28 de junho de 2019

DESAFIO ME LIVRANDO

Olá, queridos!

Eu não queria terminar a semana sem aparecer por aqui. :) Vou tentar me organizar para publicar no blog toda segunda e sexta-feira, mas não prometo nada ainda. Como eu disse, preciso me organizar primeiro. 

Esta foi uma semana bem agitada para os meus livros. Arrumei quase todos (a maioria) e, pela primeira vez na vida, me desfiz de uma grande quantidade deles (!!!!!!!!!). Sim! Ao todo eu me desfiz de 76 dos meus livros. Algo que nunca imaginei que teria coragem de fazer. Algo que me surpreendeu muito. Mas a verdade é que estou passando por uma fase de mudanças internas, de reconsiderar certas coisas, de refletir sobre outras... Enfim... Estou numa fase complexa e isso talvez tenha seu lado bom. 

No que se refere aos livros simplesmente me perguntei por que estava guardando histórias que não tinham me agradado tanto e que eu não iria reler nunca, que eu não desejava manter comigo. Além disso também existiam aqueles livros que comprei num impulso ou ganhei e sei que nunca irei ler, pois darei sempre preferência às histórias que estão na minha lista e que quero realmente ler. 

24 de junho de 2019

A Mulher na Janela - A. J. Finn

Título Original: The Woman in The Window
Tradutor: Marcelo Mendes
Editora: Arqueiro
Edição de: 2018
Páginas: 352
Onde comprar: Amazon

Sinopse: Anna Fox mora sozinha na bela casa que um dia abrigou sua família feliz. Separada do marido e da filha e sofrendo de uma fobia que a mantém reclusa, ela passa os dias bebendo (muito) vinho, assistindo a filmes antigos, conversando com estranhos na internet e... espionando os vizinhos. Quando os Russells – pai, mãe e o filho adolescente – se mudam para a casa do outro lado do parque, Anna fica obcecada por aquela família perfeita. Até que certa noite, bisbilhotando através de sua câmera, ela vê na casa deles algo que a deixa aterrorizada e faz seu mundo – e seus segredos chocantes – começar a ruir. Mas será que o que testemunhou aconteceu mesmo? O que é realidade? O que é imaginação? Existe realmente alguém em perigo? E quem está no controle? Neste thriller diabolicamente viciante, ninguém – e nada – é o que parece. 



Quando este livro foi lançado eu li muitas resenhas sobre ele. A maior parte delas dizia maravilhas do livro, ao ponto de o considerar um dos melhores thrillers lidos, favorito do ano e coisas assim... Como sou uma apaixonada por suspenses, sobretudo os psicológicos, fiquei morrendo de vontade de ler a história, queria amar o livro também, me surpreender como outros leitores tinham se surpreendido, ficar fascinada com os acontecimentos... Enfim... Desejei tanto o livro que o adquiri e passei na frente de outros suspenses que estavam na pilha de leitura há muito mais tempo. O resultado? Uma baita decepção! Este livro até pode ser o favorito de muitos leitores, mas de modo algum entrou para a minha lista de amados. No máximo, merece 3 estrelas. Isso porque estou boazinha. Porque, para ser sincera, não o considero sequer digno disso. 

Eu comecei a leitura predisposta a amar o livro. Estava muito empolgada e o bom é que não conhecia spoilers. Se peguei spoiler em algum momento não me recordo, portanto, a história toda seria uma surpresa para mim. Só que logo nas primeiras páginas notei que as coisas não seriam bem como eu imaginava. A leitura era lenta, arrastada, do tipo que você não tem muito ânimo de seguir sem interromper, sabe? Eu conseguia me separar da história com tranquilidade, sem nenhum desejo de virar a noite lendo ou deixar de fazer outras coisas para estar com o livro. Pelo contrário! Quando o largava para ler outra coisa sentia até certo alívio. Sério. E isso é péssimo. Detesto quando pego um livro que só me provoca decepções e tédio. 

14 de junho de 2019

Helena - Machado de Assis

Literatura Nacional
Editora: Nova Fronteira
Edição de: 2016
Box Todos os Romances e Contos Consagrados de Machado de Assis 
Volume 1: Ressurreição/A mão e a luva/Helena/Iaiá Garcia
Onde comprar: Amazon

Sinopse: Estão reunidos aqui os quatro primeiros romances de Machado de Assis, que compõem o que se convencionou chamar de fase romântica do escritor. O próprio Machado na "Advertência" a uma nova edição de Ressurreição, sugere essa divisão de sua obra: "Este foi o primeiro romance, escrito aí vão muitos anos. Dado em nova edição, não lhe altero a composição nem o estilo, apenas troco dois ou três vocábulos, e faço tais ou quais correções de ortografia. Como outros que vieram depois, e alguns contos e novelas de então, pertence à primeira fase da minha vida literária."



Apesar deste primeiro volume conter quatro romances do autor, neste post trarei apenas a resenha de Helena, uma história que me envolveu intensamente e aumentou todo o amor que eu já sentia pelo Machado de Assis. É um dos meus autores da vida! 

E pensar que houve um dia em que falei do autor com indiferença, até com certo desprezo, na verdade. Lembrei dessa ocasião recentemente. Acho que aconteceu nos meus primeiros anos como blogueira. Quem lê romances contemporâneos, de época, de banca ou outros livros considerados "insignificantes" por uma certa parcela de leitores com certeza já passou por situação de raiva, ao ter que suportar o desdém de outros que se consideram "verdadeiros leitores", "cultos", "intelectuais", por lerem clássicos. Foi num momento assim, em que eu estava com muita raiva, que falei do autor com desprezo, sem sequer conhecer as suas obras. Eu lembro de ter dito que não precisava ler clássicos para ser uma leitora e que não fazia a menor questão de ler Machado de Assis. E eu tinha razão no que disse. Continuo acreditando que não importa o que a pessoa lê, desde que leia e seja capaz de interpretar o que leu, de absorver algo da história, de tornar-se alguém melhor. 

Porque como certo autor um dia disse (e não recordo o seu nome) "os livros não mudam o mundo, os livros só mudam as pessoas". E um romance de época pode mudar alguém, um chick lit, até um romance erótico (que é um gênero que eu particularmente não aprecio muito). Livros sempre são capazes de nos transformar (para melhor) se dermos a eles a oportunidade de fazerem isso. Por isso esse preconceito literário que existe aos montes na blogosfera me irrita tanto. Porque eu posso achar que um livro é inútil para minha vida, posso considerar uma história a pior de todas, mas tenho que respeitar o fato do outro não ser obrigado a ter o mesmo gosto que eu, e poder retirar daquela mesma história que odiei algo de bom para sua vida. Talvez seja a história que aquela pessoa precisava ler. Enfim... Mas de todos os preconceitos literários que existem um dos mais insuportáveis é em relação aos que não leem clássicos. E só posso considerar quem julga alguém por não ler clássico um pseudointelectual, que para ser um intelectual de verdade, evoluído, deveria no mínimo respeitar o gosto literário das pessoas. 

9 de junho de 2019

O Fantasma da Ópera - Gaston Leroux

Título Original: Le Fantôme de l'Ópera
Tradutor: Gustavo de Azambuja Feix
Editora: L&PM Pocket
Edição de: 2016
Páginas: 330
Onde comprar: Amazon

Sinopse: Somente a música e o amor são imortais. Que aterrorizante segredo esconde-se nos subterrâneos da Ópera de Paris? Que mistério atormenta um dos mais majestosos palácios dedicados à arte na capital francesa? Uma das histórias de terror e amor mais famosas do século XX, O fantasma da Ópera combina romance e suspense para narrar o triângulo amoroso entre a linda e talentosa cantora lírica Christine Daaé, o frágil e apaixonado visconde Raoul de Chagny e o sinistro e obcecado gênio da música que habita os porões do teatro. Com contornos de relato histórico, a narrativa conduz o leitor pelos labirintos da Ópera e do coração humano, revelando o que há de mais obscuro em ambos.



Faz poucas horas que concluí esta leitura e nem sei por onde começar a falar dela. É um livro que se tornou um querido do meu coração. Um daqueles especiais, sabe? Do qual não abro mão, que levaria comigo se precisasse viajar e carregar apenas algumas histórias deixando o resto para traz. É precioso como O Morro dos Ventos Uivantes, As Relações Perigosas, O Quarto Arcano, Jane Eyre e algumas outras histórias que marcaram minha vida... Comecei a ler este livro sobretudo por conta do filme no qual o fantasma foi interpretado pelo Gerard Butler, mas não foi pelo filme que o amei. Afinal de contas, embora existam semelhanças, o livro acaba por ser bem diferente em muitos aspectos. 

É uma história que me provocou diversas emoções, que me deixou com o coração acelerado e sentindo muito pânico na última semana de leitura, temendo pela Christine e por seu amado Raoul, bem como por outros personagens da história. Que outras atrocidades ainda seriam cometidas pelo Érik, nosso odiado fantasma da ópera? Que outros crimes cometeria em nome daquele doentio amor? 
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