11 de janeiro de 2019

A Obscena Senhora D - Hilda Hilst

Tempo de leitura:

Logo nas primeiras linhas de A obscena senhora D o leitor é aspirado pela voracidade do texto. No entanto, o que ocorre aqui é diferente daquele impulso comum em livros de suspense, que nem o sono consegue deter.

O mistério na obra de Hilda Hilst (1930-2004) não acontece na trama, mas na forma como sua escrita nos lança num abismo, arrasta como uma vertigem. Se o princípio sugere um monólogo, a multiplicação de vozes e de registros que vêm em seguida impede a certeza na unidade de alguém que narra.

A letra D no título é outra manifestação desse mistério, uma indeterminação que sugere experiências de desamparo, desaparecimento, desabrigo ou até mesmo Deus.

O fluxo quase irracional das frases, as anomalias gramaticais, o modo áspero com que a autora funde o sagrado e o profano podem dar a impressão de um livro difícil, daqueles que a maioria desiste antes do fim. Ao contrário destes, porém, A obscena senhora D é difícil de fechar. Quando acaba, dá vontade de recomeçar para sentir tudo de novo. 
Cássio Starling Carlos Crítico da Folha




Palavras de uma leitora...



- Se vocês pudessem ver minha cara agora... Evidentemente fui muito pretensiosa ao imaginar que tinha maturidade literária o suficiente para encarar Hilda Hilst. O resultado? Quebrei a minha cara.rs

Ano passado me desafiei a ler Clarice Lispector, apostando em sua obra Perto do Coração Selvagem. E por mais difícil e tumultuosa que tenha sido a leitura eu sobrevivi. E até comprei outro livro dela para ler futuramente. Sofri muito lendo Clarice pela primeira vez, pois a história era pesada, do tipo que te empurra para baixo, de deixa com uma sensação de sufocamento. E são tantos pensamentos da protagonista, tanta confusão e dor e maldade, que é impossível não nos sentirmos mal ao fim da leitura. Mas, como eu disse, sobrevivi. E acreditei que poderia enfrentar uma obra da Hilda Hilst. 

Na minha inocência imaginei que a Clarice era a autora mais difícil entre as duas. Ambas tem em comum a utilização do recurso do fluxo de consciência em suas histórias, o que faz com que algumas de suas obras (não sei se todas) sejam mais introspectivas, se passando mais dentro da mente dos personagens, porém mesclando-se com momentos do cotidiano e confundindo por completo quem está lendo.rs São livros distintos e complexos. A Obscena Senhora D, por exemplo, na minha edição possui 52 páginas, mas eu senti como se tivesse mais de 500, só para vocês terem uma noção. Na verdade, um livro de quinhentas páginas seria menos desgastante de ler.rs 

"[...] queria te falar do fardo quando envelhecemos, do desaparecimento, dessa coisa que não existe mas é crua, é viva, o Tempo."

- No início do livro acreditamos que estamos prestes a ler uma história que será contada pela própria protagonista, uma senhora de sessenta anos, recentemente viúva, que se chama Hillé, mas que também era conhecida como Senhora D, nome que seu marido lhe deu. Não como um nome carinhoso, pelo que entendi, mas porque a protagonista vivia fazendo inúmeras perguntas para as quais não existiam respostas, numa eterna busca por algo, por um sentido que jamais encontraria. Era Senhora D, D de Derrelição, de Desamparo, nas próprias palavras dele. De uma mente inquieta e em derrocada. 

Percebemos desde as primeiras páginas que Hillé não é uma pessoa mentalmente sã. Pelo menos, não para o que conhecemos como sanidade mental. Vai muito além de uma busca por respostas, por querer compreender certos porquês. Ela é muito parecida com a Joana de Perto do Coração Selvagem, só que muito mais intensa e perturbada, muito mais sozinha, abandonada... perdida. Sobretudo após perder o marido Ehud, cinco anos mais velho que ela, e o único que parecia conseguir se não contê-la, pelo menos impedi-la de ultrapassar o limite entre a lucidez e a loucura. Ele era o fio que a prendia à realidade. Sem ele? Tudo ruiu de vez. 

"não estou bem, Ehud
ninguém está bem, estamos todos morrendo"

- O trecho acima é escrito exatamente assim no livro. Quem conhece a obra sabe que o livro inteiro não obedece às normas da língua portuguesa. Não está nem aí para regra nenhuma. Há até uma nota no início explicando que por conta da licença poética utilizada pela autora o texto seria mantido exatamente como a Hilda desejou, vez que foi escrito assim de propósito. Talvez para dificultar ainda mais a vida de nós leitores.kkkkkk... Voltando ao trecho... Enquanto está pensando em inúmeras outras coisas há um momento em que a Hillé faz uma pausa e penetra a lembrança quando ela disse não estar bem e seu marido respondeu que ninguém está bem, pois todos estamos morrendo. E como eu sei que é o Ehud quem responde? Como? Por mera suposição.rsrs Só lendo vocês compreenderão que é muito fácil nos perdermos ao longo da leitura. Eu tive que voltar páginas muitas vezes, pois não se especifica quem fala o que e quando. Nada é linear, nada é marcado, nada é definido, sabe? Conforme nos acostumamos com o mundo louco do livro até conseguimos identificar com mais facilidade quando ela está lembrando, pensando e quando é outra fala que surge, outro personagem, outro momento. Mas é complicado. E muito!


"Por que me chamo Hillé e estou na Terra? E aprendi o nome das coisas, das gentes, deve haver muita coisa sem nome, milhares de coisas sem nome, e nem porisso elas deixam de ser o que são, eu se não fosse Hillé seria quem? Alguém olhando e sentindo o mundo
Alguém, nome de ninguém"

Eu demorei um certo tempo para compreender que o desequilíbrio emocional da protagonista vinha desde a infância provavelmente (igual a Joana de Perto do Coração Selvagem) e que ela conheceu o marido ainda quando menina. Que a sua busca por respostas foi se transformando em obsessão e que conforme os anos foram se passando e ela foi chegando à velhice as coisas foram piorando, tornando a linha que a separava da loucura cada vez mais tênue. A morte do marido foi a gota que fez o copo transbordar, que a lançou direto ao abismo, mas antes mesmo de ele falecer ela já estava muito mal. Tinha se mudado definitivamente para um vão debaixo das escadas. Morava ali, estava todo o tempo naquele lugar. 

"Senhora D, é definitivo isso de morar no vão da escada? você está me ouvindo Hillé? olhe, não quero te aborrecer, mas a resposta não está aí, ouviu? nem no vão da escada, nem no primeiro degrau aqui de cima, será que você não entende que não há resposta?"

Com a morte dele, ela perdeu uma efetiva conexão com a realidade. Mergulhou por completo em seus pensamentos, em suas buscas, não cuidava dos peixes, pois isso era algo que ele fazia, então os peixes também morreram e ela os substituiu por peixes de papel e os carregou para debaixo das escadas, os mantendo dentro do aquário onde ficavam os peixes de verdade. Tinha surtos em que gritava com os vizinhos, xingava, tirava a roupa inteira e assustava quem passava pela janela. Os vizinhos passaram a vê-la como uma louca e enquanto uns sentiam piedade, em outros isso despertava a maldade e a zombaria. O desejo de fazer mal. 

"loucura é o nome da tua busca. esfacelamento. cisão.
derrelição."

- Embora o livro aparentemente se passe todo durante o tempo (dias, meses?) em que ela vive no vão das escadas e tenha como principal personagem a mente da Senhora D, há outras vozes, outros personagens que também se manifestam na história. Temos a voz do Ehud, que nos é apresentado pelas lembranças dela... sendo que em alguns momentos não sabemos se ela está lembrando ou imaginando. Temos ainda as vozes de alguns vizinhos, a do pai dela (em suas lembranças) e outros. 

Um momento que achei muito interessante foi quando, em sua confusão de pensamentos, ela recordou o conselho que seu marido deu antes de falecer, o pedido para que ela não ficasse sozinha, que buscasse um outro alguém, que se afastasse de sua vertigem. Ele sabia, na minha opinião, que ela não conseguiria sobreviver por muito tempo. Que ela se perderia por completo se não tivesse alguém para mantê-la conectada com a vida. 

"quando eu não estiver mais evita o silêncio, a sombra, procura o gesto, a carícia, um outro, e que ele conheça o teu corpo como eu conheci, ensina-o se for inábil e tímido, busca tua salvação, empurra o espírito para uma longa viagem, afasta o espírito"

Quem é muito sensível a certos palavreados (risos) não deve de modo algum apostar nesta leitura. Palavrões rolam soltos. E a personagem fala das partes íntimas do corpo sem qualquer pudor. Sabe aquelas palavras mais vulgares? Pois bem. Vai encontrar neste livro. E as descrições de momentos de intimidade também. Com crueza. Explicitamente. Não posso nem citar um trecho como exemplo porque meu blog é aberto para todo público de leitores. Não vou definir uma faixa etária para leitores do livro porque este não é meu papel, mas certamente eu não recomendaria para menores de dezoito anos. Mas isto sou eu que estou dizendo. Porque não acho que uma obra que tem uma carga erótica tão grande seja recomendada para menores de idade. Porque não é um romance daqueles de banca que lemos e tem cenas de sexo, cenas de amor bonitinhas. Aqui é cru. É disso que estou falando: as cenas são muito cruas.

"[...] porque todas as perdas estão aqui na Terra, e o Outro está a salvo, nas lonjuras, en el cielo, a salvo de todas as perdas e tiranias, e como é essa coisa de nos deixar a nós dentro da miséria? que amor é esse que empurra a cabeça do outro na privada e deixa a salvo pela eternidade sua própria cabeça?"

- De todos os trechos que me impressionaram este é o meu preferido. O que me fez pensar bastante aqui. No meio das buscas da Hillé e de sua confusão de pensamentos também existia uma busca por Deus, por ouvi-lo, por senti-lo, por estar com Ele. Por sentir que Ele se importava com ela. Só que tais momentos não são separados de outras lembranças da personagem, é tudo muito junto e há uma mistura, como a sinopse mesmo diz, de "sagrado com profano". E se o leitor for do tipo que não sabe separar obra literária de sua religião vai acabar por se sentir ofendido, indignado, querendo condenar a autora por fazer semelhante coisa. É necessário separar as coisas, gente. Ter um pouco de maturidade. Eu, por exemplo, sou católica, mas isso nunca atinge minhas leituras. Leio de tudo. Inclusive vou ler Saramago este ano.kkkkkkk... 

"lembra-te que perguntaste como ficava a alma na loucura? quando te fores, responde-me de lá."

- Se alguém aqui já leu este livro me diga se não se sentiu tão perturbado quanto a personagem durante a leitura e se conseguiu concluí-la sem se sentir literalmente mal. Eu fiquei com o corpo pesado, como se existisse algo sobre os meus ombros. É um livro muito desgastante. E, no fim, chegamos à conclusão de que não entendemos coisa alguma.rs Bem... eu até entendi, mas quem garante que não entendi tudo errado?!kkkkkk

Quem estuda profundamente a literatura, os gêneros literários e tudo mais certamente aprecia bastante os livros em que há a utilização do recurso do fluxo de consciência e devem estudar atentamente, com bastante dedicação, autores como Clarice, Hilda Hilst, Virginia Woolf, James Joyce... Os dois últimos eu também terei que ler este ano por conta dos desafios dos quais resolvi participar (sim, sou louca), mas será uma leitura normal e não um estudo dos livros. Portanto, acho que não enlouqueço mais do que o necessário. Agora aqueles que estudam essas obras... Esses merecem todo o meu respeito! São sobreviventes. Verdadeiros guerreiros. Porque não são livros fáceis não. De modo algum. 

"E nunca nos compreendemos como existências, atados os dois como cão e cadela, mas teu sonho era o meu, teu sangue, tua vida a minha"

- Dei 4 estrelas ao livro. Imagino sim que ele possivelmente seja digno de mais, só que sou uma leitora normal, na média, e sem a maturidade literária necessária para uma obra como esta. Sou humilde o suficiente para reconhecer isso. Não tenho a bagagem literária para um livro como este e nem recomendo a história para qualquer pessoa, mas somente para quem se sente preparado ou quer apostar num gênero diferente, quer arriscar uma leitura mais densa e desgastante. É uma experiência única sim, vale a pena, mas é diferente. Vai chocar, vai perturbar e confundir. Mas é bem possível que você compreenda o livro muito melhor do que eu consegui. Porque confesso: cheguei ao fim acreditando que entendi nada.rs 

Quando voltarei a ler Hilda Hilst? Daqui a uns cinco, dez anos, talvez?!rsrs A Clarice eu devo voltar a ler agora em 2019, mas a Hilda eu vou aguardar mais um bom tempo. Porque, como eu disse, não estou preparada para as obras dela. Não estou mesmo. 

- Bem... Com este livro eu concluí o primeiro mês de três desafios: Literatura Nacional, Clássicos e Mulheres em Foco. Saiba mais sobre eles clicando aqui

Leitora apaixonada por romances de época, clássicos e thrillers (não necessariamente nesta ordem). Mãe da gatinha Luana. Filha carinhosa. Irmã dedicada. Amiga para todas as horas. Acredita em Deus. E no poder do amor.

12 comentários:

  1. Você é bem mais corajosa que eu por se jogar em algo tão intenso. Não arrisco ler nada dela por achar que me sentirei burra se não entender. Quanto a protagonista, acho que sou um pouco ela no sentido de viver fazendo perguntas sem respostas.
    Beijos

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  2. Eu nunca li nada dessa e depois das suas impressões, irei pensar muito antes de fazê-la. Confesso que fiquei um pouco preocupado de começar alguma leitura e não entender nada.

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  3. Oii, tudo bem?

    Eu nunca li nada da Hilda Hilst, mas já estava na minha lista desde o ano passado, vou ver se esse ano eu dou jeito de começar.

    O único problema que vejo nessa obra é o fato de a autora usar fluxos de consciência, pois na certa eu acabaria não entendendo nada kkk e nossa, entendo muito bem isso de o livro ter poucas páginas mas parecer que possui milhares. Quando passo por isso, tenho vontade de largar o livro e fingir que nada aconteceu.

    Mas sair da zona de conforto as vezes faz bem, então A Obscena Senhora D já está na minha lista de desejados desse ano.

    Obrigada por compartilhar!!
    Beijinhos!!

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  4. Já ouvi falar sobre Clarice Lispector e Hilda Hilst não ser pra qualquer um não, mas pela sua resenha você se saiu muito bem, pois acreditoque tem livros tão enigmáticos, que permitem interpretações diferentes. Eu não sei se tenho coragem de ler obras assim, porque confesso que comecei um livro do Kafka e abandonei, até hoje passo longe kkkk Vou gravar bem o título. Quem sabe um dia dou uma conferida :)

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  5. Olá!
    Adoro suas resenhas, são sempre muito bem desenvolvidas e sempre mostra os pontos que podem ou não nos agradar nas tramas. Eu já vi algumas indicações da Hilda Hilst, mas nunca senti vontade de pegar para conhecer, eu sempre fico com a impressão que esses autores tem uma escrita que nos causa lentidão e acabamos abandonando a leitura.
    Talvez esteja errada, mas quem sabe quando tiver uma oportunidade eu sinta vontade de conhecer algum de seus trabalhos.
    Beijos!

    Camila de Moraes

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  6. "que amor é esse que empurra a cabeça do outro na privada e deixa a salvo pela eternidade sua própria cabeça?" *o*

    Nossa, que resenha fantástica! E de um livro tão curto. Realmente essa parece uma obra extraordinária, que requer muito do leitor e o provoca até o fim. Já li dois livros da Clarice, e em ambos tive um pouco de dificuldade, mas foram obras que me prenderam e emocionaram bastante, e nas quais ainda hoje me pego pensando. Não sei também se estou preparada para Hilda Hilst, mas acho que só saberei tentando...

    Parabéns pela ótima resenha.
    Beijos!

    https://umaleitoravoraz.blogspot.com/

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  7. Olá, Luna.
    Esse livro tá na minha lista a muitos anos, mas vivo adiando já pensando no quanto difícil será. Comprei o box com os livros dela, e depois da sua resenha vou tentar incluir nas minhas leituras desse ano...
    Veremos, rs!

    http://umolhardeestrangeiro.blogspot.com/

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  8. Sabe que acho que é a segunda vez que leio a respeito de uma obra dessa autora? (sim, vergonhoso isso! Não sei como isso passou em branco no estudo de Literatura na escola!)
    Pelo que li da sua resenha, é uma leitura bastante intensa, daquelas que tem que ser feita com carinho e atenção, senão a gente se perde. Não sei se atualmente eu teria pique para ela, mas estou cada vez mais curiosa em conhecer a escrita dessa autora, acredito que não me arrependerei. Talvez eu comece por esse livro.
    bjos
    Lucy - Por essas páginas

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  9. Olá Luna!!!
    A autora Hilda ainda não li, mas prevejo que chegará em um momento da minha vida acadêmica que irei me deparar com ele.
    Uma vez tentei trazer a resenha de um dos livros acadêmicos que havia lido e isso não funcionou muito bem já que quando você ler um livro acadêmico ao trabalhar numa resenha você utiliza dos fatos que você argumentou e trabalhou dentro de sala, e isso bem pra mim não fica interessante.
    Clarice eu sempre recomendo que as pessoas comecem pelos contos são mais leves que seus romances e a pessoa se acostuma com sua escrita.
    De todo modo adorei a resenha ^^

    lereliterario.blogspot.com

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  10. Olá, Luna.

    Acho que provavelmente é uma vergonha, mas tenho que admitir que eu não conhecia a autora.
    A personagem parece ser bem perturbada, uma pena que com a morte do marido ela perdeu toda a sanidade que lhe restava.
    Ficar sozinha com certeza é bem pior nessas situações... Infelizmente a história não me chamou atenção o suficiente para realizar a leitura, então dessa vez eu passarei a dica!

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  11. Olá
    Na época de escola meu professor de literatura sempre falava que não era qualquer um que encarava os livros da Clarice, mas nunca tive a oportunidade de ler nada dela. Sobre a outra autora eu não a conhecia, mas não me senti instigada para fazer a leitura. Igual você citou é uma leitura única, mas não sei se seria pra mim. Achei tudo muito confuso rsrs.
    Infelizmente é bem comum casos de pessoas que perdem a sanidade depois de uma perca grande. A unica coisa que me instiga é so saber mais sobre a personagem.

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  12. Oi, Luna!
    Tenho apostado em leituras do tipo ultimamente, mas ainda não me atrevi a pegar alguma obra da autora mesmo que muito recomendada. Fluxo de Consciência ainda não prende minha atenção, para mim a leitura se torna massante e não flui. Acho que não estou preparada para encarar esse livro! Kkkkk

    Beijos!

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