25 de outubro de 2020

Por que só as princesas se dão bem? - Thalita Rebouças


Literatura Brasileira
Literatura Infantil
Editora: Rocco
Edição: 2013
Páginas: 36

58ª leitura de 2020 (53ª resenha do ano)

Sinopse: Por que só as princesas se dão bem? é um conto de fada às avessas que vai conquistar as leitoras mirins. O livro traz o estilo bem-humorado da escritora que conquistou os adolescentes, agora contando a história de Bia, uma garota apaixonada por princesas... até se tornar uma!




Por que só as princesas se dão bem? é um livrinho voltado para um público infantil, é uma história para crianças pequenas, mas capaz de trazer leveza para pessoas de todas as idades, claro! É por isso que mesmo aos 26 anos eu decidi lê-lo!kkkkkk

Nele conhecemos a pequena Bia, uma criança muito esperta e questionadora, que está sempre enchendo a mãe de perguntas.rs E uma das coisas que ela não entende é por que só as princesas são felizes, só elas têm direito ao "felizes para sempre". Ela acredita que ser princesa é a melhor coisa do mundo e queria muito ser uma... E, como se uma fada madrinha ouvisse seu pedido, ela se torna princesa! Então percebe que as coisas não são bem como ela imaginava...

Sua mãe estava lendo um livro antes dela dormir e, misteriosamente, Bia vai parar dentro da história! Logo é cercada por várias assistentes e preparada para os milhares de eventos e obrigações e regras que toda princesa precisa seguir. Ela não podia fazer perguntas, tinha que vestir o que os outros escolhessem, comer somente o que outras pessoas decidissem, sequer poderia ir ao banheiro quando desejasse, mas somente quando os outros achassem apropriado!rs Eram muitas as regras, muitos os compromissos. Brincar?! Nem em pensamento! Enfim... Era uma vida muito infeliz. E tudo o que Bia mais desejava era voltar a ser ela mesma, voltar a ter sua vida. 

O livro traz uma visão nada cor-de-rosa dos contos de fadas. Nele, a vida de uma princesa é mais "real", não há "o felizes para sempre", com o príncipe encantado maravilhoso e uma vida de bailes e sorrisos e sonhos. Eu teria dó de ler uma história dessas para uma criança que ainda ama contos de fadas e sonha em ser princesa.rs Não leria, não!kkkkkk Mesmo assim, é uma história engraçada, com seu próprio final feliz e que nos faz pensar naquela questão de sempre considerarmos a vida do outro melhor que a nossa, a grama do vizinho mais verde, sabe? Através da experiência da Bia percebemos que muitas vezes o que consideramos "uma vida perfeita" não é nada daquilo e se trocássemos de lugar com a outra pessoa possivelmente iríamos desejar voltar correndo para nossa própria vida. Foi o que a Bia quis: apenas a sua própria vida de volta.

É uma historinha leve, bem rápida de ler, bastante engraçada e com um final bem feliz para nossa protagonista!rs



-> DLL 20: Um livro que tenha criança como personagem principal




18 de outubro de 2020

Colega de Quarto - Victor Bonini


Literatura Brasileira
Editora: Faro Editorial
Edição de: 2015
Páginas: 280

57ª leitura de 2020 (52ª resenha do ano)

Sinopse: Eric Schatz, carioca que se mudou para São Paulo por conta do curso universitário, começa a perceber indícios de que há mais alguém frequentando o seu apartamento. Primeiro, um par de chinelos. Então, uma outra escova de dentes. Depois, um micro-ondas que é ligado sozinho durante a noite, barulhos estranhos a qualquer hora e luzes que se apagam de modo misterioso. Até que, num final de tarde, Eric enxerga o vulto do colega de quarto entrar em seu apartamento pela porta da frente. Desesperado, o rapaz vai atrás de um detetive particular, mas parece ser tarde demais. Em menos de 24 horas, tudo acontece de modo acelerado e depois de uma ligação desesperada, cortada abruptamente, Eric despenca da janela do seu apartamento. Em seu livro de estreia, o autor nos apresenta uma história urbana de tirar o fôlego. Um mistério que passa por uma relação familiar complicada, suspeitas por todos os lados, e camadas e camadas de culpados. Há alguém inocente?





Lembro da primeira vez que vi este livro quando passei por uma galeria a caminho do meu estágio, alguns anos atrás. Até então não tinha ouvido falar da história, não sabia nada sobre o autor ou a obra e a capa simplesmente me atraiu. Muito! Então, quando li a sinopse descobri que precisava ler esta história, que tinha tudo para me envolver, para se tornar um dos meus livros de suspense preferidos! Realmente apostei tudo na obra, acreditando muito que iria amá-la. 

Por conta de outras leituras, não consegui ler o livro logo que o comprei e aí, com o passar do tempo, vi resenhas de outros livros do autor, como O Casamento e Quando Ela Desaparecer. Cheguei a pensar em comprar os referidos livros antes mesmo de ter lido Colega de Quarto, mas felizmente me segurei.rs 

E agora... Depois de ter concluído a leitura do livro... Não sei dizer qual livro de suspense me fez perder mais tempo este ano: se O Homem de Giz ou este sobre o qual agora escrevo. 

Sim, o livro se tornou uma grande decepção para mim. Principalmente porque eu estava cheia de expectativas. Porque acreditava com todo o meu coração que seria um 5 estrelas e favorito. Mas logo após as primeiras páginas já percebi o quanto estava equivocada em minhas esperanças. A história não era nada do que eu imaginava, a narrativa não me envolvia e os personagens eram caricatos e superficiais. Sem mencionar os diálogos! Eram a pior parte da história para mim, me faziam interromper a leitura e fechar os olhos, me recusando a acreditar que personagens adultos e supostamente maduros não sabiam conversar sem parecerem crianças birrentas. 

O livro traz o mistério em torno da morte de Eric Schatz, um estudante universitário que morava sozinho no seu apartamento num prédio de alto luxo, quando de repente começou a ser perturbado por estranhos acontecimentos. Primeiro apareceu no quarto de hóspedes um chinelo que ele nunca tinha visto. Depois, uma escova de dentes que não era sua. Micro-ondas sendo ligado de madrugada e o barulho da descarga, usada quando ele defnitivamente não estava no banheiro. Até que ele vê o vulto de um homem entrando em seu apartamento pela porta da frente. Apavorado, Eric procurou a ajuda de um detetive, sem saber no que acreditar: existiria alguém mais morando em seu apartamento? Ou... ele simplesmente estava enlouquecendo? 

Todavia, antes que pudesse obter as respostas que buscava, ele despenca da janela de seu apartamento, em aparente suicídio. É quando Conrado Bardelli, um advogado que também trabalhava como detetive particular, decide investigar o que haveria por trás da morte de Eric, até porque ele foi o detetive que o jovem procurou em busca de ajuda antes de supostamente resolver se suicidar. 

Durante suas investigações acaba esbarrando nos segredos de outras pessoas... e um crime é cometido, algo que pode ter ligação com a morte de Eric. São muitas as perguntas e vários os suspeitos. E ele não descansaria até descobrir toda a verdade. 

Sem somba de dúvidas, a premissa do livro era incrível e a sinopse faria qualquer pessoa desejar conhecer a história, pois prometia um suspense daqueles de nos deixar sem fôlego. O livro tinha potencial, motivo pelo qual dei 3 estrelas, mesmo não tendo gostado nada da leitura. 

O livro nos lembra as histórias da Agatha Christie, mas apenas isso. Só lembra, mas segue por um caminho bem diferente, com personagens de comportamento muito infantil e um detetive que rapidamente esquecerei e não desejarei reencontrar em nenhuma outra obra do autor. Sim, ainda pretendo dar outra chance a um livro do autor, mas apenas se não tiver esse detetive. Ele me desagradou desde o princípio. Talvez vocês não se lembrem, mas houve uma época em que comecei a ler uma série do James Patterson e que abandonei por conta do detetive idiota das histórias: o Alex Cross. Eu acreditava que ele seria o pior detetive que eu teria o desprazer de conhecer na minha vida como leitora, que nenhum outro conseguiria superá-lo em estupidez. Mas o Conrado Bardelli e o Alex Cross se dariam muito bem. Os dois são bem parecidos. Ambos são tão tolos que é difícil de acreditar que são os detetives das histórias, que tudo se "desvenda" graças a eles. Uma piada. Lembro de um livro no qual um vilão disse ao Alex Cross que ele era uma piada. É incrível como isso também se aplica perfeitamente ao Conrado Bardelli.rs

Estou sendo muito dura com o livro? Quem acompanha meu blog sabe que quando amo uma história eu digo com todas as letras, mas quando detesto também faço o mesmo. E não importa se o livro é inglês, alemão, americano, japonês, brasileiro ou o que seja. Têm leitores que consideram inaceitável fazer resenha negativa de um livro nacional e reagem com agressividade contra quem não enche o livro de elogios. Mas a leitura é algo pessoal e quem lê tem direito a sua opinião. 

Eu não gostei do livro. Achei o detetive uma piada e não recomendo a história. Se não fosse pelo potencial que o livro tinha sequer receberia 3 estrelas. Mas isso não significa que ao ler você terá a mesma opinião que eu. Existem muitos livros que eu amo e outras pessoas odeiam. É a vida.rs 



-> DLL 20: Um livro de suspense/terror

 

12 de outubro de 2020

De Gateira em Gateira - Jacqueline Gonçalves


Literatura Infantil
Literatura Brasileira
Páginas: 24

56ª leitura de 2020 (51ª resenha do ano)

Sinopse: Serafim era um gato muito amado e bem tratado por Veruska, sua dona. Tudo em sua vida caminhava muito bem, até que ele começou a se sentir traído por ela. Por esta razão, ele decidiu tomar providências. O problema foi que ao invés dele arrumar uma solução, acabou foi se metendo em uma grande confusão.




O fato deste livro ser protagonizado por um gato me "chamou" assim que soube do seu lançamento. Qualquer pessoa que realmente me conheça sabe que sou perdidamente apaixonada por animais, sobretudo gatos. Já tive vários. Houve um período da minha vida em que eu tinha oito gatos em minha casa, eram mais gatos que pessoas (moro com a minha mãe e minha irmã), alegrando os meus dias, enchendo minha vida de amor. 

Hoje em dia eu só tenho uma gatinha, a Luana, que é tão ciumenta quanto o Serafim da história. Até mesmo quando estou "conversando" com o cachorro da minha irmã, ela fica me gritando, pois se sente "traída" se dou atenção para qualquer outro animal. Ela é o amor da minha vida. A minha filha. Como o Serafim, ela foi abandonada na rua e "me encontrou", me escolheu como sua mamãe. Desde aquele dia somos inseparáveis. 

O livro traz a história do gatinho Serafim, que tinha sido abandonado na rua com seus irmãozinhos. Ele nos conta que não sabe o que aconteceu com seus irmãos, mas se lembra do momento em que Veruska o encontrou e levou para casa, onde ele tinha um monte de privilégios.rsrs Sua vida era perfeita, com cama quentinha, suas comidas favoritas e até a caixinha de areia à sua disposição, sem mencionar o afeto que recebia, cada carinho, toda a dedicação de Veruska. Até que as coisas desandaram... Ele jamais imaginou que sua mamãe (prefiro chamar de mamãe, pois a palavra "dona" me causa incômodo) pudesse traí-lo daquela maneira, "despedaçando seu coração" e atingindo, é claro, o seu orgulho de gato-filho-único: ela adotou outro gato. Aquele foi o fim do mundo para o Serafim. De modo algum ele aceitaria dividir suas coisas e sua mãe com um intruso.rsrs

É aí que o Serafim decide tomar uma decisão: encontrar outra gateira (pessoa apaixonada por gatos) para adotá-lo, alguém que não tivesse nenhum outro gato em sua casa (pois a questão toda é que ele queria ser filho único) e lhe desse tudo aquilo com o que ele já estava acostumado. 

E ele encontra uma nova mãe, Dona Dolores, uma mulher que tinha perdido um gatinho e estava com o coração triste. Serafim chega em sua vida levando de novo a alegria e no início tudo corre bem. Até que... Serafim, agora com um novo nome, começa a sentir muita saudade de Veruska. O que fazer se ama Dolores, mas não deixa de pensar em sua outra mamãe?! Ele estava realmente metido numa grande confusão!

Esta história é uma delícia! Eu ria tanto com as travessuras do Serafim, porque além de serem divertidas eram muito parecidas com as coisas que os gatos fazem na vida real. Quem cuida de gatos sabe como eles são traquinas, orgulhosos e ciumentos! A gente pisca e lá estão eles aprontando! É uma loucura! Mas amamos cada momento ao lado deles! 

Claro que senti vontade de dar uma bronca no Serafim pelo susto que ele dá na Veruska, mas é impossível ficar brava com ele por muito tempo.rsrs E no final da história tudo dá certo. Final feliz garantido!

É um livro que me lembrou muito minha infância, pois além de ser um livro voltado para o público infantil (mas que encanta pessoas de todas as idades), também fez eu recordar o primeiro gatinho que eu tive (Miguel) que apareceu no meu quintal quando eu era criança e ficou aqui pelo tempo que Deus permitiu. Ele era bem traquinas, independente e amoroso. O Serafim me fez recordá-lo bastante.

A autora Jacqueline Gonçalves é dona do canal literário Estante Alada. Clique aqui para conhecer!



-> DLL 20: Um livro que lembre a infância


10 de outubro de 2020

O Homem de Giz - C. J. Tudor



 Literatura Inglesa
Título Original: The Chalk Man
Tradutor: Alexandre Raposo 
Editora: Intrínseca
Edição de: 2018
Páginas: 272

55ª leitura de 2020 (50ª resenha do ano)

Sinopse: Assassinato e sinais misteriosos em uma trama para fãs de Stranger Things e Stephen King


Em 1986, Eddie e os amigos passam a maior parte dos dias andando de bicicleta pela pacata vizinhança em busca de aventuras. Os desenhos a giz são seu código secreto: homenzinhos rabiscados no asfalto; mensagens que só eles entendem. Mas um desenho misterioso leva o grupo de crianças até um corpo desmembrado e espalhado em um bosque. Depois disso, nada mais é como antes.

Em 2016, Eddie se esforça para superar o passado, até que um dia ele e os amigos de infância recebem um mesmo aviso: o desenho de um homem de giz enforcado. Quando um dos amigos aparece morto, Eddie tem certeza de que precisa descobrir o que de fato aconteceu trinta anos atrás.

Alternando habilidosamente entre presente e passado, O Homem de Giz traz o melhor do suspense: personagens maravilhosamente construídos, mistérios de prender o fôlego e reviravoltas que vão impressionar até os leitores mais escaldados.




Pensando bem aqui enquanto começo a escrever esta resenha chego à conclusão de que fui muito generosa ao dar 3 estrelas a este livro...

Esta história fez muito sucesso poucos anos atrás e claro que eu fiquei com vontade de ler (porque thrillers me atraem), mas decidi esperar o hype passar e só agora resolvi arriscar a leitura. Esperando, sinceramente, que fosse gostar. Que seria uma história que me perturbaria e até mesmo provocaria medo (não é à toa que a deixei para o mês do horror). Todavia, o livro se mostrou uma grande decepção. 

Nele temos Ed Adams como protagonista, um homem de 42 anos, que nunca esqueceu os acontecimentos de 30 anos atrás. A história inteira é contada pela perspectiva dele, o que contribuiu para o tédio que senti durante a maior parte da leitura. Ed não é um personagem muito objetivo. Ele dá muitas voltas e se repete até chegar a algum lugar, ou até levar nós leitores a algum lugar nesta história tão... previsível. 

Ed estava levando sua vida normalmente, bebendo cada vez mais (e mentindo para si mesmo ao dizer que não tinha problemas com bebida) e relembrando um passado que marcou a vida de seus amigos e dele, um passado nunca fechado, pois faltavam respostas que nem todos se preocupavam em descobrir. Até que Mickey, um dos seus amigos de infância, reaparece na cidade, após tantos anos, para uma visita aparentemente motivada pela saudade daqueles que foram seus companheiros de aventuras. 

Mas logo após a chegada de Mickey, um comentário do visitante desencadeia uma série de acontecimentos na vida de Ed e ele decide encontrar todas as respostas antes que fosse tarde demais. Quem realmente tinha matado aquela garota, trinta anos antes, e desmembrado seu corpo? Será que o assassino ainda estava vivo? Seria ele o responsável pelo envio misterioso do desenho de giz macabro que seus amigos e ele receberam? Será que ele... mataria novamente? 

A história tinha potencial. E isso é o que torna a experiência de leitura ainda pior, pois a história tinha tudo para ser do tipo de tirar o fôlego, mas (na minha opinião, claro) a autora se perdeu na narrativa e criou uma trama muito previsível e cansativa, com um protagonista que dava voltas e voltas e parecia ele próprio cansado, entediado. Ed contava os acontecimentos, intercalando presente e passado (ano de 2016 e 1986), como se estivesse com vontade de dormir. Sério! Era essa a impressão que eu tinha. Um personagem que não foi muito bem construído e contribuiu bastante para o tédio que o livro me provocou. 

Eu reconheço que o prólogo é muito envolvente, do tipo que nos faz querer devorar o livro para obter todas as respostas. Mas logo que terminamos a leitura do prólogo e passeamos pelos acontecimentos do ano de 2016 e o Ed nos leva a 1986, sempre intercalando presente e passado, as coisas começam a desandar. Apenas na reta final o livro ganha fôlego, as cenas ficam frenéticas e pensamos "agora sim vai acontecer algo incrível, agora sim a leitura vai valer a pena!", mas o Ed é tão imbecil que os acontecimentos finais acabam por ser mais do que decepcionantes. 

Como eu disse, as coisas são muito previsíveis neste livro. Eu já tinha adivinhado a maioria dos segredos bem antes do final, até mesmo quem era o assassino de trinta anos atrás. Estava óbvio demais, inclusive a motivação. Porque a autora deu excessivas pistas do que havia se passado, quem tinha feito e o motivo. Estava mais claro que água. Mas claro que o Ed demorou uma eternidade para descobrir. E por falar nele, a autora seguiu o padrão de alguns suspenses: criou um personagem não confiável. Ed não é nada confiável, tanto por seus problemas de memória (que são muitos) quanto por suas "manias", que ele carrega desde a infância. E foi graças a essas "manias" que a autora entregou um dos acontecimentos do prólogo logo de cara. Assim que descobrimos o que o Ed costumava fazer na infância já percebemos muita coisa. Enfim, tudo é óbvio neste livro. 

Se recomendo a leitura?! Não. Mas minha opinião é apenas isso: simplesmente minha opinião sobre a leitura e nada mais. Não sou crítica literária. E gosto é muito pessoal. Sei que existem muitas pessoas que amaram a história, que consideram o livro um dos seus favoritos. A história não funcionou para mim, mas pode perfeitamente te agradar. 



-> DLL 20: Um livro de capa preta



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