1 de janeiro de 2019

A Utopia - Thomas More

Tempo de leitura:
(Título Original: Utopia
Tradutora: Alda Porto
Editora: Martin Claret
Edição de: 2013)

Escrita no mesmo ano (1516) em que Maquiavel lançava seu fundamental O príncipe - A Utopia do inglês Thomas More descreve uma ilha imaginária permeada de justiça, liberdade e igualdade, opondo-se ao mundo em que o autor vivia: a Inglaterra dominada pelo rei Henrique VIII. 

Como em um jogo de espelhos, a ilha fictícia de Utopia é o oposto da Inglaterra do século XVI: dominada por conflitos entre a monarquia e a Igreja, por uma estrutura econômica que privilegiava algumas camadas da sociedade em detrimento de outras e pelo autoritarismo. 

A obra de More é um registro do universo humanista e se tornou modelo de todas as concepções posteriores do gênero. 



Palavras de uma leitora...


- Não. Eu não acordei num belo dia e pensei: por que não leio A Utopia? Não foi assim.kkkkkkk... Embora eu utilizasse esta palavra frequentemente (dizendo que isso ou aquilo é uma utopia/ilusão) e até soubesse que ela tinha sido inventada pelo Thomas More, nunca tive um real interesse em conhecer a obra. Era algo que fugia muito do tipo de leitura que costumo fazer. Ainda que esteja me habituando a ler cada vez mais clássicos, A Utopia ia um pouco além do que costumo ousar ler. A mesma coisa eu diria de O Príncipe, de Maquiavel, que está parado na minha estante, sem que eu tenha a coragem de ler.rs

Mas quem me conhece bem sabe que sou apaixonada por contos de fadas, especialmente o da Cinderela. :) E que minha adaptação preferida da vida é o filme Para Sempre Cinderela, brilhantemente protagonizado pela Drew Barrymore. Acredito até que meus motivos para amar tanto o conto é esta adaptação.rsrs Porque foi feita uma releitura maravilhosa da história, fazendo da nossa cinderela uma mocinha forte, determinada, que não se curva diante das situações e não espera que o príncipe encantado a salve. Muito pelo contrário! Danielle sempre salva a si mesma.rs Além disso é bastante instruída e seu livro preferido é... A Utopia.rs Agora já dá para entender por que decidi ler este livro!

Danielle, a cinderela neste filme, acredita na possibilidade de um mundo melhor, mais justo, em que as pessoas possam viver de maneira digna e não constantemente exploradas. Onde o pão não falte na mesa, onde o trabalho não seja insalubre e o salário seja suficiente para satisfazer as necessidades básicas e não seja quase todo consumido em impostos. Ela acredita em equidade. E isso porque uma vez, quando ainda era bem pequena, seu pai lhe trouxe de viagem um livro chamado A Utopia. Foi o último presente que recebeu do pai, pois pouco tempo depois ele morreu. Aquele livro se tornou seu bem mais precioso e um guia de vida. Ao tocar naquelas páginas sentia que o pai estava perto dela. 

- Há um trecho do filme em que Danielle está defendendo um criado que foi preso. Ela consegue juntar uma quantia para comprar a liberdade dele, mas não consegue. Então, diante do príncipe, defende sua causa: 

"Se o senhor submete seu povo a uma má educação e as maneiras são corrompidas na infância, e ainda por cima os castiga por aqueles crimes onde a educação os confinou... o que mais podemos concluir, Alteza, além do fato de que cria ladrões para depois puni-los?" [Filme Para Sempre Cinderela]

No trecho acima Danielle cita livremente um trecho presente no livro, conforme abaixo:

"[...] Vocês permitem que essas pessoas sejam criadas da pior forma possível e corrompidas de modo sistemático desde os primeiros anos de vida. Por fim, quando elas crescem e cometem os crimes que foram sem dúvida destinadas a cometer, desde a infância, começam a puni-las por roubarem!" [trecho do livro A Utopia. Editora Martin Claret, página 39]

No decorrer do filme são feitas outras menções ao livro e isso acabou por ir despertando o meu interesse ao longo dos anos. Assim resolvi apostar nesta obra e ver se ela conseguia provocar em mim a mesma paixão que a Danielle sentia. E não. Não me apaixonei pelo livro.rsrs

- A proposta do livro é boa e muito ousada, se considerarmos que Thomas More a escreveu no século XVI, quando a Inglaterra era controlada pelo rei Henrique VIII. Sim, o mesmo que rompeu com a Igreja Católica, fundou a Igreja Anglicana, se divorciou de Catarina de Aragão por capricho para casar-se com Ana Bolena e depois mandou executar a Ana porque sentiu vontade. Fora outras execuções pelas quais ele foi responsável, incluindo a do próprio Thomas More, que simplesmente foi condenado à morte por se negar a reconhecer o vaidoso rei como chefe da nova Igreja. Ele foi decapitado e seu corpo exposto para servir de exemplo, como era comum em vários momentos da História do mundo. Eu considero que foi arriscada a publicação de A Utopia já que o livro faz uma crítica explícita à forma de governo do referido rei. Todavia, considerando que o livro só veio a ser publicado na Inglaterra vários anos após a morte do autor... não foi tão arriscado assim. Ele publicou o livro em vida, mas em outro país.rs

- No livro conhecemos a famosa ilha Utopia através de um diálogo entre Raphael, o viajante que viveu em Utopia por cinco anos, e o próprio Thomas More. Raphael conta para seu novo amigo como era incrível aquele lugar, onde todos viviam de maneira digna e não existia o que chamamos de propriedade privada. Tudo pertencia à coletividade e várias famílias viviam numa mesma grande casa antes que ocorresse um novo rodízio e fossem mudadas de local para que uma nova família habitasse aquele lugar e trabalhasse no campo, se fosse o caso. Mas antes de continuar falando da maneira como as pessoas viviam nessa ilha fictícia é preciso voltar um pouco.rsrs

O livro é dividido em duas partes: Livro I e Livro II. Na primeira parte nota-se de maneira mais clara a crítica feita ao governo da Inglaterra quando Raphael expõe sua forma de ver o mundo e seus motivos para se negar a fazer parte da Corte de Henrique. 

"Para começo de conversa, a maioria dos reis está mais interessada na ciência da guerra - sobre a qual nada sei e nem quero saber - do que em técnicas úteis de tempos de paz."

Embora não ataque diretamente o monarca, Raphael parece reprovar a maneira como os reis (e aquele especificamente) gostavam de produzir guerra, de estar sempre em conflito com outros países. Algo que vai na contramão do que um verdadeiro rei deveria buscar: a paz. 

Entre as diversas críticas presentes nesta primeira parte do livro temos a pena capital a qual os condenados por roubo eram sentenciados. Daí aquele trecho presente no filme, lembram? Para Raphael era costume dos reis educarem através da opressão e da extrema miséria as pessoas para que elas se tornassem ladras, vez que a vida lhes dava apenas duas opções: roubar ou morrer de fome. Assim, condicionava as pessoas daquela forma e quando elas se viam tão desesperadas ao ponto de cometerem o roubo para poderem comer eram condenadas à morte. Este é o "criar ladrões para depois puni-los". Sobre este assunto o personagem Raphael ainda menciona o fato da pena capital violar o mandamento bíblico "Não matarás" dizendo que a interpretação dada como desculpa para admissão deste tipo de pena concede espaço para que a Bíblia seja sempre interpretada conforme os interesses de quem detém o poder. Sim, algo assim presente num livro escrito no século XVI! Fantástico, não é mesmo?rs

Boa parte da discussão presente nesta primeira parte é sobre o tratamento concedido aos criminosos, vez que Raphael considera a vida muito mais valiosa do que bens materiais, sendo inadmissível condenar alguém à morte por conta de um roubo. Ele defende como opção o trabalho forçado; em outras palavras: o trabalho escravo. E vou logo dizendo que o brilhante livro A Utopia não considera a escravidão como algo abominável. É errado matar alguém (a pena de morte é aceita em determinados casos em Utopia), mas ter escravos é perfeitamente aceitável. Tornar alguém escravo não é errado, sobretudo se essa pessoa cometeu algum crime. E na ilha fictícia em que a igualdade reinava, todos eram felizes e tratados de forma justa também existiam escravos. Então, a igualdade não era um direito de todos. 

Ainda entre os assuntos presentes na primeira parte e a afronta explícita ao rei, temos a questão levantada de que juízes podem ser de certa forma influenciados a satisfazer as vontades do monarca. Raphael fala de forma hipotética. Que algo assim poderia acontecer. 

"Um quinto recomenda-o exercer certo domínio sob os juízes, para que eles sempre deem um veredicto a seu favor. [...] Logo cada juiz expressará uma opinião diferente, um caso bastante claro começará a parecer controvertido, e se questionarão os mais simples fatos. Isso dará ao rei uma esplêndida chance de interpretar a lei em proveito próprio."

De maneira mais direta ainda ele insinua que um rei que vive no luxo enquanto boa parte da população passa fome não é digno de ser considerado rei. E se deixa o seu povo nestas condições é porque acredita que assim manterá tais pessoas sob controle, submissas às suas vontades. Logo, sendo incapaz de governar homens livres, exceto através da opressão, não sabe ser rei. 

São diversas as formas pelas quais o autor critica seu monarca no Livro I. E, na minha opinião, é a parte mais interessante de todo o livro. A segunda parte (Livro II), quando conhecemos mais profundamente a tal Utopia, não despertou tanto o meu interesse. E por isso digo que não me apaixonei pelo livro. Não vi nada de grandioso em Utopia, apenas uma verdadeira ilusão, em que as pessoas estavam condicionadas a uma forma de vida que também oprimia e elas não eram capazes de perceber. Uma sociedade que buscava uma suposta justiça social, mas admitia a escravidão. Em que mulheres tinham mais liberdade que na Inglaterra da época, mas que ainda assim estavam sujeitas ao controle dos parentes do sexo masculino. Em que as pessoas não eram tão livres assim para exercer qualquer ofício. E não tinham direito sequer a terem sua própria casa, nada sendo delas realmente. Que sociedade ideal é esta?! Como eu disse, a proposta é boa, a intenção ao mostrar uma sociedade mais evoluída, em que boa parte das pessoas viviam em igualdade de condições, felizes e se acreditando livres, em oposição à situação miserável em que os súditos do rei da Inglaterra viviam, é até legal. Mas as pessoas que viviam em Utopia também eram controladas. Estavam presas àquela forma de vida. Não eram livres para ter uma vida diferente daquela que lhes era determinada. E se desobedecessem de alguma forma às regras poderiam ser condenadas à escravidão. 

"A pena normal para qualquer crime importante consiste na escravidão. Os insulares afirmam que ela é tão desagradável para os criminosos quanto a sentença de morte, e mais proveitosa para a sociedade do que se livrar deles de imediato, pois trabalhadores vivos são mais valiosos que mortos, além de exercer uma influência dissuasória mais prolongada. Entretanto, se os condenados se revelarem recalcitrantes sob esse tratamento, e não obedecerem a nenhum tipo de disciplina na prisão, eles apenas os abatem como animais selvagens."

E falando em desobediência... Imagine que alguém numa determinada cidade da ilha quisesse visitar uma cidade vizinha para estar com um amigo. Ela podia simplesmente ir? NÃO. Tinha que ter permissão do Prefeito que lhe concederia um passaporte estipulando quando a pessoa deveria retornar. Caso alguém se atrevesse a viajar sem permissão e fosse pego seria conduzido de volta em "desgraça" e punido como desertor. Se cometesse tal infração pela segunda vez a pena era a escravidão. 

Não vou falar de todos os aspectos desagradáveis da ilha. Existiam pontos positivos como o incentivo para que as pessoas estudassem (para cargos pontuais em benefício da ilha), hospitais avançados e gratuitos, comida boa para todos (incluindo os escravos?), "liberdade religiosa"... Em resumo  posso dizer que o livro não conseguiu mais do que três estrelas. Porque não concordei com muitas das coisas aplicadas na tal ilha. Me pareceram bárbaras, por demais opressoras. A forma como a população era tão fortemente controlada e sequer notava me dava náuseas. Não leria esse livro novamente e está longe de representar um "mundo ideal". 

- Utopia, como eu disse, é uma palavra inventada pelo Thomas More. Significa literalmente "não lugar", lugar que não existe. Como também lhe foi dado o significado de algo fantasioso, imaginário, ilusório por conta da própria obra, eu costumo usar a palavra quando quero dizer que algo é ilusão.rs

Thomas More foi reconhecido como mártir e canonizado pela Igreja Católica por conta da causa de sua execução, que foi sua fidelidade aos ensinamentos católicos e sua fé em Deus. Ele era um homem muito religioso e culto e incentivava seus filhos (fossem meninos ou meninas) a estudarem, não fazendo distinção entre eles no que se refere à educação. 

- Um lado meu pensa que o autor, ao criar este "não lugar" estava agindo com ironia, debochando não só do governo da Inglaterra, mas também da sua ilha imaginária e sociedade ideal. Todavia, um outro lado acredita que para o Thomas More, Utopia realmente representava um modelo de sociedade e governo ideal se a outra opção era a realidade miserável da Inglaterra do século XVI. Naquela época realmente poderia ser um sonho maravilhoso viver num lugar como naquela ilha imaginária. E algumas coisas deveriam sim fazer parte de todas as sociedades: a valorização do trabalho humano, a diminuição de carga horária de trabalho (em Utopia trabalhavam seis horas diárias), o incentivo à educação, o desprezo pelo acúmulo de riquezas, no intuito de obter uma situação de maior igualdade. Utopia tinha aspectos muito positivos, mas tendo em vista que é um livro do século XVI, que tinha muito da mentalidade da época, também possui pontos negativos, como os que citei. Mas foram vários os trechos que marquei e que representam o que toda sociedade e governo deveriam praticar em nome de uma verdadeira equidade. 

Leitora apaixonada por romances de época, clássicos e thrillers (não necessariamente nesta ordem). Mãe da gatinha Luana. Filha carinhosa. Irmã dedicada. Amiga para todas as horas. Acredita em Deus. E no poder do amor.

13 comentários:

  1. Oi Luna!
    Que nostalgia que me deu quando li sua resenha! Lembrei da primeira vez que li este livro.
    Você conseguiu descrever muito bem as informações principais que o livro traz.
    Foi um livro que tive dificuldade para ler e também não concordei com vários pontos. Também não seria uma leitura que realizaria novamente.
    Abraços
    FLeituras

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  2. Oiiii,

    Menina do céu eu sou apaixonadaaa com este filme!! Sempre foi uma das minhas adaptações preferidas de Cinderela exatamente porque acho a Danielle incrível e dona de si, mas nunca parei essencialmente para reparar nas ligações com o livro preferido dela? Para ser bem honesta nunca sequer procurei o livro para saber se ele existia kkkkk Agora depois desta resenha eu preciso desesperadamente ler este livro, preciso conhecer a história que deu base pra maravilhosa Danielle, fora o fato de que eu adoro livros com críticas sociais.

    Beijinhos...
    http://www.paraisoliterario.com

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  3. Oi, LUna.
    Primeiro achei muito legal que você tenha se animado a ler um livro por causa da adaptação da Cinderela. Eu amo descobrir livros assim!
    Depois, parabéns pela sua iniciativa de ler um livro como Utopia. Tem horas que sinto que esses livros foram esquecidos, que caíram no limbo... Fico feliz em ver alguém se interessando por um livro como esse. Li essa história na época da faculdade e me lembro das longas discussões que tínhamos.
    Beijos
    Camis - blog Leitora Compulsiva

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  4. Tudo bem?

    Vez ou outra eu curto sair da minha zona de conforto e ler coisas novas.
    Com isso, encontrei diversas leituras boas e algumas não tão boas.
    Faz parte.. Assim como você, eu também amo contos de fadas, e já fiz isso de pesquisar e ler um livro através de algum personagem ou coisa assim.

    Exemplo disso foi a obra de Chelsea Cain, mencionada no seriado True Blood. Encontrei o livro, li e me apaixonei pela escrita da autora, assim como os livros da série se tornaram queridinhos pra mim.

    Eu leio bastante clássicos. Gosto muito. Já li O Príncipe, Maquiavel várias vezes.. (mencionado por você). Utopia, passei por ele faz muitos anos na época da Faculdade de Direito. Um livro que com certeza trás muitas reflexões.
    Beijos.

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  5. Uau, que post mais completo, parabéns!
    Achei muito bacana a sua predisposição de ler o livro através do filme que assistiu, um bom jeito de incentivar a leitura. Não conhecia esse livro e achei bem interessante os assuntos que ele aborda e o que está por trás da obra.

    Beijos, Gabi
    Reino da Loucura | Instagram

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  6. Olá!
    Eu conheço esse livro de nome e tal, Mas é uma leitura que eu não faria, por alguns motivos e o principal deles é por ter sido escrito em uma época diferente. Eu tenho muitas dificuldades de ler livros assim, Pq a escrita acaba me incomodando, vai se tornando algo maçante demais e eu acabo abandonando, que foi o que aconteceu quando li "Dom Casmurro". Principalmente por esse motivo, eu não leria esse livro, Mas quem sabe em uma próxima oportunidade.

    Beijos
    Traveling Between Pages

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  7. Oi!
    Eu assisti Para Sempre Cinderela várias vezes, é um dos filmes que mais amei, sim eu lembro dessa passagem que ela citou ao principe, foi emocionante essa cena. Já ouvi falar de Thomas More, mas não conhecia esse livro, não sei se leria pois o vocabulário de 1516 é diferente, li um livro ano passado que tive que ter um dicionário do lado para entender algumas palavras kkk, foi um choque porque tinha que parar a leitura.
    Parabéns pela sua resenha ela é completíssima, e adorei sua abordagem relacionando outro livro ou um filme. Bjs!

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  8. Oi Lu! Digo primeiro, parabéns! Esse livro foge demais de tudo que eu leio, e não sei se animaria a ler, mesmo depois dessa resenha tão bacana e bem detalhada. Essa proposta de sociedade alternativa e perfeita que o autor sugere é utópica mesmo, e deve ter sido uma baita crítica mesmo na época do lançamento, onde ainda tinha o peso da monarquia e o peso da igreja. Não sei se chego a ler algum dia, mas obrigada pela dica!

    Bjoxx ~ Aline ~ www.stalker-literaria.com ♥

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  9. Olá, tudo bem?
    Eu também amo Para sempre Cinderela e senti vontade de ler A Utopia por causa desse filme. Inclusive, cheguei a comprar kkkkkk. No entanto, achei a leitura muito cansativa e resolvi ficar só com as citações feitas no filme mesmo, porque o livro não é para mim kkkk. No entanto, acredito que as ideias que ele transmite são de fato ousadas, ainda mais para a época. Mesmo que o livro tenha seus problemas, acredito que seja mais compreensível considerando o período em que foi escrito.
    Adorei sua resenha e achei muito bacana você ter feito essa leitura. Eu já não tenho mais tanta vontade de ler esse livro, mas quem sabe um dia eu não arrisco né?
    Beijos!

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  10. Olá, que interessante o filme ter lhe estimulado a ler o livro que era citado nele. Interessante também o autor ter escrito sobre temas que ainda são atuais nos dias de hoje, mesmo que sua intenção fosse de criticar o então polêmico rei. Dá pra gente perceber mesmo como a sociedade ideal descrita pelo autor não é tão boa assim. Gostei muito de conferir sua opinião.

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  11. Olá!
    Estou bem chocada com seu texto e também toda sua explicação que me atiçou a saber mais sobre esse livro e filme, ainda não conhecia mas irei ver ou ler em breve.

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  12. Olá,
    sou completamente apaixonada por suas resenhas, sempre tão completas e interessantes. Já assisti "Para sempre cinderela" milhares de vezes e juro que nunca me atentei a menção desse livro no longa, também adoro a fora e a independência de Danielle e o fato dela não se curvar diante das adversidades. Quanto ao livro "A utopia está completamente fora da minha zona de conforto mas depois de tudo que li aqui, talvez algum dia eu cogite dar uma chance a história.

    Abraços!
    Nosso Mundo Literário

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  13. Oiee ^^
    Gente, eu nunca tinha visto nada sobre esse livro, nem sabia que existia, ai que vergonha kkkk'
    Mas sua resenha conseguiu me deixar bastante curiosa, foi bem completa e deu para perceber os pontos positivos da obra. Fiquei mesmo curiosa *-* Eu nunca assisti Para sempre Cinderela também.
    MilkMilks ♥

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