrirem sozinhos tudo o que o casal ainda terá que enfrentar. Só vou explicar duas coisas. O motivo do reencontro e do escândalo que envolveu a Eliza.

- O tio de Elizabeth, que passou a ser seu tutor depois do desaparecimento de seu irmão, odiava Elizabeth pelo simples fato de ela ser filha de seu falecido irmão. Ele não queria mais tê-la sob a sua responsabilidade e decide, dois anos depois do debut de Eliza e o escândalo que a envolveu, enviar um convite aos quinze pretendentes que ela havia tido naquela temporada. Era uma maneira ultrajante de conseguir um marido para ela. É como se a estivesse oferecendo a quem pagasse o maior preço e era justamente o que ele estava fazendo. Entre esses pretendentes, o tio de Eliza incluiu Ian Thornton. Dos quinze pretendentes, somente três aceitaram essa proposta absurda. Um velho libertino, um solteirão obcecado por cabeças de animais e... Ian. Só que Ian na verdade não aceitou nada. Foi um equívoco do secretário dele que mandou a resposta errada. O tio de Eliza a fez passar um tempo na casa de cada pretendente, a fim de que eles a avaliassem como se avalia um cavalo (preciso dizer que detesto esse homem?) e decidissem se a queriam ou não. Depois desse tempo, ele escolheria o pretendente que tivesse o maior título e riqueza. Elizabeth acredita que conseguiu convencer os dois primeiros de que ela não seria uma boa esposa.. mas seu maior desafio seria enfrentar Ian... E a partir daqui eu paro de falar....rsrs... Estou fazendo um esforço enorme para não revelar mais do que o necessário.

- Agora sobre o escândalo. Eliza e Ian foram enganados por uma suposta amiga da Eliza, que armou uma armadilha e fez com que eles fossem vistos juntos por pessoas "importantes". Esse fato arruinou a reputação da Eliza e ela passou a ser vista como "mercadoria de segunda mão" e também provocou um duelo entre Ian e o irmão dela. A Eliza estava oficialmente noiva de um pretendente muito "importante" só que não tinha sido informada desse detalhe. Ela não sabia que estava noiva. Tudo isso, mais as palavras de Robert, contribuíram para que eles se separassem.

- Bem... A história é linda, linda e linda! Emocionante da primeira à última página é uma história que jamais esquecerei. Sinto vontade de relê-la agora, acreditam nisso? Imagina a história mais linda que você já viu em livro ou filme... Eu coloco essa história de amor nessa categoria. Se não for a mais linda que eu já li, é uma delas. A autora narra de forma apaixonante cada cena, cada frase e cenário. Você não quer largar a história enquanto não terminar de lê-la e quando ela acaba, fica desejando que fosse ainda mais longa do que é. Eu recomendo essa história à todos. Ela é bem longa, mas vale muito a pena e você nem sente o tempo passar.

E qual é o outro trecho emocionante? Aquele do momento em que Eliza chora todas as tristezas do seu coração? Acompanhe!

"lan viu as lágrimas reluzindo nos magníficos olhos de Elizabeth, e uma delas formou uma trilha no rosto suave. Com doloroso esforço, ele falou:



—Se estiver disposta a dar um passo à frente, minha querida, você poderia chorar em meus braços. E, enquanto isso, eu lhe direi o quanto lamento por tudo o que fiz... — Incapaz de esperar, estendeu os braços e apertou-a com força contra o peito. — E quando eu terminar — sussurrou, quando Elizabeth o enlaçou e começou a soluçar —, você pode ajudar-me a encontrar uma maneira de perdoar a mim mesmo.


Torturado por aquele pranto, roçou o queixo contra a testa de Elizabeth, e prosseguiu, num sussurro entrecortado:


—Perdoe-me, Elizabeth... — Devagar, inclinou o rosto e cobriu-lhe a boca com a sua. — Perdoe-me, por favor..."


- E não posso esquecer de dizer que li esse livro graças a indicação da Carla. Muito obrigada, Carla! Eu amei a história! Será inesquecível para mim.

- E termino a resenha deixando pra vocês os trechos que mais me emocionaram.

"Escute-me com atenção, meu querido, pois vou lhe dar um aviso bem claro de que não permitirei que faça isso conosco. Você me deu seu amor, e eu não vou deixar que o tome de volta. Por mais que você tente, mais força eu terei para lutar. Vou assombrar seus sonhos à noite, exatamente como você fez com os meus, em todas as noites em que ficamos separados. Vai permanecer longas horas acordado, desejando-me ao seu lado, e sabendo que eu também estarei ansiando por você. E quando não puder mais suportar... — prometeu, dolorosamente —, então voltará para mim, e eu estarei à sua espera. Vou chorar em seus braços e lhe dizer o quanto lamento todo o mal que lhe causei, e você me ajudará a encontrar uma maneira de perdoar a mim mesma..."


"Eu o magoei demais, meu amor, e vou continuar a magoá-lo nos próximos cinquenta anos. E você também vai me ferir, lan, embora eu espere que nunca mais seja tanto quanto está me ferindo agora. Mas se é assim que tem de ser, vou suportar tudo pois minha única alternativa seria viver sem você, e isso é o mesmo que a morte. A diferença é que eu sei disso, e você... ainda não sabe."



 
"Se estiver disposta a dar um passo à frente, minha querida, você poderia chorar em meus braços. E, enquanto isso, eu lhe direi o quanto lamento por tudo o que fiz... — Incapaz de esperar, estendeu os braços e apertou-a com força contra o peito. — E quando eu terminar — sussurrou, quando Elizabeth o enlaçou e começou a soluçar —, você pode ajudar-me a encontrar uma maneira de perdoar a mim mesmo."





OBS: o livro faz parte de uma série e esse é o terceiro livro dela. O nome da série é  Sequels. Um dos livros, a Carla disse que acha que não foi editado no Brasil e é o segundo livro no qual os protagonistas são a amiga da Elizabeth, lady Alexandra, e o primo do Ian, lorde Jordan. O primeiro livro da série é o Agora e Sempre.
 
E outra observação: assim como aconteceu com os livros da Candace Camp, não consigo ler um livro e ficar só em um. Tenho que ler pelo menos mais um livrinho da Judtih... E mais uma vez acabo adiando a leitura do livro Tardes de Espanha - Penny Jordan. Mas eu não tenho culpa. Não esperava que fosse sentir vontade de ficar nos históricos agora. Antes eu estava na fase de livros com crise em casamento e acabei nem lendo livros com esse tema, mas esse da Judith até atende a esse critério, pois eles se casam e enfrentam uma crise grave. O próximo livro também atende ao mesmo critério, pois é o primeiro livro dessa série. É o Agora e Sempre...rsrs... Eu não pretendia de modo algum ler esse livro agora. Motivo? Há estupro por parte do mocinho. Vai ser um desafio, mas eu quero ler outro livro da Judith e também não quero deixar a série incompleta. Como o "estupro" acontece quando eles já estão casados, (é o que eu entendi) acho que isso provoca uma certa crise, né? Sem contar que esse mocinho parece ser do tipo difícil. Sei que é loucura ler um livro com um tema que eu detesto tanto quando eu acabo de conhecer a autora, mas vou arriscar. Sou corajosa....rsrsrsrs....
 
Sei também que prometi dar prioridade as autoras vencedoras da enquete e não esqueci disso, não. Ainda esse mês pretendo postar mais livros dessas autoras. Mas vocês também gostam de conhecer autoras novas e maravilhosas, né? Há espaço para todas!
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